Hoje, dia 1º de abril, os japoneses conferiram a estreia de uma nova fase da franquia Saint Seiya, os nossos bons e velhos Cavaleiros do Zodíaco. Pela primeira vez desde a aguardada adaptação da Saga de Hades, os personagens clássicos voltaram para a TV. Não, não é mais uma saga qualquer para que Seiya e os outros protejam Athena. É o começo de uma nova era. Uma era na qual novos cavaleiros são introduzidos. Uma nova geração de guerreiros de bronze deve botar suas vidas em risco pela deusa.
E, lembrando que a PlayArte já adquiriu os direitos para o Brasil de Os Cavaleiros do Zodíaco – Ômega, que deve pintar em DVD por aqui até o fim do ano.

O primeiro capítulo corroborou uma série de informações que já circulavam antes: está aqui é uma produção para rejuvenescer a franquia, para atrair novos fãs que, hoje, acham Saint Seiya algo de tiozão. Por isso, muitos conceitos são apresentados como se fossem vistos pela primeira vez. Mas também bebe bastante da fonte original, deixando uma série de referências para os fãs mais antigos, transformando assim Ômega em um animê ~família~.
O estilo da animação também mudou, buscando atrair um público mais jovem. Muitos estão reclamando, mas o fato é que o menor número de detalhes diminui custos e a edição ligeira deixa tudo com um ar mais moderno, o que é o principal objetivo da nova série.
O que também pode irritar os fãs mais xiitas é que esta não é uma produção que envolva o criador Masami Kurumada. Nem tem base no mangá. Outras pessoas que não está presentes são Shingo Araki e Michi Himeno, designers de personagens das versões anteriores do animê. O primeiro, inclusive, infelizmente faleceu ano passado.
Até por isso, pra evitar mimimi, a Toei avisa que Ômega faz parte de outra continuidade. Sendo assim, vê e leva em consideração quem quer.
Pelo menos, a abertura deve agradar tantos os novos quanto os antigos fãs. Para ela foi feita uma nova versão da clássica Pegasus Fantasy, que soa muito como as atuais músicas de J-Pop que tocam nos animês. Várias trilhas antigas também dão as caras, mas totalmente repaginadas. Para ver a nova introdução da série, just push play:
Ok, agora um aviso: a partir de agora, este texto terá spoilers do primeiro episódio.
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Marte Ataca
O vilão da vez é Marte – e não fica claro quem ele é exatamente neste primeiro episódio, se é o deus grego Ares, o deus romano Marte ou alguém que utilize o título. De qualquer forma, ele quer transformar o mundo em um lugar a sua imagem e semelhança, mas ele precisa, antes, derrotar os protetores de nosso mundo. Por isso, ele ataca Athena, que brincava com um bebê que ela acabara de adotar. Surge, então, Seiya, tranjando a armadura de Sagitário. O embate entre os dois é violento e, no final, o vilão é derrotado, mas isso não acontece sem um grande sacrifício. O cavaleiro de Sagitário também está morto.
Sim, o Seiya MORREU. Com TRÊS MINUTOS E MEIO de episódio.
Os anos passam. Athena, agora, vive em uma ilha isolada, criando o bebê, que já é um adolescente chamado Kouga, ao lado de Tatsumi e de Shina de Cobra, que faz o treinamento do garoto. O interessante é que Kouga difere muito dos cavaleiros originais. Se no começo do primeiro animê eles estavam mais preocupados com ganhos próprios do que proteger Athena (além e achar Saori uma mimada que nunca poderia ser a deusa), Kouga gosta de Saori, mas não vê porque se tornar um cavaleiro. O peso de ter que se transformar em um faz com que ele deixe de acreditar no Cosmo e na própria existência de Athena – ele não sabe, ainda, quem Saori é.
O motivo do isolamento dos quatro é simples: apesar da derrota, Marte retornará. Por isso, Athena deixa seus cavaleiros de ouro restantes na linha de frente e se fica com Kouga, o qual, pelo visto, possuí algum tipo de objetivo messiânico não explicado. Além disso, o ataque de anos atrás deixou marcas. Saori vai morrer e, talvez, não falte muito tempo para isso acontecer.
Preocupada com o futuro, Saori percebe que é momento de apressar as coisas. Que mesmo Kouga ainda não tendo desenvolvido o seu cosmo, que possui um grande potencial, ele precisa tomar contato com seu destino e com a armadura de bronze de Pégaso – que agora não fica mais em uma urna, mas sim ~no espaço~, sendo chamada a partir de uma pedra especial. Claro que quando a deusa entrega a pedra nas mãos de Kouga, Marte surge novamente! E ele dá o péssimo aviso: já matou todos os cavaleiros de ouro.
E aí entra o clichezão: Saori vai atacar, mas o vilão executa uma técnica especial que a impede de usar seu cosmo, sob o risco de mandar tudo pelos ares. Kouga ataca, mas não adianta. Shina tenta, mas é derrotada facilmente.
Kouga, então, nota que esse tempo todo Saori era Athena. Que o mundo corre risco. E que Shina está moribunda em suas mãos. Apenas ele está entre a deusa que deve proteger e Marte.
BOOM! Eis que, do nada, surge a armadura de bronze de Pégaso. E com uma fagulho de sua energia, Seiya avisa: “Kouga, queime seu cosmo!”. Prontamente, o novo cavaleiro de Pégaso desfere os mais do que conhecidos Meteoros!
E aí, claro, acaba o primeiro capítulo.
Grande potencial
Para um primeiro episódio, o roteiro demonstrou ser bem consistente. A morte de Seiya e a presença de um bebê (no caso, o próprio Kouga) no começo ainda trazem um ótimo link com o começo de Saint Seiya original. Afinal, Saga de Gêmeos tenta matar Athena ainda bebê, sendo impedida por Aiolos de Sagitário, que também morre no processo. Tudo isso deixa um ótimo gancho para o futuro da série: Kouga seria o novo ~messias~? E qual é o destino dele?
Claro que aquela saída clássica de Athena não poder fazer nada e todo mundo dar a vida por ela se repete. Talvez isso tenha sido feito de propósito. Afinal, fica até difícil imaginar Os Cavaleiros do Zodíaco sem esse clichê.
Pelo que é possível perceber pelas “cenas do próximo episódio”, Kouga contará com a ajuda de Soma de Leão Menor para escapar do novo vilão. Depois, eles vão percorrer o mundo para tentar reunir os cavaleiros de Athena para salvá-la. E aí que, provavelmente, surgiram os guerreiros de bronze da nova geração. A pergunta é: será que Marte matou realmente todos os cavaleiros de ouro? Onde será que estão Shiryu e os outros? E Seiya, nunca mais irá voltar?
São muitas perguntas que deixam qualquer fã mais antigo mais do que interessado. É, realmente Ômega começou chutando bundas. E não é piada de 1º de abril…
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