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Domingo, 6 de Abril de 2008 | Atualizado em 07.04.08 às 0h27 TOP8 Mentiras que Marcaram ÉpocaEm homenagem ao 1º de abril e às mentiras não tão bem sucedidas, criadas por nós aqui no Judão, resolvemos fazer um TOP8 de mentiras que marcaram época. 08SÍLVIO SANTOS É CARECA Até hoje tem gente acreditando nessa loreta, que já tem quase 40 anos. Tudo começou no ano de 1971, quando a revista Melodias - que [...]
![]() Em homenagem ao 1º de abril e às mentiras não tão bem sucedidas, criadas por nós aqui no Judão, resolvemos fazer um TOP8 de mentiras que marcaram época.
08SÍLVIO SANTOS É CARECA
07CICARELLI TEM SEIS DEDOS
No dia 06 de março de 2005, eu acabava de completar 26 anos de vida e estava no auge do meu xaveco com aquele que se auto-intitula dono AND criador desse site (detalhe: eu o disputava, quase nos tapas com um amigo que também é “de São Paulo”™Borbs). Porém, nessa mesma noite fatídica, o Pânico na TV veiculava a matéria em que Vesgo e Sílvio perseguiam a, na época, Sra. Ronaldo Nazário, também conhecida como Daniella Cicarelli, fazendo com que a moçoila calçasse as famosas “Sandálias da Humildade”. A Pepsi Girl levou tudo numa boa e resolveu colocar as chinelas em seu pé, mesmo alegando que achava que seu pé era horroroso. Nessas, pudemos ver um “detalhe” um tanto quanto diferente, a Ronaldinha da vez tinha, nada mais, nada menos do que seis dedos em seu pé direito (anomalia também conhecida como polidactilia). Apesar de sua simpatia e bom-humor, ela foi perseguida pela dupla pelo famoso bafafá que armou em seu casamento, quando expulsou a atriz-modelo-e-manequim Caroline Bittencourt de seu casamento com Ronaldo. A coisa foi tão crível que ainda tem gente que olha pros pés da Cicarelli para conferir se ela tem ou não os seis dedos. A brincadeira jamais foi assumida pelo Pânico, mas todo mundo que tem uma quantidade razoável de massa cinzenta sabe que aquilo foi mais uma pegadinha do programa - e vamos combinar que a montagem foi meio-tosca.
06HAMBURGER DO MC COM CARNE DE MINHOCA
Basta comentar que tá afim de fazer uma boquinha no Mc Donald’s pra vir um pessoa desagradável e fazer o seguinte comentário:” sabia que o hamburguer do Mc é feito de carne de minhoca?”. Pra acabar com a raça do tontalhufo, eu já lanço: “então descobriram outra espécie animal comestível que é uma delícia - e melhor que na Coréia que eles comem cachorro”. Juro, eu não me conformo com essa história, e já tem bem uns 15 anos que ela se perpetua, e ainda tem gente que fala que a minhoca é da espécie minhocuçu. =D Beleza que eu boto meu corpo todo no fogo pra afirmar que a carne do Mc não é 100% bovina como eles dizem - tenho certeza que tem soja no meio - mas, beleza, ainda assim é uma delícia. Mas aí a achar que é de minhoca é um pouco demais, né?!
05JASON PRIESTLEY MORREU EM FILMAGEM
O ano é 1993, o mês março e o dia 31, um dia antes do fatídico dia da mentira daquele ano. A coisa toda acontece e no dia seguinte o boato se espalha por aí. Eu estava no 1º colegial (gente velha é uma coisa, né!), na hora do intervalo, comendo minha tradicional mini-pizza com coca-cola, quando uma amiga da escola, que também fazia ballet comigo, veio correndo me contar que o Brandon do Barrados no Baile tinha morrido, eu fiquei besta e comecei a perguntar pros outros e todo mundo confirmava a história - já que era Dia da Mentira, ainda assim achei aquela história toda muito suspeita e fiquei espeando o JN dar a notícia - já que na época nem tinha internet no Brasil. E a única notícia que eu vi foi que o pobre coitado do filho kung-fu-fighting Bruce Lee, Brandon Lee tinha morrido. Como eu nem sabia quem ele era não me importei. Mas a história real, só foi esclarecida de vez na edição da Capricho de Maio de 1993 e que explicava toda a história. O que aconteceu foi que o Brandon Lee estava em plenas filmagens do filme O Corvo e uma das cenas rodadas para o filme precisava de uma arma carregada, que, depois de ser engatilhada, era apontada para a câmera. Por causa da distância do tiro, que era muito curta, a munição era de verdade mas sem pólvora. Até aí, beleza. Depois de filmar essa cena o assistente do armeiro (o armeiro oficial já tinha ido embora do set) limpou a arma para tirar as cápsulas, e derrubou um dos projéteis no cano. A cena seguinte a ser rodada usaria aquela mesma arma, para o estupro de Shelly (Sofia Shinas). Pra essa cena a arma foi carregada com festim (que tem três vezes mais pólvora do que uma bala normal, para fazer um barulho mais alto). Brandon Lee entrou no set com uma sacola de supermercado contendo um saco de sangue explosivo. No roteiro constava que Funboy (Michael Massee) deveria atirar em Eric Draven (Brandon Lee) quando ele entrasse na sala, estourando o tal saco de sangue. A bala que ficou presa no cano foi disparada em Lee através da sacola que ele carregava, matando-o. SPC: Nunca ninguém viu os negativos dessa filmagem e reza a lenda que foram destruídos. Na mesma época o seriado Barrados no Baile/Beverly Hills 90210 estava bombando e Jason Priestley interpretava o protagonista da série Brandon, aí todo mundo ouviu falar que o Brandon Lee tinha morrido numa filmagem, não ouviam o sobrenome. Registravam só o Brandon e então confundiam personagem com ser real e tava feito a merda toda - pelo menos aqui no Brasil todas as adolescentes fãs do bonitão choravam copiosamente até a ver que quem morreu era apenas um cara que tinha o mesmo nome do personagem de Jason Priestley nas telinhas.
04CLÉO PIRES E ORLANDO MORAIS SE PEGANDO
Em 1997, a atriz Glória Pires, o marido, cantor e compositor (de músicas que só tocam em novelas que a própria mulher protagoniza! =D) - Orlando Morais e a filha dela, Cléo Pires, foram vítimas de um boato bem punk e que teve conseqüências mais sérias em suas vidas. Um monte de veículos de comunicação saíram dizendo por aí os dois estavam se separando, porque Cléo Pires, que na época tinha apenas 15 anos, estava tendo um caso com o padrasto. A mentira se espalhou com uma valocidade ímpar, e foi um verdadeiro horror para toda a família. Para fugir de toda essa situação, a família se refugiou em Los Angeles, onde morou por um ano. Depois de toda a situação ser colocada em pratos limpos, os três entraram com uma ação contra os meios de comunicação que espalharam a notícia e ganharam. A indenização fixada foi de R$ 200.000,00 para Glória, R$ 100.000,00 para Orlando e de R$ 300.000,00 para Cléo.
03BONECO DO FOFÃO COM PUNHAL
O Fofão, personagem do programa Balão Mágico era um sucesso só, tanto que ganhou uma linha de biscoitos (o clássico Lanche do Fofão - que era um wafer tamanho gigante, que as mães adoravam botar em nossas lancheiras), bombons (o Bombom do Fofão era a coisa mais murcha de que se tem notícia) e bonecos. Porém, o boneco, desde o seu lançamento, é acompanhado de uma lenda macabra. Reza a lenda, que todos os bonecos tinham, entre o pescoço e a cabeça do boneco, uma espécie de punhal. E pra completar, a população insuflava a lenda, dizendo que tinham mesmo encontrado o tal punhal - eu tive o boneco do Fofão, e dentro do meu não tinha absolutamente nada. A lenda dizia que o ator Orival Pessini (que depois do Balão Mágico, se consagrou com o maluco-beleza Patropi) tinha feito um pacto com o diabo para decolar na carreira artística e que por conta disso, tinha dado um jeito que os bonecos de seu personagem tivessem dentro de si a tal arma-branca. Outra versão da lenda dizia que os fabricantes eram servos do demônio, e por isso colocavam o punhal dentro do boneco e que todos que tivessem o brinquedo deveriam jogá-lo no lixo imediatamente. O meu boneco não tinha nada, mas, muita gente jura que encontrou o dito-cujo dentro dos seus. O que eu sei é que essa lenda fez com que o boneco vendesse a rodo, pra galera conferir se era satanismo ou não. Isso é que eu chamo de golpe de marketing (e de mestre!)
02MAPA DO BRASIL SEM AMAZÔNIA EM LIVRO DOS US and A
Essa é uma que o povo se estapeia, bota a mão no fogo, bate boca, dá a cara a tapa e afirma que é verdade e que se a gente não acredita é porque tá querendo se enganar e que só vamos acreditar quando virmos os tanques de guerra do Bush invadindo o Brasil. De tempos em tempos retomam à moda as alarmantes notícias de que as escolas dos EUA estariam ensinando o mapa do Brasil sem a Amazônia e o Pantanal. Um dos mapas mostrados como prova, aparece há alguns anos na Internet é fake. Na boa, isso é coisa daqueles anti-americanos toscocós que repetem tudo que lhes aparece pela frentes sem nem refletir. Já se provou que o texto do suposto livro tem erros grotescos de inglês. Quase todo mundo já recebeu um e-mail mais ou menos assim: um livro didático norte-americano de Introdução à Geografia tem um mapa do Brasil sem alguns dos nossos territórios. Um dos parágrafos do e-mail diz “os livros de geografia de lá estão mostrando o mapa do Brasil amputado, sem o Amazonas e o Pantanal. Eles estão ensinando nas escolas que estas áreas são internacionais… ou seja, em outras palavras, eles estão preparando a opinião pública deles, para dentro de alguns anos se apoderarem de nosso território com legitimidade”.
01GUERRA DOS MUNDOS
Já começo dizendo que Orson Welles é foda. Agora vamos entender como foi que essa história acabou ganhando repercussão mundial. E para isso vamos voltar no tempo, para a época do Pré-Guerra, em 1938, com as pessoas todas se borrando de medo de que as tropas de Hitler e/ou Mussolini atacassem qualquer nação de boa paz e que fossem contrárias ao nazi-facismo. Pois é, a situação era de pânico no ar… E foi nesse ambiente que Orson Welles fez uma transmissão de rádio, em plena noite de 30 de outubro de 1938 (véspera de Halloween, não se esqueçam…), com uma adaptação sua do livro A Guerra dos Mundos, escrito em 1895 por Herbert George Wells. Pois é, amiguinhos, o pobre Welles, superestimou os seus ouvintes. Embora a rádio CBS (Columbia Broadcasting System) tenha interrompido sua programação musical para entrar com a notícia de uma suposta invasão de marcianos; e a transmissão tivesse todas as características do radiojornalismo da época, como reportagens externas, entrevistas com testemunhas que tinham “vivenciado” o acontecimento, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos e toda emoção dos supostos repórteres e comentaristas; mesmo com tudo dando a nítida impressão de o fato estar realmente acontecendo, não podemos esquecer que aquele era o 17º (décimo sétimo, dezessétimo) programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas no Radioteatro Mercury, sempre sob a tutela do nosso querido Orsinho. A intenção dele, como ator, roteirista e diretor de uma rádio-peça de teatro, era fazer com que aquilo fosse o mais real possível, concordam? Pois é, foi aí que entrou the superestimantions. Tanto que, três anos depois, ele proclamou, “não creia em tudo o que diz a rádio”, em Cidadão Kane, filme que ele co-redigiu, produziu, dirigiu e atuou e que é considerado por muitos como o melhor filme de todos os tempos. Mas, voltando à véspera daquele Halloween de 1938… Foi um verdadeiro Deus nos acuda, os moradores da Costa Leste dos Estados Unidos ficaram profundamente aterrorizados. Vocês sabem muito bem que medo, pânico e essas coisas do gênero se espalham com uma facilidade tremenda… As pessoas estavam desesperadas e acabaram sobrecarregando as linhas telefônicas (que não tinham toda a tecnologia de hoje em dia). O trânsito ficou um caos, onde ninguém respeitava nenhum tipo de regra, já que o único intuito era fugir para sobreviver ao ataque dos marcianos. Uma situação de agonia tomou conta dos EUA naquela noite. Mas vamos dar um bônus pro povo, porque, se trouxessemos para a nossa realidade, seria como um plantão dado na Globo, com aquela musiquinha que por si só já dá medo (ou uma chamadinha do Globo Notícias), em plena transmissão de Duas Caras. Captou o terror?!? Afinal de contas o rádio era o principal meio de comunicação da época e a CBS era uma rádio de renome, que inspirava enorme credibilidade. A partir daí, as pessoas concluíram que a coisa era mesmo séria. E como a maioria das pessoas perdeu o início da transmissão de Orson Welles, onde ele deixava claro que era uma obra de ficção, e foi anunciado que aquilo ali era “um programa de radioteatro em formatos de cobertura jornalística liderado pelo ator e diretor Orson Welles, que contava com a participação de diversos atores nos papéis de autoridades, médicos, policiais…”. Pois bem, foi assim que começou todo o mal entendido. Quer dizer, o mal entendido começou mesmo depois desse aviso (que quase ninguém ouviu). Tanto que todo esse teretetê acabou entrando pra história e ficou conhecido como Rádio Pânico (tem até um livro sobre isso), pois foi muito difícil devolver a calma e serenidade, e porque não dizer sanidade mental, aos apavorados ouvintes do programa. O livro A Guerra dos Mundos foi proibido na época de sua publicação por ser considerado perigoso, os críticos diziam que poderia provocar fobias nos leitores (mal sabiam o que aconteceria anos mais tarde!). Por tudo isso, esse livro é considerado até hoje como uma preciosidade da ficção científica e, por muitos historiadores da literatura, H.G. Wells é considerado um dos criadores do gênero, além de ter sido um dos escritores britânicos mais lidos de sua geração. Agora, vamos combinar que o autor H.G. Wells (por favor, não confundam com o locutor de todo o buchicho, Orson WellEs), é mesmo foda. Se por um acaso eu estivesse no programa do lodoso Raul Gil, eu teria que tirar o meu chapéu pra ele. Imaginem só um cara, que publica um livro de ficção científica em pleno século XIX (vocês conseguem realizar que não tinha porra nenhuma naquela época! Nem avião, quanto mais disco-voador ou foguete, raio-laser, nem nada dessas coisas que a gente logo imagina quanto se trata de um enredo deste tipo). Pois é… E ainda assim o cara conseguiu escrever um livro que repercute até os dias de hoje . Tem mais de 100 anos que A Guerra dos Mundos foi publicado e o cara teve de surtar legal pra produzir um enredo desses. Afinal de contas, mesmo sem toda esta tecnologia que hoje nos rodeia e nos possibilita imaginar esse tipo de coisas, ele fala de raios de calor ultra-rápidos, naves redondas e achatadas, viagens interplanetárias, telepatia, entre outros coisas que acabaram virando clichê quando se trata de ficção científica.
Menção Honrosa: Juntar 1.000.000 anéis de lata de refrigerante dá o direito de trocar por uma cadeira de rodas (legal é que se você perguntar pra alguém, ninguém nem sabe onde pode efetuar tal troca). E eu ainda digo que há familiares de gente aqui da redação que tem esses lacrinhos guardados até hoje e eu me mijo de rir. =D
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