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Sunday, 12 de October de 2008 | Atualizado em 13.10.08 às 8h56 [ARRE Égua!] O Casamento Judônico!Tudo o que absolutamente ninguém queria saber! =D
Quer dizer, o que rolou no último final de semana não foi exatamente um Rangão, mas algo um tiquinho maior: O Fuckin’ Casamento de Borbs AND Tayra! =DDDDD Então aviso já: Se você está lendo isso aqui esperando aquela coisa de sempre e faz parte da galera que possui até um certo nojo destes relatórios egocêntricos, nem perca seu tempo. Semana que vem voltamos com nossa programação normal. Para constagem: O texto tá imenso, mas está subdividido em pequeninos capítulos. Caso você seja preguiçoso, leia um, vai tomar um café, leia outro. Ou não. =D -Mó, o que você vai fazer em outubro do ano que vem? E eu respondo. Confesso que fiquei assaz surpreso, tanto com a notícia quanto com o convite especial. Por dentro fiquei com uma monumental cara de “O_O”. Mas aliando o fato de eu não costumar exteriorizar direito o que se passa pela minha cabeça com uma das hootergils passar patinando e rebolando do meu lado bem na hora, ao invés de ter um chilique viadão e dizer algo do tipo “AAAAAAIIIII, que legaaal! CLARO QUE SIIIM! Obrigado pelo SUPERCONVITE, AMIGÁ! ^____^”, respondi enquanto olhava para a busanfa da moça: -Opa! Vamaí! Desse modo, logo ao ser informado do casório, eu já sabia que eu possuiria uma posição de destaque dentro da festinha, ficando por cima da carne seca dos reles convidados *barulho de cuspe*. Nascia assim o início da hierarquia de fodacidade do casamento: 1 - Padrinhos Tentativas de despedida de solteiro
Eu li e fiquei quieto. Os trutas discudindo como iria ser feito, piriri, pororó. Quando o e-mail já tava com uns 15 replys, quase tudo combinado, desde o lugar até a logística da coisa, eu resolvo cortar o barato e lembrar que o casamento seria sim dia 4. Mas de OUTUBRO. Pipis até então em riste ficam entristecidos e adiam a bagaça. Eis Wandeko: O maldito padrinho punheteiro que não sabe nem a data certa do matrimônio. Biatch. Foi-se agosto, chega setembro. Vai-se o WCG, Wandeko volta a agitar a tchutcharia:
Ficou certo que o tchananã seria dia 23/09, uma dia antes do aniversário de Carol, filha do Güzz. Como eu já iria pra Sampa por conta da pequenina, por que não fazer as safadices pré-nupciais? Alguém dá com a língua nos dentes e conta para Borbs. Ele, com medo de ser esTRupado pelas tchutchas, dá uns migués e cancela tudo. Wandeko cai de moto, machuca a patinha e também dá pra trás. Em resumo: Miou. Nota do Borbs: No tal sábado da tchutcharia, foi quando gravamos os dois primeiros PoOOoOooODCASTS!. Se tivessem me avisado antes… =D No DIA do niver da filhota do Gã, eu e Guto íamos deixando pré-estabelecido que a nova tentativa de despedida de solteiro seria na sexta, véspera do casamento. Borbs aceita. Mas Tayra, que se encontrava na mesma mesa, lembra que a sagrada união seria sábado de manhã. Se a tchutcharia fosse na sexta de madrugada, nós estaríamos com uma ressaca desgraçada na cerimônia, sem contar o sono. Ficou combinado, então, que levaríamos Borbs para a casa dos prazeres mundanos na quinta, dia 2/10. O local: O Casarão (Guardem esse nome), na Rua Augusta: O célebre recanto da perdição paulistana. Aliás, combinar idas ao puteiro durante uma festa de aniversário infantil é no mínimo politicamente incorreto. =D Pois bem. Faltando agora pouco mais de uma semana, Borbs ainda não tinha nem avisado aos padrinhos que a maldita cor dos ternos era padronizada. Tayra é obrigada a fazer as vezes do futuro marido, dando a perceber que o egocêntrico tem uma tendência a deixar tudo para a última hora. Comecei a sentir medo. E esse medo foi confirmado na tal quinta. Eu me arrumando para pegar o busão em SBO, chega uma mensagem do Borbs:
Mas que fiadaputa! =D Guto já havia pré-contratado uma gordinha siliconada para Borbolla buzinar. Para efeito de constagem, era um sonho antigo do Bó buzinar uma tufa com silicone. E agora que ele tá amarrado nos grilhões do matrimônio, se fodeu, pois Tayra governa a casa com mão de ferro e com certeza não precisa de uma prótese. CHUPABÓ! o/
Saindo Depois de uma hora chega o veículo e eu noto que a rota deste aqui passa por novecentas e oito cidades antes de chegar na Rodoviária do Tietê, e uma viagem que deveria demorar uma horinha e meia passa a levar três malditas horas. Se bem que nessa brincadeira eu consegui ouvir todos os Nerdcasts atrasados que me faltavam. Mas coisas ruins estavam por vir.
A batalha do Metropolitano Se eu tivesse pego o bumba das 12:30 chegaria em sampa 14:30, mais ou menos. Mas já atrasei uma hora no embarque, mais uma hora e pouco na rota fr0m h3ll. Fazendo as contas notei que chegaria no Tietê lá pelas 17:00, numa sexta-feira. As possibilidades de enfrentar uma baldeação do metrô na hora do rush já eram consideráveis. Para efeito de constagem, eis o que costuma acontecer às 18:00hs: Descendo do ônibus, todo desajeitado com os pacotes que pareciam estar plenamente resolvidos em termos de carregamento, começo a notar que a rodoviária estava lotada. Tanto que eu preferi subir as escadas normais a ter que enfrentar a fila das rolantes. E como eu sou um gordo bobo, fui subindo – de calça jeans, camisa preta, já meio cansado, cheio de bagagem – tentando competir em velocidade com a escada rolante. Não sei exatamente o porquê, mas na hora me pareceu ser tipo uma questão de honra chegar lá em cima antes do cuzão que pegou a escada adversária antes de mim. Consegui, mas suando ainda mais e mais cansado. Bad choice. Braço nojentamente úmido, e o plástico do protetor do terno começava a escorregar. A fila para comprar o bilhete do Metrô estava grande pra caralho, o que aumentava meu medo. Comprei, cheguei na plataforma e tava lá o bicho, parando quase lotado e com uma porrada de gente esperando para pirulitar lá para dentro. Em vez de sair correndo para me acotovelar com a galera, achei melhor esperar o próximo, dar uma conferida no mapa da rede para ver onde eu deveria descer para fazer a baldeação e tchananã. Chega o próximo, nem tanta gente para embarcar, e eu estava com um lugar privilegiado, bem na porta prestes a abrir. Quando abriu, a situação que parecia confortável se mostrou um bom exemplo da falta de amor para com o próximo, para não dizer uma baita filhadaputice. Mochila no ombro, a bolsa chata em uma mão, o protetor do terno escorregando pelos dedos e eu ali na porta, quase entrando. Quando eu tinha quase certeza inclusive da maldita cadeira onde eu ia me acomodar, passa uma VAGABUNDA com fogo no rabo e quase me atropela. Sem sacanagem, a minazinha tinha metade do meu tamanho e passou com voracidade e rapidez tão grande que nem deu tempo de anotar a placa. Esses segundos que eu perdi foram suficientes para ver brotar umas quinze pessoas de uma abertura que surgiu do chão que ligava a estação diretamente ao quinto dos infernos. Todos os demônios se materializaram dentro do trem ocupando todos os lugares vagos num piscar de olhos. Nisso a porta já ia fechando, mordendo o canto da minha mala. Mais palavras feias pululavam em minha mente. A cada estação que passava – eu em pé – parecia que a mala pesava mais, a mochila enchia mais o saco, e o protetor de plástico que continha o terno ia se liquefazendo mais e mais e escapando pelos meus dedos. Não dava para carregar simplesmente pelo gancho do cabide, pois o negócio ficaria arrastando pelo chão. Era preciso dobrar. Com uma única mão eu segurava a mala chata e o gancho ao MESMO TEMPO em que agarrava um pedaço do plástico da ponta para manter a joça dobrada. Mochila entre os pés e a outra mão pegando no ferro. Ohó! Linha verde. Chego na estação da baldeação, saio, dou aquela espreguiçada e bate um alívio do caralho. Mas outro metrô estava por vir. Tomo um fôlego e entro no próximo. Continuo em pé, um monte de gente (embora ainda não estivesse no infernão das 18:00hs), eu segurando a mala e o terno com uma mão, mochila no pé e agarrado no ferro. Ohhó de novo. Algumas estações antes de eu descer, eu me segurando ali com a porra do plástico do terno liso feito bagre ensaboado, metrô acelera, metrô freia, várias gostosas que eu tentava olhar (uma delas eu vi que estava sendo secada por uns sete trutas. Frooooxo!). Um filho da puta que desceria duas estações (ufa!) antes da minha, ao invés de dar a volta, resolve ficar parado na minha frente esperando eu dar passagem, tipo “Dá licença, gordo?”. TANTO LUGAR para o puto passar e ele quer que eu saia da frente? HAHAHA! AQUI É PADRINHO, PORRA! Eu finco o pé ali naquela situação deplorável, tendo para mim que não me deslocaria um centímetro sequer nem que dois deuses que se odeiam desde o início dos tempos travassem uma batalha dentro do vagão. O panaca olha feio e dá a volta. Chega meu ponto de parada, A-LE-LU-IÁ! Depois dessa viagem repleta de desafios, porém recheada de vitórias, eu me ajeito mais uma vez com os pacotes e subo para a Av. Paulista.
A descida sem fim Novamente me imaginando como o gordinho desse clipe, vou descendo, descendo, descendo e nada. Nem QG, nem Blockbuster. Teria eu errado de rua? Olho numa placa e vejo que não. A excitação começava a ir embora, e o desânimo voltava. A mala voltava a pesar, a mochila ficava escorregando, o protetor do terno parecia uma pirambóia de tão liso, tudo isso enquanto suava em bicas. Eu paro de me encanar que o terno poderia ficar amassado, agarro o fuckin traje com força para que ele não caísse no chão e continuo descendo. Depois de um tempo eu passo pelo supermercado que me era familiar (onde fomos comprar cerveja/gelo para este rangão). Mais uma ou duas quadras, Shopping Frei Caneca e finalmente… A CASA DE BORBS & TAYRA, WOHOOO! =D
CHEGAY, BOZINHOWOWOWMUÁMUÁ! =*** Penetro no apê e dou de cara com Xelly (madrinha, de Fortaleza), que estava vendo TV. Vou para o quarto de hóspedes e lá estavam mais dois estrangeiros em terras paulistanas: Esticado no colchão estava Jammal Drumond (outro padrinho, from Rio das Ostras), AND Casilhas, o homem-piada de Dourados-MS, que estava tomando cerveja. Guardem também esta informação. =D Borbs se acomoda novamente na frente do PC e volta a fazer o que o fez cancelar a tchutcharia @Casarão: A Retrospectiva. Uma apresentação em slides de 861347921 fotos de toda a trajetória de vida de Tay, Borbs AND amigos/parentes que seria exibida durante a festa pós-cerimônia. Ele poderia ter feito tudo várias semanas antes, mas nããããão. =D Para efeito de constagem, eu, que sou PA-DRI-NHÔ, apareci na retrospectiva. Você, que está lendo isso, apareceu? Então chupa. Apesar de estar fedendo feito um sovaco gigante, não tomei banho por dois motivos: Preguiça e nojo. Jammal estava na casa de Borbs/Tay desde o dia anterior, e havia comido uns lanchinhos que o deixaram… Digamos… “Debilitado”. E nessa debilitação ele empesteava o banheiro com hagadas épicas com intervalos de tempo regulares. Conversa vai, conversa vem, aparece Tayra junto com seus pais. Eu nunca NA VIDA vi a moça numa correria tão foda, num nervosismo de dar medo. Ela entra no recinto, grava umas músicas (acho) em um penisdrive, vai conversando com Borbs e mal nota o pequenino Morph sentado ali no canto. Quando ela ia saindo do quarto para ir embora novamente, eu ia soltar um “OITAY! o/”, mas fiquei com medo de apanhar e permaneci quieto. Cerveja pros pacová, vamos ao supermercado comprar mais. No caminho para lá Casilhas nota que estava sem cigarros. Pegamos as latas, vamos para o caixa e o Cá pede um maço. A caixa diz que eles só vendem de pacote, mas o intrépido Homem –Piada não se abala e vai xavecando a moça. No final da contas ele não consegue las cigarrillas, mas pela cara da funcionária durante o papo, se ele tivesse xavecado mais cinco minutos, comeria.
Casilhas: Um capeta em forma de Guri Casilhas vai contando causos sobre uma ou duas tetéias assazmente fogosas que ele conhece. E ele solta uma pérola inacreditável sobre moças que possuem fogo no loló. Segundo o Homem-Piada:
Rimos feito umas hienas por alguns minutos. Conforme o tempo passava, eu e Casilhas íamos destruindo o estoque de cerveja. Para se ter uma idéia, nesta cena do supracitado filme, Cá estava tão alegrezinho que dançou a coreografia de Jim Carrey quase inteira. Depois começamos a fazer uma reunião de pauta, discutindo os possíveis rumos do PooOOooOodcast. Alguém se lembra da tetinha de borracha? Tal qual uma tufa real ela envelheceu e se tornou murcha. Borbs a modelava em formato de concha e a grudava em seus próprios peitos usando um sofisticado sistema de ventosa. Agora para perder o sono: Imagina o Borbs andando por aí com uma teta de borracha afixada no corpo. Eca, eca, eca. Pouco antes da meia-noite a gente resolve ligar o Wii. Mario Strikers is in da house! Jogar o nextgen da Nintendo bêbado é uma tarefa difícil, e Jammal, viciado AND sóbrio, aproveita. Dá surras com facilidade em mim AND Piadaman. Depois eu pego o jeito da coisa começo a socar Casilhas com facilidade também. O problema é que o álcool já havia tomado posse da pobre alma de nosso amigo from Mato Grosso do Sul, e a cada gol que fazíamos no truta, levávamos uns oito socos no braço. Não soquinhos, mas SOCOS mesmo. Fiadaputa. =D Tayra liga da rua chorando de nervosismo, Borbs acalma a futura esposa dizendo
Gordo. Ela volta mais calma, me dá uma abraçozinho (óun. =D) e fica por ali um pouco quando resolve desbundar na cama. Afinal, os noivos AND Jammal sairiam em direção à chácara da celebração às seis da manhã. O_O Mais de uma da madruga. Enjoamos de Mario Strikers – principalmente por conta dos seguidos espancamentos – eficamos zanzando pela casa. Casilhas coloca No More Heroes e continua jogando de maneira assaz empolgada, tipo “WOHOOO, TOMA ISSO, FDP! IÉÉ! HÁ, CHUPA!” Enquanto isso eu ia comendo os mesmos fuckin’ lanchinhos que debilitaram Jammal. Mas permaneço firme e forte, porque eu era mais foda na hierarquia atualizada: 1 – Padrinhos Duas da manhã, eu vou para o quarto perecer. Meu roomate deveria ser Casilhas, por uma questão lógica: Borbs & Jammal dormem juntinhos na sala, pois acordariam primeiro, e os egocêntricos do quarto permaneceriam sossegados com a movimentação no resto da casa. Borbs, que é bobo mas não é tonto, leva o colchão mais chupetola para a sala. Ele e Jammal começam a discutir sobre a possibilidade de desacordar Casilhas como acontece aos 2:20 desse vídeo aqui, desligando assim o Wii e liberando o sofá. Jammal faz o procedimento e toma posse da sala, mas Casilhas acorda alguns segundos depois e vai para o quarto, onde eu já permanecia deitado no chão, com Borbs ali no PC, terminando a retrospectiva. Antes de apagar, lembro vagamente do seguinte diálogo entre os dois: -OIBÓ! *pausa* -Bó! O que aconteceu de agora em diante eu não presenciei… E nem o Casilhas, analisando bem. Apenas a entidade que se apossou de sua carcaça, Borbs e Jammal. Sei por relatos, apenas. Casilhas vai para a sala – onde Jammal acabara de pegar no sono – na pontinha dos pés, para não incomodar ninguém, claro. ACENDE A LUZ, vai para a porta que dá para a sacada e ABRE A BAGAÇA. Jammal diz que com o vento, barulho de carros, motos e etc pensou que havia sido teleportado o acostamento da Rodovia mais próxima. E com toda a sutileza do mundo, Casilhas inclina a cabeça ao nível de Jammal e pergunta, calma e pausadamente: -Cara, você viu meu celular? Jammal espanca Casilhas por alguns minutos e o descorda com Éter novamente. Ele cai ali no colchão chupetola do Borbs (lembram?) e fica por lá. Bó termina a retrospectiva e vai para a sala para – finalmente – dormir. Quando encontra Casilhas desfalecido em seu lugar, o acorda e pede pra sair. Ele responde “Ah, Chupa”. Borbs fica puto, ergue o tom de voz e ordena: -Casilhas, vai tomá no cu! Você vai pro quarto com o Mó. EU vou ficar aqui. E Casilhas: Borbs se enfurece ainda mais, mas deita e perece.
O início do grande dia A van chegaria com uma galera para levar eu, Casilhas, Xelly e mais uma meia dúzia de pessoas para a chácara às 9:00 da manhã. Eu acordo às 8:00, quando os noivos & Jammal já tinham saído. Espero Xelly sair do banheiro para tomar banho. Entro, e quando ia tirando a camisa bato a mão em alguma coisa. A tal coisa cai e se espatifa no chão com um barulho do caralho. Eu tiro a camisa da cabeça e vejo que se tratava do LUSTRE do banheiro. O_O Perco preciosos 15 minutos varrendo o objeto, que virou PÓ. O maior caco era do tamanho de uma tampinha de garrafa. Finalmente me apronto, vou para a sala e vejo que uma pessoa havia chegado. Ele. A lenda. O legendário. Uma das bichas gordas. César Diego Calixto, também conhecido como R0cc0. OIRRÔ! 0/ Então chega outra figura: O Oráculo Mojo Rex com um certo Paulo Martini. Eu penso, “Putz, já vi esse truta em algum lugar”. Aliás, hierarquia atualizada: 1 – A Lenda Logo depois chega Val e seu amigo Nerso. Olho no relógio, vejo que já eram 9:05 e Casilhas ainda estava dormindo. =D Chamo o truta, ele acorda ainda meio bêbado e vai tomar banho na velocidade de um caramujo. Eu e A Lenda vamos para a sacada falar bosta e olhar as gostosas. Se bem que na Frei Caneca é preciso ter um faro aguçado para não acabar secando um traveco ajeitadzinho por engano. Chega uma minazinha froxo toda arrumada e grita lá de baixo “Vocês são os convidados da Tayra?”. Eu penso “Não, eu sou padrinho. Convidado é essa bicha gorda aí do meu lado.” Mas respondemos afirmativamente e ela diz que a Van estava esperando ali embaixo. Casilhas (BIATCH! =D) atrasa a galera mais alguns minutos, a galera da van liga apressando a gente, finalmente Cá fica pronto e a gente vaza.
O caminho até lá Reparo que A Lenda já começa a olhar de maneira agressivamente sexual para TODAS elas, já escolhendo cinco ou seis potenciais presas. Eu acho que até poderia rolar alguma coisa, já que todos os caras estavam arrumadinhos, cheirosinhos e fofoletes. E acima de tudo ainda não haviam mostrado suas verdadeiras faces. Mas no trajeto, quando começamos a discutir sobre quais dos vilões do Batman poderiam vir a ser o aporrinhador do Homem Morcego no próximo filme, creio que quaisquer chances de lesco-lescagens tenham ido pelo ralo. A Lenda soltou várias frases de efeito ao longo do dia, mas eu não sei de todas. Uma porque não fiquei colado com ele o tempo todo (embora ele tenha até sentado em meu colo na festa), outra porque depois de uma certa quantidade de bebida, você passa a se desapegar de alguns detalhes. Mas a primeira de todas foi proferida no caminho de ida (acho o_O) até a chácara. Sei que foi na van. Quando a cidade de Salvador foi mencionada, R0cc0 disse:
Todos ficam espantados com a afirmação, pedindo encarecidamente uma explicação. R0cc0 disse que a empresa em que ele trabalha o enviou à capital baiana a trabalho. Ele afirma ter certeza que o avião decola em Cumbica, dá umas voltas no ar e aterrisa na Lapa. Na Lapa “eles” deixam uma galera com aquelas roupas, abadás e etc e te dizem que você chegou. A cidade seria um fake ambientado em alguns redutos paulistanos. Salvador seria, portanto, tipo um Acre reloaded. Pelo menos segundo R0cc0. O caminho até a chácara previa um rolê pela Dutra, até uma estradinha que daria em uma rotatória. Lá, era só pegar um caminho maluco que a placa indicava LAVRAS. O tiozinho da van estava munido de um GPS, chegou até a tal rotatória, e ao invés de seguir sentido Lavras, continuou fazendo o giro. Não achou a estrada e começou a conferir a indicação do aparelho. Continuou até chegar à bifurcação. Não entrou novamente e continuou na rotatória. Alguém da van diz que ele deveria seguir pela placa. Ele desencana do GPS, completa a segunda volta e não entra DE NOVO! CARALHO, quando o tio iniciou a terceira volta a nerdalhada lá do fundão começou a desconfiar que ele estava dando voltas e voltas tentando abrir um vórtex que originaria um portal dimensional. Este portal nos enviaria diretamente para a entrada da chácara do casório. Ele pára em um posto e pede informações para o frentista, que impressionantemente indica o caminho indicado pela placa Lavras. Quando o frentista salva nosso dia, sobe uma posição na hierarquia: 1 – A Lenda O motorista completa a terceira volta e pega o caminho certo. ¬____¬ Depois de um tempo entramos em uma estrada de terra e notamos que não estávamos mais em São Paulo. Primeiro porque as propagandas mostravam outros candidatos a prefeito. Segundo porque as propagandas estavam em cercas de algumas propriedades rurais. O_O Depois de uns 15 minutos de estrada de terra e matagal, começamos a confabular sobre a possibilidade de estarmos adentrando o covil de algum serial killer. Mojo, o Oráculo, do alto de sua sabedoria, diz:
Bem sacado! Esquimó nenhum tentaria pescar no Saara, se é que a analogia cabe no momento. Paulo Martini (caralho, esse nome não me é estranho) jura por Shiloh ter visto o Lostzilla no meio do mato, alguns minutos antes de finalmente chegarmos à famigerada chácara. A Van desova todos os nerds e todas as gostosas e sai cantando pneu. Nós desconfiamos que ele nunca mais voltaria para aquele lugar.
Introdução à cerimônia 1 – A Lenda Além deles estavam por lá outros trutas já conhecidos da patotinha da época do Fódum, como Güzz (and família), Guto (devidamente acompanhado da respectiva, que se referiu a mim como “famoso Morph”. Famoso e padrinho, please. =D), TouroLoko, Porps, Tchelo (and namorada), e mais aqueles que eu com certeza esquecerei. TouroLoko, para efeito de constagem, é ex-colunista esportivo do Judão (o_O) e também o PADRE do casório. Abençoa, Tô! [PAUSA] Atrasados, somos os últimos a chegar (OICÁ! o/). Assim, logo que penetramos na chácara a cerimônia estava para começar. A organizadora vai formando os casais de madrinhas/padrinhos, que os noivos vinham aí e o bicho ia pegá. Como o evento acontecia em uma chácara, o piso da bagaça era a milenarmente conhecida grama. Para as madrinhas foi uma bosta, pois até chegar no tapete vermelho os respectivos saltos dos sapatos fincavam com força na terra, fazendo com que elas empacassem com facilidade. Os padrinhos agradeciam, pois a cada tropeçada das moças era uma agarradzinha froxo no braço que rolava. Do nada, a madrinha que estava à minha frente olha para a minha face e diz “Você também é do Judão, né? Você é o Morph! Eu adoro sua coluna!” Como na hora eu não tinha caneta, prometi dar meu autógrafo por aqui mesmo: ![]()
Acelerando o treco Agora será tudo por tópicos em ordem mais ou menos cronológica. Quem tá lendo provavelmente também estava lá e sabe do que se trata, anyway. O mais legal é fazer uma BAITA preparação, e quando a parte realmente importante chega, saio resumindo tudo. Ser gordo é uma merda mesmo. =D » Jammal não havia conseguido dormir direito (OICÁ! o/), e devido aos olhos vermelhos e semblante assassino, parecia um certo moleque bizarro da TV contemporânea: ![]() » TouroLoko, o Padre fr0m h3ll, estava fantasiado de Kingpin. Celebrou a missa (!?) usando aqueles tênis All Star. Verde. » Ainda sobre TouroLoko, a.k.a. “Ademir Ricardo”: Durante a cerimônia (que foi toda informal, mas foi foda pra caralho) ele errou o nome do noivo, chamando-o de Thiago Basante Barbolla. Além disso, não sabia o nome completo da noiva. Gordo inútilBRINCADEIRINHA, TÔ! BENÇATÔ. =D » Borbs Também estava de All Star. Mas pelo menos era preto, ó! » Sobre os tais Alls Stares (!?): Foram os mesmos tênis que quase impediram Borbs e Touro de adentrarem em minha formatura. Formatura de VIADO. » Todos posicionados, reles convidados *cuspe* amontoados nas cadeiras, padrinhos e madrinhas próximos ao altar. O noivOIBÓ espera Tayra. Basta o CARRO onde Tay estava aparecer lá longe para que Taygoara (irmão da noiva) caísse em prantos. Óun. =D » Pela primeira vez em minha vida vejo um sermão de casamento engraçado e não-cansativo. E o melhor de tudo: Curto. Se algum dia eu casar, chamarei algum comediante stand-up para celebrar e o farei tomar oito copos de água, para dar aquela vontade de terminar a bagaça logo e ir mijá. » Todas as músicas que ambientavam a coisa eram assazes: Tema de Friends, algumas do Aerosmith, aquela música de Como se Fosse a Primeira Vez e por aí vai. » Termina a cerimônia, WOHO! Vamo pra festa? NOOOT! Os padrinhos e madrinhas precisam parar em um quiosque ali para tirar 27961646 fotos. Coisa de gente importante. *catarro* » Froio, safadão, chega na hora da festa. E dá o mesmo maldito presente que eu havia comprado. >=[ » Tiradas as fotos, todo mundo vai tirando o paletó, afrouxando a gravata. Que beleza! =D » Falando em gravata, só depois que eu vi algumas fotos da festa notei que a minha era ridiculamente pequena. Se eu fosse uma gostosa, russa, lésbica e poser estaria parecendo uma das Tatu. » Oda, vai tomá no brioco de novo. » Os primeiros a serem liberados para destruir no buffet são os noivos. Nada mais justo, já que depois eles não teriam um puto de um minuto de sossego até o final do dia. Tayra e Borbs fazem pratos comoventes: Tayra por comer menos que uma criança etíope e Borbs por fazer um prato que foi capaz de bloquear parte da luz do sol e gerar sua própria órbita. Convidados (*eca*) presentes afirmam ter visto saleiros e coxinhas pequenas girando em volta do monte de comida. » Começa a retrospectiva que nos privou da noite divertida n’O Casarão da Augusta. Relembrando: Eu apareci, chupá! » Wandeko tinha mais carne em seu prato do que muitos bois possuem no corpo. » R0cc0, A Lenda, com míseros 15 minutos de festa já havia “colado em mais de 45 mina”. » Começa o ritual de cortamento (?) de gravata. A minha, pequenina como era, acumularia uns 75 centavos. Borbs descola uma de dois metros e meio. » Eu, que sou foda, fico incumbido de ser o guardião da grana que eles conseguiam. Güzz e Taygoara ficavam com a tesoura e Fudê… Uhum… Jammal escoltava a todos, intimidando os engraçadinhos com seu olhar penetrante AND avermelhado. » Eu ouço diversos trutas comentando sobre uma tal “moça ruiva” que era froxo pra caralho. Não dou muita importância, a princípio. » A gravata acaba, mas ainda tem gente pra cacete que não deu dinheiro. Um primo do Borbs descola outra, claro. » Mais gente comenta sobre a tal ruiva. Começo a ficar curioso. » Eu vejo uma tiazinha IGUAL à Janis Joplin aparecer. » Duas horas de festa e R0cc0 já havia “colado em 296 mina”. » Tayra passa ali onde a gente estava, e nós notamos seu fantástico vestido offroad: ![]() » A galera do Judão, que tava toda juntinha ali perto do Bar (AH, VÁ!), tenta desbancar o Oráculo, fazendo um teste de conhecimentos nerds. Mojo MIJA neles todos rodada após rodada de perguntas, mas principalmente quando é questionado sobre “O nome do gremlin fofinho”. Resposta dada:
Eu não descobriria isso tudo nem apelando para o Google. Depois dessa eles desistem do desafio. » Casilhas chega em mim (ohhó!) e diz “Cara, tu viu que tem uma tia igualzinha a JANIS JOPLIN por aí?”. Eu não sou o único tonto do planeta que fica pensando nessas bostas, definitivamente. =D » Guto e R0cc0 tiram uma foto dando bundão. Não dando O BUNDÃO, mas era só uma questão de tempo. Eu nunca quero ver a tal foto. » Termina a festa, todos vão indo embora. A van demora pra caceta para voltar, o que nos começa a preocupar um pouco. Teria algum serial killer ou o próprio Lostzilla dado cabo no tio? » NOOOT! Ele demora, mas chega. Se tivesse pegado o portal que ele gerou lá na rotatória, teria chegado antes. » Antes do transporte chegar, R0cc0 “cola em mais duas mina”. » A gente não ia comer mais ninguém mesmo, voltamos falando novamente sobre coisas nerds. » Paulo Martini (hum… Paulo Martini… santos… Nerd… quem será?) jura de pé junto ter visto um cadáver no meio do matagal. Aliás, ele me disse que curte a Arre Égua bagaralho. Eu sou foda. » Não lembro quem me fala quem era a tal ruiva que atraía a atenção da cuecada enquanto pairava pela pista de dança: Joana Dambrós, do Sim Viral! AHHHH TÁÁÁÁ! =D Se foderam, manoéis. Ela é comprometida: ![]() » R0cc0 fica preenchendo o saco de pelo menos treze das oito garotas da van. A Lenda continua ruleando soberana. » O tio da van se embanana DE NOVO. Não na rotatória, pois o portal tava lá, mas já na cidade de São Paulo. Ele pega uma entrada errada, dá voltas e voltas e acaba errando a rua. Deixou a gente na Rua Augusta, paralela à Frei Caneca. Eu desço do veículo, olho para o outro lado da rua e vejo um letreiro em neon: O CASARÃO! Seria uma maneira irônica do universo nos zoar sobre a putaria que miou? » Assim que a van se vai, Jammal me pergunta: “Montanhês, aquele Paulo Martini era o Fanboy?” PUTAQUEPARIU! ERA O FANBOY D’A ARCA! Eu fiquei o dia todo na presença de uma celebridade nérdica da internet e nem me toquei. =DDDD » Eu, Jammal, A Lenda, Xelly, Mojo, Kim AND sua mama vamos caminhando de volta para o QG pelas ruas de sampa em trajes de gala. Coisa biita. » Depois de um tempo, Tayra chega e nós a ajudamos a descarregar três toneladas de presentes de casamento. Ou seja: Pratinhos, faqueiros, toalhas e porta-saleiros. » R0cc0, cansadão depois de xavecar metade da população feminina da cidade, deita na sacada e usa um pedaço de rodapé como travesseiro. Cabra macho! Sentou no meu colo e mostrou a bunda (não ao mesmo tempo), mas é macho. Acho. » Kim AND mama vão-se embora, pouco tempo depois vão Oráculo e A Lenda. » Às tantas da noite a fome nos assolava, e Tayra sugere o Mac Delivery. Eu fico abismado, pois não sabia que McDonald’s entregava a domicílio. Xelly diz que em Fortaleza também há o serviço. Jammal diz que até em RIO DAS OSTRAS existe Mac Delivery… Mas em SBO não tem. Cidade do caralho. » Eu e Jammal pedimos lanches suficientes para abastecer uma creche por uns dois dias, Tay e Xelly pedem umas bostinhas que não matariam a fome nem da minha lombriga nº4. Borbs estava dormindo e se fodeu. Prazo de entrega: 40 minutos. Depois de meia hora, cada maldita moto, carro ou whatever que buzinava a gente olhava lá para baixo na esperança que fosse o entregador do Mac. Sempre em vão. Depois de mais de uma hora de espera, Tay penetra no site e vê que o pedido nem foi confirmado. DAMMIT! Borbs acorda, aparece na sala e diz:
» Jammal atualmente é um dos palhacildos que postam (ou não) do Não Tão Gamer, mas era redator do Judão há alguns anos. Tayra faz um retrospecto histórico e descobre que o casamento, na verdade, foi culpa dele. Jammal saiu do Judão após se desentender com Borbs, que precisava de outro escravo e contratou Guto, que certa vez trouxe para sampa sua amigozada Camila, que levou Borbs para a balada, onde ele conheceu Tayra. O_O Este fato fez Jammal subir no ranking de “Padrinho cagalhão” para “Padrinho Idealizador do Casório”. » Tayra vai abrindo os presentes, quando Xelly vê uma sanduicheira e tem uma idéia que quase a transformou em uma lenda: Pegar os tchubirubas da despensa de Tay & Borbs e fazer lanches. Para todos nós. O_O Portanto, Xelly subiu na hierarquia de fodacidade, que acabou ficando assim: 1 – A Lenda » Eu e Jammal começamos a viajar sobre como seria nossas vidas, pessoas normais (!?), se criaturas da ficção perambulassem entre nós. Confabulamos sobre como seria legal descer a porrada em um zumbi num corredor escuro, ou sobre como seria prático comer uma vampira gostosa, no outro dia de manhã abrir a janela do quarto e pulverizar a biatch. Aí é só limpar a moça com o aspirador e jogar no lixo, sem se preocupar em mandar presente, ligar no dia seguinte e essas viadagens.
Finalizando UFA!
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