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Thursday, 24 de January de 2008 | Atualizado em 28.01.08 às 11h22
Depois de sair do Nightwish, não havia dúvidas que Tarja Turunen iria continuar em carreira solo. Mas será que “My Winter Storm” funciona — em especial para aqueles que esperavam uma continuação do que ela fazia no Nightwish?

Quando a musa metálica Tarja Turunen saiu — ou melhor: “foi saÃda†— da banda finlandesa Nightwish, foi justamente no momento de maior prestÃgio do grupo, quando eles finalmente ultrapassaram as barreiras do gueto dos headbangers e atingiram até a molecadinha mais pop da geração MTV, conquistando em cheio os fãs do Evanescence e congêneres. Que a moça ia continuar em carreira solo no mundo da música, não havia a menor dúvida. Mas o que os fãs queriam saber é: ela vai optar por que tipo de som? Rock? Metal? Pop? Música clássica? Ópera? O disco My Winter Storm traz a resposta para esta dúvida em uma mistura de tudo isso, com produção absolutamente impecável. Mas será que funciona — em especial para aqueles que esperavam uma continuação do que ela fazia no Nightwish?
A resposta é “nãoâ€. Sinto desapontar aos fãs mais esperançosos, mas “My Winter Storm†não é um disco de heavy metal — não adianta forçar a barra e dizer que é “symphonic metal†ou qualquer outra denominação semelhante. Este é um Nightwish 2? Nops. Este é um disco da Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish. Ponto.
Lembram-se de quando defini “Ghost Operaâ€, do Kamelot, como sendo algo do tipo “Andrew Lloyd Webber Metalâ€? Pois o que Tarja faz aqui é essencialmente extrapolar ainda mais este conceito, tornando as guitarras do metal apenas um elemento secundário perante as orquestrações de uma sonoridade que lembra claramente uma trilha sonora de uma grandiosa produção hollywoodiana, que busca diretamente as influências e os recursos da música clássica mas sem deixar de lado uma faceta “popâ€, mais acessÃvel e palatável para todos os públicos. Muito mais importantes em “My Winter Storm†do que guitarra-baixo-bateria (que ajudam a dar mais intensidade e peso nas composições deste disco) são o piano, violino, violoncelo e os corais, estes sim as verdadeiras estrelas e alma do álbum. E olha que a banda de apoio da moça conta com o ótimo baixista Doug Wimbish, do Living Colour.
Mas… Não se descabele. Isso não faz de “My Winter Storm†um disco ruim. Aliás, muito pelo contrário.
As orquestrações conduzidas por James Dooley [que trabalhou em filmes como Acampamento do Papai, Quando Um Estranho Chama e da primeira temporada do reality show The Contender] são belÃssimas, intensas, climáticas, envolventes. E nem é preciso dizer qualquer coisa a respeito da impressionante voz da vocalista, que continua afinada e afiada até a alma. E com um bônus: ela parece estar interpretando as canções com muito mais emoção e naturalidade do que, por exemplo, no recente “Onceâ€, do Nightwish. Assim como Roy Khan em “Ghost Operaâ€, ela canta como se claramente fosse a personagem de um musical e/ou de uma ópera — e as canções de “My Winter Stormâ€, interligadas entre si, podem não fazer deste abertamente um disco conceitual, mas ajudam a dar a impressão de que uma única história com personagens em comum está sendo contada.
A guitarra nervosa e cadenciada que introduz “Lost Northern Star†serve apenas para preparar o terreno da impressionante subida orquestral, quase épica, uma espécie de John Williams e/ou Howard Shore respirando rock ‘n’ roll para o próximo filme de “O Senhor dos Anéisâ€. Acompanhada do violão de Kiko Loureiro [Angra], Tarja vai para um clima quase new age, etéreo, mÃstico e profundamente dramático em “The Reignâ€. Em “My Little Phoenixâ€, uma canção quase graciosa e com a maior cara daqueles dramalhões do grande circuito da Broadway, tipo “O Fantasma da Óperaâ€. As muitas vozes sobrepostas em “Boy And The Ghost†chegam até a emocionar. E para encerrar um disco com ares de milionária produção blockbuster, Tarja surpreende e opta pela simplicidade, chamando Kiko novamente para uma baladinha quase intimista e acústica em “Calling Graceâ€.
Se você estava com saudades do Nightwish com os vocais de Tarja, pode tentar se contentar com o single “I Walk Alone†[um tÃtulo que quer dizer muita coisa, por falar nisso], uma balada épica e soturna, ou quem sabe com as canções “Die Alive†e “Ciaran’s Wellâ€, a mais porradeira e heavy metal de todas, que chega a ser tétrica e assustadora. As três, no entanto, não fogem do contexto geral do restante da bolacha e também se encaixam 100% no conceito “trilha sonoraâ€, talvez até cabendo em um daqueles filmes de horror na linha “Resident Evilâ€.
Por falar nisso, a maior curiosidade de “My Winter Storm†é mesmo a releitura de Poison, do mestre do terror Alice Cooper. Os puristas que acharam que a moça ia destruir a canção original se enganaram. É claro que ela subverteu a atmosfera hard rock e imprimiu fortemente o seu próprio estilo na música, mas ela continua macabra e envolvente, com um refrão para cantar junto. É a música mais rock ‘n’ roll do disco, contando até com a participação do maninho mais novo, Toni Turunen, mas os corais não deixam que se perca a certeza do tipo de disco que se está ouvindo.
Esta é uma nova Tarja Turunen. Acostume-se com isso. Ou então, acostume-se com a Danette e volte a ouvir o Nightwish. A opção é sua.
Line-Up
Tarja Turunen - Vocal
Alexander Scholpp - Guitarra
Doug Wimbish - Baixo
Torsten Stenzel - Teclado e programação
Earl Harvin – Bateria
Participações Especiais
Martin Tillman - Cello
Izumi Kawakatsu - Piano
Kiko Loureiro - Violão
James Dooley - Orquestrações
Lili Haydin - Violino
Tracklist
» Ite, Missa Est
» I Walk Alone
» Lost Northern Star
» Seeking for The Reign
» The Reign
» The Escape of the Doll
» My Little Phoenix
» Die Alive
» Boy and the Ghost
» Sing for Me
» Oasis
» Poison (Alice Cooper Cover)
» Our Great Divide
» Sunset
» Damned and Divine
» Minor Heaven
» Ciáran’s Well
» Calling Grace |
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Comentários
Já são 23 sobre esse post -- até agora
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Eduardo
“A resposta é “nãoâ€. Sinto desapontar aos fãs mais esperançosos, mas “My Winter Storm†não é um disco de heavy metal — não adianta forçar a barra e dizer que é “symphonic metal†ou qualquer outra denominação semelhante. Este é um Nightwish 2? Nops. Este é um disco da Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish. Ponto.”
Hahueaueauhe copiou da entrevista dela
24 de January de 2008 às 12h25
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_HarrY_
sou MUITO mais o novo album do nightwish do que o da Tarja.
Não estou falando de trabalhos passados, mais sim dos dois albuns novos de cada respectiva banda.
Nightwish tá comandando!
24 de January de 2008 às 13h34
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Laura
Prefiro continuar ouvindo a Tarja mesmo sem ser heavy metal =T Repito: ouvir. O clipe que ela fez para uma dessas músicas, não sei qual, ficou uma droga.
24 de January de 2008 às 13h42
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Darth Cesar
Que surpresa agradável uma reportagem s/ a Tarja aqui, por essa eu não esperava, parabéns Thiago. Não ouvi a nenhum dois álbuns ainda, mas tanto a banda quanto ela nunca mais serão os mesmos, portanto sigo com minha deusa até o Valhalla.
24 de January de 2008 às 14h02
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Morph
Fiquei curioso para ouvir a maldita Poison. =D
24 de January de 2008 às 14h29
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Douglas
Só uma coisa…é Annete o nome dela. Eu ouvi os dois discos e até que achei bem meia boca o album da Tarja. O novo do Nightwish ficou muito bom…na minha humilde opinião, ficou até melhor que o Once.
24 de January de 2008 às 15h15
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Marcelo
Que análise mais gay,huahuahuahuha.
24 de January de 2008 às 15h54
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Jucka
A tarja disse em inumeras entrevistas q nunca foi fã de metal, e agora vem com esse cd meio bizarro tentanto provar algo ao NW.
Num entendo, se ela cantasse oque diz gostar acho q ela se sairia melhor.
Anyway, O Dark Passion play do NW merece um review aqui e da um cacete nesse “CDzinho” dela hehehehe. ABraços
24 de January de 2008 às 15h58
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João Pedro"
Caraca aÃ, até o Kikão participou do album.
24 de January de 2008 às 18h14
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César Galvão
Cara… o CD da Tarja fico mais ou menos, mas dou um desconto pq é o primeiro da carreira solo. Ficou bom, nd mais q isso.
Agora o Dark Passion Play com o Nightwish fico MTOOOOO foda. O novo CD da banda com a nova vocalista ANETTE (naum Anneke) é simplesmente um dos mais caros já produzidos na Europa. ESSE sim merecia um review… só a primeira música The Poet and the Pendulum, PQP… um épico de 14 minutos, ouça ela e vai entender.
Enfim… esse review mostrou q entende mto de Tarja mas nd de Nightwish. Uma pena. Abraço!
Ps.: O Judão é tão legal, pq sempre lambe a Tarja e num fala nd do Nw? Ah… acho q entendi…
24 de January de 2008 às 18h53
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c_e
essa capa é meio within temptation neh?
25 de January de 2008 às 2h19
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mooglez
Desde que ela foi chutada do Nightwish, ela devia por o rabinho entre as pernas e ficar aqui em porto alegre trabalhando como atendente do McDonalds.
Conheceu o atual namorado/marido/c*medor dela e trocou a banda pelo amor. Volta e meia, os dois eram vistos andando aqui em porto alegre como se não tivesse banda, nem fãs. Bizarramente, teve o resultado. Chutada da banda e como destino fazer um cd solo que não deve convencer.
Fora que ela tá sempre naquele “dia cultural” Noite Nórdica. Tudo aqui em Porto Alegre.
ê porqueda véia!
25 de January de 2008 às 11h17
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arturo
ja era uma merda antes, agora…
26 de January de 2008 às 13h58
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Douglas
Vces erram e colocam Anneke como o nome da nova vocal, o povo aqui fala q é Anette e vces colocam Danette? Piadinha menos original impossÃvel! Pô Judão, custa demonstrar um pouco de respeito com os fãs assim como temos q demonstrar aqui nessas linhas??
Enfim… o mÃnimo era vces corrigirem esse erro e fazerem um review do Dark Passion Play pra valer igual pros dois lados. Afinal… se é Danette é OTarja! (assumindo q vc pelo menos saiba q na Finlândia ‘j’ tem som de ‘i’).
28 de January de 2008 às 16h51
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Victor Hugo
Estou ouvindo agora, ficou ótimo, principalmente as orquestrações. Preenche o vácuo deixado pela Emma Shapplin.
29 de January de 2008 às 15h29
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bolo de novalgina
Eu só escuto hard core. Mas… sempre prestigio o que o El fucking Cid escreve.. heh
30 de January de 2008 às 11h30
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Anderson
“O novo do Nightwish ficou muito bom…na minha humilde opinião, ficou até melhor que o Once.”
Como em todos os albuns, de todas as bandas, algumas musicas achei fracas… Mas concordo com a afirmação acima \o/
30 de January de 2008 às 14h56
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Withegg
Adoro musicas orquestradas
Vou dar uma conferida
3 de February de 2008 às 15h13
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Fany Cavalcante
Um dos melhores albuns do Nightwish risco a dizer,na verdade o primeiro e melhor album pra mim com a voz da Anette!
o/
4 de February de 2008 às 11h50
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Fany Cavalcante
Ah comentando do album solo da Tarja:
Algumas musicas são até legais, a mulher tem uma puta voz, mas precisa colocar mais vida nas melodias na minha opinião =p
4 de February de 2008 às 11h51
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Nidhogg
Primeira vez que venho à esse site, e achei ótima sua revisão do Ãlbum, pra não dizer excelente.
Sou apaixonado por Tarja Turunen, adorava-a no Nightwish e vou continuar seguindo a carreira solo dela. Também adoro Óperas, Música Clássica e principalmente Épicas, no estilo desse Ãlbum =D.
Obrigado pela Revisão.
Vou comprar esse Ãlbum.
Também sou apaixonado pela cultura Nórdica, e esse Ãlbum traz todo esse clima medieval e épico e que eu tanto amo.
Obrigado pela Revisão.
Vou comprar esse Ãlbum.
E meus parabéns pelo site Judão ;D!
4 de February de 2008 às 15h12
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Thata
Sem dúvida nenhuma MY WINTER STORM RULES!!!!!!!!!!!! A nova vocal do Nightwish é uma m*****! A Tarja continua uma excelente vocalista e intérprete! Aliás, adorei o cover de Aliiiiiiiiice Coooooooooooper!
16 de May de 2008 às 20h01
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ONEIROS
eu acho a mesma coisa….que citaram acima.
Cara o DARK PASSION PLAY DESTROI ESSE DISCO !!
Esse CD é bom mass não empolga muito tem uns bons momentos mas ela deveria continuar investindo no lado “Sara Brigthman” dela.
Dou nota 7,5 pro CD, pareceu tudo meio forçado saca? tirando as musicas que tem influencia direta do que ela
realmente gosta.
21 de August de 2008 às 12h28
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