Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Iron Maiden: Somewhere Back in Time Tour 2008


O que esperar de um show no qual a banda vai desfilar apenas os clássicos de sua chamada “era de ouro”, nos anos 80, sem se preocupar com a promoção deste ou daquele álbum recém-lançados? Tudo. E mais um pouco.

Thiago "El Cid" Cardim

ironmaiden_tour08_poster_judao.jpg
“Iron Maiden is My Religion”. A faixa feita por fãs, quando exposta nos telões do Estádio Palestra Itália neste domingo (02), levou os quase 40000 espectadores do primeiro show brasileiro da turnê Somewhere Back In Time ao delírio. A gritaria foi em alto e bom som, exatamente como durante as quase duas horas de apresentação do sexteto britânico, desfilando 16 de seus maiores sucessos para o delírio dos bangers brazucas. O carismático vocalista Bruce Dickinson pediu muitas vezes o seu tradicional “scream for me, Brazil/São Paulo!”. E a galera, formada homogeneamente por garotões cabeludos, trintões barbados e quarentões (às vezes até cinquentões) grisalhos, soltava a voz sem perdão. Nesta segunda, com certeza deve ter muita gente chegando ao trabalho rouca…

Chamar o Iron Maiden de “religião” não parece exagero, na verdade. A constatação começou, pelo menos para mim, às 16h, quando ainda estava no metrô, a caminho do estádio. Com a minha tradicional camiseta preta da banda, cruzei com diversos outros fiéis devidamente uniformizados — e os olhares trocados pareciam uma espécie de saudação silenciosa. Éramos completos desconhecidos, mas todos unidos por um único objetivo em comum. Na medida em que nos aproximávamos do estádio, breves acenos com a cabeça logo se tornaram sorrisos e exaltações com o já tradicional símbolo do metal, os chifrinhos feitos com a mão e que são entendidos universalmente. Pode parecer (e é) clichê, mas era possível sentir uma energia palpável no ar, uma vibração tão intensa quanto o calor da metrópole. Estavam todos tão empolgados quanto eu — que, sem credencial de imprensa, fiz questão de pagar pelo meu próprio ingresso e conferir a apresentação da Donzela de Ferro no meio de milhares de alucinados em estado de graça.

O que esperar de um show no qual a banda vai desfilar apenas os clássicos de sua chamada “era de ouro”, nos anos 80, sem se preocupar com a promoção deste ou daquele álbum recém-lançados? Tudo. E mais um pouco. O setlist não foi em nada diferente daquele que a banda vem executando desde o início da turnê, na Ãndia, velho conhecido dos internautas reclamões que logo se encarregaram de choramingar por que aquela música em particular não foi incluída no setlist. Bom, eu também tenho cá pra mim uma meia-dúzia de canções que gostaria de ter visto ao vivo naquele palco. No entanto, tenho sérias dúvidas de que a maior parte dos milhares de espectadores presente no estádio do Palmeiras tenha saído do local com qualquer tipo de reclamação. Este que vos escreve, por exemplo, só consegue descrevê-lo com uma palavra: “mágico”. Ok, por vezes o microfone de Bruce sofria alguns cortes inexplicáveis, e foi possível conferir as três guitarras meio emboladas no meio do caminho. Mas nada disso atrapalhou o espetáculo num saldo geral pra lá de positivo.

É bem verdade que toda aquela empolgação descrita parágrafos acima levou um verdadeiro banho de água fria às 19h, quando subiu ao palco a banda de abertura capitaneada por Lauren Harris — cujo sobrenome denuncia o parentesco com o paizão Steve Harris, baixista e “chefão” do Maiden. Ela é realmente muito bonita, inegável, mas o triste fato é que a expressão utilizada em seu MySpace oficial para descrever a sonoridade de sua banda não poderia estar mais certa: powerpop. Não tem nada mais irritante para uma platéia sedenta por um grupo de heavy metal tradicional como o Iron Maiden e, até então, aquecida pelos alto-falantes do estádio ao som de medalhões como Metallica, AC/DC, Whitesnake, Deep Purple e Ozzy Osbourne, do que ter que se deparar com longos 35 minutos de uma espécie de Avril Lavigne hard rock. Porque, me desculpe Mr.Harris, é assim que as músicas totalmente bubblegum da garota se parecem. A sorte de Lauren é que tudo durou bem pouco, porque os bangers impacientes começaram a gritar “Maiden, Maiden!” enquanto ela tentava estabelecer uma simpática comunicação com os brasileiros. Mais alguns minutos e Lauren descobriria que os “calorosos” brasileiros podem ser bem hostis quando querem. Ou alguém esqueceu do ex-menudo Rob Rosa na abertura do Faith No More, recepcionado por uma saraivada de latinhas, garrafas e chicletes?

Quando Lauren saiu do palco, uma inesperada garoa transformada em chuva pesada desabou sobre o Palestra Itália. Mas os bangers não se intimidaram e, pelo contrário, pareciam ainda mais incendiados. Os vendedores de capas de chuva pareciam desapontados. Os berros, molhados, solicitando a presença da atração principal da noite chegaram a um ponto crítico, e todo o estádio pulava ao mesmo tempo. A chuva cessou e, às 20h10 (pontualidade “quase” britânica, eu diria), os telões se acenderam e começaram a mostrar imagens do avião personalizado Ed Force One fazendo suas primeiras viagens, pousando nos primeiros aeroportos da turnê. O tradicional discurso de Winston Churchill ecoou pelo ar, e com a introdução de clima “aeronáutico” já dava para saber claramente que canção abriria os trabalhos: “Aces High”. Assim que entoou o primeiro refrão, o frontman percebeu que não teria muito trabalho para cantar dali para frente, porque o seu público fiel se encarregaria deste serviço em uníssono. A cena se repetiu muitas vezes ao longo da noite, para deleite dos seis músicos.

Usando a lendária produção de palco com temas egípcios da turnê do álbum “Powerslave”, os cinquentões ingleses mostraram que estão em plena forma — mais uma vez, com o perdão do clichê jornalístico. Harris era só sorrisos, visivelmente satisfeito com a conhecida receptividade tupiniquim. A trinca de guitarristas, tecnicamente impecável, também deu nova roupagem à maior parte das canções: enquanto Dave Murray e Adrian Smith arrasavam as suas seis cordas, revezando-se nos principais solos, Janick Gers mantinha seu folclórico estilo performático, correndo pra lá e pra cá, rodando o instrumento acima da cabeça e ao redor do corpo, sempre fazendo a alegria dos fotógrafos e cinegrafistas. Apesar de escondidinho na bateria, Nicko McBrain também fez sua parte com a precisão de um relógio. Quando o vocalista resolveu apresentar a banda ao público (como se isso ainda fosse necessário…), convenientemente esqueceu McBrain, sendo lembrado pelos espectadores mais à frente do palco e corrigindo-se na seqüência. Os brasileiros receberam o batera com o carinho tradicional: “Nicko! Nicko!”.

No entanto, a chave para o sucesso da Donzela balzaquiana cristaliza-se mesmo na figura de Bruce Dickinson. O baixinho de 49 anos é pura adrenalina, correndo para cima e para baixo e falando o tempo todo. Aproveitando o piso do palco molhado, passou boa parte de “2 Minutes to Midnight” e “Revelations” surfando entre os companheiros — e por muito pouco não tomou um tombo que prometeria ser histórico. Especialmente bem-humorado e brincalhão, fez questão de ressaltar a presença dos roadies que se esforçavam para manter o local seco antes que acontecesse um acidente, e acabou sendo também “enxugado” pelas toalhas dos membros de sua equipe, sempre mantendo o clima de festa no ar. Performático e teatral, Dickinson não abriu mão também das muitas trocas de roupa: em “The Trooper”, vestiu o uniforme do exército inglês e passou a maior parte da música chacoalhando uma enorme bandeira da Grã-Bretanha. Durante os longos 13 minutos da sempre solicitada “The Rime of The Ancient Mariner”, trajava uma capa preta que lembrava o figurino de um filme de terror. E em “Powerslave”, surgiu com a máscara tribal de penas que os maidenmaníacos mais devotados bem conhecem.

“Em 1984, viemos para o nosso primeiro Rock in Rio e começamos a nossa relação de amor com Brasil, que só vem crescendo desde então”, saudou Dickinson, devidamente aplaudido pelos milhares de presentes, que atenderam aos gritos de “Bruce! Bruce”, deixando o sujeito nitidamente emocionado e, por que não dizer, até um pouco envergonhado. Ele emendaria imediatamente com a ordem para um dos riffs mais famosos da história do heavy metal, abrindo a faixa histórica “Wasted Years”. Logo depois, palco todo vermelho, o aterrador vozeirão de Vincent Price começou a citação inicial de “The Number of The Beast”, acompanhada palavra a palavra por 40.000 vozes que, como num ritual pagão, não demoraram a cantar, em tom urgente, aquele “Six! Six! Six” poderoso para deixar qualquer cramulhão feliz da vida. Combinou perfeitamente, aliás, com um dos itens mais vendidos pelos camelôs do local, um curioso par de chifres demoníacos brilhantes que eram vistos reluzindo por todo o Parque Antártica no meio da escuridão.

Foi então vez de “Heaven Can Wait” e, com ela, uma multidão de fãs — vencedores da promoção realizada pela rádio Kiss FM — que “invadiram” rapidamente o palco para cantar aquele “ôôô” simbólico junto com Bruce e sua trupe. Se, no dia anterior, os músicos venceram de goleada uma partida de futebol promocional realizada nos nossos gramados, no domingão eles já vinham ganhando este jogo no Palestra com folga. Mas resolveram mostrar seu futebol-arte e, driblando por entre as canelas, metralharam um combo invencível para encerrar a primeira parte da apresentação — a começar por “Run To The Hills” e seu refrão matador e irresistível. Mas tinha mais. Se você é um daqueles puristas que reclamavam da inclusão de “Fear of The Dark” entre as músicas executadas (afinal, a dita cuja é a única lançada efetivamente na década de 90 e, portanto, teoricamente fora do escopo do restante do set), teve que engolir em seco aquele que foi um dos momentos mais brilhantes da noite, com uma cumplicidade tamanha entre fãs e banda que é até difícil traduzir em palavras. Uma imagem do estádio belamente iluminado por isqueiros e celulares acesos deve explicar melhor o que eu quero dizer.

Para encerrar, “Iron Maiden”, o hino que dá nome ao grupo — contando com a esperadíssima aparição do gigantesco boneco do mascote-zumbi Eddie, desta vez na versão cibernética que está na capa do disco “Somewhere In Time” (1986). Mirando com sua arma laser para a platéia, o monstrão teve um divertido momento de duelo com Gers ao final da canção, levando o público às gargalhadas. O Iron Maiden se retira. Final do primeiro ato.

Era óbvio que teríamos um bis. Aclamada pelo público, a banda não demora a retornar para um “chorinho” — e com a confirmação dos boatos que vinham circulando já há algum tempo: sim, eles retornam ao Brasil em 2009. “Sabemos que muita gente não pôde comprar seus ingressos para esta noite. Por isso, vamos voltar daqui 1 ano para um show maior, com mais fogos, explosões e luzes”, anunciou Bruce, para uma explosão de alegria da galera. Os organizadores, ao se depararem com o esgotamento tão rápido dos ingressos, na certa devem ter pensado: “Se tivéssemos feito o show num lugar maior, teríamos vendido todos os tickets sem problemas”. E alguém ainda tinha dúvidas, cara-pálida? Para encerrar, viriam então “Moonchild”, “The Clairvoyant” e uma versão espetacular e apoteótica para “Hallowed Be Thy Name”.

Quando estes seis senhores abandonaram o palco pela segunda vez, todos os presentes tinha esperança de que eles fossem retornar. As luzes continuavam apagadas e o palco iluminado. Durante alguns minutos, os fãs começaram a especular que canção poderia ser escolhida para um segundo bis, tão especial e até então inédito nesta turnê. Mas ele não aconteceu. Assim como em 2004, as luzes se acenderam e os alto-falantes soltaram “Always Look On The Bright Side of Life”, canção cômica composta pelos também ingleses do extinto Monty Python para o filme A Vida de Brian. Uma pena. Ficou um ligeiro gostinho de quero mais. Ou mesmo aqueles que tinham que acordar cedo nesta segundona iriam reclamar caso o Maiden resolvesse tocar mais uma, talvez mais duas? Tudo bem. A gente espera até o ano que vem. Como diria o Capitão Nascimento: “Missão Dada é Missão Cumprida”. Sim, senhor.

Comentários
Já são 42 sobre esse post -- até agora

  Soldier

Hallowed be thy name foi FODA. F-O-D-A. 2009 eu to lá denovo. _\,,/

3 de Março de 2008 às 13h00
  Morph

CHUVA FILHADAPUTA! =D

3 de Março de 2008 às 13h26
  Bloodyhound

Cara, infelizmente não pude ir…

Mas desde a hora que vc citou o “Ed Force One” até o Monty Python, fiquei lendo aqui arrepiado, só de imaginar…

2009 tamo lá !!

3 de Março de 2008 às 13h31
  Juliano

Hallowed be thy name, run to the hils e fear of the dark simplesmente DESTRUIRAM!

3 de Março de 2008 às 13h47
  Ewaldy Marengo

E que show não termina com aquela vontade de mais? Sem aquela ponta de tristeza por já ter acabado?

Prova mais que suficiente que o show foi bom ;)

3 de Março de 2008 às 13h48
  Gin Guilt

Inveja do Caralho.INVEJA DO CA-RA-LHO!!!!!!!!!

Eu moro no fim do mundo,e isso complicou para este Maiden maniaco de 15 anos que ja tem todos os cds e por isso compra os vinis.Mas ano que vem eu vou estar morando em Porto Alegre…e pode apostar que eu vou.SÉRIO.
Uma duvida:A Intro da The Number foi distorcida,igual no Live After Death?
E…ainda sobre a Intro,uma pequena correção:A intro de The Number of the Beast NÃO foi gravada pr Vincent Price.A banda chamou o cara,mas ele cobro os olhos da cara pra gravar a intro.Daí eles resolveram contratar um cara que contava histórias de terror no rádio naquela época,cujo nome não consta em LUGAR ALGUM,que fez bem mais barato.

Como eu disse,Maiden maníaco ;D

3 de Março de 2008 às 13h52
  Blaze

Mano, nunca gastei tanto a garganta na minha vida.

Eu tô completamente sem voz, o show foi magnífico!

E 2009 EH NÓIS DE NOVO, MANEH!!! =D

3 de Março de 2008 às 14h02
  Guilherme

Ultimo show em porto alegre =DD
UP THE IRONS!

3 de Março de 2008 às 14h40
  Ahoyhoy

Puta show, e a chuva veio na hora certa, pq tava quente demais, ano que vem tamo la de novo!

3 de Março de 2008 às 14h50
  Headbanger

Que inveja!!! Puta merda! Agora, pelo menos, posso gritar: NÃO É O VINCENT PRICE QUE NARRA A INTRODUÇÃO!!!!!!!!!!

3 de Março de 2008 às 14h56
  rafueiro

Quarta em Porto Alegre, e lá vamos nós!

3 de Março de 2008 às 15h14
  Pedr0sh3

vai ter em poa, só que eu demorei mto pra me compra os ingresso.
me ferrei

3 de Março de 2008 às 15h26
  Death Knight

Ser pobre é uma MERDA! Queria poder ter ido, mas os ingressos tavam muito acima da minha capacidade monetária. :(

Quem sabe ano que vem eu estarei mais abonado. ;)

3 de Março de 2008 às 15h53
  Gustavo

Espero ansiosamente por 04/03 com meu ingresso na mão @_@

UP THE IRONS!!!

3 de Março de 2008 às 16h02
  Schetine

caracas, fiquei emocionado só de ler a resenha, imagino se tivesse ido ao show…2009 com ctz estarei la!

3 de Março de 2008 às 16h29
  Thiago

ah, então o El Cid gosta de metal de verdade??? pq depois da ultima coluna, eu tinha ficado em duvida…

com relação ao show, gostaria de ter ido, mas não deu tempo de comprar ingresso..

pra quem não foi, hj tem a segunda parte do show do iron no rock in rio 3, no canal multishow, as 22:30…..
melhor do que nada…

3 de Março de 2008 às 16h59
  Letícia

Olha, acho que ano que vem eu vô heim =DDD

3 de Março de 2008 às 17h46
  Raph

EU FUIIIIIIIIIIIII……. muita chuva na cabeça e MUITOS CLASSICOS …. Powerslave e Rime …. foram fodas !!! …. RJ para SP

3 de Março de 2008 às 18h13
  Raul Bernardelli

CHUVA FILHADAPUTA! =D [2]

3 de Março de 2008 às 18h46
  Vinícios Duarte

Eu tava lááááá! E foi fodaaaaaaa!!!! A chuva serviu pra refrescar a galera. =D

3 de Março de 2008 às 18h59
  Ed

Ano que vem eles vem para Manaus! aih sim, estamos lá! ^^

3 de Março de 2008 às 19h12
  Wanderson

Completamente rouco, costas destruidas de pegar 9 horas de bus pular no show inteiro, logo em seguida 9 horas de bus voltando, pernas destruidas de tanto pular… achando isso ruim, vc pergunta?!!!! Faria td denovo sem nem piscar!!! SHOWZASSO louco do kcte, quê isso!!! Demoró pra eu conseguir ir num show do Maiden, mas foi uma realização, tudo perfeito. Acho que a grande maioria pensa o mesmo (ate a gatinha que perdeu o celular e tava chorando as pitangas por causa da agenda do mesmo tadinha… por isso ki eu guardo td no “porta-joias” aka cuecão” hauahhaauh nunca perdi nada)!
Pra quem foi um abraço, pra quem não, repense seriamente, vc ainda tem chances nesses dois shows seguintes, vale e muito a pena.

3 de Março de 2008 às 20h53
  Lieutenant

AAAAHHHHH DIA 5 QUE DEMORA !!!

3 de Março de 2008 às 22h45
  Raph

Na proxima tour tem que vir com Seventh son of a seventh son … putz ai eu vou DIRETO pro Hospital !!!!

3 de Março de 2008 às 22h58
  [ - MoNsTeR - ]

Não tem o que dizer, não…

Show com as melhores músicas dos melhores álbums da melhor época… show perfeito no próprio sentido exato e mais profundo da palavra!

Sinceramente, depois de ver exatamente o que essa grande turnê especial prometia, eu já posso morrer.

Como disse um amigo meu: “1986 no palco! NUNCA pensei que fosse ver essas músicas ao vivo, só em DVDs.”

É isso aí… chorei que nem uma criança e não tenho vergonha de assumir…

3 de Março de 2008 às 23h25
  Pedro Gonzaga

Se Shiloh quiser, 2009 eu to lá. Quando eu fui olhar os ingressos desse show ae, já tina esgotado tudo. x/

3 de Março de 2008 às 23h35
  Arcanis

Velho, que show!!!!!
Concordo em tudo que foi escrito aí, essa saudação silenciosa, o clima antes do show…
Putz, sem explicação.
Revelations foi um dos pontos altos da noite, e Fear of foi sem noção tb, o estádio completamente iluminado, sem palavras.
Vi um coroa de uns 50 anos chorando cara…
Tomei um esporro do meu chefe hoje pq cheguei atrasado segunda (visto que não moro em são paulo) mas valeu muito a pena.
Até 2009 com certeza.

4 de Março de 2008 às 8h32
  Raph

Ingresso: R$ 156, gasto de passagem RIO/SP R$ 152 outros R$ 100 .. ver o Eddie do Futuro “Gigantão” no palco mandando Bala em todo mundo NÃO TEM PREÇO !!!

4 de Março de 2008 às 10h35
  JotapêPanda

INVEJA É O QUE EU SINTO POR MORAR TÃO LONGE!!!
SHIT!
UP THE IRONSSSSSSSSS

4 de Março de 2008 às 10h54
  Diego

Amanha é nois!! Up the Iron!

4 de Março de 2008 às 11h49
  Eduardo

O show foi muito bom. Mas esteve longe da perfeição, com a banda errando feio em Aces High e em Revelations. E algumas correções em seu texto: a abertura de The Number NÃO é do Vicent Price. Esta lenda urbana surgiu nos anos 80 pq Thriller, do MIchael Jackson SIM usa o Vicent, e aí as pessoas associaram um com outro. E em Heavean can’t wait não havia uma multidão de ganhadores da promoção da Kiss, eram apenas 3, o restante são rodies e convidados da banda.

4 de Março de 2008 às 13h53
  Dewes

Excelente texto El Cid! Me fez sentir como se tivesse lá, o que me animou mais foi a volta deles em 2009, como nao pude ir esse ano, vou ano que vem!

Up the Irons!

4 de Março de 2008 às 14h27
  Ashes

Grande Elcid. Deu arrepio soh de Ler.!!! Iron maideeeeeeeeeennnn!!!

4 de Março de 2008 às 16h03
  Rômulo Andrade

“medalhões como Metallica, AC/DC, Whitesnake, Deep Purple e Ozzy Osbourne,”

Entendi ele dizer “merdalhões”, quase paro de ler hahaha.

5 de Março de 2008 às 2h34
  Rê

Aqui em CTba foi ALUCINANTE tb! Embora a minha gripe não tenha me deixado aproveitar 100% do show, os 90% q eu aproveitei já valeram a pena! Muito, muito, muuuuito bom!

5 de Março de 2008 às 4h00
  yinyang

maravilhoso o show! já fui em alguns shows deles, um no monster, um no tempo de blaze (terrivel), rock in rio 3, o anterior no pacaembu e este. acho que este foi o que mais me emocionei no show, mas ainda não sei se o top fica com este ou o rock in rio 3.
curti bastante a resenha, passou bastante do clima que eu senti lá na pista. ahhh uam coisa, não tinha só homem não, pelo menos estavamos acompanados por DEZ mulheres e tem uam que sabe mais de metal que os outros marmanjos, hahahaha

5 de Março de 2008 às 21h05
  Diego

O show foi do caralho. Mesmo eu tendo assistido da arquibancada, a pista parecia muito melhor, foi muito bom. Quando começou a chover, eu tava doido pra que começasse porque tava ficando frio e com certeza Aces High iria esquentar e fazer esquecer a chuva. Mas eles entraram logo depois que a chuva parou.

O ruim de morar em Brasília é que nenhum show vem pra cá. Então sempre mantenho uma grana sobrando para eventuais shows. Já começei a guardar para o do ano que vem.

Ah, e quando o Bruce anunciou que eles voltam no ano que vem ele também falou que o Nicko viria antes, deve ser esse ano, para fazer workshops do seu instrumento.

Só achei que deveria haver mudanças no setlist. Pô, pelo menos na ordem né. Deve ser um pouco broxante ir nos 3 shows e ser tudo igual. Mas enfim, as músicas são deles então eles sabem o que melhor fazer com elas.

Finalizando: para quem não foi nesse ano, comece a juntar grana e não perca a oportunidade de ver um dos melhores, se não o melhor, show da sua vida.

OLE OLE OLE OLE
MAIDENNNN MAIDENNN

6 de Março de 2008 às 1h06
  Vina

Esse foi apenas o melhor show da minha vida!!!

Chorei em The Trooper e Fear of The Dark, Rime Foi destruidora, e o hino Iron Maiden arrepio!!!

e Hallowed be thy name fexo com chave de ouro o melhor show q ja fui (e provavelmente vou ir) na minha vida.

6 de Março de 2008 às 1h26
  Lieutenant

Sem palavras. A vontade era que a noite não terminasse mais. Na saida do gigantinho, deu vontade de voltar e pedir mais

Uma das maiores alegrias que tive na vida.

6 de Março de 2008 às 10h05
  Ramon

choro só de ler! :’(

queria ter ido!

8 de Março de 2008 às 16h44
  Vinícius de Matos

Show inesquecível!
Não podemos esquecer do “Muito obrigádó!” da filhota do Steve respondendo ao coro de “Gostosa!Gostosa!Gostosa!”.

Abraços do Johnnie Walker! =D

8 de Março de 2008 às 16h59
  Navarre

olha,
vou dar nota 10 pro Iron Maiden como banda, mas vou dar uma nota 5 pra organização do evento. Duas coisas simples poderiam ter melhorado e muito esse show, primeiro é o som q não estava muito legal (de onde eu estava, pista normal, até a voz do Dickson sumia de vez em quando) e o palco poderia ser maior, visto q uma consideravel parte do show eu tive de ver no telão, uns 2 metros mais alto e tava tudo beleza.
Mas, maiden é maiden e em 2009 tamo lá denovo e torcendo pra uma estrutura melhor…

up the irons!
flw!

10 de Março de 2008 às 1h42
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