Tuesday, 14 de October de 2008

CSS: Donkey


Desde aquela mal-fadada apresentação que presenciei no TIM Festival de 2004, sinto calafrios toda vez que ouço falar o nome Cansei de Ser Sexy. Aliás, quem me conhece sabe que sinto uma espécie de rejeição imediata por estes hypes automáticos, estas bandas que, do meio do nada com coisa nenhuma, todos os críticos começam a erguer ao status de cult obrigatório, nos fazendo engolir garganta abaixo – haja vista o recente “fenômeno†Mallu Magalhães.

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


No caso do CSS, no entanto, foi ainda pior. Eles começaram a construir uma carreira internacional, tornando-se darlings da imprensa inglesa e capa da prestigiada (?) revista NME. Há quem defenda que, meses depois, sua sonoridade pouco lembrava aquela desastrosa apresentação aqui no Brasil. Pra mim, era balela. O CSS continuava sendo um electro rock tosco, tocado por músicos que, essencialmente, não sabiam tocar – com exceção do líder Adriano Cintra, veja bem. A diferença é que, depois de tanto falatório, os integrantes da banda largaram a postura despretensiosa e se convenceram de fato de que eram rockstars do primeiro escalão, com direito a toda a arrogância que vem no pacote. Mas não estamos aqui para discutir isso, não é mesmo?

Eis, então, que chega o segundo disco, “Donkeyâ€. E…uau, que mudança! Daquelas surpreendentes. A produção é mesmo de primeiro nível, a sonoridade ficou muito mais indie rock do que electro, a parte instrumental teve uma melhora visível. E o que aconteceu nesta transformação milagrosa, meus caros? Catzo, o CSS perdeu a personalidade! Como num passe de mágica! Eu não gostava daquele CSS do primeiro disco, vá lá. Mas aquele era o CSS. Inegavelmente. Impossível não reconhecer. Em “Donkeyâ€, o grupo se transformou em uma bandinha britânica default, template, básica, igual àquelas dezenas que saem do forno brit-rock todas as semanas. Juro que eu preferia que eles tivessem continuado toscos. Pelo menos dá para falar mal com propriedade.

A grande ironia é que, justamente em seu segundo disco, considerado a barreira definitiva para mostrar a que veio de fato uma banda, o CSS inventou de se reinventar. Chamou um produtor figurão como Mark “Spike†Stent (Björk, Madonna, Radiohead) para mixar a bagaça e, tentando mostrar amadurecimento musical, agora a banda quer provar que pode ser rock ‘n’ roll. Quando se escuta músicas como “Give Upâ€, “Left Behind†e o single “Rat Is Dead (Rage)â€, por exemplo, a única sensação que se tem é que se tratam de covers. Sim, releituras de músicas que, com toda certeza alguém já gravou antes. Mas…não. São canções inéditas. Pasme.

A primeira tem um gostinho do brit-rock que tomou as paradas de sucesso mundiais na década de 90. A segunda leva um cheirinho facilmente reconhecível de new wave. E a última tem lá a sua guitarra raivosa com ecos nítidos no grunge. O humor? A irreverência? A esperteza? A novidade? Passaram longe.

Sobreviventes a uma mudança radical que os transformou de “a†banda em “uma†banda, as canções “Move†e “Let’s Reggae All Night†são as únicas que carregam uma sensação de evolução direta com relação ao trabalho do primeiro álbum, auto-intitulado. Ambas são dançantes, com efeitos anos 80 meio kitsch, funcionando como elo de ligação entre a bobagem mal e porcamente executada anteriormente com um mundo de estúdios e mesas de produção melhor acabados.

O mais interessante, acreditem ou não, é que eu não sou o único a ter esta opinião! Na verdade, embora meus textos costumem divergir freqüentemente do que acha a imprensa internacional – em especial aquela que gosta de se considerar “indie†– desta vez estamos todos de acordo. Até mesmo os fãs costumeiros do entourage de Lovefoxx não entenderam muito bem o que aconteceu no processo. A proposta ficou borrada.

Mas esta não é a minha grande questão. Pra mim, a pergunta que não quer calar é: depois de ver a reação morna que “Donkey†recebeu na imprensa, derrubando-os de seu status de queridinhos da vez, qual será o próximo passo do CSS? Voltar ao que era antes? Mudar o percurso evolutivo para um terceiro disco? Ou inventar uma nova direção? Nem arrisco um palpite. Mas…há. Estão aí cenas do próximo capítulo que eu adoraria ver.

Donkey
(CSS, 2008)

Line-Up
Lovefoxx – Vocal
Ana Rezende – Guitarra e Teclado
Carolina Parra – Guitarra, Bateria e Backing Vocal
Luiza Sá – Guitarra e Teclado
Adriano Cintra – Baixo e Backing Vocal

Tracklist
1 .Jager Yoga
2 .Rat Is Dead (Rage)
3 .Let’s Reggae All Night
4 .Give Up
5 .Left Behind
6 .Beautiful Song
7 .How I Became Paranoid
8 .Move
9 .I Fly
10 .Believe Achieve
11. Air Painter

Comentários
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  {Yusuke}

ja entrei com os dois pés atras “el cid, falando do CSS, que absurdo é esse..” foi o que vei na minha cabeça. mas entro leio todo o texto e vejo que era o el cid mesmo (que tinha desaparecido).
agora voltando ao assunto, desde que eles viraram os queridinhos da inglaterra, a arrogancia e a falta de humor passaram a imperar naquela bandinha, agora isso só passou pro trabalho deles tambem…

14 de October de 2008 às 20h10
  Diego Miranda

Desculpa cara, mas pareceu uma crítica feita por um menino chorão que tá com muita inveja do sucesso dos caras. Deu pra ver que tem muita inveja nesse história toda e tua crítica perdeu toda a credibilidade.

PS: Não conheço o som da banda, nem sou fã. Simplesmente li a tua crítica e acho que você devia simplesmente focar em criticar o novo CD e não ficar chorando com inveja dos caras.

14 de October de 2008 às 21h12
  Manoel

Assim Diego, acho que teu comentário recae sobre vc mesmo.
Tu nem conhece o som da banda e acha que ele tá falando besteira.
Eu acompanho o CSS desde que achei sem querer as mp3s dela perdida pela trama virtual e posso dizer que o cara está com total razão.
Chupa!

14 de October de 2008 às 21h36
  LIKO

Depois do que o Judão falou do ‘Blackout’ eu pouco ligo pras críticas.

14 de October de 2008 às 22h01
  leo

“elo de ligação” não, pleonasmo puro…
na boa, adoro o judão, mas jornalismo demanda um certo nível de conhecimento da língua, isso deveria ser visto por vocês como algo a ser alcançado, e não “vai se fuder pasquale” ou coisas do tipo.
digo isso porque considero o judão um legítimo veículo de comunicação. se vocês não consideram, paciência…

14 de October de 2008 às 22h07
  Jose

Pelo amor de Deus, a critica acabou quando voce diz nao conhecer a NME (New Music Express), uma coisa eh uma pessoa que gosta e se identifique com um estilo julgar e criticar um album, mas se voce nao curte brit rock e indie nao deveria nem se propor a tecer comentarios sobre o CD. CSS eh tao ruim que jah tocou no Coachella, Reading… e uma porrada de festival lah fora… nao sao a melhor banda do mundo, mas se tem preconceito com eles ou nao conhece o estilo de musica melhor nao falar nada.

14 de October de 2008 às 22h21
  Diego Miranda

manoel,

Não chuparei coisa alguma. Falei que a crítica não foi séria. Não estou dizendo que a crítica está errada, aprenda a ler antes de vir rechaçar meu comentário.

O que falei foi que a crítica perdeu a credibilidade a partir do momento que passou a ser um depoimento de alguém que parece estar muito ressentido com o fato dos caras atingirem o sucesso. Só isso. Não dizendo que tudo que está ali é mentira, só estou falando que não consigo dar credibilidade a críticas feitas dessa maneira.

14 de October de 2008 às 22h22
  Nhunha Boll

CSS para mim faz parte do mundo da informática….

E ponto!!!

PS: CSS é uma merda…Tanto na informática como “musicalmente falando”…Hehehe…

14 de October de 2008 às 23h00
  Buzzcock

Agora o som está mais palatavel, bem rock’ n roll, não aquela anormalidade com sonzinho a lá Atari.

14 de October de 2008 às 23h40
  Bruno Cunha

antes, rock n’ roll >>> (macho), do q a tosquice >>> (gay)

15 de October de 2008 às 1h17
  Thiago "El Cid" Cardim

@Diego Miranda: realmente, tenho inveja do CSS. aliás, meu sonho era ser a lovefoxx. tô até pensando numa cirurgia plástica pra virar japonês. e sobre o conteúdo da crítica, juro que não vou entrar NOVAMENTE no mérito da “parcialidade x imparcialidade”. creio que o borbs andou explicando isso muito bem por aqui. quer imparcialidade? vai ler sinopse em capinha de DVD.

@Jose: uma banda tocar no coachella ou no festival de reading não quer dizer que ela seja boa - e nem que eu a conheça ou não. é a mesma que dizer que este ou aquele filme ganharam o Oscar e, portanto, eu não posso desgostar porque “não entendi”. e quando eu disse que nao conheço a NME? o ponto de interrogação entre parênteses está depois da palavra “prestigiada” - o que significa que eu não concordo é com a babação de ovo da nossa imprensa em cima das opiniões da publicação, que eu já li muito na vida, diga-se de passagem. e se este meu texto é parcial, o que dizer dos textos da própria NME? há!

15 de October de 2008 às 8h07
  Peixe

Não sou fã do CSS, mas acho o som deles interessante.
Como o Diego acima falou, realmente a crítica soou como um “Sem choro” de inveja pelo status dos caras agora. Eu tô pouco me lixando pra quem é ou q tipo de pessoas eles são (afinal nunca vou vê-los mesmo), o q importa é criticar o som (coisa que foi feita de maneira pobre nesta crítica)
Sei que boa parte do sucesso do CSS deve-se a Lovefoxx mas e daew? É verdade que eles agora são uma banda qualquer de esquina britânica, mas eu também não tô nem aew pro ingleses…
Sem choro!

15 de October de 2008 às 8h34
  Will Sparrow

vou ler a crítica do Death Magnetic agora… CSS não me interessa muito, anyway… xD

15 de October de 2008 às 9h17
  Fox Mulder

eu gostei desse CD, é bem pequeno, musicas divertidas, ae não fica cansativo.

15 de October de 2008 às 15h30
  Fernando Mello

Bandas como essa foderam com o rock’n'roll nos últimos anos.

HYPE de rosca é pirulito, como já diria o Morph.

15 de October de 2008 às 16h00
  JT

Sei lá.
Crítica meio bizarra essa.

Só concordo com a parte que diz que o CSS perdeu a originalidade. O som delas era mesmo interessante…e agora caiu no mais do mesmo.

Seria interessante ver o que fariam seguindo a mesma linha do primeiro álbum.

mas na boa…
falar da NME, das BritRocks lançados diariamente e do Indie Rock, ja deu né?

ah vá!

15 de October de 2008 às 17h33
  Diego Miranda

Thiago,

Desculpa, achei que era pra levar a sério o que você escreve. E, por isso, fiz uma crítica pra você tentar melhorar e deixar de soar bizarro, como você tá soando ai. Mas enfim, já que tua intenção é ser medíocre mesmo:

Parabéns pela resenha, muito medíocre. =]

15 de October de 2008 às 17h56
  Withegg
15 de October de 2008 às 19h46
  Thiago "El Cid" Cardim

@Diego Miranda: meu caro, você tá confundindo tudo e achando que “seriedade” tem necessariamente a ver com “imparcialidade”. este é um conceito do qual eu e toda a equipe editorial do judão discordamos radicalmente. falo isso desde a época d’A ARCA. críticas de cinema, de música, de livros, em toda a imprensa, são sim opinativas - por mais que os críticos insistam na tal da “isenção”. baita papo furado. “medíocre”, de acordo com a acepção original do pai dos burros, é justamente este disco do css. mediano, flat total. se você achou minha resenha medíocre - ótimo, é a SUA opinião. e você tem todo direito a tê-la. assim como tenho direito a ter a minha. viu só como é legal estar num ambiente democrático e pacífico?

@leo: tanta coisa pra você ficar atento e você vai reparar justo num pleonasmo estúpido que a maior parte das pessoas fala na chamada “língua das ruas”, aquela que difere - e muito - da “norma culta”? e você vai me dizer que isso é suficiente para julgar que eu não teho um “certo conhecimento da língua”? pelamordedeus, rapá! eu usei até o verbo “divergir” e você não falou nada! :-)

16 de October de 2008 às 8h35
  Peixe

Caras,

Na boa, pra encerrar a briguinha, realmente uma critíca não tem possibilidade de ser imparcial, mas uma crítica tem que ter embasamento seja ela de que natureza for, senão fica uma birra somente. E sem querer ofender, o JUDÃO é uma parada bacana com notícias e pitacos discretos sobre o q rola, mas as críticas (talvez pela própria natureza de se criticar) deixam o site um pouco mais perto da antipatia…

16 de October de 2008 às 11h24
  rocket

vou dizer o que acho dessa banda: um verdadeiro LIXO!

o próximo passo deles? O FIM, se Deus quiser!!!

16 de October de 2008 às 11h42
  Carlos

Concordo com boa parte do que foi escrito.
Eles se levaram a serio demais nesse disco novo.
Mesmo assim, os dois discos são muito bons e possuem musicas que ´grudam´

16 de October de 2008 às 12h10
  Diego Miranda

Thiago,

Se você ler com atenção tudo que escrevi até agora vai ver que em momento algum eu quis que você fosse imparcial. Não falei isso em nenhum momento. Até porque, imparcialidade não existe. Só estava querendo dar uma dica para você melhorar seu modo de escrever e não soar como alguém que está “putinho” porque uma banda obteve sucesso e foi descarregar toda sua inveja numa crítica. De verdade, não consigo levar seu texto a sério.

Mas enfim, já que você se orgulha de escrever mal, te desejo boa sorte. E espero, de verdade, que você não tenha a intenção de levar a sério a carreira jornalística e fique somente postando textinhos em blogs. Só não esperava isso num blog do nível do Judão, mas enfim, ignorarei sua coluna e continuarei lendo o Judão.

Abraços!

16 de October de 2008 às 14h33
  Emílio "Elfo" Baraçal

Pessoal, a partir do momento que uma crítica é uma crítica (prestem atenção nessa classificação textual, “crítica”, sacaram?), ela é naturalmente parcial. Esse lance de “crítica imparcial” não existe. Você colocou SUA opinião? Então é parcial. Acabou. É como o Cidão colocou: quer imparcialidade? Leia texto de contra-capa de DVD. E mesmo assim, muitos DVDs puxam sardinha demais pra seu produto.

Críticas existem aos milhares. Muitas vão detonar o CD/filme/série do momento. Outras milhares irão a favor. É assim com tudo. A crítica serve apenas para você se guiar sobre o referido assunto, porque a única crítica que realmente importa é a sua. Você assistiu/ouviu e gostou/detestou? Ótimo, só você sabe como irá tratar, como será seu relacionamento com o referido assunto/produto.

Esse lance de ficar raivoso com crítica X ou Y é infantilidade. Eu amo Dream Theater. E tem um monte de gente que mete o pau. Isso muda o meu relacionamento com a música da banda? Claro que não. Cada um tem sua opinião e, portanto, crítica.

Simples assim.

16 de October de 2008 às 16h10
  Diego Miranda

Emílio,

Leia todos os comentários e me fale aonde você viu alguém pedindo imparcialidade em críticas. É bom ler as coisas antes escrever pra não falar besteira. Só o Tiago fala nisso, não sei onde ele leu alguém pedindo críticas imparciais.

16 de October de 2008 às 16h51
  Lucas Valente

Todo mundo escreveu tanto sobre crítica que me deu vontade de criticar a crítica, vamos lá. Eu diria que o El Cid se perdeu no meio do caminho, pois creio que a princípio, a idéia era uma crítica do novo álbum do CSS, porém ele acabou criticando a postura da banda e da imprensa, tanto brasileira quanto britânica. O engraçado é isso ser confundido com inveja, ou talvez não seja, isso é algo que só diz respeito ao próprio El Cid. Quanto a crítica do álbum, acho que o El Cid tanto não gostou que mal conseguiu escrever sobre ele. Pode ser que me critiquem dizendo que fiquei do lado do El Cid, ou o próprio pode me criticar por cogitar a hipótese de ele invejar o pessoal do CSS, mas é pra isso que estamos aqui!!!

17 de October de 2008 às 1h39
  Flávia D.

ai, gostar ou não de uma banda só pq é hype ou deixa de ser não é gostar de música em sua essência. quem gosta de música vai gostar de um artista simplesmente pelo que ele é, não não pq tem falatório ou não da imprensa. se fosse assim só prestaria banda do cazaquistão conhecida por 3 fanzineiros (ops, blogueiros). ser “anti-hype” tb é seguir o hype.

ah, e o o mark stent não produziu o disco, quem produziu foi o adriano. o mark stent só mixou o álbum.

e embora o disco tenha sido bem malhado eles têm show marcado quase todo dia até meados de 2009, não vão parar de trabalhar tão cedo! ;-)

17 de October de 2008 às 2h58
  duds

tudo uma nojera. desde CSS até malu magalhaes. “cult”? meu koo é mais cult q eles. um bando de gente boba (alguem já viu alguma entrevista com a sonsa da magalhaes? dá dó) que tenta ser alternativa. o brasil nao conhece musica boa, e essa é a verdade.

17 de October de 2008 às 12h50
  Rachel Brandão

Apesar de gostar do primeiro cd do CSS, concordo com o El Cid. Levaram muito à sério algo que era interessante justamente pela tosqueira, pelo que tinha de irreverente. Ficou burocrático.

@Diego, Judão NÃO É BLOG.

17 de October de 2008 às 13h41
  Emílio "Elfo" Baraçal

Diego Miranda:

Duas coisas:

1) O lance da parcialidade x imparcialidade está perfeitamente colocado de forma subconsciente em quase tudo que escreveram aqui. Ao menos, o tal Peixe, por exemplo, cita esse lance quando diz isso: “…realmente uma critíca não tem possibilidade de ser imparcial, mas uma crítica tem que ter embasamento seja ela de que natureza for, senão fica uma birra somente.” - então, sim eu li. E aproveitando o lance de “birra” do Peixe, eu conheço o Thiago há ZILHÕES de anos pra saber que não é por aí. Ele tem um conhecimento musical monstruoso devido a vários fatores que nem vale à pena e nem devo citar (coisas pessoais da vida dele). Eu mesmo amo Dream Theater e ele odeia. Assim como ele curte Edguy e não sou lá fã dessa banda. Já conversamos zilhões de vezes sobre isso pra eu sentir que nada tem a ver com birra.

2) O Thiago não escreve mal, vai por mim. Ele não foi convidado pelo Borbs à toa. Além disso, a maneira de ele escrever já vem da época d´A ARCA, que o Borbs conhece muito bem como é e que também tem tudo a ver com o Judão. Da trindade d´A ARCA, ele não era o editor-chefe à toa. A escrita dele é muito mais ao estilo íntimo, quase como uma conversa entre amigos. È sua maneira de se aproximar do leitor. Muito melhor do que os pseudo-intelectuais que vejo aos montes fazendo crítica de música/cinem/literatura e etc.

O que me indigna é justamente essa mania de querer falar mal de críticas. Já li zihões de críticas odiosas de coisas que amei e isso mudou algo? Claro que não. Já escrevi críticas boas de certas coisas que outras pessoas odiaram e me execrearam. Isso mudou minha vida? Mudou a vida delas? Claro que não. É como salientei: leia mais de uma, quantas puder e use-as como um guia para ter uma noção de como algo que te interessa é. Agora, o que aquilo que te interessa é PRA VOCÊ, só quando você passar pela experiência de assitir/ouvir/ler pra poder dizer e, você não precisa concordar com nenhuma delas. Isso se chama “personalidade”.

17 de October de 2008 às 19h49
  m

Que porcaria

21 de October de 2008 às 13h06
  Jr.

Acho que todos os dãs do Dream devem ter gostos parecidos…tipo, na rua/facul/trampo durante minha vida encontrei um punhado, mas nos sites que eu frequento há uma proporção beeeem maior.

Quanto a CSS….FEDE.

22 de October de 2008 às 16h57
  Felipe

So a Alala e olhe la.

23 de October de 2008 às 12h03
  Vinicius

CSS é uma merda, como os fãs.

23 de October de 2008 às 20h26
  Takeshi

“Nooooooooooffa, ele usou o verbo divergir. QI 180 !?!? ”

Bom, eu gostei do cd novo sim. Muito superio ao primeiro e a NME não escreve muita coisa que preste. Tirando algumas boas entrevistas que eles conseguem, tipo a do Dave Grohl na de setembro.

28 de October de 2008 às 3h49
  ericolpp

desculpando-me pelo imperdoável atraso em ambiente tão vanguardista, deixo aqui um comentário que diverge sem querer. só conheci o donkey há 4 ou 5 dias e é o único álbum que ouço desde então. não deixo de degustá-lo ainda por um bom tempo, costume estranho pra alguém de 30 e poucos como eu, conhecedor e apreciador calejado de várias castas de rock. acontece que reconheci fartos elementos de rebeldia, vitalidade e autenticidade, que carecem em toda música excitante que se preze. não faço apologia de rock em qualquer dosagem e ocasião, mas se você pode e sabe usar, recomendo o novo CSS em alto e bom tom! elegias a parte, vim aqui também pra cuidar da polêmica…
enfim, dizer que “o CSS perdeu a personalidade” É A MAIOR PRETENSÃO DA PARÓQUIA!!! não se pode falar seriamente de uma personalidade ainda em dialética de formação sem puxar a sardinha pra um lado que não está autorizado.
realmente “move” e “let’s reggae all night” são especiais, agora dizer que “how i became paranoid”, “i fly” ou “beautiful song” não acompanham “sensação de evolução direta” da banda é fazer um lobby comprometedor. e o que falar de “jager yoga”? a mais apoteótica abertura de album desde o “banditismo” do “da lama ao caos”. talvez “give up” cheire ou soe a youth ou pixies, entretanto desafio um histórico de ausência dessas referências/influências nos últimos 20 anos do rock. a proposta não ficou “borrada” até porque ela não é manifesta nem apreensível senão pela crítica do tempo. aqui não está o primeiro a torcer o nariz para o novo. “believe achieve” é singelo símbolo de uma sonoridade e subjetividade que irrompem… bem vindo ao séc. XXI

2 de November de 2008 às 21h50
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