Sábado, 8 de Dezembro de 2007 | Atualizado em 09.01.08 às 9h43

88 FM: Blues é música de Tiozão?


“Cara, juro que não entendo”, dizia um recém-iniciado colega headbanger, que dividia comigo o gosto pelos italianos do Rhapsody (que ainda não tinha o “of Fire” no nome). “Como você pode gostar desse negócio de blues? É a maior música de tiozão, meu”. Pimba, tome na cara. 36 hit-combo no estômago do El Cid. É [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


“Cara, juro que não entendo”, dizia um recém-iniciado colega headbanger, que dividia comigo o gosto pelos italianos do Rhapsody (que ainda não tinha o “of Fire” no nome). “Como você pode gostar desse negócio de blues? É a maior música de tiozão, meu”. Pimba, tome na cara. 36 hit-combo no estômago do El Cid. É bem verdade que eu tenho mais que o dobro da idade do meninão (conforme-se, homem, você já está próximo dos 30!). Mas sugerir que o blues é um gênero envelhecido e datado é desconhecer as origens da coisa toda e fechar olhos e ouvidos para o quanto a sua produção continua fortemente ativa e para o quanto sua influência continua firme e orgânica — detectada, em especial, nos roqueiros de plantão, seja em maior ou menor escala.

88fm_blues.jpgAntes do blá-blá-blá costumeiro, um pouco de história: no final do século 19, os estadunidenses descendentes de africanos passavam a sua tradição sonora de maneira oral, e acabaram misturando suas influências aos tradicionais folk e country do interior dos EUA. O resultado é uma estrutura simples, quase sempre com três acordes, de freqüências baixas, aberta a improvisações infinitas tanto em termos musicais quanto de letra. Inicialmente, o blues era reconhecido por seus violões e pianos acústicos quase rurais. Depois da Segunda Guerra, alguns músicos mantiveram esta alma acústica, enquanto outros começam a invadir o território do jazz. A grande maioria dos blueseiros, no entanto, seguiu os passos de Muddy Waters e enveredou pelo lado dos instrumentos acústicos, sem nunca deixar suas características mais raiz, mais roots.

Como você acha, meu caríssimo leitor, que o rock ‘n’ roll surgiu? Simples: branquelos como Elvis Presley ficaram encantados com o som que descobriam nos guetos e começaram a adaptar aquela poderosa música negra, cheia de alma e sentimento, à sua própria realidade. Ou alguém duvida que o grande professor de Elvis é ninguém menos do que Chuck Berry? A guitarra, este símbolo que hoje personifica plenamente o rock em suas mais variadas vertentes, começou a ser dedilhada e a mostrar seus riffs mais elaborados e intensos nas mãos dos bluesmen. Antes de qualquer Satriani, Vai ou Malmsteen, o mestre B.B.King já aprontava todas nas cordas de sua Lucille, incendiando pequenas e grandes platéias.

O blues também é influência primordial nas sonoridades de grupos como Yardbirds (a banda que deu início às carreiras de Jeff Beck e Jimmy Page), Cream (o power trio no qual Eric Clapton deu seus primeiros passos musicalmente na década de 60), Led Zeppelin,
The Rolling Stones, Beatles, Creedence Clearwater Revival, Bob Dylan, ZZ Top, The Doors e Dire Straits, além dos guitarristas Steve Ray Vaughan e Jimi Hendrix, entre tantos outros. Seus seguidores só fizeram incorporar mais e mais elementos relacionados de lá para cá, dos punks aos metallers, dos indies aos posers do hard rock.

Dentre as bandas de rock contemporâneas que carregam blues descaradamente no DNA estão os superstars do White Stripes e ainda os indie darlings do Jon Spencer Blues Explosion (o nome não nega, tudo bem) e do Demolition Doll Rods — sendo que os três costumam ser rotulados, nas mãos deste ou daquele especialista, como “punk blues”. E mais: saiba que existem, por mais que você se recuse a acreditar, blueseiros com menos de 60 anos. Entre os bons representantes da nova geração, estão nomes como Colin James (43 anos), o prodígio Kenny Wayne Sheperd (30 anos) e o sempre divertido Jonny Lang (26 anos), que faz uma sonzeira dançante, com energia o suficiente para deixar para lá aquela imagem de que blues é uma música triste e depressiva.

No Brasil, o Ira! sempre se deixou envolver claramente pelo blues, em especial na predileção do ex-vocalista Nasi pelo tema — haja vista que ele até criou o projeto paralelo Nasi e os Irmãos do Blues. As Velhas Virgens, maior banda independente do país, carrega nas tintas do blues-rock em seu som sacana e empolgante. E não faltam bons nomes deste tipo de música por aqui, do veterano Celso Blue Boy ao gaitista Flávio Guimarães, passando por bandas como Blues Etílicos e os Bêbados Habilidosos (recomendação fortíssima desta 88FM, diga-se de passagem) e pelo guitarrista Nuno Mindelis, nascido em Angola mas de alma puramente brazuca.

Bom, o que podemos compreender disso tudo é que o meu jovem amigo cabeludo cometeu primariamente um erro conceitual: blues pode até ser um gênero de música antigo, quase ancestral. Ok. Mas isso não faz do blues uma música “velha”, e nem “música para velhos”.

Agora, se você não entendeu patavinas do que eu disse até agora, talvez um pouco de humor ajude. Veja o que diz a deliciosa “Árvore Genealógica do Rock e do Metal”, publicada no site Whiplash, a respeito do Vovô e da Vovó Blues:


“Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou “balançar o esqueleto”, como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock”.


» Bono Vox, em um de seus raros momentos falando sobre a música do U2 e não sobre os problemas sociais do planeta, alertou os fãs da banda de que eles sentirão a diferença com relação ao material que vem sendo trabalhado para o novo disco, sucessor de “’How To Dismantle An Atomic Bomb”. Em entrevista ao jornal “The Independent”, o vocalista contou que eles estão apenas iniciando o processo. “Fizemos algumas gravações no Marrocos ano passado. Toda a banda esteve em um maravilhoso festival de música religiosa como alguns incríveis cantores sufi. Foi uma surpresa para qualquer cantor de punk rock, ouvir estas pessoas que simplesmente fecharam seus olhos por 40 minutos e cantaram as melodias mais sofisticadas”. Ainda de acordo com Bono, existirão também algumas influências de trance e algumas guitarras pesadas vindas de The Edge, soando quase heavy metal. “Não se parece com nada que fizemos antes, e achamos que não soa como nada que qualquer um tenha feito antes”. Quantas vezes você já não ouviu este papo antes?

» Pharrell Williams, um dos produtores do novo álbum de Madonna, revelou que o rapper hypado Kanye West deve ser uma das participações especiais da bolacha, sucessora de “Confessions On The Dancefloor”. Além dele, já tinham sido confirmados o produtor Timbaland e o cantor e sex symbol Justin Timberlake.

» O show brasileiro do The Police, que acontece neste sábado (8) no estádio do Maracanã, terá que seguir uma das exigências da banda, conhecida por seu envolvimento em causas sociais e ambientais: todo o CO2 emitido pelo show será neutralizado, incluindo transporte de equipamentos, montagem de palco, uso de geradores (movidos a biodiesel) e até o gás emitido pelo público em sua chegada ao local do show. De acordo com o portal G1, outra ação envolverá o gerenciamento de resíduos sólidos, com uma estrutura para recolher todo o lixo e selecionar tudo que for reciclável, em parceria como uma cooperativa de catadores de lixo.

» Tá rolando o maior babado no Bonde do Rolê, a banda indie nacional que não se leva a sério e faz um som deliciosamente descompromissado — diferente de um grupinho de sujeitas que se cansaram de ser sexy e se convenceram de que são a última bolacha do pacote da NME. Ao final de uma apresentação em Londres, a vocalista Marina Vallo e o MC Pedro D’Eyrot quebraram o maior pau e, entre gritos e palavrões, quase partiram para a porradaria propriamente dita. Marina estaria saindo do grupo — e, em entrevista para a rádio BBC 1, o DJ Rodrigo Gorky disse que os shows vindouros foram cancelados até que a situação no grupo seja 100% resolvida. “Esperamos resolver tudo para não decepcionar todo mundo que já comprou ingressos e que não tem nada a ver com a história”. De acordo com o sempre antenado Lúcio Ribeiro, existe uma movimentação de bastidores a respeito de termos duas garotas assumindo o lugar que outrora foi de Marina. Quanto tiver maiores informações confirmadas, a 88FM avisa.

» Mike Patton, ex-vocalista do Faith No More e atualmente circulando por uma série de projetos (Fantômas, Tomahawk e Peeping Tom, só para citar alguns), agora vai se aventurar no mundo do cinema. Em Eu Sou A Lenda, o terror pós-apocalíptico estrelado por Will Smith, Patton dará sua voz às terríveis criaturas que perseguem o protagonista — que descobre da pior maneira possível que não é a única criatura (além de seu cachorro) que sobrou na Terra. O músico também fará sua estréia como compositor de trilhas no curta noir em preto e branco A Perfect Place, dirigido pelo estreante Derrick Scocchera.

» Depois de “Fairy Tale”, do Shaman, tocar na trilha sonora da novela global “O Beijo do Vampiro”, agora é a vez do Dr.Sin ser selecionado para tal feito, tentando trazer um pouco do heavy metal/hard rock brasileiro para o gosto popular. A canção “Think It’s Over” está tocando em “Amor e Intrigas”, a nova novela da Rede Record.

» Uma das mais criativas bandas do underground metálico brasileiro, os paulistanos do MonsteR passaram por algumas mudanças radicais nos últimos anos. Primeiro, com a saída do guitarrista Renato Stone, substituído mais tarde por Luiz Portinari. Logo depois, o grupo de Paul X (pseudônimo do conceituadíssimo produtor Paulo Anhaia, baixo e vocal) e E.V.Sword (bateria) lançou um single na internet com todas as músicas cantadas em português. E para completar a proposta de nacionalização, vem também o novo nome: UmonstrU.

» Não é só aqui no Brasil que os famosos se envolvem com a política — Peter Garrett, ex-vocalista do grupo Midnight Oil, foi nomeado ministro do Meio Ambiente da Austrália pelo primeiro-ministro eleito Kevin Rudd, do Partido Trabalhista, que derrotou o conservador John Howard na eleição de sábado passado. Sob seu comando, o país deve finalmente assinar o Protocolo de Kyoto.

» Tão tradicional quanto seu especial de final de ano na Globo é o lançamento de seu novo disco no período do Natal. Pois parece que Roberto Carlos resolveu quebrar a segunda tradição: bolacha nova do Rei, só depois do Carnaval. De acordo com a gravadora SonyBMG, ele não teria ficado satisfeito com o resultado de algumas canções do lançamento e preferiu trabalhar mais em cima do dito cujo.


» No próximo dia 11 de dezembro, o rapper B-Real, do Cypress Hill, fará uma performance solo em palcos tupiniquins. O show rola na casa de shows paulistana Tom Brasil, da Nações Unidas (Rua Bragança Paulista, 1281). A abertura será do DJ porto-riquenho Tony Touch, que mistura inglês e espanhol em suas apresentações.

» No dia 16 de janeiro, o mesmo Tom Brasil recebe a única apresentação em São Paulo do duo pop australiano Air Supply, formado há mais de 30 anos. Eles ainda passam por Fortaleza (11), Recife (12) e Rio de Janeiro (15).

» Eagle-Eye Cherry retorna ao Brasil em janeiro do ano que vem, para desfilar seus muitos hits em três apresentações. No dia 17, ele passa pelo já tradicional palco do Via Funchal, em São Paulo, que o recebeu tantas e tantas vezes. No dia seguinte, ele será uma das atrações do festival Oi Noites Cariocas, no Rio de Janeiro. E no dia 19, é a vez de botar os baianos para dançar durante o Festival de Verão de Salvador.

» O local da apresentação dos britânicos do Iron Maiden no Brasil, que acontece dia 2 de março de 2008, mudou: ao invés do Skol Arena Anhembi, Bruce Dickinson e sua trupe tocarão num palco do Parque Antártica, estádio do Palmeiras. A idéia dos organizadores era justamente aumentar a capacidade de público -– de 38.000 para 42.000 pessoas. Ainda sobre o Maiden: além das apresentações em São Paulo e Porto Alegre, também foi confirmada a passagem da banda por Curitiba, no dia 4 de março. O local deve ser anunciado em breve. Só para constar, meu ingresso para SP já está devidamente comprado.

» Para acabar a agenda desta semana, um boato que não tem qualquer confirmação oficial — de acordo com o jornal gratuito Destak, distribuído na cidade de São Paulo, Bob Dylan teria uma série de apresentações confirmadas no Brasil em 2008. As datas, no entanto, ainda não teria sido reveladas. Vamos esperar mais detalhes para ver se a informação confere.


Cristina Scabbia, a vocalista do Lacuna Coil. As mulheres italianas não são mesmo cheias de tempero?

88fm_gostosa.jpg


» No sábado passado, dia 1º de dezembro, comemorou-se mundialmente o Dia Mundial de Combate à AIDS — e para relembrar o saudoso vocalista Freddie Mercury, os ingleses do Queen liberaram para download gratuito a primeira faixa gravada em estúdio com o vocalista Paul Rodgers (Free, Bad Company). A canção, “Say It’s Not True”, é a primeira faixa inédita de Brian May (guitarrista) e Roger Taylor (baterista) sob o nome Queen em 10 anos. “Fazendo esta canção de maneira gratuita, esperamos ajudar Nelson Mandela em sua campanha para levar a mensagem de ninguém está a salvo da infecção”, afirmou Taylor em comunicado oficial. O próprio Taylor escreveu “Say It’s Not True” como um presente para Mandela, e originalmente a apresentou pessoalmente ao líder sul-africano em 2003, acompanhado de Brian May e Dave Stewart durante o show inaugural do festival 46664 na cidade de Cape Town. Baixe “Say It’s Not True” no endereço www.queenonline.com/sayitsnottrue — é necessário apenas um pequeno cadastro.

» Os californianos cristãos do P.O.D. lançaram a sua própria canção natalina no MySpace oficial da banda. Batizada de “Christmas In Cali”, é uma versão para “Christmas In Hollis”, dos rappers do Run DMC. Veja (ou melhor, ouça) que bicho deu.

» Trent Reznor promete, Trent Reznor cumpre: o prometido site de remixes do Nine Inch Nails está, enfim, no ar. Você entra, baixa as músicas, baixa as ferramentas necessárias, remixa as canções como bem entende dá upload do resultado final no próprio site, para todo mundo que quiser ouvir. Vai que o próprio Renor escuta e aprova?

» Nerd de carteirinha e com certificado de pedigree, Rivers Cuomo, vocalista do Weezer, lança o seu disco solo em breve, recheado de demos que ele teria produzido desde 1992. O primeiro single, “Blast Off”, pode ser ouvido… adivinha onde?… no MySpace!


» Você está respirando direito aí do outro lado da tela? Então se prepare para perder o ar com o videoclipe em preto e branco “Jigsaw Falling into Place”, o primeiro single do novo álbum dos ingleses do Radiohead. Chega a ser impressionante.



» Jack White ficou tão empolgado com sua idéia para o clipe de “Conquest”, novo single dos White Stripes, que fez até aulas com o famoso toureio Dennis Borba. O vídeo finalmente caiu nas graças do YouTube -– e se você é como eu, do tipo que odeia touradas e demais sacanagens com touros/bois e outros congêneres de quatro patas (leia-se: “rodeios”), vai ter uma agradável surpresa da metade para o final da produção. Simplesmente hilário…e uma daquelas doces vinganças que eu ADORARIA ver no mundo real.



» Se você estava com saudades do Los Hermanos, faça assim: dê lá uma visitada no MySpace oficial de Marcelo Camelo e assista ao clipe de uma nova canção instrumental do cara. Vê se não dá uma vontade de cair na rede preguiçosa ao som de uma sinfonia de pardais…

» Banida das TVs na época de lançamento, a versão completa do clipe “Thunder Of Hearts”, dos veteranos punks ingleses do Buzzcocks, agora pode ser vista na íntegra no MySpaceTV. Assista e me diga: como os tempos mudaram, não? Como aquilo que era considerado ofensivo agora passa numa boa, hein?


88fm_disco.jpgSe você ainda é daquele tipo roqueiro xiita que acha que sambistas de verdade podem (ou devem) ser confundidos com aqueles “pagodeiros” neo-românticos e suas canções dor-de-cotovelo, se você ficou indignado quando indiquei o “Acústico MTV” do Paulinho da Viola como “disco da semana” algumas colunas atrás, tenho mais uma aula em formato de CD pra você. Chama-se “Jair Rodrigues em Branco e Preto”, o 46º disco de estúdio do nosso eterno Cachorrão, um dos nomes mais respeitados da nossa música popular.

Com produção do Quinteto em Branco e Preto, Jairzão desfila os mais diversos tipos de samba, indo dos tradicionais chorinhos ao samba-rock, samba de breque e ao sambaião. Preste atenção em “Migração”, dueto do sambista com Dominguinhos -– e também em “Vida em Sonho”, composição do filhote Jair Oliveira, que nós conhecemos na infância como Jairzinho. Abra a cabeça, camarada. Eu também adoro guitarras. Mas um pandeiro de vez em quando não faz mal a ninguém.

    • ”Estado Violência” (Titãs)
    • ”The Boys Are Back In Town” (Thin Lizzy)
    • ”Piruetas” (Chico Buarque e os Trapalhões)
    • ”The Eldar” (Blind Guardian)
    • ”Até Quando Esperar” (Plebe Rude)
    • ”Punk Rock Hardcore Alto Zé do Pinho” (Devotos)
    • ”Slave To Love” (Bryan Ferry)
    • ”Cannonball” (The Breeders)
    • ”Phantom of The Opera” (Nightwish)
    • ”I’m Shipping Up To Boston” (Dropkick Murphys)

Comentários
Já são 26 sobre esse post -- até agora

  JC

O disco do Paulinho da viola é uma delicia de ouvir!
O que indignou semana passada foi dizer que o Pink Floyd é virtuoso e chato progressivo, quando não é virtuoso! Chato até aceito..hehehe

8 de Dezembro de 2007 às 10h20
  Morph

“Cheias de tempero” rulez. =D

8 de Dezembro de 2007 às 10h45
  easouza

Mais algumas bandas influenciadas pelo Blues que eu me lembro: Deep Purple e Black Sabbath (as outras que eu me lembro o El Cid já falou).

Blues é atemporal, Blues é foda!!!

E Blues Brothers (aka “Irmãos cara-de-pau” aqui no Brasil) RULEZ!!!

8 de Dezembro de 2007 às 11h22
  Vitor

Blues é atemporal, blues é foda!!![2]

A coluna tá só acertando. E, comentando sobre a playlist, DROPKICK MURPHYS OWNA!

8 de Dezembro de 2007 às 11h51
  Raul Bernardelli

Lembro vagamente de um diálogo de filme, eu acho, dizendo que blues era música de negro, e quando passou a ser conhecida como rock’n'roll virou música de branco.

8 de Dezembro de 2007 às 11h53
  Lula

Cresci ouvindo metal, principalmente os mais extremos e toquei em uma banda de death metal por algum tempo.

Mas eu amo o blues. Quanto mais velho melhor, Robert Johnson, Son House, Muddy Waters, Lightining Hopkins e etc…

Definitivamente blues não é pra criança. Quando passa o raicalismo da adolescência, a mente se abre e vc aceita o que é bom de verdade, sem palhaçada. Eu sou um exemplo vivo disso.

8 de Dezembro de 2007 às 12h13
  Tourinho

Seu amigo diz que blues é música de tiozão e ainda por cima é fã de Rhapsody???

Quem tinha que tomar 36 hit-combo no estômago era ele! Puta comentário infeliz…

8 de Dezembro de 2007 às 13h49
  Seu Judas

O q seria NME ?!!?!?!

8 de Dezembro de 2007 às 15h43
  Tourinho

@ Seu Judas

NME é a revista New Musical Express, considerada uma das ‘bíblias’ da música britânica.

8 de Dezembro de 2007 às 15h45
  {Yusuke}

Eric clapton aprendeu a tocar ouvindo blues, a tecnica dele é tecnica de blues, ele só faiz rock porque é branco. blues é base do rock e musica que eu saiba não tem idade.

Toma CSS, adorei isso

Mike patton fazendo trilha vai virar outro danny elfman

eu nunca entendi muito bem, fairy tale feiz um sucesso desgraçado no beijo com vampiro e nunca mais tentaram usar metal como trilha numa novela tem coisas que não da pra entender.

8 de Dezembro de 2007 às 16h12
  VaaaLNeeeY

Blues ruuuula as teta!
Tenho mó vontade de comprar essas coleções de Blues

8 de Dezembro de 2007 às 21h13
  Sonâmbulo [999a Noite... ]

Nem sei se vale a pena comentar… Mas esse redator parece ser o cara mais em cima do muro do mundo… Acho que FM, é pra indicar que o sentido dessa coluna é ser tão genérico e eclética como uma rádio: pagou, tocou. Será que ele expede nota fiscal feito rádio? É claro que a raiz do rock é o blues, gosta quem quer, mas não deixa de ser uma música datada. Você escuta blues e lembra de 2008 ou de 1950? Que ele influenciou, não há dúvidas, mas é só isso: Rock não é blues e Blues não é Rock, e cada um tem sua data de referência. Fora que o redator ainda teve um momento altamente Sônia Abrão, contando as picuinhas do Bonde do Rolê, sem deixar de aproveitar a oportunidade pra falar mal do CSS. Entre o Bonde e o CSS sou mais o segundo. Se música descompromissada, significa música ruim então o Bonde do Rolê faz uma das mais descompromissadas da atualidade. Mas do modo que ele mesmo vem defendendo: escute qualquer coisa, já que tudo serve, e críticos musicais é que não servem pra nada. Que a Força esteja com vocês… Até mesmo com o editor herege desse blog.

8 de Dezembro de 2007 às 21h23
  opivm

Sou fã do Radiohead e adorei o novo clipe. É realmente impressionante.

Mas não é original: o Meshuggah fez um assim há mais de uma década. :)

8 de Dezembro de 2007 às 21h57
  V

O Rock veio do Blues, assim como o Blues surgiu da música Gospel. Estilos musicais são assim, imfluenciam e são influenciados, mas quase sempre evoluem com o tempo. No Brasil a música popular infelizmente não evolui, mas ainda temos os antigos mestres, como o mencionado Paulinho da Viola e Jair Rodrigues.

9 de Dezembro de 2007 às 1h06
  Lili

Putz! Pra mim “Estado Violência” estar no top da semana já valeu a coluna, é simplesmente minha música favorita dos Titãs! Adorei Cid!

E bom, pra quem acha que blues é chato ou coisa de velho… Recomendo ouvir a trilha sonora do anime “Cowboy Bebop”. É fantástica!

9 de Dezembro de 2007 às 12h13
  syd

é coisa de moleke bobo que fla sem pensar
achar que o blues é coisa de velho…
e claro dizer que o pink lfoyd é chato!

9 de Dezembro de 2007 às 13h45
  Guilherme

Muddy Waters rlz!
Gypsy woman told my momma, before I was born
You got a boy-child comin’, gonna be a son-of-a-gun
Gonna make these pretty women, jump and shout
And the world will only know, a-what it’s all about

9 de Dezembro de 2007 às 13h56
  PC

Comecei a prestar mais atençao no blues quando conheci a obra do Cream. A versao deles pra “Spoonful” e´ simplesmente FODA!!! Pra quem nao conhece e deseja conhecer, Cream e´ o trio formado por Eric Clapton (guitarra), Jack Bruce (baixo) e Ginger Baker (bateria) nos anos 60, altamente recomendavel!!!

10 de Dezembro de 2007 às 1h45
  Filipe_Tremere

“Punk Rock Hardcore sabe onde é que faz? Lá no alto Zé do Pinho (É DO BARAI!)”

O bom e velho Devotos…

E que Deus salve meu cdzinho do Luís Braço-Forte!

10 de Dezembro de 2007 às 2h11
  Thiago "El Cid" Cardim

@Sonâmbulo: se eu fosse “em cima do muro”, não tinha arrumado tanta confusão com a coluna da semana passada. Sinceramente: Não, não acho o blues uma música datada. Ouço um Jonny Lang da vida ou mesmo os Blues Brothers e, definitivamente, não me lembro de 1950 ou de 2008. Só me lembro é de que meus pés estão loucos para dançar.

E mais: continuo achando o Bonde do Rolê infinitamente superior ao CSS - porque eles jamais se levaram a sério desde que começaram, diferentemente da banda liderada pela Lovefoxx, que sempre manteve esta postura “somos a nova revelação da música pop inglesa”. Parabéns a eles pelas capas da NME, mas acho a sonoridade da banda uma porcaria. A sonoridade do Bonde é tão tosca quanto, mas pelo menos me diverte. Repito: esta é a MINHA opinião. Êpa! Mas ter opinião significa estar em cima do muro?

Cara, o dia que alguém me pagar pra escrever uma opinião positiva ou negativa, me interna porque eu pirei. Quem quer texto sem opinião, vai ler sinopse de capinha de DVD.

E vê se vai dormir um pouco! Faz bem para o humor! :-))))

10 de Dezembro de 2007 às 8h59
  netto

blues é o q liga

10 de Dezembro de 2007 às 10h02
  Sonâmbulo [999a Noite... ]

@”El Cid”

Acho que você mostrou que tem opinião… Mas dizer que blues não te lembra nenhuma época - só dançar - é uma saída tangencial… O que foi mais sem noção foi teu momento Sônia Abrão: conta uma fofoca e ainda descasca quem não te agrada. Se tu quer entrar no mesmo saco dela é problema teu… O Bonde do Rolê não ter compromisso consigo mesmo é até interessante - achar que fazer funk é uma coisa séria é que é sem noção. O porém é uma letra sem cabimento num estilo/ritmo sem cabimento… Músicas como “Solta o Frango” e “Melo do Tabaco” não só falta compromisso, como noção… Mas vai quem quer… Acho que ouvi esse grupo demais depois dessas duas músicas - tenho de tomar cuidado com tua opinião - afinal, críticos não servem pra nada, não é mesmo?

BTW Sonâmbulos não têm insônia, eles fazem coisas dormindo - nunca abandonam seus sonhos. Mas não se preocupe é um erro comum, você deve estar acostumado.

10 de Dezembro de 2007 às 10h23
  Buzzcock

@Sonâmbulo: vc tá falando muita bosta.

10 de Dezembro de 2007 às 16h48
  Anarchos

E o André Cristovam? E as masturbações bluesísticas do Marcelo Nova? E as chupadas blues do Raulzito?

10 de Dezembro de 2007 às 17h14
  aga

celso blues boy é excelente :D

11 de Dezembro de 2007 às 0h34
  Black Label

Caraio. Pera aí: o cara é um recém-convertido do metal. E gosta de Rhapsody, aquela viadagem toda falando sobre dragões, e castelos, cheio de “virtuosidade” e etc.?
Ah, mas o quê que é isso, meu Deus… Quem merece 36-hit combo é ele! Com direito ao fatality do Sub-Zero =P
Um cara aí em cima disse que começou ouvindo metal e que não gostava até sair da adolescência. É… às vezes é assim.
Eu tenho 14, quase 15 anos. E sempre que posso, ou eu baixo algo de Gary Moore [blues-rock pesadinho], Kenny Wayne Shepherd [idem], Buddy Guy, Muddy Waters, e de artistas brazucas também, como o Celso Blues Boy, Big Joe Manfra e outros. Esses últimos normalmente eu tenho que garimpar o CD, me deslocando da Zona Oeste do Rio e indo até a Zona Sul, de loja em loja de discos, procurando algo deles.
Mas é algo que vale a pena. O blues nem sempre é aquela coisa “melosa” ou coisa “de velho”, que era o que eu pensava até meus 12 anos quando meu pai ouvia algum CD do Clapton ou de B.B. King.
Enfim… Pra esse seu amigo, El Cid, peça pra ele arrumar dois CDs que me converteram ao Blues: O Still Got the Blues do Gary Moore, com uma balada que toda hora toca naquelas rádios de flash-back; e o Live at the Fillmore East do Allman Brothers.

11 de Dezembro de 2007 às 11h44
Deixe o seu comentário!
Mas, por favor, que seja útil! =D

ANTES DE POSTAR, LEIA COM ATENÇÃO!
Comentários que contenham palavrões gratuitos ou desnecessários, ofensas, textos totalmente em caixa-alta, miguxês e/ou comentários que não tenham relação com o assunto tratado no post (off-topic) podem ser deletados sem nenhum aviso e o autor proibido de postar outros comentários. Bom-senso e educação às vezes fazem bem.

Lembre-se: este não é um espaço democrático, com liberdade total de expressão. É apenas um espaço para que se discuta sobre o assunto tratado no post -- não sobre o site em geral, quem, onde, quando, por que escreveu e etcetera. Quer falar alguma outra coisa, tem alguma dúvida? Leia o nosso FAQ ou mande um e-mail e não atrapalhe a galera! =]

Os campos com * são obrigatórios, mas seu e-mail não será mostrado, pode ficar tranqüilo.

Se quiser um avatar, click aqui!

Nome
*

E-Mail
*

Site, blog, whatever

Comentário

Televisão Games Cinema Livros & HQs FAQ Música Judão BLOGS! PoOOoOooODCAST! Tchananã

E-Mail Publicidade Quem somos

uv