Sábado, 10 de Novembro de 2007

88 FM: Existe a Não-Música?


Talvez o tema desta semana requeira um pouco mais de abstração dos meus caríssimos ouvintes-leitores, mas vamos todos tentar viajar um pouco com o Titio Cidão aqui. Se nas últimas semanas temos entrado de cabeça na difícil missão de mostrar o quão complicado seria agregar esta ou aquela música dentro deste ou daquele gênero musical [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


Talvez o tema desta semana requeira um pouco mais de abstração dos meus caríssimos ouvintes-leitores, mas vamos todos tentar viajar um pouco com o Titio Cidão aqui. Se nas últimas semanas temos entrado de cabeça na difícil missão de mostrar o quão complicado seria agregar esta ou aquela música dentro deste ou daquele gênero musical sem parecer maniqueísta, o que dizer, então, da própria definição do que é “música”? Ah, isso é fácil? Vou me render novamente ao clichê e buscar a explicação oficial do Aurélio, aquele nosso camarada de páginas amareladas e que alguns insistem em esquecer que existe:

1. Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido. 2. Qualquer composição musical. 3. Música escrita, solfa. 4. Execução de qualquer peça musical. 5. Conjunto ou corporação de músicos. 6. Orquestra. 7. Filarmônica. 8. Qualquer conjunto de sons.

88fm_enyya.jpgOra, vamos, o Hermeto Pascoal está aí para nos provar que “qualquer conjunto de sons” pode ser considerado “música”, não é mesmo? Ele batuca no tronco de árvore, nas tampinhas de garrafa e arranha a própria barba. E a galera delira. Mas cá entre nós: o Aurélio falou. E você? O que é música na sua opinião? Você considera mesmo “qualquer conjunto de sons” como sendo música? Como vocês bem sabem, minha idéia aqui não é chegar a uma decisão definitiva, mas provocar uma discussão amigável entre vocês para que cada um possa expor suas idéias. Para aquecer um pouco, vou levantar aqui dois tópicos interessantes sobre isso:

1) Em uma das edições do finado “Top Top”, um dos poucos programas que eu achava deveras divertido nas últimas encarnações da MTV, a simpática irlandesa Enya era definida como “não-música”, o termo que deu origem à coluna desta semana. Eles diziam que tudo que ela fazia era reunir meia-dúzia de suspiros, uns cantos de passarinhos e 1/3 de sons de água correndo e pronto. Tava resolvido. Aí, a gente chega num ponto interessante: piadas à parte, o fato é que grande parte da imprensa especializada em música simplesmente ignora de verdade os lançamentos da chamada camada “new age”. E por mais que os coleguinhas das redações se recusem a admitir, eles não consideram Enya e demais artistas como Enigma e Clannad, além do brasileiro Corciolli, como músicos de verdade. Eles não fariam, digamos, a música como “arte”. Mas espera aí: “arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido”, lembra? New age envolve também um bom trabalho de composição e instrumentação no processo inteiro. Logo, a parte da “arte e ciência” estaria contemplada. Agora…se o resultado é agradável ou não, isso é uma questão muito íntima, de gosto pessoal. Afinal: new age é música?

2) Na música “DJ (Geração Putz Putz)”, a banda paulistana Velhas Virgens -– na minha opinião, o melhor grupo brasileiro de rock em atividade, mas isso sou só eu divagando -– diz, sem papas na língua: “O DJ não toca nada / O DJ, agora eu sei / O DJ não toca nada / O DJ (só) aperta o play”. O refrão levanta outra questão bastante discutida entre os estudiosos e teóricos do mundo da música: música eletrônica pode ser considerada “música”? Os mais afoitos dizem radicalmente que não, que os DJs e demais envolvidos só sampleiam, recortam e colam pedaços daqui e dali, misturam tudo com umas batidas criadas no computador e apertam o play, de fato. Mas não seria isso um novo jeito de fazer música? O computador pode ser desconsiderado como instrumento musical -– música a gente só faz com guitarra, baixo e bateria? E o que dizer de um artista eletrônico como o Moby ou mesmo o duo Chemical Brothers? Eles compõem de fato e tocam instrumentos tradicionais em suas performances, mas as pick-ups são suas verdadeiras armas. Colocando os alemães do Kraftwerk na discussão e suas altíssimas doses do experimentalismo mais pirado, a coisa promete ficar ainda mais complicada de ter um consenso final.

E então…o que é música pra você?


» Na cerimônia de entrega dos prêmios do Grammy Latino, realizada na última Quinta (8), o brasileiro que se deu melhor foi Caetano Veloso. Ele ganhou um prêmio na categoria internacional, superando Jorge Drexler como “Melhor Álbum de Cantor-Compositor” por “Cê”. E dentro das categorias focadas exclusivamente em música do Brasil, ele ainda faturou a estatueta de “Melhor Canção Brasileira” por “Não Me Arrependo”. Ainda dentro da categoria internacional, outro brasileiro que se sagrou vencedor foi o maestro John Neschling, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Ele dividiu a premiação de “Melhor Álbum de Música Clássica” por “Beethoven Abertura Consagração Da Casa Sinfonia Nº 6″ com “La Canción Romántica Española”, de Carlos Caballé. Na premiação dedicada à música brasileira, outros vencedores foram Acústico MTV — Lenine (Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro), Acústico MTV – Lobão (Melhor Álbum de Rock Brasileiro), Acústico MTV 2 — Gafieira Zeca Pagodinho (Melhor Álbum de Samba/Pagode), Ao Vivo — Leny Andrade & Cesar Camargo Mariano (Melhor Álbum de Música Popular Brasileira), Eternamente Cauby Peixoto — 55 Anos De Carreira (Melhor Álbum de Música Romântica), Balé Mulato Ao Vivo - Daniela Mercury (Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras) e Caminho De Milagres - Aline Barros (Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa).

» A tão aguardada apresentação de retorno do Led Zeppelin acabou sendo adiada em duas semanas devido a um dedo quebrado de Jimmy Page, que ficará cerca de três semanas sem poder tocar sua guitarra. Assim sendo, a nova data é 10 de dezembro. Se você, ricaço e sortudo leitor do Judão, comprou um ingresso para a histórica performance na Inglaterra, faça o favor de nos escrever depois contando como foi.

» Ainda sobre o Led, esta é das pitorescas: de acordo com o guitarrista do The Who, Pete Townshend, seus falecidos colegas de banda Keith Moon e John Entwhistle quase formaram uma banda ao lado de Jimmy Page e Jeff Beck, cujo nome seria…Led Zeppelin. Isso esteve próximo de acontecer quando o Who passava por um pico de problemas de integração entre os seus membros. “Quando a coisa apertou, pensei por um momento ‘ah, que legal, sabe, essa vai ser minha banda agora’. E o que aconteceu na real foi que Keith e John foram nessa e me deixaram pra trás. Eles iriam formar uma banda chamada com Jeff Beck e Jimmy Page, chamada Led Zeppelin”. O nome, inclusive, teria sido criado pelo próprio Moon, e o projeto não teria ido para frente porque Townshend descobriu tudo e colocou a história em pratos limpos com os amigos, retomando as atividades normais do Who.

» De acordo com uma pesquisa oficial, 62% das pessoas que optaram por baixar “In Rainbows”, o novo álbum do Radiohead, no site oficial da banda resolveram pagar o valor de US$ 0,00 por ele. Ou seja: nada. E isso porque elas tinham a opção de pagar o quanto quisessem. E isso sem levar em consideração o número de downloads feitos em sites ilegais/gratuitos e demais programas de compartilhamento de arquivos. O que isso diz sobre o mercado de música nos próximos anos?

» Ainda sobre o Radiohead, saiba que os seis álbuns anteriores da tchurma de Thom Yorke serão reeditados e relançados em um digipack especial com as artes originais. A informação é do blog do camarada jornalista Lúcio Ribeiro. O lançamento, previsto para o dia 10 de dezembro, trará também o disco ao vivo “I Might Be Wrong” e permitirá que o comprador tenha acesso ainda a todas as canções em formato digital. Para os mais descolados, a caixa inteira poderá ser adquirida já em MP3, por download direto ou dentro de uma pen drive com a forma do logo da banda.

» Em se tratando de pirataria e afins, vou ajudar a complicar ainda mais a discussão. O site de troca de arquivos The Pirate Bay resolveu patrocinar o grupo sueco Lamont. Exatamente. Sabe o que aconteceu? Em menos de 24 horas, mais de 100 mil pessoas baixaram “Golden Daze”, CD de estréia dos músicos. Nem preciso dizer o quanto eles ficaram felizes com a divulgação gratuita para ajudá-los a sair do anonimato, não é?

» Completando 30 anos de atividades, os punks britânicos do Buzzcocks vão lançar um disco ao vivo para comemorar o aniversário. O mais inusitado? Ele será vendido única e exclusivamente por meio do formato digital.

» Não deu com “Senhor dos Anéis”, vai aí um prêmio de consolação para o Blind Guardian: os bardos da Alemanha irão compôr a trilha sonora do game de fantasia e aventura Sacred 2: Fallen Angel. O game, disponível para PC e Xbox 360, chega às lojas em 2008.

» De acordo com Don Henley, vocalista, baterista e líder do grupo The Eagles, o recém-lançado álbum da banda, “Long Road Out Of Eden”, lançado no mês passado, será o último da carreira dos veteranos roqueiros. Este é o primeiro lançamento inédito dos caras desde “The Long Run”, de 1979. E pensar que esta semana eles derrubaram a todo-poderosa musa do pop Britney Spears do topo das paradas da Billboard, vendendo 711 mil cópias contra as 290 mil de “Blackout”.

» A gente ADORA listas, não é mesmo? Então, eu tenho duas pra você esta semana. A primeira é da revista Forbes, listando as celebridades já falecidas que mais ganharam dinheiro no ano de 2007. E o vencedor foi ninguém menos do que Elvis “The Pelvis” Presley, fazendo o líder do ano passado, Kurt Cobain (Nirvana), comer poeira. Foram impressionantes US$ 49 milhões arrecadados. Completam as primeiras posições o ex-beatle John Lennon, Charles M. Schulz (criador do Snoopy), o também ex-beatle George Harrison e o cientista malucão Albert Einstein.

» A segunda lista também é tradicional e vem direto da revista inglesa New Musical Express (NME). Trata-se do ranking das 50 personalidades mais descoladas (cool, por assim dizer) do mundo da música. Em primeiro lugar, está o cantor Frank Carter, da banda punk inglesa Gallows. Na seqüência vem Jamie Reynolds, do trio new rave (não fui eu quem inventou o termo, eu juro!) Klaxons. E a medalha de bronze foi para Luísa Lovefoxxx, a performática frontwoman brasileira do Cansei de Ser Sexy. No ano passado, com a vitória de Beth Ditto (Gossip), ela tinha sido listada na 10ª posição. Oh, boy. O restante da listagem traz, na ordem, Ryan Jarman (The Cribs), Lethal Bizzle, Alex Turner (Arctic Monkeys), Kate Nash, Amy Winehouse, Beth Ditto (Gossip) e Keith Richards (The Rolling Stones).

» O portal eBid aproveitou a onda de reintegração das bandas veteranas para shows especiais e perguntou aos ingleses: “Qual é a banda que você mais espera que retorne para uma apresentação ao vivo?”. E os vencedores da enquete foram os suecos do ABBA. “Acredito que se eles reunissem para tocar novamente, superariam o número de vendas das Spice Girls”, opinou o porta-voz do site, Mark Wilkinson.

» A cantora pop preferida do meu amigo Fanboy, a loirinha Jewel, afirmou para a revista Billboard que seu próximo lançamento será totalmente country. Ela teria, inclusive, assinado contrato com o selo Valory MusicCompany, de Nashville –- o berço dos caubóis estadunidenses. “Eu sempre quis fazer este disco por toda a minha carreira, mas meu selo sempre teve medo da música country”.

» “A futura presidente da Argentina (Christina Kirschner, na verdade já eleita) já estaria boa com uma cerveja; a do Chile (Michelle Bachelet), com quatro; Hillary Clinton, com uma garrafa de tequila”. A judônica declaração de Stewart Copeland, baterista do The Police, deixou a ministra chilena Laura Albornoz, do Serviço Nacional da Mulher, tiririca da vida. A frase do músico faz parte de uma entrevista ao jornal chileno “El Mercurio”. Disse a moça: “É disso que falamos quando denunciamos o machismo que está presente nos meios de comunicação, na imprensa escrita, quando falamos, quando nos relacionamos. Isso nos envergonha”. Vale lembrar que o The Police toca no Chile dia 5 de dezembro.

» Numa entrevista ao jornal “Herald Sun”, Ozzy Osbourne tentou justificar as baixas vendas de seu novo disco solo, “Black Rain” (que é bem interessante e merece ser ouvido, diga-se de passagem). “Estou sendo terrivelmente lesado pelas pessoas que fazem downloads ilegais. Se não encontrarem uma maneira de deter isto, as pessoas não vão mais gravar discos. Não existirão mais bandas. Como eles farão para sobreviver?”, previu de maneira apocalíptica o nosso folclórico madman. “Sou da velha guarda, estou na estrada há quarenta anos, mas as bandas novas vão sofrer muito. Isto é ridículo, estão tocando a troco de nada”.

» Manja aquele box especial do RPM, anunciado desde 2006 e com lançamento previsto para o final deste ano? Então, só vai sair no ano que vem. A notícia foi dada pelo próprio vocalista Paulo Ricardo em seu blog oficial. A caixinha reunirá os três primeiros discos do grupo, um quarto só com raridades e remixes e o DVD ao vivo da turnê do álbum “Rádio Pirata”.

» Em uma entrevista para a revista Metal Edge, Sebastian Bach falou sobre seu novo disco solo, “Angel Down”, e aproveitou para dar uns pitacos a respeito do tão aguardado e prometido “Chinese Democracy” – afinal, Bach abriu recentemente diversos shows para os Guns ‘n’ Roses e pôde contar com a participação de Axl Rose em algumas faixas de sua bolacha. ”Veja, a coisa que ninguém entende, que eu entendi, é que ele tem uns quatro álbuns acabados. Eu os ouvi. Portanto, se preparem! Todos vocês que não acham que ele vai lançar um álbum estão redondamente enganados. Ele só leva o tempo dele. É o álbum dele. O Axl faz o que ele quer fazer, e é assim”. Ele ainda mencionou ter ouvido uma canção cujo título ainda não tinha sido citado antes nas faixas que vazaram pela internet: “The General”. Bach adorou o “lento riff afiado com aqueles vocais altos e dilacerantes”, e perguntou quando a música seria lançada. A resposta de Rose é para surpreender: 2012. “Bem, isso vai sair no terceiro álbum”, teria explicado o polêmico frontman do Guns. “É relacionado à música, é uma trilogia, e combinam liricamente”. Se ele já está demorando para lançar UM disco, o que dirá TRÊS? :-)

» Durante o Magic Circle Festival, que rola entre os dias 9 e 12 de julho de 2008 na cidade alemã de Bad Arolsen, o Manowar promete tocar seus 6 primeiros discos na íntegra. No dia 11, eles apresentarão “Battle Hymns”, “Into Glory Ride” e “Hail To England”; no dia seguinte, teremos “Sign Of The Hammer”, “Fighting The World” e “Kings Of Metal”. E detalhe: também está prometida uma versão de “The Crown And The Ring (Lament Of The Kings)” com a participação de coral e orquestra.


» A 4ª edição do Festival Alma Surf, reunindo arte, cinema e música relacionados ao universo do surf, terá shows internacionais de Donavon Frankenreiter, Matt Costa, G. Love e A.L.O, a banda do Jack Johnson. O Alma Surf começou nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo, na Oca do Parque do Ibirapuera. Nos dias 12 e 13, ele migra para o Rio de Janeiro, no Forte de Copacabana. O encerramento rola nos dias 16 e 17, lá no El Divino, em Florianópolis.

» As meninas canadenses do Kittie farão um único show em território brasileiro. Vai rolar no dia 17 de novembro, lá no Espaço Lux, em São Bernardo do Campo. Os brasileiros do Embrioma e do Chipset-Zero (que também abriram para o Slipknot) ficarão responsáveis pelo opening act.

» Também em novembro os fãs de rock progressivo terão muitos motivos para comemorar com a chegada da turnê brazuca de Daevid Allen –- criador dos grupos Soft Machine e o Gong. Ele toca na cidade de São Paulo nos dias 20 e 21 de novembro, e em São Carlos no dia 24. Os locais das apresentações ainda serão confirmados. Entre seus músicos de apoio está o brasileiro Fábio Golfetti, líder do igualmente progressivo e psicodélico Violeta de Outono. Vale lembrar que Golfetti já tocou ao lado de Allen nos nossos palcos em 1992, durante a confereência RIO-92. Mais informações sobre os shows podem ser obtidas no site www.invisivel.com.br/daevid.

» Os alternativos vão amar saber que a casa noturna paulistana Blue Space recebe, no dia 30 de novembro, a banda inglesa The Cassandra Complex. Sua música industrial será a principal atração do festival Machina, em sua segunda edição.

» De todas as datas aqui listadas, esta é daquelas que você, caríssimo morador da cidade de São Paulo, deveria marcar com mais afinco. Afinal, é um show internacional GRATUITO. Trata-se da jazzista Diana Krall que, no próximo dia 02 de dezembro, apresenta-se no Parque Villa Lobos, na estréia do festival Telefonica Open Jazz.

» Depois do “Extreme Metal Fest” e do “Setembro Negro”, a Tumba Produções realiza pela primeira vez no Brasil o Thrash Assault Festival. A primeira edição terá como headliner os bem-humorados alemães do Tankard, com mais de 25 anos de carreira. O festival está confirmado em Porto Alegre (05/12, Bar Opinião), Campinas (06/12, Hammer Rock Bar), São Paulo (07/12, Hangar 110), Belo Horizonte (08/12, Lapa Multishow) e Curitiba (09/12, Local a confirmar).

» O guitarrista Gilby Clarke (ex-Guns ‘n’ Roses) será a grande atração da festa de comemoração dos 13 anos do Manifesto Bar, tradicional ponto roqueiro da cidade de São Paulo. O evento, que acontecerá nos dias 12 e 13 de dezembro, também contará com abertura da banda argentina de Hard Rock Watchmen, que já havia se apresentado no Brasil este ano ao lado de Ted Poley (Danger Danger). Gilby, que virá acompanhado de Eric Dover (vocal e guitarra, ex-Slash’s Snakepit, Alice Cooper), Jorma Vik (bateria, The Bronx) e Stefan Adika (baixo, L.A. Guns, Starfuckers) apresentará músicas do Guns e composições de sua carreira solo.

» Para encerrar, um pouco daqueles rumores de bastidores: reza a lenda que o Journey seria a atração principal do Festival de Viña del Mar, realizado na Quinta Vergara Arena, em Viña del Mar, no Chile, no dia 21 de fevereiro de 2008. Duas perguntas: 1) será que isso pode significar uma esticadinha até o Brasil?; 2) quem diabos será o vocalista deles, depois da abrupta saída de Jeff Scott Soto?


Atendendo a pedidos, a beleza amadurecida da sempre estilosa Doro Pesch (ex-Warlock).

88fm_gostosa1.jpg


» O site Trama Virtual faz a seguinte descrição: Montage é a primeira banda de Electro Rock do Nordeste Brasileiro”. O fato é que os cearenses Daniel Peixoto (vocal e guitarra) e Leco Jucá (baixo, bateria, teclado, DJ) migraram de Fortaleza para São Paulo a fim de mostrar ao mundo o seu “glam-electro-punk” (você não adora isso?) com muita cara da androginia do David Bowie fase-Ziggy Stardust. O primeiro disco, “I Trust My Dealer”, já saiu, mas você pode ouvir a dupla para ir sentindo o clima.

» O DJ Paul Edge resolveu mexer num vespeiro e fez uma versão techno-trance de “Enter Sandman”, do Metallica. Depois de ouvir a canção enquanto andava de carro, teve o estalo para a mirabolante recriação. “A bateria de Lars Ulrich segue um inflexível ritmo 4×4, a voz de James Hetfield tem uma dimensão que transfere direto para a pista de dança e a estrutura do baixo é puro techno”, disse ele. Vai ter gente roendo até os cotovelos de raiva, mas você pode ouvir aqui.


» Com o videoclipe de “Sign of Fear”, primeira faixa do disco “New Religion”, os alemães do Primal Fear apresentam o retorno do antigo guitarrista Henny Wolter ao posto que um dia foi seu. E vamos falar a verdade: o gigante Ralph Scheepers nunca deu agudos tão finos quanto estes, hein?

» Dá só uma olhada nesta filmagem dos Scorpions durante a sua histórica apresentação na cidade de Manaus, no Amazonas, no último dia 9 de agosto. Eles estão executando a canção “Bad Boys Running Wild”.



» O Fantástico exibiu com exclusividade o clipe de “Headlines”, retorno das Spice Girls para o mundinho da música pop. O vídeo está disponível no site do programa (e aqui embaixo também). Impressionante como a idade pode melhorar as pessoas, vide a loirinha Baby Spice (ou Emma, como preferir).



» Como parte da estratégia de divulgação do terceiro disco do projeto solo Avantasia, o vocalista Tobias Sammet (Edguy) soltou na internet o vídeo da balada “Lost in Space” –- que estará em ambos os EPs que antecedem o lançamento do disco completo, no ano que vem. Vai ter muita gente reclamando, já que a sonoridade está bem menos épica e mais hard rock do que aquilo que foi ouvido nos dois primeiros álbuns. De qualquer maneira…

» Se você ficou curioso com a notícia de que o The Killers faria uma parceria com o cantor Lou Reed (Velvet Underground), já pode conferir o resultado da colaboração musical no clipe de “Tranquilize” – basta clicar o play logo abaixo. “Tranquilize” vai integrar “Sawdust”, coletânea de lados B e outras raridades do grupo, incluindo aquele cover para “Shadowplay”, do Joy Division, devidamente apresentada em uma edição anterior da 88 FM.



» Este é o momento bizarro da semana. Acompanhe, para não achar que estou zoando com a sua cara: os cariocas do Thorn fizeram um show especial no último dia 4, contando com a participação especial de grandes nomes do heavy metal, incluindo Edu Falaschi (Angra) e Sabrina Carrión (Heavenfalls). Pois bem. O fato é que o time de convidados contou ainda com…Rosana. Sim, a Rosana, aquela cantora dos anos 80, que soltava a voz em “O Amor e o Poder” (Como Uma Deusa). Se você ainda não caiu da cadeira, saiba que existe um vídeo da cantora interpretando “Touch of Evil”, do Judas Priest, ao lado do grupo. Um momento simplesmente histórico!



» Por falar nesta mistura entre o popular e o metal, esta é um clássico, mas vale a dica recorrente: vocês já viram a edição espetacular de um clipe da banda Calypso, que dá a nítida impressão de que eles REALMENTE estão tirando um cover de “Aces High”, do Iron Maiden? Lindo! :-P




88fm_disco1.jpgA parceria pode parecer bizarra: Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin e uma das mais reconhecíveis vozes roqueiras do universo musical, cantando ao lado de Alison Krauss, moçoila do universo country de voz suave e quase adocicada. O resultado, por incrível que pareça, funciona muito bem no rcém-lançado disco “Raising Sand”. Saindo de suas “zonas de conforto” e experimentando sonoridades inéditas para ambos (já imaginou Plant cantando de maneira quase gospel?) ao reinterpretar materiais não tão conhecidos de artistas do blues, country, folk e R&B, incluindo aí Tom Waits, Townes Van Zandt, Milt Campbell e The Everly Brothers e até “Please Read The Letter”, escrita pelo próprio Plant. A delicadeza do material impressiona, variando do que seria sóbrio, sombrio, dramático e até sinistro ao sensual e provocativo (escute a faixa inicial, “Rich Woman” e surpreenda-se). Para ouvir em casa, com toda a tranqüilidade do mundo, de preferência muito bem acompanhado.

    • ”Through The Fire and Flames” (Dragonforce)
    • ”Pride and Joy” (Steve Ray Vaughan)
    • ”The Immortal Ones” (Primal Fear)
    • ”Body Movin’” (Beastie Boys)
    • ”Teresinha” (Chico Buarque)
    • “Back in The Saddle” (Sebastian Bach + Axl Rose, cover do Aerosmith)
    • ”Paint It Black” (The Rolling Stones)
    • ”Fight The Power” (Public Enemy)
    • ”A Past and Future Secret” (Blind Guardian)
    • ”I’m Your Boogieman” (White Zombie)

Comentários
Já são 27 sobre esse post -- até agora

  Thiago

Gostei da curiosidade do The Who e do belo trabalho sobre o assunto da semana. Eu, particulamente, não gosto muito da parte “Rapidinhas” por parecer com a da MTV, o Drops. A coluna desta semana está muito melhor que a anterior!

10 de Novembro de 2007 às 10h42
  Douglas

Pô cara, acho muito legais os seus textos. Você escreve muito bem e fala de assuntos bastante interessantes. Eu só não gosto quando você cai no clichê de fazer piadinhas com o Guns n’ Roses sempre que tem alguma notícia relacionada. Deixa isso pros outros que não tem originalidade. De resto tá demais!

10 de Novembro de 2007 às 10h53
  Druida

Faltou mais uma citação especial sobre o show do Charlotte (apesar de eu não curtir a banda, mas é meio que um evento histórico por ser a primeira banda major japonesa a tocar por aqui) aqui em terras brazilis esse fim de semana.

E parabéns para o Blind Guardian, a melhor banda de metal dos últimos 15 anos merecia compor a trilha do SdA. =D

10 de Novembro de 2007 às 10h56
  {Yusuke}

Acho que no futuro eu vou entender a complexidade e beleza de CSS enquanto isso eu acho ainda a banda mais sem graça e sem vergonha do mainstream.
A gente vê que um cara ta ficando muito velho quando da declarações que nem a do tio Ozzy, onde estariam artic monkeys, libertines (bom esse foi pro limbo e virou treis) e mais uma porrada de mulekes bons e ruins se não fosse a pirataria.
e o Sebastian Bach é um fanfarrão.

10 de Novembro de 2007 às 11h48
  Cleber

comentário bem off
baseado na playlist da semana cree-se q está jogando um pouco de guitar hero 3 em el cid? =P
no da semana passada teve a the metal tbm.

10 de Novembro de 2007 às 11h59
  Druida

@Yusuke
Eu gosso de CSS, acho as músicas divertidas. =]

E acho que o Bach tá começando a mudar de emprego. Porque ultimamente ele mais tem falado dos trabalhos dos outros do que dos dele próprio. Seria isso uma pequena desviadela (!?) de atenção? =D

10 de Novembro de 2007 às 12h30
  Carrot Glaces

ÓTIMA escolha de musa el cid, eu como um bom banger e apreciador de milfs digo…..Doro Pesch é FODA….em todos os sentidos… ;)

e achei foda essa noticia sobre o Blind Guardian, uma das melhores bandas q se poderia escolher pra fazer trilha de um jogo épico *____*

10 de Novembro de 2007 às 12h54
  Buzzcock

Pra mim, musica é tudo, inclusive o som de alguém peidando.

10 de Novembro de 2007 às 13h19
  bozo

podia ter pego uma foto melhor da tiazona doro, nessa ela tah acabada …

10 de Novembro de 2007 às 13h42
  jao

@Buzzcock
Concordo. Meu sonho é compôr uma ópera-rock feita somente usando o som mais “natural” da espécie humana. >D

ótima escolha de musa! mas a titia Doro merecia uma foto melhor, realmente…

Só uma curiosidade: tio Cid joga Guitar Hero? Três músicas (Dragonforce, Stones e Vaughn) da Playlist da Semana estão presentes no GH3 (que saiu semana retrasada) O.o .

10 de Novembro de 2007 às 15h51
  Thiago

eu amo rock… ele corre nas minhas veias
mas eu amo new age e adoro ouvir Moby e Kraftwerk e pra mim sim são músicas… podem ser existencialistas, mas às vezes representam um estado de espírito que rock nenhum consegue fazer

outra, se isso não é música, Pink Floyd e Dream Theater também não podem ser e são duas bandas magníficas…

qualquer batida é uma música, mas cabe a cada um apreciar ou não

10 de Novembro de 2007 às 15h55
  Paulinha

Pra mim, musica é tudo, inclusive o som de alguém peidando.²

uhauhauhauah

10 de Novembro de 2007 às 16h03
  Amigao

Um kara que trabalha bem esse conceito de o que é musica é o Professor José Miguel Wiznick da USP.
Procura o livro dele O SOM E O SENTIDO que voce vai ampliar ainda mais seu conceito do que é musica.
Nesse sentido vale a pena voce dar uma olhada na revista ARTCULTURA da UFU *universidade federal de Uberlandia* os karas tambem trabalham bastante com o conceito de musica.

10 de Novembro de 2007 às 19h24
  Aleo [TVMundU!]
10 de Novembro de 2007 às 20h08
  Ghii

Vai chegar o dia em que gosto musical será como religião e futebol: ninguém mais discute porque cada um tem o seu e ninguém tasca.
Em miúdos: o que é “música” para meus ouvidos pode não ser para o seu e por aí vai.
Em tempo: “El Cid” supera-se a cada coluna que escreve. T+

10 de Novembro de 2007 às 23h33
  Lula

Ainda não ouvi esse disco do Robert Plant. Deve ser bem legal. Bluegrass detona!

11 de Novembro de 2007 às 11h23
  VaaaLNeeeY

Bem que o Blind Guardian podia fazer a trilha do Hobbit (já que não teve a oportunidade com os Senhor dos Anéis)
Inveja dos paulistas que vão ter a oportunidade de ver as lindas (e com muita atidude) das meninas da Kittie, e definitivamente a Doro tá beeeeeeeem velha!

11 de Novembro de 2007 às 12h12
  Carlão

“O fato é que o time de convidados contou ainda com…Rosana. Sim, a Rosana, aquela cantora dos anos 80, que soltava a voz em “O Amor e o Poder” (Como Uma Deusa).”

Isso não me surpreende.Depois que o LUIZ CALDAS se revelou um truta dos caras do KREATOR, eu não me surpreendo com mais nada no mundo da música.

11 de Novembro de 2007 às 12h39
  Felix

@Ozzy Osbourne

Banda ganha dinheiro eh com show e marketing…

11 de Novembro de 2007 às 13h35
  Eruntalon

Eu sempre achei que qualquer tonto pode ser DJ. No texto foram citados 2 exceções que fazem música de verdade, como o Edgar do Ira! faz. Mas a maioria não sabe nada, e ultimamente o que estão fazendo é por uma batida e no meio jogar um refrão de música velha. Faz algum tempo que eu estou procurando um programa pra afzer música eletrônica só pra provar minha teoria. Eu toco violão, mas sei que não tenho nenhum talento. Portanto se eu for capaz de fazer uma música, todo mundo pode.

12 de Novembro de 2007 às 0h56
  Johnny

Como já disse um sábio um dia:
“DJ não é músico, vitrola não é instrumento musical e festa de dia é churrasco!”

Abrax

12 de Novembro de 2007 às 8h15
  Paulo Sergio Xavier Soares

Vou discordar do Michaelis. Não concordo com as seguintes definições:

“… 5. Conjunto ou corporação de músicos. 6. Orquestra. 7. Filarmônica. 8. Qualquer conjunto de sons.”

Concordo com as 4 primeiras definições. Mas cabe lembrar que o Michaelis não tem o intuito de mostrar uma definição técnica, mas, sim, popular.

Tecnicamente eu diria que “música é uma sequência de sons organizados artificialmente com o intuito de provocar determinados sentimentos nos ouvintes”. Acredito que esta definição seja a mais ampla e específica possível. Nela se enquadram Pink Floyd (a maior representação musical do nosso tempo), New Age, Hermeto, funk carioca (apesar de eu achar que isso nunca deveria ser considerado música), qualquer batuque que a gente faça e por aí vai.
Esse negócio de dizer “tudo é música” é uma idéia romantesca que não cabe a quem realmente deseja se aprofundar no assunto. Agora, existem “músicas” e “músicas”. Basicamente, eu classifico em 3 categorias.
A música “baixa” é aquela que tenta provocar sentimentos que não acrescentam muito à minha vida. Exemplos: funk carioca e alguns heavy metal e hip-hops.
A música “simples”, que não é música baixa, mas cuja mensagem não exige de mim um desafio para interpretar. São músicas que qualquer pessoa com um pouco mais informação não teria dificuldade em criar. A maioria das músicas se enquadram nessa categoria. Exemplos: pagodes melosos, grande parte das sertanejas, hip-hop, as chamadas “bregas”, músicas de crianças, a atual música pop americana (que passa a impressão de que são todas iguais).
Normalmente, essas duas primeiras categorias são notórias quando, ao pararmos para analisar uma música, sentirmos que o autor tinha um intuito comercial ao criá-la.
Ao contrário da música comercial, temos a música “de alma”. Essa música não pode ser criada por qualquer réles mortal como eu. São músicas cujos elementos em conjunto são inovadores, que são um desafio para a nossa interpretação sem deixar de transmitir um sentimento definido. Exemplos: Vangelis (o melhor músico contemporâneo), Don Davis (responsável pela trilogia The Matrix, que soube combinar, como nenhum outro, o ritmo percursivo com o orquestral), Bach, Beethoven, Enigma, Pink Floyd, ELO, Chico Buarque (não curto, mas seu talento é indiscutível), Raul Seixas (tem muita música baixa, mas tem muita coisa boa também), o samba legítimo (que é poesia ritmada), etc.

12 de Novembro de 2007 às 8h55
  Jota

Musica como é Musica. Aurélio está mais que certo.
Vi no fantastico, que em Angola criou-se o Voodooru (acho que é isso), uma batida eletronica (feita em estudios pitorescos, caindo aos pedaços) que endoidou o povão. Em portugal está virando mania, e na França ta caminhando, jaja é o mundo.
A dança é doida, praticamente diz “faça o que você quiser, apenas se mexa”. Claro, existem os ‘peores’ que ja fazem do som algo pornografico (vide funk brasileiro).

Mas é musica.
Eu gostei? =D nem a beira da morte…
Mas é musica.
Infelizmente, todos querem que o seu gramado seja sempre mais verde.
Que o seu heavy metal é melhor que o country do outro. Que a voz de crentes (que berram) são mais belas que os gritos de bandas de rock.
Fazer o que. Mas nao deixam de serem musicas. Agora o gosto é que tempera.

Batucou. Fez som. Teve ritmo? Ja era.

12 de Novembro de 2007 às 14h00
  Cazz

ANARCO BREGA RULES \m/

13 de Novembro de 2007 às 8h31
  Darth Cesar

NUNCA DE OUVIDO AO QUE A MERDA DA MTV (principalmente a brasileira) DIZ, ENYA É MUSICA DE EXCELENCIA.

14 de Novembro de 2007 às 16h58
  Pedro Gonzaga

Música pra mim? Todo tipo de ruídos agradável aos MEUS ouvidos.
Isso faz com que boa parte das músicas de funk (com exceção das antigas, que são boas) sejam não-músicas. x)

15 de Novembro de 2007 às 3h17
  Diana

Sou fã do Judão desde a época do nome politicamente incorreto… :P Vcs são ótimos!! :D

Mas olha só:

1) Não se guie por dicionários. Eles são feitos por lingüistas, não por pessoas entendidas em assuntos específicos… :P

2) Música, segundo a própria teoria musical, é “melodia + harmonia + ritmo”. Dentro disso, qq som q possua as 3 coisas é considerado música;

3) Tive um professor na faculdade de Rádio e TV (me deu aula de ‘Elementos da Linguagem Musical’) q dizia q ele acrescentaria ali em cima o elemento ‘intenção’. Segundo ele, um passarinho cantando é instinto, não intenção, e por isso, não seria considerado música. Mas este item, acho q é uma avaliação bem mais pessoal…

Mas enfim… Seus textos são muito bons, parabéns!! :D

bjs

20 de Novembro de 2007 às 8h28
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