Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007 | Atualizado em 15.10.07 às 14h05

88 FM: O Papa é Pop? O Pop não poupa ninguém?


Antes de entrar no assunto propriamente dito, gostaria de me desculpar com todos os fiéis internautas da coluna pelo atraso da edição desta semana – já que fiquei meio doente e as coisas todas se acumularam aos montes nas minhas costas…enfim. Sem maiores desculpas, que não sou homem disso. Prometi ao Borbs que não entraria [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


Antes de entrar no assunto propriamente dito, gostaria de me desculpar com todos os fiéis internautas da coluna pelo atraso da edição desta semana – já que fiquei meio doente e as coisas todas se acumularam aos montes nas minhas costas…enfim. Sem maiores desculpas, que não sou homem disso. Prometi ao Borbs que não entraria nos detalhes da minha “doença”, que não são dos mais bonitos e simpáticos (para não dizer higiênicos), então vamos seguir em frente… :-P

O objeto de estudo desta “88 FM” surgiu como um dos dois desdobramentos possíveis daquele ooooooooutro texto acerca de gêneros musicais, em conversas trocadas por e-mail com leitores interessados. Devo falar do segundo tema na semana que vem, já preparado para mísseis e bombardeios, mas por enquanto vou me ater à uma primeira questão primordial em uma espécie de fórum aberto: você sabe dizer o que é música pop?

88fm_britney_madonna.jpgCalma aí, segura a língua. Antes que você saia dizendo a primeira coisa que vem na cabeça, é melhor que a gente pense junto um instante. A imprensa e as prateleiras das grandes lojas e magazines carimbaram “música pop” como aquela sonoridade simples e descartável, abarcando Christina Aguilera, Britney Spears, Backstreet Boys, New Kids On The Block, Menudos, RBD, Sandy & Junior, George Michael, Wanessa Camargo e quetais. Ou seja: tudo aquilo que não dá para alocar, sei lá, como rock, heavy metal, hardcore, punk, rap, soul, R&B, funk, blues, jazz e todos aqueles gêneros e demais subgêneros sobre os quais comentamos anteriormente. Para alguns fãs de música, inclusive, “pop” tornou-se uma espécie de palavrão: “Argh, não, esta banda ficou pop demais, parei de ouvir”.

Mas será que isso é a definição mais justa para “pop”? De onde vem a expressão pop, aliás? Não seria de “popular”? Hum. Interessante. Assim sendo, chamar alguma coisa de “popular” não é uma coisa bem distante de dizer que a sonoridade é pré-fabricada, dependente de estúdios, produtores e demais artifícios para mascarar uma suposta falta de talento?

Por exemplo: aqui no Brasil, o que é mais pop, Justin Timberlake ou Calypso? Falando do país inteiro, e não apenas das meninas classe média da região Sudeste (não nos esqueçamos que nosso país não é formado meramente pelo eixo Rio-São Paulo, o que muitas vezes é um erro comum cometido pelos formadores de opinião). O que vende mais, o que mais toca em rádio, o que mais está na boca do povo?

E colocando mais lenha na fogueira: Calypso é, de fato, muito mais popular no Brasil do que Caetano Veloso ou Chico Buarque. Estes dois últimos são bons compositores, com talento inegável (tenho minhas ressalvas sobre Caê, mas isso é outra história). Mas Calpyso vende mais, toca mais, reúne muito mais pessoas em shows, fala muito mais ao povo. Há quem defenda que Chico, Gil, Caetano e demais são “elitistas demais”. Dizia um estudioso amigo meu, com um pingo de preconceito, que eles eram “músicos populares” que falavam apenas para “o branco riquinho de SP”. De qualquer forma, será que o Calypso não é muito mais digno do “rótulo” de MPB, Música Popular Brasileira, do que Chicão e cia? Aqui no Brasil, “música popular” e “pop” não seriam rigorosamente a mesma coisa? Quem foi que inventou todos estes títulos, ajudando a criar uma confusão danada na cabeça de todo mundo?

Pergunte ao Lobão o que ele toca, e o camarada vai dizer: “Também faço MPB. Faço música, porque não sou arquiteto. Sou popular, porque não sou erudito. E sou brasileiro, já que não nasci no Japão”. Alguém é capaz de discordar do argumento do cara?

Tenho mais uma, que talvez pegue os desavisados de surpresa e cause alguma discussão (só não vale xingar a mãe!): o Iron Maiden toca heavy metal tradicional. Ok. Mas vocês vejam a quantidade de gente que eles colocam nos estádios em determinados países do mundo, Brasil incluído. Por aqui, o último disco, “A Matter of Life and Death”, ficou semanas inteiras nas listas de mais-vendidos de muitas grandes lojas. Isso quer dizer que o Iron Maiden também é pop, dentro da ambientação de “popular”?

E aí? Agora, depois de muitos parágrafos de perguntas sem respostas fáceis, você consegue dizer o que é música pop? Como sempre, o espaço dos comentários é de vocês para meter o bedelho e complementar este papo.


» “Blackout”. Este será o nome do novo disco da cantora (?) Britney Spears, com lançamento previsto para o dia 12 de Novembro lá na Terra do Tio Sam. De acordo com a gravadora Jive Records, o nome se refere a “bloquear sentimentos negativos e aproveitar a vida profundamente”. Profundo, hein?

» Foram só os ingressos para a apresentação única das Spice Girls em Londres se esgotarem em 38 minutos para que a boataria a respeito das meninas começasse a comer solta. Bono Vox, vocalista do U2, negou as histórias a respeito de uma canção inédita que estaria gravando com elas para a futura coletânea que dará suporte à sua turnê mundial. Fica pra próxima, meninas.

» Em 1977, a música “God Save The Queen”, do Sex Pistols, foi singelamente retirada da primeira posição das paradas de sucesso britânicas para que não atrapalhasse as comemorações do Jubileu de Prata da Rainha. Agora, 30 anos depois, com o relançamento da música em vinil, o site da revista NME (New Musical Express) está fazendo uma campanha para que os fãs de mobilizem e levem a canção ao posto de destaque novamente. Você tá dentro da iniciativa?

» Sim, no último dia 8 de outubro Damon Albarn (vocal), Graham Coxon (guitarra), Alex James (baixo) e Dave Rowntree (bateria) se reuniram para um simpático almoço. Mas não, isso não quer dizer exatamente que a formação clássica do Blur estaria se reunindo para uma turnê ou um disco novo. Eles estariam apenas “retomando a amizade”.

» No final do ano, a barraqueira Amy Winehouse entra em estúdio para gravar um dueto com ninguém menos do que Prince, aquele cujo nome era um símbolo incompreensível até pouco tempo atrás. O próprio músico já tinha sinalizado a vontade de gravar “Love is a Losing Game”, do repertório da moçoila.

» Falando em parcerias, nos shows-solo de Serj Tankian, vocalista do System of a Down, o músico vai contar com a participação de um guitarrista muito especial neste mês de dezembro: Tom Morello, do Rage Against The Machine. No entanto, Morello será apresentado como seu alter-ego político, The Nightwatchman. Vale lembrar que esta não é a primeira parceria entre os dois, já que Morello e Tankian fundaram juntos uma ONG musical em território ianque.

» O tributo “Rock n’ Royalty: A Very Special Tribute To Queen” terá algumas inusitadas participações reunidas relendo as canções da trupe de Freddie Mercury. Robbie Williams (que queria muito ser o substituto do frontman, aliás), canta “Tenement Funster”, enquanto a dupla Andrew Stockdale e Chris Ross, do Wolfmother, faz sua versão de “Tie Your Mother Down”. Os Flaming Lips cantam a dançante “You Don’t Fool Me” enquanto Axl Rose (ele mesmo!) faz participação especial em “Party”, tocada pelos Swing Cats. Destaque ainda para “Calling All Girls” com Vince Neil (vocalista do Mötley Crüe) e “Spread Your Wings” na voz de Tim “Ripper” Owens. Parece promissor.


» Uma baixa: a apresentação dos alemães do Edguy, marcada para o dia 11 de Novembro na casa de shows paulistana Via Funchal como parte do Greenpeace Manifesto Em Defesa do Clima, foi cancelada. Uma nota oficial no site da banda afirma que aconteceram problemas de papelada entre eles e os organizadores. Uma pena. Estava com vontade de ver novamente os sujeitos. Até então, estão confirmados para o festival nomes como Kenny G (????), Earth, Wind & Fire Experience, Toto e o italiano Zucchero. Maiores informações no site www.greenpeace.org.br/manifesto/.

» Para compensar, no entanto, tem mais metal em novembro com os italianos do Vision Divine, divulgando o disco “The 25th Hour”. Os shows rolam em novembro, nos dias 9 (Curitiba/Opera Rock), 11 (Belo Horizonte/Local a confirmar) e 13 (São Paulo/Local a confirmar).

» Outro nome do heavy metal que vai passear por nossos palcos no mês de novembro é Paul Di’Anno, ex-vocalista do Iron Maiden. Seu site oficial confirma as seguintes datas: 14/11 (Curitiba), 16/11 (Londrina), 17/11 (Cascavel), 21/11 (Uberlândia), 23/11 (Campinas) e 24/11 (Belo Horizonte). Aproveitando o embalo, neste endereço também é possível baixar dois discos na íntegra – no caso, os álbuns “Murder One” (92) e “Menace To Society” (94), da época da banda “Killers”. Caso interesse…

» O colega Lúcio Ribeiro revela que a edição 2007 do Motomix, que acontece em dezembro, pode contar com os Dandy Warhols como primeira grande atração internacional confirmada. As negociações estariam acontecendo nos bastidores. No ano passado, o evento teve como destaque a apresentação do Franz Ferdinand, descrita como “memorável” por muitos dos presentes ao local. Vamos aguardar.

» Você sabe o que é visual kei? Tá bom, não me olhe com esta cara, o tio aqui explica: trata-se de uma vertente do rock japonês (j-rock) surgida nos anos 80 e com ênfase nas maquiagens, penteados e vestimentas totalmente excêntricos dos integrantes das bandas. Em novembro, o Brasil será pela primeira vez palco de uma apresentação de um grupo do gênero por aqui. Tratam-se dos japas do Charlotte, totalmente divertidos e descontraídos em seus uniformes escolares. As imperdíveis performances rolam no dia 10 (São Paulo, na Associação Okinawa do Brasil - R. Dr. Tomás de Lima, 72, na Liberdade) e no dia 11 (Rio de Janeiro, no Ginásio do Esporte Clube Maxwell - Rua Maxwell, 174, no Andaraí, próximo ao metrô Saens Peña).

» Encerrando por hoje, saiba que o Nokia Trends vai mesmo acontecer, no dia 8 de dezembro, no Memorial da América Latina. A primeira atração internacional será o grupo de dance-rock australiano Van She.


Alicia Keys. Além de ser uma das poucas respeitáveis cantoras de R&B do mercado estadunidense…vocês já viram a moça no filme “A Última Cartada”? Pois é. Que a Beyoncé nos perdoe.

88fm_aliciakeys.jpg


» Em formato Windows Media ou Flash, você pode conferir como ficou a versão do The Killers para “Shadowplay”, do Joy Division. Além de estar presente no filme “Controle – A História de Ian Curtis”, a faixa estará em “Sawdust”, coletânea de lados B e raridades que deve ser lançada em novembro. Escolha a sua opção: WMA ou Flash

» Não ligue para o vídeo, retirado diretamente de um programa ambiental da CNN. O que vai interessar aos fãs de música é a presença da balada “Until The Day Is Done”, faixa inédita do trio R.E.M. cedida gentilmente pelos caras para a emissora de TV. Quando sai o disco no qual esta canção constará, só Deus sabe. Mas o fato é que, apesar de óbvia, até que a música é bonitinha. Escuta aí!

» Você não ama o MySpace? Veja o exemplo do Soilwork, que liberou por lá a audição completa do novo disco, “Sworn to a Great Divide”. Se você procurer bem, encontra muitas destas boiadas por lá. Enquanto isso, vá bater cabeça com o metal cheio de experimentalismos do grupo: http://www.myspace.com/soilwork.

» Prestigiando os brasileiros, que tal checar como ficou o primeiro single de “Fome de Tudo”, a bolacha de inéditas da Nação Zumbi? A música em questão é “Bossa Nostra”. Basta clicar no simpático player abaixo e ser feliz.




» A contagem regressiva no site dos canadenses do Arcade Fire era apenas a preparação para o lançamento de seu novo clipe, “Neon Bible”. O bacana do vídeo, no entanto, é que ele é absolutamente interativo. Você vai clicando na tela e novas possibilidades vão aparecendo. Prepare-se para perder um boooooooom tempo de navegação nesta brincadeira: http://www.beonlineb.com/click_around.html

» Está rolando no YouTube o trailer do álbum “Return Of The Mother Head’s Family Reunion”, novo trabalho de estúdio do guitarrista Richie Kotzen (ex-Mr.Big e ex-Poison). Sei que não é a coisa mais comum do mundo ver o trailer de um CD, então acho que vale o click:



» Durante sua apresentação no Wacken Open Air, os finlandeses do Stratovarius apresentaram uma nova música, “Last Night on Earth”. Tinha alguém com uma câmera profissional por lá. E, na seqüência, tinha o YouTube para ajudar a propagar o negócio. Dá uma olhadela:




88fm_paulinho.jpgSou um roqueiro (e headbanger) por natureza, conforme vocês podem perceber em muitas das músicas listadas nos meus tradicionais playlists semanais. Mas é impossível não se render ao carisma, inteligência e talento de um mestre do samba como o genial Paulinho da Viola, que lança CD e DVD “Acústico MTV”. Aos xiitas, façam o favor de não colocar no mesmo balaio de gato um músico e compositor popular de altíssimo gabarito como Paulinho e aqueles adocicados “pagodes” (fora do contexto original, mas tudo bem) dor-de-cotovelo da turminha rasa de um Jeito Moleque da vida.

Estamos falando de um educadíssimo sambista com quase 65 anos de vida, que continua cantando com aquele mesmo jeitinho quase sussurrado e com uma calma que chega a ser contagiante – dando vida a canções que retratam um pouco da história e do cotidiano do brasileiro. Samba mesmo, sabe? Do jeito que tem que ser. Neste acústico, a sutileza de seu estilo, bem diferente do despojamento de um Zeca Pagodinho, cabe perfeitamente no formato “banquinho-violão”, devidamente substituído por um cavaquinho vez por outra. Clássicos como “Timoneiro”, “Pecado Capital” e “Coração Leviano” ganham novas cores. A reinterpretação de “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues, retorna aos ares originais. E vêm ainda três inéditas, as primeiras desde “Bebadosamba” (1996): “Bela Manhã”, “Vai Dizer Ao Vento” e “Talismã” – melodia antiga que ganhou letra pelas mãos da dupla Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Elegância pura.

Você pode escutar as canções no site oficial do álbum. Depois de acertar a mão com o potente acústico do Lobão, não é que a MTV deu mais uma bola dentro neste formato que andava meio combalido, servindo de última chance para um punhado de bandas acabadas e devidamente esquecidas? Pode ser a calmaria antes da tempestade, vai que os Detonautas resolvem gravar o seu na semana que vem…

    • ”Blood Sugar Sex Magik” (Red Hot Chilli Peppers)
    • ”We Care A Lot” (Faith No More)
    • ”Tereza da Praia” (Dick Farney e Lúcio Alves)
    • ”Pink Panther’s Theme” (Henry Mancini)
    • ”For Tomorrow” (Shaman)
    • ”Coração Leviano” (Paulinho da Viola)
    • ”Father Time” (Stratovarius)
    • ”Love & Marriage” (Frank Sinatra)
    • ”Closer To The Heart” (Rush)
    • ”Rodo Cotidiano” (O Rappa)

Comentários
Já são 32 sobre esse post -- até agora

  Julin

Estou cada vez mais gostando do seu trabalho Thiago, a 88Fm é a primeira coluna que eu procuro quando acesso o Judão…
De fato não há como dizer que o pop é um gênero musical como os outros.

Parabéns pelo seu trabalho e por esse texto :)

15 de Outubro de 2007 às 14h28
  Luiz

Pra mim só existe dois tipos de música, a boa e a ruim…e isso é classificado diretamente a partir do meu gosto pessoal =]

15 de Outubro de 2007 às 14h53
  Paulo henrike

[b]@Luiz….

realmente…

eu nunk entendi muito bem todas essas classificações musicais….

e realmente²²²²²

Ta de parabens El Cid…

Finalmente uma boa coluna de musikas na internet (em geral)….

abraçoss!

15 de Outubro de 2007 às 16h13
  Estefano

Mais uma vez, uma ótima coluna.

Esse negócio de classificar música é chato pra caramba. Concordo com o Luiz: pra mim, música ou é boa ou é ruim. É tudo uma questão de gosto PESSOAL…

De fato, concordo que a Britnéia nunca foi e jamais será uma cantora. Quem faz playback em show “ao vivo” não merece respeito.

E a Alicia Keys (froxo) é a ÚNICA coisa que presta (e muito) nesse novo cenário RnB, que realmente tá um lixo.

Wolfmother fazendo cover de “Tie Your Mother Down” do Queen?? MEDO. =O

15 de Outubro de 2007 às 17h43
  Vitor

Um amigo meu um dia disse:

“Pra que escutar estilos ou bandas? Escute músicas.”

=D

15 de Outubro de 2007 às 18h11
  Eruntalon

O problema é q por causa de tanto lixo jogado no mercado simplesmente pra vender, o POP se queimou e virou sinonimo de musica ruim.

15 de Outubro de 2007 às 18h30
  Paulynhaaa

De fatooo, pop agora é música ruim…
Mas isso me deprime.E muito.Mesmo.
Porque bandas que são insanamente boas,
acabam sendo rotuladas de forma idiota e
o preconceito acaba falando mais alto.
Resultado: A galera acaba desprezando uma rapeize que manda muuuuito!!!

E concordo…
Esqueçam bandas ou estilo…
Vamos ouvir músicaaa!

E Alícia Keys é perfeiteeeenha demais!
Maaaas, pra ouvir se requebrando loucamente,
quando se trata de R&B, mesmo que caindo pro pop( o.O’ Ó o tal rótulo aí, de novoo!), ainda
prefiro a Ri”Umbrella”hanna!
x)

15 de Outubro de 2007 às 19h28
  bueno

lembro-me de uma discussão nos fóruns do orkut, e disseram que iron era pop. concordei com a idéia, mas é claro que houve os fãs fundamentalistas do iron pra xingar tudo e todos!

15 de Outubro de 2007 às 21h43
  Alexandre

Oi El Cid, saudades da velha Arca, gostei da matéria, mas concordo com o Luiz, eu dou mais atenção ao que me agrada, porém o que você estava falando é das classificações da mídia, e nisso também acho que há muitos erros em classificá-las, no mais um abraço e é muito bom tê-lo aqui no Judão escrevendo suas matérias.

15 de Outubro de 2007 às 23h20
  V

Existem apenas dois tipos de músicas: A música boa e a ruim. Calypso não é nenhum desses, porque primeiro eles tem que fazer música, e o que eles fazem é uma piada que só é levada a sério por quem não busca qualidade e qualquer coisa serve. Uma pena que no Brasil, onde existe muita música boa, um “barulho dançante” feito Calyso faça sucesso.
E essa coisa do Iron Maiden ser pop passava nos comerciais da MTV já tem um tempão. E você mesmo, El Cid, respondeu sua pergunta sobre o que é música pop. É música sem identidade, que não se encaixa em nenhum estilo musical. E que, geralmente, são muito ruins. A única coisa boa no pop é o álbum Thriler daquele cara que anda pra trás e muda de cor, e algumas coisas da Madonna que eu me lembre.

15 de Outubro de 2007 às 23h36
  jenny

” A imprensa e as prateleiras das grandes lojas e magazines carimbaram “música pop” como aquela sonoridade simples e descartável..”

Não diria que é descartável aquilo que da dinheiro. Aliás, muito mais dinheiro que as outras bandas dos outros generos citados. Sinceramente não sou ‘fã’ desse tipo de música, mas vim me pronunciar pela sua arrogância ao afirmar isso.
Ah sim, me adimira o judão por essa coluna EMO por aqui.

bjs

15 de Outubro de 2007 às 23h55
  Bonham

Não custa lembrar que os Beatles já foram classificados como pop. Assim como, por exemplo Poison láááá nos anos 80. Hoje em dia não seria absurdo chamar algo como Panic at the disco! ou qualquer banda classificada como Emo (pegando o termo emprestado da dona jenny aqui em cima) de pop. O termoé muatnte inclusive historicamente.

Já o termo música popular seria mais correto na definição do Lobão, música não-erudita, o que colocaria vamos dizer Calypso e Chico Buarque no mesmo saco. No entanto, o q q importa isso? Cada vai ouvir o que gostar e/ ou bem entender e é isso que vale a pena. Se te emociona, importa como chama?

Sr Thiago, se vale a opinião de um músico, excelente série de colunas as suas. Grande abraço!

16 de Outubro de 2007 às 2h26
  Carrot Glaces

huauhuahuhuahau chamar a coluna de emo foi phoda hem, uns classificam essa coluna q tem até paulinho da viola, de uma coluna “paga pau” de metal, e agora chamam de emo, e o pessoal critica os fans de metal ainda, alguns comentarios aqui são dignos de whiplash hem?

mas sobre sua coluna q por sinal continua muito boa, eu concordo com sua definição de pop, afinal é popular o nome ja diz..é pop, e apesar de ser headbanger eu concordo q iron maiden seja popular (não consigo chamar de pop..) eu não sei pq mas são SIM, eles continuam na estrada como muitas outras bandas das antigas, levando o heavy metal honesto de sempre, igual bandas como saxon, grave digger, judas priest e tantas outras, mas pq o iron consegue cair nas graças do povão? eu realmente não sei, mas eu tenho uma teoria sobre fans de iron maiden, essa mulecada q curte iron e acha q é headbanger tem mais chances de largar a bandeira do metal do que outras pessoas, pra mim quando a pessoa ja começa a curtir um manowar..accept…king diamond…grave digger…ja era, esse aí vai morrer servindo odin hahahahaha

eu confeço que eu detesto o pop ocidental de hj em dia, pra mim pop bom é a-ha, cindy lauper e essas coisas, mas em se tratando de musica asiatica a coisa muda de figura, eu sou apaixonado por j-pop (pop japones) e logicamente tb o j-rock visual kei que vc comentou aqui, alias nunca pensaria q um dia uma banda de visual kei viesse pro brasil, bem q agora com a volta do x japan eu posso sonhar em um dia ter eles tocando por aqui…oh sonho, doce sonho….

no mais é isso, considero a sua a melhor coluna do judão, boa iniciativa trazer o el cid pro judão bords, espero poder ler muito mais coisa de heavy metal aqui ;)

Hail Bangers

16 de Outubro de 2007 às 3h23
  Monsieur Green

O melhor é que a tal da Jenny ainda escreve “admira” com um “i” que nem devia estar lá. Coluna EMO? Ah fala sério! Eu não gosto nem um pouco dessa tribo urbana, mas essa modinha de chamar tudo do que você discorda de EMO tá um saco. Diz que não concorda logo e pronto, garota!
Pra mim a 88 FM é uma das melhores colunas do Judão, sempre tem coisas bacanas sobre música. Se pra você ser EMO é discutir sobre o que é ser pop ou falar do disco do Paulinho da Viola, não olhe agora, mas essa atitude é coisa de poser.

16 de Outubro de 2007 às 11h47
  Renato

não gostei muito do que você disse. música “pop” é descartável por quê?

então agora toda a carreira da madonna é descartável? like a virgin é totalmente descartável no mundo da música? toxic é descartável também?

16 de Outubro de 2007 às 20h19
  Diego Alvarez

Madonna pode ñ ser descartável, a importância dela é inegável. + Britney é totalmente descartável.

16 de Outubro de 2007 às 21h34
  Kai

Eita povo que não sabe interpretar um texto hein
O El Cid não disse que musica pop é descartavel, ele disse que a MÍDIA fez isso.

16 de Outubro de 2007 às 21h40
  Bonham

Creio q descartável aqui se trata na forma do mercado (gravadoras, rádios e etc) trabalhar os artistas e/ou músicas.

No final das contas o que vai durar ou não, depende de cada um e do que a música representa para quem ouve, a Madonna quando surgiu também era considerada descartável, assim como os Beastie Boys e ambos estão aí até hoje.

Abraços.

16 de Outubro de 2007 às 22h50
  Márcio

Acho que há pelo menos duas aplicações distintas para “pop” (e não “popular”):
1. quanto a forma, onde considera-se a música em si. Aqui encontram-se aquelas melodias mais fáceis, letras que ficam na cabeça, refrões e riffs marcantes…
2. quanto ao público, onde considera-se o alcance, a espectativa, a receptividade, a difusão… nesse caso, cabe qualquer gênero musical… Até a 5ª do Beethoven é pop, passando por Iron Maiden e Bob Marley…
Minha opinião pessoal é que o primeiro uso deveria ser abolido. Podendo classificar essas músicas de “roquinho” ou “dancinha” ou “eletroniquinha” mesmo…
E o segundo deveria ser gradativamente mudado para “mais vendidos” ou “mais tocados”.
E a confusão do Popular do Pop com o Popular da MPB só se resolveria com o fim do uso de MPB e o uso só de “samba”, “chorinho”, “bossa nova”, “rock”, “roquinho”, etc. Afinal, quer ambigüidade/redundância como na frase “As músicas da cantora de MPB Marisa Monte são bastante populares.”

Objetivo e sem complicação é na musica eletrônica, que é classificada conforme a freqüencia das batidas. Ex. 170bpm=drum&bass; 120=house; etc…

16 de Outubro de 2007 às 23h20
  Lili

Depois eu participo da discussão no fórum, mas por enquanto vá lá:

“Alguém é capaz de discordar do argumento do cara?”

Eu sou. Uma confusão comum é quanto ao sentido de popular. O popular de MPB não se refere ao conceito de popularidade (o que é mais bem aceito) e sim ao conceito bem mais amplo. Como alguns aqui devem saber, até meados do século XIX não havia nenhuma relação entra a música ouvida pela elite (opera, música clássica, valsa, polca e outros rítimos) e pela população pobre (batuques africanos e ritmos indígenas). Alguns pioneiros passaram a unir os dois (Chiquinha Gonzaga, por exemplo), criando um formato totalmente novo e único, a MPB.

Portanto, o Lobão, que toca Rock’n'Roll não é MPB, apesar de ser popular e brasileiro. É por isso, por exemplo, que muitos não consideram a Jovem Guarda parte da MPB, já que eles eram uma mera releitura de ritmos estrangeiros. E tem mais:

Chico Buarque e Caetano Veloso eram muito populares (no sentido de popularidade) a algum tempo atrás. Ambos participavam dos festivais e têm músicas eternizadas na memória músical do brasileiro médio (quem com trinta anos ou mais não conhece “A Banda” ou “Sem lenço e sem documento”?). O que aconteceu foi que, por conta de vários fatores (os anos de chumbo, a popularização da música americana, a “invasão” das grandes gravadoras no cenário nacional e etc), surgiram outros artistas com propostas mais vendáveis do que Chico e Caetano.

É nesse momento que massifica-se o pop rock brasileiro, as divas americanas, as grandes bandas estrangeiras e etc.

16 de Outubro de 2007 às 23h21
  Juliano

Lili,

Você justificou o termo MPB com uma definicião baseada no tempo dos meus tataravós.

Tudo muda e deve ser reavaliado, HOJE em dia, música popular brasileira envolve SIM o lobão, pois com a facilidade de se ter acesso a musica via internet, radio ou cds (piratas ou originais) o conceito de que alguns generos são Burgueses e outros não se alterou.

Essa tal invasão que vc citou é a melhor coisa do mundo, pois da as pessoas o direito e a liberdade de escolherem oque querem ouvir, seja o calypso ou o Sepultura.

Sempre existiu e sempre vai existir a máfia por tras de gravadoras e grandes mídias, hora priorisando lucros e vulgaridade, hora usando de artistas, letras e musicas para exacerbar uma certa opinião ou movimento politico.

A diferença é que hoje vc escolhe oque quer ouvir, e com isso o termo POPULAR tomou uma outra direção, ensinando talvez a respeitarmos mais os vários estilos de musicas que existem por aí.

Cara, parabens pelo post. Faz muito tempo que partilho a mesma opinião que você sobre o termo pop e seu real significado.

17 de Outubro de 2007 às 16h50
  Lili

Juliano, o termo pode até ter tomado outros significados, mas insisto que o P de MPB quer dizer exatamente isso. Tem pesquisas acadêmicas sobre isso, inclusive. Concordo que outras coisas são populares, como o Lobão. Mas não são MPB… E não acho isso um desrespeito, pois nem tudo que faz parte da MPB é bom (por essa definição Calypso estaria dentro) e muita coisa que o termo não abrange é excelente.

O que eu quis dizer foi que o ritmo conhecido como MPB tem certas características básicas…

17 de Outubro de 2007 às 19h06
  Bruno Pavezi

Eu continuo entrando no Judão por causa da 88FM e do Arre Égua só…

Ótima a coluna, pra variar…

E minha definição de POP é bem próxima da sua. Eu julgo bandas d’”aqueles adocicados “pagodes” dor-de-cotovelo da turminha rasa de um Jeito Moleque da vida” como POP por exemplo.

POP pra mim é a música que é feita pura e simplesmente para vender. Tem CD’s que tem uma faixa que é pra ser POP - e às vezes é até boa - mas é só para chamar atenção para a banda ou o disco em si - e que às vezes são até bons.

O POP é feito pra atingir a maioria da população.

18 de Outubro de 2007 às 11h05
  Ashes

Voltando as Aulas Teoricas, que com certeza o Thiago deve ter frequentado, sendo jornalista, temos a Teoria Critica com Horkheimer e Adorno cunhando , inclusive, o termo Industria Cultural que sendo analisado nos dias de hoje tem perfeito encaixe com o que a Midia fabrica e nos empurra goela abaixo. Sendo assim creio eu que o termo pop eh mais para sinalizar, de fato , esse tipo de producao que como a maioria disse, nao possui uma identidade pre-definida e eh veiculado de forma generalizada nos meios de comunicacao criando um consumo, porem um baixo indice de fidelidade.

Quanto a Mpb concordo com a Lili no que diz respeito a uma musica que na sua essencia foi “criada” (creio q esse nao seja o termo apropriado) e disseminada por artistas que tinham uma formacao erudita muito forte que eh o caso do Caetano do Gil do pessoal da Bossa nova e etc, e inclusive veio em tempos de tormenta no Brasil. Hoje o panorama historico eh outro e a Mpb tem outros moldes, porem eh dificil desenraiza-la de determinados artistas e posicoes.

No caso do Iron temos uma dicotomia devido ao fato que ela poderia ser considerada “pop” no sentido de muita gente conhecer, mas mesmo assim ela ainda eh realmente consumida por poucos pelo fato de nao ser uma musica fabricada para fazer 2 ou 3 sucessos. Eh uma banda q tem historia e quanto a isso nao tem o q falar. Alias eh isso o q acontece com a maioria das bandas classicas de Rock. Todo mundo jah ouviu falar de Black Sabbath, Ac-Dc, Led, Deep Purple, mas consumi-las nem tanto.

Eh isso !!!

Abracos E parabens para o Thiago e para o Judao pela qualidade

18 de Outubro de 2007 às 12h48
  Raul Bernardelli

Lembro-me daquela chamada na MTV, dizendo que o Iron Maiden é pop :D

18 de Outubro de 2007 às 17h52
  Pablo

Amigo, você conhece o repertório da Christina Aguilera pra poder chama-la de pop descartável? A Christina Aguilera é enquadrada no gênero “pop” apenas pela cor da pele. Se ela fosse negra, seria R&B. Seus dois últimos álbuns são muito sólidos, de produção e execução singular e letras muito mais complexas e dinâmicas do que muito artista mais antigode carreira consagrada.

Música pop é gênero, batidinhas repetidas e marcadas, vocais simples, letras chicletes (na maioria), com firulas vocais e arranjos musicais simples, baladinhas de violão com notas puras e simples, às vezes com uma pequena quebra, com uma nota menor ou # pra dar um gancho ou apelo mais “romântico. Isso é a fórmula do pop. Ainda assim há pops e pops, não dá pra generalizar tudo como se fosse descartável. É um gênero musical muito consumido, porém as músicas desse gênero com seu formato padrão muito repetido e muito similares entre si, acabam caindo no esquecimento mais facilmente.

É bem diferente de música popular, que pode ou não ser pop.

19 de Outubro de 2007 às 0h28
  Jik

“fala muito mais ao povo. Há quem defenda que Chico, Gil, Caetano e demais são “elitistas demais”.”

E falam o que para o povo? O que eles ensinam ao povo?

O Chico tem que fazer uma Egüinha Pocotó p/ alcançar o povão? E ao alcançar, o que teria conseguido? No que o povão se beneficiou dessa música “popular”?

19 de Outubro de 2007 às 17h36
  Lili

Jik, concordo com você! As pessoas acham que o cenário musical brasileiro sempre foi como é hoje! Antigamente não tínhamos essas gravadoras organizando reality shows para escolher cantores, não era comum artistas de sucesso serem fabricados como são hoje. Hoje temos o que chamam de “cultura industrial”, que é guiada exclusivamente pelo mercado, ou seja, pelo que é mais lucrativo.

Isso acontece em diversas outras áreas, como o jornalismo. Antigamente não tinhamos jornais como o Meia Hora ou o Expresso aqui do Rio. Na TV não havia Wagner Montes, Milton Neves e etc. Isso é um fenômeno recente.

19 de Outubro de 2007 às 19h56
  Laura

não podia deixar de dar parabéns pelo ótimo gosto musical x)

19 de Outubro de 2007 às 22h27
  bolo de novalgina

Mais uma coluna que devorei. Mandou bem mais uma vez, Cid! Parabéns! =o)

20 de Outubro de 2007 às 13h29
  Jota

eeee laia

Bom, eu vou é opinar e não ‘dixavar’ o texto do El Cid.

Pop: Musica Popular. Simples assim. Porém como tudo nesse mundo, existe seu rótulo préviamente criado para um estilo.

Cada estilo musical foi criado para combater algo tanto fisico como filosofico.
o Metal em si é um exemplo: numa época religiosa nos EU da A, nasceu como uma força equivalente o Black Sabbath, que com suas letras demoniacas e seu jeito assustador confrontou aquela epoca e sua cultura religiosa.
Mas disso veio do mesmo som, variantes confrontando tanto seus patriarcas quanto outras filosofias ou pessoas. (Black metal vs Igreja, é um exemplo)

Mas também veio o Rap confrontando a pessoa do Estado. Falando a realidade que muitos não queriam ver, usando um ritmo dançante para cativar e a letra para alertar.

Há também musicas culturais que não combatem nada, porém alegram a quem ouve. No caso do nosso brasil, Samba, Forró e outros estilos mil por aí que tem letras que falam ao coração (estou salvando os que prestam).

Mas aí, nasceu o Pop.
Nasceu para combater o que?
Ja que não é cultural, ele é o que?
Simples, é um estilo musical feito para cativar a massa e vender bastante. Promovendo quem interpreta as musicas, para que a massa os adore.
Mas existe um estilo fixo onde se diga “isso é samba…isso eu sei, é frevo…AHHH ISSO EH POP” ?

Pra mim, sim…pra voces nao sei.
Hoje em dia o Pop se enterrou em futilidades, onde pessoas futeis cantam a torto e a direito suas letras tinhosas.
Musica Pop é aquele estilo que se ouve a batidinha que te faz dançar, a letra onde se fala tudo, mas não diz nada, com um tema originalmente copiado, onde a (o) interprete é só mais um rostinho bonito que aprendeu a cantar e dançar na marra.
Pop é isso.
Mesmo que no sentido lógico da palavra, o El Cid tenha colocado do modo certo, o sentido para qual foi criado é outro.

Para não deixar mais extenso do que ja tá, deixo aqui meu desafio:
Me diz 2 “artistas” Pop que realmente não fizeram uma Merda em suas vidas.

22 de Outubro de 2007 às 17h17
  Expedito Paz

Na minha cabeça, toda música é pop porque tem como objetivo atingir o maior número de pessoas. Por isso acho demência quando alguém argumenta que “banda tal ficou mais comercial”. Ora diabos, toda banda é comercial!

Rapidinho… achei a versão de “Shadowplay” do Killers esquisita à primeira audição, mas depois me habituei.

E Paulinho da Viola é classudíssimo. Sem mais.

23 de Outubro de 2007 às 21h23
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