Sábado, 29 de Setembro de 2007 | Atualizado em 07.10.07 às 1h19

88 FM: Qual é o seu gênero musical favorito?


Dia destes, reli a crítica de um colega jornalista para um determinado disco de uma determinada banda — não vou dar nomes aos bois para evitar criar constrangimento. O fato é que a coisa descambava para algo meio assim, com direito a uma adaptação minha: ”Eles fazem um indie rock classudo quase jazz e repleto [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


Dia destes, reli a crítica de um colega jornalista para um determinado disco de uma determinada banda — não vou dar nomes aos bois para evitar criar constrangimento. O fato é que a coisa descambava para algo meio assim, com direito a uma adaptação minha: ”Eles fazem um indie rock classudo quase jazz e repleto de inspirações de música eletrônica, soul e hip hop”. Hein? Mas que confusão é esta, afinal de contas? Uma verdadeira salada sonora dentro de uma frase que não me explica patavinas do que diabos eu deveria minimamente imaginar. Você, pelo menos, conseguiu sequer imaginar como diabos é o som deste grupo ao ler uma descrição deste tipo? Um indie rock meio jazz e hip hop? Que bicho é este? E me peguei pensando nesta necessidade quase primitiva de ter que fazer uso de rótulos e mais rótulos — e de criar novos e mais novos a cada dia. Para poder ouvir um disco ou uma canção, você precisa ter a especificação técnica do gênero ao qual eles pertencem?

Tomemos o heavy metal como exemplo, um gênero altamente frutífero na geração espontânea de nomes e mais nomes para as suas supostas subdivisões. Os fãs e a imprensa especializada adoram ver surgirem expressões como thrash metal, death metal, doom metal, black metal, power metal, viking metal, folk metal, funk metal, gore metal, gothic metal, syhmphonic metal, metalcore, metal industrial, new metal e afins, sendo que a maior parte das pessoas não sabe dizer de bate-pronto as sutis diferenças entre elas — e alguns muito menos sabem definir claramente o que seria o heavy metal, em sua base e origem. Pense rápido e responda: que tipo de som o AC/DC faz: heavy metal ou hard rock? Se você disser que eles fazem hard rock, seria este o mesmo tipo de sonoridade do Aerosmith — também chamado de hard rock pelos grandes magazines? Do Audioslave? Ou mesmo de bandas européias como o Pink Cream 69? Não é tão simples quanto parece, né? Ainda mais num mundo no qual todo mundo recicla e absorve as influências mais diversas para criar a sua própria expressão artística.

A gente adora criar este tipo de nomenclatura, é inerente ao ser humano. “Você viu o filme X? É tipo o ‘Duro de Matar’, sabe?”. É uma forma de fazer comparações, de traçar paralelos, de criar nichos, de agrupar dentro de um mesmo universo de conhecimento para aumentar a chance de acertos na descrição. E eu mesmo não posso me excluir deste tipo de comportamento — já que, recentemente, não resisti e tratei de taxar o último disco dos estadunidenses do Kamelot como “Andrew Lloyd Webber Metal” em uma crítica para o Whiplash. É normal (não que eu seja normal, mas você entendeu).

Mas temos que perceber, músicos, jornalistas, fãs e demais envolvidos no processo, que por mais fáceis e divertidos que sejam os rótulos, eles não podem ser uma saída limitadora — se eu digo que gosto de metal, só posso gostar de metal? Estou automaticamente impedido de ouvir qualquer coisa que não seja enquadrada como metal? E o contrário também é válido: se eu botei na minha cabeça que NÃO gosto de metal, vou ser naturalmente avesso a tudo que seja carimbado como metal? E estou proibido de ouvir outros bons artistas, de ampliar meus horizontes, de conhecer novas sonoridades? Peralá, Juvenal.

Mais um exemplo: Los Hermanos é rock ou MPB? Ou os dois? Ou nenhum dos dois? Ou uma mistura que a gente pode chamar de RPB (não confundir com o RBD)? Sei lá, meu. E isso lá importa? Eu não gosto de rótulos. Eu gosto é de música. Não importa se é verde, azul ou lilás. Se eu gosto de Los Hermanos, é porque eles são os Los Hermanos. Se eu não gosto, tem que ser pelo mesmo motivo. E não porque é rock, MPB, música eletrônica, samba ou quá-quá-quá.

Encerrando a conversa (por enquanto, já que ela sempre continua nos comentários), nada melhor do que recorrer a um esclarecedor papo que tive com Max de Castro, na época do finado portal AOL, a respeito do rótulo de “samba-rock” freqüentemente estampado pela imprensa em qualquer um dos seus trabalhos. “Rótulo é invenção dos americanos, criar estas nomenclaturas para separar os discos nas estantes das lojas de discos e poder segmentar as rádios. Na minha casa, eu organizo meus discos por ordem alfabética. Não tem esta coisa de ‘agora vou ouvir um disco de R&B e depois um heavy metal’. Pra mim, só existem dois tipos de música: a ruim e a boa”. Sacou?


» Na quinta (27), rolou a cerimônia de entrega dos prêmios do Vídeo Music Brasil (VMB), a grande festança da MTV nacional. Com destaque para as apresentações internacionais de Juliette & The Licks e Marilyn Manson e para a consagração dos garotos do NXZero, a lista de premiados ficou mesmo marcada por uma estranha e chatéssima repetição de nomes. A Pitty ganhou de novo como clipe do ano? E a banda dos sonhos foi A MESMA do ano passado? Acho que as pessoas que votam podiam ter um pouco mais de criatividade nesta seleção…

    artista do ano
    NXZero

    melhor show
    Cachorro Grande

    vc fez
    Gabriel Alves (Na Sua Estante)

    banda dos sonhos
    Pitty (Vocalista), Fabrizio Martinelli (Guitarrista), Champignon (Baixista), Japinha (Baterista)

    clipe do ano
    Na Sua Estante (Pitty)

    artista internacional
    Red Hot Chilli Peppers

    web hit
    Vai Tomar No Cu

    aposta mtv
    Strike

    hit do ano
    Razões e Emoções (NXZero)

    revelação
    Fresno

» O cara foi o campeão de estatuetas do VMA e agora é o campeão de indicações ao Europe Music Awards da MTV do velho mundo: Justin Timberlake. Foram quatro, deixando medalhões pop como Amy Winehouse, Avril Lavigne, Beyoncé, Fall Out Boy, Linkin Park e My Chemical Romance a ver navios. No dia 1º de novembro a gente vê quantos prêmios o sujeito leva para casa. Para conferir a lista completa de indicações (e ainda arriscar o seu voto), favor clickar aqui.

» E agora virou palhaçada. O tal “show especial” que os Sex Pistols reunidos fariam para comemorar os 30 anos do disco “Never Mind The Bullocks” vendeu todos os ingressos em 10 minutos e acabou se transformando em uma mini-turnê, com 5 datas — e parece que vai aumentar ainda mais. Johnny Rotten ainda resolveu comentar o retorno de outra banda clássica, o The Police, para destilar suas bobagens sobre o Sting, apelidado por ele de “velha carcaça morta e magrela”. Diz Rotten: “Tente ouvir Stink tentando gritar durante ‘Roxanne’ mais uma vez, não é divertido. É como deixar o ar sair de um balão”. É o roto falando do rasgado…

» Isso é que é estar com a vida ganha: de acordo com o jornal “Daily Express”, o guitarrista David Gilmour rejeitou veementemente uma proposta milionária para se juntar novamente com os camaradas do Pink Floyd. O cachê? Meros R$466 milhões (125 milhões de libras). “Quando era pobre, seria estranho rejeitar uma proposta assim tão facilmente. Falam que todo homem tem seu preço, porém, qualquer valor que me foi proposto não é o meu”, teria dito Gilmour.

» Na última segunda (24), um fã morreu durante uma apresentação dos Smashing Pumpkins na cidade de Vancouver, no Canadá. O sujeito estava no meio do clássico “mosh pit”, no qual as pessoas dançam e batem umas nas outras, chacoalhando as cabeças, mas acabou se dando mal. Desacordado, foi levado inconsciente ao local onde eram executados os primeiros-socorros e, mais tarde, foi transferido para o hospital St.Paul, onde acabou não resistindo e pereceu.

» Steve Jobs comprou briga com o Radiohead. A banda de Thom Yorke está se negando a ter suas faixas vendidas pelo iTunes por discordar de seu sistema que permite que as canções sejam comercializadas separadamente. Para os músicos, seus discos devem ser vendidos na íntegra, por algo que eles chamam de “unidade estética”. A gravadora do Radiohead, a EMI, não quis entrar na discussão e, em comunicado oficial, afirmou respeitar a escolha de seus artistas.

» Soando como uma espécie de canto do cisne do projeto paralelo de Damon Albarn, chega às lojas a coletânea “Gorillaz: D-Sides”. A grande novidade do álbum duplo, repleto de remixes, lados B e faixas demo, é uma canção que conta com a participação do ator Bill Murray. De tão estranho, deve ser muito legal.

» A banda nega, a gravadora nega, todo mundo nega. Mas está repercutindo alucinadamente na internet o tal vídeo pornô supostamente protagonizado pela baterista Meg White, dos White Stripes. Você já deve ter visto, seja sincero. Para os fofoqueiros de plantão, o vazamento desta gravação seria o real motivo do cancelamento da turnê do duo, e não o tal “estresse” alegado pela garota…

» O sexteto paulistano Cansei de Ser Sexy convenceu o mundo inteiro de que eles são bons mesmo. De acordo com Adriano Cintra, baterista e produtor do CSS, eles vão participar do próximo álbum dos Beastie Boys, uma versão com vocais de “The Mix-Up”, totalmente instrumental. Eles se juntam a uma equipe de convidados do porte de Jarvis Cocker, M.I.A e Lily Allen. O próprio Adriano fará também um remix de uma faixa de “Year Zero”, último disco do Nine Inch Nails, e que, se aprovada, entrará em um disco só de remixes desta última bolacha. E para finalizar: Lovefoxx, a folclórica vocalista da banda, foi convidada para cantar no próximo disco do Primal Scream. Devem estar se achando as últimas bolachas do pacote, hein? :-)

» E os Mutantes, reformados, sofrem duas baixas de uma vez só. A primeira delas foi da vocalista Zélia Duncan, que justificou: “Pois é, estou me retirando dos Mutantes, pelos motivos mais legítimos do mundo. Minha carreira, meus movimentos como artista solo, que sempre fui. A experiência foi incrível. O improvável aconteceu ali, apesar de um monte de previsões duvidosas, eles acreditaram em mim e vice-versa e juntos vivemos emoções e realizações inesquecíveis”. E a outra é o próprio Arnaldo Batista, irmão de Sérgio Dias, que promete se dedicar ao retorno da Patrulha do Espaço e a uma autobiografia. Dias afirma que vai continuar com a banda e não descarta até um eventual retorno de Rita Lee. Seria uma pena vê-la retornando sem a presença do Arnaldo…

» Os velhotes Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones, foram eleitos a dupla mais respeitada do mundo por uma pesquisa realizada pelo grupo Leaders In London International Leadership Summit 2007. Na categoria “entretenimento”, eles ficaram à frente dos apresentadores de TV Anthony McPartlin e Declan Donnelly e do casal superstar David Beckham e Victoria Adams.

» E por falar nos Stones, eles lideram a lista dos músicos mais ricos do mundo divulgada pela revista “Forbes”. Afinal, a turnê do disco “A Bigger Bang” rendeu cifras da casa dos US$ 80 milhões, fazendo Madonna e U2 comerem poeira.

» As provocações de Nasi a respeito de sua saída do Ira! devem continuar por um bom tempo, já que o cara parece estar mordido de verdade. Em sua coluna no portal Vírgula, ele usou toda a sua verve irônica para desmentir completamente aquela história de que estaria entrando numa clínica de reabilitação de drogas. Dá uma olhada em um trecho do texto: “Só porque eu tive a coragem de tomar a iniciativa de tornar pública as férias do Ira!, algumas pessoas –- por questões de ego, vaidade e dinheiro –- querem, a qualquer custo, me fazer de louco, nem que seja preciso inventar histórias, criar situações… Mas que bobagem! Todos sabem que louco eu sempre fui! Eu, Iggy Pop, Marylin Manson, Ozzy Osbourne, Johnny Rotten, James Brown, etc… Só que a minha loucura vem do rock e não de ‘outras coisas’. Para ‘abafar’ as verdades sobre o Ira! já falaram de clínica e recuperação, de uso de entorpecentes. Tentam me desqualificar, por motivos ridículos e mesquinhos. Enfim, coisa de quem não quer sair do poder e nem largar o dinheiro. Essas pessoas, que não dão a cara pra bater e ficam se escondendo, andam falando por aí que estou louco. Isso, às vezes, me faz lembrar daqueles três macacos: um não vê, um não fala, e outro não ouve. E um é careca, eu acho…”.

» A aguardada terceira bolacha da ópera metálica Avantasia, projeto tocado pelo vocalista do Edguy, Tobias Sammet, acaba de confirmar duas novas participações especiais: Rou Khan (o frontman do Kamelot) e Oliver Hartmann (ex-vocal e guitarrista do At Vance). Além deles, “Avantasia: The Scarecrow” contará com um elenco estelar formado por Alice Cooper, Amanda Somerville, Bob Catley (Magnum), Jorn Lande (ex-Masterplan), Kai Hansen (Gamma Ray), Michael Kiske (ex-Helloween) e Rudolf Schenker (Scorpions). O projeto está programado para fazer a sua primeira performance ao vivo no Wacken Open Air 2008, maior festival de heavy metal do planeta.

» Sempre lembrada pelo seu trabalho à frente do Blondie, a sempre bela Debbie Harry vai lançar seu primeiro disco solo em 15 anos. Em outubro, pinta o CD de inéditas “Necessary Evil”, com 17 novas canções. O Borbs adorou saber disso!


» Rapidinha: mudou o local da apresentação dos punks finlandeses do Rattus em São Paulo. Com a interdição do já clássico Hangar 110, eles vão quebrar tudo no Outs, que fica na Rua Augusta, nº486. O show é neste sábado, dia 29 de setembro, a partir das 18h. Corre lá!

» Por falar em punks, os canadenses do Propagandhi e seu discurso anti-racismo marcarão alguns shows por aqui no mês que vem, em outubro. Anota aí: 04/10 (São José dos Campos/Hocus Pocus), 05/10 (Santos/ Espaço Estúdio G), 06/10 (São Paulo/Hangar 110) e 07/10 (Curitiba/Hangar).

» O final do mês de outubro marca a chegada de outra banda de hardcore/punk rock estrangeira ao Hangar 110, em Sampa, para duas apresentações: The Casualties, de Nova York. Os shows rolam nos dias 20 e 21 de outubro.

» Acabaram as especulações e finalmente bateram o martelo na única apresentação do trio The Police no Brasil: 8 de dezembro no Maracanã. Sim, é isso mesmo, nada de São Paulo, tradicional rota dos megashows gringos, entrando na jogada. Se os paulistanos quiserem assistir ao retorno de Sting, Stewart Copeland e Andy Summers, terão que fazer a ponte aérea.

» Sabe aquela turnê dos alemães do Rage pelo Brasil? Pois é. Em duas destas apresentações, eles terão a abertura de ninguém menos do que o At Vance. A dobradinha germânica acontece no dia 14 (Curitiba/Opera 1) e no dia 15 de dezembro (São Paulo/Led Slay).

» De acordo com entrevista realizada pelo jornal chileno “La Tercera” com o baterista do grupo nova-iorquino Interpol, Samuel Fogarino, em março de 2008 eles devem fazer shows pela América do Sul, com o nosso simpático país tropical incluído.

» Esta vai para a Srta.Ni: as Spice Girls anunciaram oficialmente o início de sua turnê de reunião para o dia 2 de novembro (dia de finados… coincidência?). Sabe-se que elas vão tocar em Buenos Aires, na Argentina, no dia 24 de janeiro de 2008. E as informações de bastidores dão conta de que estariam em andamento as negociações para que o quinteto venha tocar no Brasil.


Não estamos aqui para discutir a qualidade sonora do trabalho da moça, mas esta aqui é Lauren Harris — a filha de Steve Harris, baixista (e dono) do Iron Maiden. Que acham os rapazes judônicos?

88fm_gostosa.jpg


» Basta entrar no link abaixo e fazer um breve registro para baixar uma faixa inédita dos veteranos thrash metallers do Overkill, “Devils in the Mist”. Ela fará parte do novo disco dos caras, “Immortalis”, que sai agora em outubro e marca a sua reunião com Jonny e Marsha Zazula, antigos donos da Megaforce Records -– responsável pelo primeiro lançamento da banda -– e agora parte da equipe da gravadora Bodog Music nos EUA: http://www.pinnacle-digital.co.uk/overkill/

» Indo do metal para a música eletrônica, também basta apenas um simples cadastro para baixar “I Became A Volunteer”, dos ingleses do Hot Chip. Eles serão uma das atrações do Tim Festival, que rola no Brasil a partir do dia 26 de outubro. Eles tocam no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Curitiba: http://www.emirecords.co.uk/hot-chip/downloads/sep07/


» Uma espécie de continuação das obras de Quentin Tarantino, o clipe de “3’s & 7’s”, do Queens Of The Stone Age, está disponível na internet. A canção está no disco “Era Vulgaris”, lançado por Josh Homme e sua trupe em junho. Vale a pena conferir – mesmo que você não goste do som dos caras:


» O disco saiu no ano passado, mas agora pintou um novo videoclipe saído de “Thornography”, dos ingleses do Cradle of Filth. A faixa é “The Foetus Of A New Day Kicking”. Prepare o seu corpse paint e seus urros nas florestas da Noruega!

» Veja só como os computadores mudaram a relação que os fãs têm com a música: surgiu no YouTube um novo clipe da apresentação que o Metallica fez no dia 8 de julho em pleno Wembley Stadium, em Londres. Mas os fãs editaram várias filmagens amadoras da performance de “Enter Sandman” e fizeram o sincronismo direto com o áudio oficial do site LiveMetallica, resultando em uma espécie de clipe multi-câmera. Bem interessante:




88fm_disco1.jpgQuando Ozzy Osbourne abandonou os vocais do Black Sabbath, no final da década de 70, parecia um sacrilégio imaginar que qualquer um pudesse substituí-lo. Isso até que foi convocado um anãozinho de voz impressionante chamado Ronnie James Dio. Recém-saído do Rainbow, ele gravou três discos e imprimiu seu estilo absolutamente característico à banda, gerando um novo Black Sabbath. O resultado pode ser conferido na coletânea “Black Sabbath: The Dio Years”, que acaba de sair no Brasil: um Black Sabbath mais rápido, mais pesado e ainda mais heavy metal do que na era Ozzy.

Esqueça as três faixas inéditas (“The Devil Cried”, “Shadow of The Wind” e “Ear In The Wall”), que até são boas mas se parecem muito mais com o trabalho solo de Dio do que propriamente com o Sabbath (sorry, Tony Iommi, mas é a verdade). O lance aqui é curtir uma batelada de clássicos dos discos “Heaven & Hell”, “Mob Rules” e “Dehumanizer”. Antes mesmo das duas faixas-título destes dois primeiros discos, canções indispensáveis na discografia da banda, o CD já abre com duas pedradas: “Neon Knights” e “Lady Evil”, duas das minhas preferidas na voz do baixinho Dio. Destaque ainda para a inteligente e encorpada “TV Crimes” e para a versão ao vivo de “Children of The Sea”.

    ”Don’t Know Why” (Norah Jones)
    “Locomotion” (Grand Funk Railroad)
    ”The Evil That Men Do” (Iron Maiden)
    ”Turbolover” (Judas Priest)
    ”Total Eclipse of The Heart” (Bonnie Tyler)
    ”Mr.Brightside” (The Killers)
    ”Roxanne” (The Police)
    ”Hazel Eyes” (The Darkness)
    ”Put Your Records On” (Corinne Bailey Rae)
    “Mama Kin” (Aerosmith)

Comentários
Já são 30 sobre esse post -- até agora

  Edu Rodrigues

Boa coluna, como sempre.
Esse negócio de rotular música é complicado, por isso concordo com você e Max de Castro: existe música boa e música ruim.
A propósito, Los Hermanos, pra mim, se enquadra na segunda categoria, juntamente com Cachorro Grande e (sinto muito) Ludov, que, apesar de a vocalista ter uma ótima voz, tem músicas que não fazem jus ao talento dela.
E essa Lauren Harris eh bacaninha sim.

29 de Setembro de 2007 às 13h46
  Mr. Noin

Sempre que eu entro em uma loja “Saraiva like” e vejo aqueles CD’s organizados por tipos me dá ânsia… Quase nunca eu acho um CD no “tipo” que eu acreditava que ele fosse… Sou partidário do Max de Castro CD’s ordanizados em ordem alfabética!

Hey Cid, você não ia falar sobre o novo CD do Foo nessa coluna?

Obs: Srta. Ni! Quanto tempo não via este nome, hehe. Diga a ela que ela tem um admirador “secreto”, hehehehe

29 de Setembro de 2007 às 14h15
  RoPensO

por SHILOH!!! que filha essa a do Steve ein!?(eu ja conhecia mas fazia tempo que eu não via ela =D)
Puts ela tem alguma banda ou algo do genero???

29 de Setembro de 2007 às 14h24
  yokota

gosto do ludov, acho que tem otimas musicas…

29 de Setembro de 2007 às 14h29
  {Yusuke}

Tipo pra mim é o que o Max de Castro falou mesmo só existe dois tipo de musica a boa e a ruim, ouço até EMO se achar que a musica é boa, num vou ficar me prendendo só pq as pessoas podem falar mal.

Ira e Nasi ja encheu os pascová.

Johnny Rotten é o cara mais invejoso do mundo da musica, eu até gosto de Sex Pistol, mais a personalidade do Rotten é odiosa.

o Clipe do Queens é muito foda.

O Thom Yorke ta certo até certo ponto, um disco é idealizado como um todo e não por apenas um topico, em suma a mensagem que o disco deveria transmitir não chega se ele não for ouvido por completo, então como artista ele esta corretissimo.

e pra finalizar eu devo ter um problema bem grande, só eu acho CSS estremamente sem graça e fracos musicalmente.

Ps: o filme educativo da meg é bom =D

29 de Setembro de 2007 às 14h35
  Carlão

Como eu disse num comentário de uma coluna anterior pra mim só existe dois tipos de música, o Heavy Metal e o resto.Com algumas ressalvas para “os dois lados”como Merdallica.

Johnny Rotten concorre com o cara do Megadeth, aquele lá que enxe o saco de todo mundo.

E puta que pariu, o Steve Harris faz música foda e filha gostosa, é o sogro perfeito.

29 de Setembro de 2007 às 17h43
  Sombrero

long live Dio

29 de Setembro de 2007 às 17h48
  Solitário

Se é que existe os tais gêneros musicais, em que categoria se encaixariam o caras do UDR? (se não conhecem recomendo)

Os caras se intitulam rock n’ roll anti-cosmico da morte.

29 de Setembro de 2007 às 17h56
  Guilherme

Essa coluna é uma babação de ovo de metal, e o Dio é a pior merda q já aconteceu no black sabbath, anão ridiculo ¬¬

29 de Setembro de 2007 às 18h44
  Blaze

*olhando pra filha do Steve Harris*

Alguém aí quer casar? =3

29 de Setembro de 2007 às 18h59
  Leonardo

Eu não gosto de rotulos tambem,prefiro chamar esses nomes todos que terminam com metal de rock pesado,é o que eu gosto e pronto,os outros ritmos,só respeito o gosto de cada um.

29 de Setembro de 2007 às 20h18
  LIKO

AI G-ZUS!
INTERPOL NO BRASL?! :S

Vou ter um treko. *_______*

29 de Setembro de 2007 às 21h31
  delpiero23

Sobre o VMB: NX Zero como melhor artista do ano é uma baita piada, depois dessa acho que o prêmio vai cair em descrédito, e na banda dos sonhos Japinha e o cara do Hateen… por favor, até minha vó toca mais do que eles. Mas acho que a Cachorro Grande merecia mesmo o de melhor show, pq eles são mto foda.

Johnny Rotten é mesmo um panacão, sem querer desmerecer o q ele fez 30 anos atrás, mas agora ele tá sobrando, até pq nunca teve talento nenhum.

Concordo com o Tom Yorke, acho mesmo q o artista deve decidir como comercializar sua música e se ele acha q a sua música não tem sentido se não for no formato de álbum, q seja respeitado. Até pq alguém já imaginou ouvir apenas algumas faixas do “Dark Side Of The Moon” do Pink Floyd, chega a ser heresia.

Acho q não é a Meg White naquele vídeo, ela não é tão gorda… =D

O que eu acho da filha do Steve Harris?
Dio Santo q peitão…

29 de Setembro de 2007 às 22h12
  Lili

Eu realmente não entendo a necessidade que as pessoas tem de falar mal das coisas. Por que as pessoas simplesmente não dizem “Eu gosto da banda A. Cantor B é foda! O CD tal é excelente”?

Mas não, tem que vir aqui e falar: “Los Hermanos é ruim”, “Cachorro Grande é ruim”, “Ludov é ruim”, “Mettalica é ruim”…

Antes que acusem, eu só sou fã de duas das bandas citadas, mas saio em defesa de todas porque esse lance irrita e muito. Não gosta? Bom pra você, agora falar coisas assim é pedir para algum fã descerebrado vir aqui e começar uma confusão.

MORDI!

Como diria uma música dos Titãs:

“Fique com seu bom gosto que eu vou ficar com o meu”

29 de Setembro de 2007 às 23h19
  Rafael

Putz, fiquei mais fã do Max de Castro depois desta declaração!
^^

29 de Setembro de 2007 às 23h19
  Pedro

Como diz o grande mestre Jon Lord:
“Existem dois tipos de música: a boa e a ruim.”

29 de Setembro de 2007 às 23h29
  Lula

Concordo que rótulos geralmente sejam uma droga, mas são necessários pra vc ter um caminho pelo qual seguir.

Se eu gosto de blues é por causa dos elementos que juntos formam o estilo. Então, por mais que hajam evoluções e misturas, pra ser blues é necessário que se mantenha certas características.

Imagine se os rótulos musicais simplesmente deixarem de existir. Iria ser uma droga! Uma bagunça!

Como qualquer outra coisa, rótulos devem ser usados com inteligência.

30 de Setembro de 2007 às 11h48
  Bruno Pavezi

Everybody is doin’ a brand new dance now!

Grand Funk é MUITO, MUITO bom… =D

E @ Guilherme

Gosto realmente é gosto e é que nem cu, cada um tem um… Mas falar que o Dio foi uma merda que aconteceu com o Sabbath é muita babação de ovo SUA pro Ozzy. Assim como tem muitos xiitas que dividem essa opinião com você.

Na minha opinião o Dio é o melhor vocalista do mundo do rock. Não estou falando que as músicas que ele canta são as melhores (talvez algumas =D) mas o cara é MUITO afinado e MUITO constante.

DIO é Deus.

30 de Setembro de 2007 às 12h17
  Guilherme

@Bruno Pavezi
Cara não to babando ovo do Ozzy, tanto q eu nem mencionei ele… Eu só acho o Dio não combina com o Black Sabbath, q ele devia ter ficado no Rainbow q ele ganhava mto mais. Quem tá babando ovo é vc com o Dio.

30 de Setembro de 2007 às 19h38
  Kim

Eu já acho que o Dio combina com o Black Sabbath, aliás eu gosto mais da fase Dio do que a Ozzy.

E o Dio é um dos melhores vocalistas que existem.

30 de Setembro de 2007 às 22h12
  Brnunes

Não sei se voces curtem rock nacional, se gostarem, ouçam o novo cd do Nenhum de Nos.

“Nenhum de Nos a Ceu Aberto” contem Regravações de antigos sucessos comemorando os 20 anos da banda. =D

30 de Setembro de 2007 às 22h14
  Sheyna

Olá! De click em click parei aqui, motivada pela curiosidade da tal campanha hiláaaria que o Sr Judão e o dono do Treta inventaram, a favor de uma blogueira na Playboy! haha Mas não foi a respeito disso que caminhei até aqui para comentar, mas, em primeiro lugar…caracas, quanta coisa em um só post! Qtas horas vc se dedica para um só post? Digo pq tem tanta info, tantos artistas, metade desconheço… vai saber se isso é bom ou ruim, hoje em dia!! kkk Mas enfim, a primeira parte de seu post me lembrou uma situação:
Eu sempre fui fanática por Bon Jovi, apesar de não ser mais, ter conseguido simplesmente gostar e respeitar com saudades a época que até de Fan Clube eu fui. Mas sempre tinham os ratinhos para encher beeem o saquinho, sabe? Mas tem uma situação que eu não esqueço jamais! Um amigo meu que estudou comigo desde a pré escola, um dia descobriu que andar de camiseta preta, com nomes de banda, ir na Galeria, e falar sobre tudo isso, podia ser bacana! Então ele caçoaaava a beça o meu gosto por BJ. Certo dia o ouço cantarolando uma das músicas, não lembro direito qual… e solto com espanto: “Nooossa, seria isso uma evolução dos seres ou o quê? Você, que tanto me caçoa cantando Bon Jovi???”
Eis que vem a resposta: “Ah! É que me disseram que é Hard Rock, então eu achei legal!”… aaaaaaaaaaaahahahahahha eu ri tanto!
1) Bon Jovi sempre foi Hard Rock e ninguém contou pra ele? tá certo que eles avacalharam de uns anos pra cá, por isso mesmo desapeguei… mas ouça os 4 primeiros discos…
2) Ah tá! Só pq e quaaando alguém disse pra ele que era Hard Rock, ok, então estava liberado dele ouvir, assoviar, cantarolar e até assumir que gosta?
3) Ohoh! Ninguém contou pra ele que personalidade é individual?? kkkk
E continuo rindo até hoje dessa história.

Qto ao resto… não gosto de Justin e etc, dos nomes citados, tb não faço questão de NENHUMA das bandas cogitadas e comentadas pela MTV… Pitty, hummm, alguma coisa eu até engulo, embora a pose seja meio suspetia pra mim, ainda…

Agora Mutantes, putz, como eu queria ver, com a Zélia mesmo! Nem tive a honra! Mas não tinha cara de que iria durar, não… ficou bom sim, Zélia tem um contralto que tem também a Rita, mas esta tem um soprano (agúdo) que a Zélia não tem… Mas vem cá, que história é essa de tirar múmia do sarcófago?? Caraaaacas, todas as bandas estão voltando, meu! E é assim, lançam campanha do último show ou cd, pra venderem a preços assustadores e depois vem um próximo, de lambuja, com a desculpa de ter sido um fenômeno, o anterior! hahahahahaha

“Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz…”

Bem, meu coment tb foi bem extenso, mas td bem, quem manda publicar tanta coisa de uma vez! kkkk

abss

1 de Outubro de 2007 às 2h26
  Vinícius

Dá-lhe rapaz, parabéns pela coluna!

EXCELENTE SUGESTÃO DE ÁLBUM CÁSPITA!

…E o Johnny Rotten ainda quer tentar causar polêmica, falhando miseravelmente. :D

E concordo com o Yusuke…Nasi e Ira já deu o que tinha que dar e zéfini. :D

1 de Outubro de 2007 às 3h16
  Pedro Gonzaga

Muito boa a coluna MESMO. Primeira vez que eu li ela todinha. xD

Qual é o seu gênero musical favorito?
R: ROCK! Mas aberto a outros gêneros. ^^

1 de Outubro de 2007 às 12h14
  koveiro

tbm concordo com essa parada eu escuto um monte de coisas diferente eu gosto é de música não de rótulo

1 de Outubro de 2007 às 20h40
  Jota Vê

Muito boa essa coluna!
Cada semana um assunto diferente, diversificado e váárias notícias..
Parabéns ao Judão! =D

E nada mais ridículo do que essas milhões de subdivisões e rótulos que botam em bandas… principalmente no metal.

1 de Outubro de 2007 às 21h52
  bolo de novalgina

“Por falar em punks, os canadenses do Propagandhi e seu discurso anti-racismo marcarão (…)”

Esse post merece uma oração:

OH, DEUS DOS PUKS (ãhn?) PORQUE ESQUECESTE DE BELO HORIZONTE EM TODAS AS TURNÊS LEGAIS QUE (raramente) PASSAM POR NOSSAS TERRAS TUPINIQUINS? LHE OFEREÇO INFINÍTOS MACTRASHS SE MUDAR ISTO!

3 de Outubro de 2007 às 11h15
  gian

Puta merda, vc viajou na batata… Pra começo de conversa new metal não é metal, funk metal (que cazzo!), syhmphonic metal e metalcore simplesmente não existem.
Quanto aos gêneros de verdade, qualquer bom banger sabe as diferenças óbvias.
Tharsh metal não tem nada a ver, por exemplo, com doom metal. Um tem cadência rápida, vocal gritado, pedais duplos e solos bem elaborados, outro é lento, com som arrastado, temáticas depressivas e vocal arrastado.
Não saia por aí metendo críticas nessas coisas que chamam de rótulos. Tudo que é diferente precisa de nomes diferentes. “Rótulo” é coisa de gótico frustrado. Não existem rótulos, existem nomes.

6 de Outubro de 2007 às 14h23
  gian

E… não, odeio ver nomes idiotas saindo na mídia. Quem gosta de musicas com som pesado e nomes bizarros remetendo ao metal são “posers do mal”, ignorantes e tolos.

6 de Outubro de 2007 às 14h28
  Morph

Eu quero fazer çequisso com a filha do titio Harris. o_O

6 de Outubro de 2007 às 21h11
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