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Sábado, 29 de Setembro de 2007 | Atualizado em 07.10.07 às 1h19 88 FM: Qual é o seu gênero musical favorito?Dia destes, reli a crítica de um colega jornalista para um determinado disco de uma determinada banda — não vou dar nomes aos bois para evitar criar constrangimento. O fato é que a coisa descambava para algo meio assim, com direito a uma adaptação minha: ”Eles fazem um indie rock classudo quase jazz e repleto [...]
Tomemos o heavy metal como exemplo, um gênero altamente frutífero na geração espontânea de nomes e mais nomes para as suas supostas subdivisões. Os fãs e a imprensa especializada adoram ver surgirem expressões como thrash metal, death metal, doom metal, black metal, power metal, viking metal, folk metal, funk metal, gore metal, gothic metal, syhmphonic metal, metalcore, metal industrial, new metal e afins, sendo que a maior parte das pessoas não sabe dizer de bate-pronto as sutis diferenças entre elas — e alguns muito menos sabem definir claramente o que seria o heavy metal, em sua base e origem. Pense rápido e responda: que tipo de som o AC/DC faz: heavy metal ou hard rock? Se você disser que eles fazem hard rock, seria este o mesmo tipo de sonoridade do Aerosmith — também chamado de hard rock pelos grandes magazines? Do Audioslave? Ou mesmo de bandas européias como o Pink Cream 69? Não é tão simples quanto parece, né? Ainda mais num mundo no qual todo mundo recicla e absorve as influências mais diversas para criar a sua própria expressão artística. A gente adora criar este tipo de nomenclatura, é inerente ao ser humano. “Você viu o filme X? É tipo o ‘Duro de Matar’, sabe?”. É uma forma de fazer comparações, de traçar paralelos, de criar nichos, de agrupar dentro de um mesmo universo de conhecimento para aumentar a chance de acertos na descrição. E eu mesmo não posso me excluir deste tipo de comportamento — já que, recentemente, não resisti e tratei de taxar o último disco dos estadunidenses do Kamelot como “Andrew Lloyd Webber Metal” em uma crítica para o Whiplash. É normal (não que eu seja normal, mas você entendeu). Mas temos que perceber, músicos, jornalistas, fãs e demais envolvidos no processo, que por mais fáceis e divertidos que sejam os rótulos, eles não podem ser uma saída limitadora — se eu digo que gosto de metal, só posso gostar de metal? Estou automaticamente impedido de ouvir qualquer coisa que não seja enquadrada como metal? E o contrário também é válido: se eu botei na minha cabeça que NÃO gosto de metal, vou ser naturalmente avesso a tudo que seja carimbado como metal? E estou proibido de ouvir outros bons artistas, de ampliar meus horizontes, de conhecer novas sonoridades? Peralá, Juvenal. Mais um exemplo: Los Hermanos é rock ou MPB? Ou os dois? Ou nenhum dos dois? Ou uma mistura que a gente pode chamar de RPB (não confundir com o RBD)? Sei lá, meu. E isso lá importa? Eu não gosto de rótulos. Eu gosto é de música. Não importa se é verde, azul ou lilás. Se eu gosto de Los Hermanos, é porque eles são os Los Hermanos. Se eu não gosto, tem que ser pelo mesmo motivo. E não porque é rock, MPB, música eletrônica, samba ou quá-quá-quá. Encerrando a conversa (por enquanto, já que ela sempre continua nos comentários), nada melhor do que recorrer a um esclarecedor papo que tive com Max de Castro, na época do finado portal AOL, a respeito do rótulo de “samba-rock” freqüentemente estampado pela imprensa em qualquer um dos seus trabalhos. “Rótulo é invenção dos americanos, criar estas nomenclaturas para separar os discos nas estantes das lojas de discos e poder segmentar as rádios. Na minha casa, eu organizo meus discos por ordem alfabética. Não tem esta coisa de ‘agora vou ouvir um disco de R&B e depois um heavy metal’. Pra mim, só existem dois tipos de música: a ruim e a boa”. Sacou?
NXZero melhor show vc fez banda dos sonhos clipe do ano artista internacional web hit aposta mtv hit do ano revelação » O cara foi o campeão de estatuetas do VMA e agora é o campeão de indicações ao Europe Music Awards da MTV do velho mundo: Justin Timberlake. Foram quatro, deixando medalhões pop como Amy Winehouse, Avril Lavigne, Beyoncé, Fall Out Boy, Linkin Park e My Chemical Romance a ver navios. No dia 1º de novembro a gente vê quantos prêmios o sujeito leva para casa. Para conferir a lista completa de indicações (e ainda arriscar o seu voto), favor clickar aqui. » E agora virou palhaçada. O tal “show especial” que os Sex Pistols reunidos fariam para comemorar os 30 anos do disco “Never Mind The Bullocks” vendeu todos os ingressos em 10 minutos e acabou se transformando em uma mini-turnê, com 5 datas — e parece que vai aumentar ainda mais. Johnny Rotten ainda resolveu comentar o retorno de outra banda clássica, o The Police, para destilar suas bobagens sobre o Sting, apelidado por ele de “velha carcaça morta e magrela”. Diz Rotten: “Tente ouvir Stink tentando gritar durante ‘Roxanne’ mais uma vez, não é divertido. É como deixar o ar sair de um balão”. É o roto falando do rasgado… » Isso é que é estar com a vida ganha: de acordo com o jornal “Daily Express”, o guitarrista David Gilmour rejeitou veementemente uma proposta milionária para se juntar novamente com os camaradas do Pink Floyd. O cachê? Meros R$466 milhões (125 milhões de libras). “Quando era pobre, seria estranho rejeitar uma proposta assim tão facilmente. Falam que todo homem tem seu preço, porém, qualquer valor que me foi proposto não é o meu”, teria dito Gilmour. » Na última segunda (24), um fã morreu durante uma apresentação dos Smashing Pumpkins na cidade de Vancouver, no Canadá. O sujeito estava no meio do clássico “mosh pit”, no qual as pessoas dançam e batem umas nas outras, chacoalhando as cabeças, mas acabou se dando mal. Desacordado, foi levado inconsciente ao local onde eram executados os primeiros-socorros e, mais tarde, foi transferido para o hospital St.Paul, onde acabou não resistindo e pereceu. » Steve Jobs comprou briga com o Radiohead. A banda de Thom Yorke está se negando a ter suas faixas vendidas pelo iTunes por discordar de seu sistema que permite que as canções sejam comercializadas separadamente. Para os músicos, seus discos devem ser vendidos na íntegra, por algo que eles chamam de “unidade estética”. A gravadora do Radiohead, a EMI, não quis entrar na discussão e, em comunicado oficial, afirmou respeitar a escolha de seus artistas. » Soando como uma espécie de canto do cisne do projeto paralelo de Damon Albarn, chega às lojas a coletânea “Gorillaz: D-Sides”. A grande novidade do álbum duplo, repleto de remixes, lados B e faixas demo, é uma canção que conta com a participação do ator Bill Murray. De tão estranho, deve ser muito legal. » A banda nega, a gravadora nega, todo mundo nega. Mas está repercutindo alucinadamente na internet o tal vídeo pornô supostamente protagonizado pela baterista Meg White, dos White Stripes. Você já deve ter visto, seja sincero. Para os fofoqueiros de plantão, o vazamento desta gravação seria o real motivo do cancelamento da turnê do duo, e não o tal “estresse” alegado pela garota… » O sexteto paulistano Cansei de Ser Sexy convenceu o mundo inteiro de que eles são bons mesmo. De acordo com Adriano Cintra, baterista e produtor do CSS, eles vão participar do próximo álbum dos Beastie Boys, uma versão com vocais de “The Mix-Up”, totalmente instrumental. Eles se juntam a uma equipe de convidados do porte de Jarvis Cocker, M.I.A e Lily Allen. O próprio Adriano fará também um remix de uma faixa de “Year Zero”, último disco do Nine Inch Nails, e que, se aprovada, entrará em um disco só de remixes desta última bolacha. E para finalizar: Lovefoxx, a folclórica vocalista da banda, foi convidada para cantar no próximo disco do Primal Scream. Devem estar se achando as últimas bolachas do pacote, hein? » E os Mutantes, reformados, sofrem duas baixas de uma vez só. A primeira delas foi da vocalista Zélia Duncan, que justificou: “Pois é, estou me retirando dos Mutantes, pelos motivos mais legítimos do mundo. Minha carreira, meus movimentos como artista solo, que sempre fui. A experiência foi incrível. O improvável aconteceu ali, apesar de um monte de previsões duvidosas, eles acreditaram em mim e vice-versa e juntos vivemos emoções e realizações inesquecíveis”. E a outra é o próprio Arnaldo Batista, irmão de Sérgio Dias, que promete se dedicar ao retorno da Patrulha do Espaço e a uma autobiografia. Dias afirma que vai continuar com a banda e não descarta até um eventual retorno de Rita Lee. Seria uma pena vê-la retornando sem a presença do Arnaldo… » Os velhotes Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones, foram eleitos a dupla mais respeitada do mundo por uma pesquisa realizada pelo grupo Leaders In London International Leadership Summit 2007. Na categoria “entretenimento”, eles ficaram à frente dos apresentadores de TV Anthony McPartlin e Declan Donnelly e do casal superstar David Beckham e Victoria Adams. » E por falar nos Stones, eles lideram a lista dos músicos mais ricos do mundo divulgada pela revista “Forbes”. Afinal, a turnê do disco “A Bigger Bang” rendeu cifras da casa dos US$ 80 milhões, fazendo Madonna e U2 comerem poeira. » As provocações de Nasi a respeito de sua saída do Ira! devem continuar por um bom tempo, já que o cara parece estar mordido de verdade. Em sua coluna no portal Vírgula, ele usou toda a sua verve irônica para desmentir completamente aquela história de que estaria entrando numa clínica de reabilitação de drogas. Dá uma olhada em um trecho do texto: “Só porque eu tive a coragem de tomar a iniciativa de tornar pública as férias do Ira!, algumas pessoas –- por questões de ego, vaidade e dinheiro –- querem, a qualquer custo, me fazer de louco, nem que seja preciso inventar histórias, criar situações… Mas que bobagem! Todos sabem que louco eu sempre fui! Eu, Iggy Pop, Marylin Manson, Ozzy Osbourne, Johnny Rotten, James Brown, etc… Só que a minha loucura vem do rock e não de ‘outras coisas’. Para ‘abafar’ as verdades sobre o Ira! já falaram de clínica e recuperação, de uso de entorpecentes. Tentam me desqualificar, por motivos ridículos e mesquinhos. Enfim, coisa de quem não quer sair do poder e nem largar o dinheiro. Essas pessoas, que não dão a cara pra bater e ficam se escondendo, andam falando por aí que estou louco. Isso, às vezes, me faz lembrar daqueles três macacos: um não vê, um não fala, e outro não ouve. E um é careca, eu acho…”. » A aguardada terceira bolacha da ópera metálica Avantasia, projeto tocado pelo vocalista do Edguy, Tobias Sammet, acaba de confirmar duas novas participações especiais: Rou Khan (o frontman do Kamelot) e Oliver Hartmann (ex-vocal e guitarrista do At Vance). Além deles, “Avantasia: The Scarecrow” contará com um elenco estelar formado por Alice Cooper, Amanda Somerville, Bob Catley (Magnum), Jorn Lande (ex-Masterplan), Kai Hansen (Gamma Ray), Michael Kiske (ex-Helloween) e Rudolf Schenker (Scorpions). O projeto está programado para fazer a sua primeira performance ao vivo no Wacken Open Air 2008, maior festival de heavy metal do planeta. » Sempre lembrada pelo seu trabalho à frente do Blondie, a sempre bela Debbie Harry vai lançar seu primeiro disco solo em 15 anos. Em outubro, pinta o CD de inéditas “Necessary Evil”, com 17 novas canções. O Borbs adorou saber disso!
» Por falar em punks, os canadenses do Propagandhi e seu discurso anti-racismo marcarão alguns shows por aqui no mês que vem, em outubro. Anota aí: 04/10 (São José dos Campos/Hocus Pocus), 05/10 (Santos/ Espaço Estúdio G), 06/10 (São Paulo/Hangar 110) e 07/10 (Curitiba/Hangar). » O final do mês de outubro marca a chegada de outra banda de hardcore/punk rock estrangeira ao Hangar 110, em Sampa, para duas apresentações: The Casualties, de Nova York. Os shows rolam nos dias 20 e 21 de outubro. » Acabaram as especulações e finalmente bateram o martelo na única apresentação do trio The Police no Brasil: 8 de dezembro no Maracanã. Sim, é isso mesmo, nada de São Paulo, tradicional rota dos megashows gringos, entrando na jogada. Se os paulistanos quiserem assistir ao retorno de Sting, Stewart Copeland e Andy Summers, terão que fazer a ponte aérea. » Sabe aquela turnê dos alemães do Rage pelo Brasil? Pois é. Em duas destas apresentações, eles terão a abertura de ninguém menos do que o At Vance. A dobradinha germânica acontece no dia 14 (Curitiba/Opera 1) e no dia 15 de dezembro (São Paulo/Led Slay). » De acordo com entrevista realizada pelo jornal chileno “La Tercera” com o baterista do grupo nova-iorquino Interpol, Samuel Fogarino, em março de 2008 eles devem fazer shows pela América do Sul, com o nosso simpático país tropical incluído. » Esta vai para a Srta.Ni: as Spice Girls anunciaram oficialmente o início de sua turnê de reunião para o dia 2 de novembro (dia de finados… coincidência?). Sabe-se que elas vão tocar em Buenos Aires, na Argentina, no dia 24 de janeiro de 2008. E as informações de bastidores dão conta de que estariam em andamento as negociações para que o quinteto venha tocar no Brasil.
» Indo do metal para a música eletrônica, também basta apenas um simples cadastro para baixar “I Became A Volunteer”, dos ingleses do Hot Chip. Eles serão uma das atrações do Tim Festival, que rola no Brasil a partir do dia 26 de outubro. Eles tocam no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Curitiba: http://www.emirecords.co.uk/hot-chip/downloads/sep07/
» O disco saiu no ano passado, mas agora pintou um novo videoclipe saído de “Thornography”, dos ingleses do Cradle of Filth. A faixa é “The Foetus Of A New Day Kicking”. Prepare o seu corpse paint e seus urros nas florestas da Noruega! » Veja só como os computadores mudaram a relação que os fãs têm com a música: surgiu no YouTube um novo clipe da apresentação que o Metallica fez no dia 8 de julho em pleno Wembley Stadium, em Londres. Mas os fãs editaram várias filmagens amadoras da performance de “Enter Sandman” e fizeram o sincronismo direto com o áudio oficial do site LiveMetallica, resultando em uma espécie de clipe multi-câmera. Bem interessante:
Esqueça as três faixas inéditas (“The Devil Cried”, “Shadow of The Wind” e “Ear In The Wall”), que até são boas mas se parecem muito mais com o trabalho solo de Dio do que propriamente com o Sabbath (sorry, Tony Iommi, mas é a verdade). O lance aqui é curtir uma batelada de clássicos dos discos “Heaven & Hell”, “Mob Rules” e “Dehumanizer”. Antes mesmo das duas faixas-título destes dois primeiros discos, canções indispensáveis na discografia da banda, o CD já abre com duas pedradas: “Neon Knights” e “Lady Evil”, duas das minhas preferidas na voz do baixinho Dio. Destaque ainda para a inteligente e encorpada “TV Crimes” e para a versão ao vivo de “Children of The Sea”.
“Locomotion” (Grand Funk Railroad) ”The Evil That Men Do” (Iron Maiden) ”Turbolover” (Judas Priest) ”Total Eclipse of The Heart” (Bonnie Tyler) ”Mr.Brightside” (The Killers) ”Roxanne” (The Police) ”Hazel Eyes” (The Darkness) ”Put Your Records On” (Corinne Bailey Rae) “Mama Kin” (Aerosmith)
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