Sábado, 22 de Setembro de 2007 | Atualizado em 22.09.07 às 12h08

88 FM: As Unanimidades Burras do Rock ‘n’ Roll


Seguindo o exemplo do Led Zeppelin e sua ressurreição das cinzas, agora foi a vez dos Sex Pistols anunciarem que estão se reunindo novamente, também para um único show e por uma espécie de ocasião histórica: a comemoração do 30º aniversário do álbum “Never Mind the Bollocks”. John Lydon (mais conhecido como Johnny Rotten), Steve [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


Seguindo o exemplo do Led Zeppelin e sua ressurreição das cinzas, agora foi a vez dos Sex Pistols anunciarem que estão se reunindo novamente, também para um único show e por uma espécie de ocasião histórica: a comemoração do 30º aniversário do álbum “Never Mind the Bollocks”. John Lydon (mais conhecido como Johnny Rotten), Steve Jones, Paul Cook e Glen Matlock vão tocar na Brixton Academy, em Londres, no dia 8 de novembro. Depois de sua separação definitiva em 1978, eles voltaram a se encontrar para uma turnê mundial em 1996 e mais tarde, em 2003, tocariam juntos em outra oportunidade. O que o dinheiro (ou a falta dele) não faz? Mas este não é o assunto em questão.

88fm_sexpistols.jpg“Então”, dizia um amigo todo empolgado, amarradão nos Pistolões do Sexo. “Vistes só que os Pistols vão voltar para fazer um show e tal? Capaz até que eu dê um jeito de ir para a Inglaterra ver os caras”. E eu, totalmente blasé: “Ah, vá, pára com isso. Não precisa exagerar. Eles não valem tanto a pena”. Por que eu disse isso?… O sujeito automaticamente se transformou e, como uma espécie de Incrível Hulk musical, revoltou-se e vociferou um verdadeiro discurso sobre a importância musical que Rotten e seus comparsas tiveram para o movimento* punk. E eu, nem tchuns, dei de ombros.

Mea culpa: eu sabia que o sujeito reagiria desta forma porque sei que, para uma enorme parcela de fãs xiitas, os Sex Pistols são daquelas muitas unanimidades burras do rock ‘n’ roll, bandas das quais você é obrigado a gostar assim como uma maioria esmagadora ou estaria cometendo um imperdoável pecado musical. Quando eu digo que não gosto do Nirvana, que acho o Kurt Cobain um mala e que vejo mais importância para o grunge na existência do Pearl Jam, sempre sou recebido com 150 chibatadas nas costas. Basta que eu diga que acho o Legião Urbana insuportável para ter a venda colocada nos meus olhos enquanto o séqüito de seguidores de Renato Russo me arrasta para o paredão. E quando alguém me ouve confessando que prefiro os Rolling Stones ou mesmo o The Who aos Beatles, dá até para ouvir os trovões rugindo nos céus enquanto todos os deuses do mundo da música preparam sua vingança sangrenta contra mim.

Dá um tempo.

Eu tenho todo direito a ter a minha opinião, íntima e pessoal, e que ela possa ser diferente daquela expressada por qualquer um que eu conheço. E é justo que eu também tenha direito de expressá-la da forma que achar conveniente. Isso vale para todas as formas de arte, não apenas para a música. Por que, se todos os fãs que eu conheço detestaram Homem-Aranha 3, eu sou automaticamente obrigado a odiar também? A massa comanda? ”É impossível você ter gostado disso”. Não, não é. Eu sou uma pessoa diferente de você. Temos opiniões diferentes sobre a vida, sobre o mundo, sobre os lanches do McDonald’s e sobre a paz mundial. Sou menos nerd por que nunca fui fã de Arquivo X e nem da série clássica de Jornada nas Estrelas? Sou menos jornalista só por que não consigo enxergar o que diabos meus colegas de trabalho viram de bom naquela porcaria chamada Borat?

88fm_nirvana.jpgNo caso dos Sex Pistols, a coisa é ainda pior. Porque não significa que apenas não gosto do som que eles fazem. Afinal, também não gosto do Nirvana ou do Legião Urbana mas, até certo ponto e sem os exageros típicos da imprensa especializada, entendo minimamente a sua “importância histórica”. Não é o caso com relação a um grupelho montado cirurgicamente pelo espertíssimo Malcolm McLaren ao perceber um cenário musical que começava a surgir no undergound, a cultura do “do-it-yourself”, a rebeldia, os acordes mais simples. Ele viu um nicho nascendo e, imediatamente, encontrou uma oportunidade de marketing. Genial enquanto estratégia de negócios. Mas musicalmente vazio.

Os Ramones também eram marqueteiros pra caramba, criaram todo aquele conceito visual ao qual seguiam fielmente. Mas eram quatro manos absolutamente low-profile, ficavam na deles, preocupavam-se muito mais com tocar, divertir-se e divertir aos fãs do que com a formulação de uma postura fake e repleta de uma série de frases de efeito anti-sistema, contra o mainstream, “vamos cuspir na cara do governo e fazer a revolução” e todo aquele blá-blá-blá que não combinava com a real postura de rock star revoltadinho que Rotten tinha fora dos palcos. Anarquia? O que é isso? Jogou onde? A gente come com farinha?

Numa boa? Os Ramones e o The Clash (ao lado de grupos do chamado “proto-punk” como New York Dolls e os Stooges de Iggy Pop) foram muito mais importantes para o punk do que Rotten berrando pra lá e pra cá que era um anticristo.

Pronto, falei. Que o céu fique vermelho e os quatro cavaleiros do apocalipse iniciem a sua perseguição à minha pessoa. Tô nem aí.

* Da primeira vez que entrevistei o Wander Wildner, antigo vocalista da seminal banda punk nacional Os Replicantes, fui comentar algo a respeito do movimento punk e ele, quase que imediatamente, me corrigiu: “Movimento? O único movimento do qual eu fiz parte foi o movimento dos meus quadris”.


» Já que estamos falando de punks de verdade: a gravadora Manifesto Records vai lançar uma nova coletânea do grupo Dead Kennedys, a primeira desde 1987, com dez dos maiores clássicos de sua carreira e duas faixas inéditas, “Soup is Good Food” e “Jock-O-Rama”, apresentadas em versão ao vivo. Jello Biafra não deve estar nada feliz e com certeza está mexendo seus pauzinhos na Justiça…

» Notinha triste: o único museu oficial do planeta dedicado ao quarteto Ramones, que funcionava na cidade alemã de Berlim, está fechando suas portas. O insensível proprietário do local não quer mais que os 300 itens raros expostos no local fiquem por lá. Florian Hayler, representante da instituição, confessou que não gostaria de encerrar as atividades. O problema agora é arrumar um novo local em tão pouco tempo…

» No mês que vem, chega por aí o próximo disco de inéditas do CPM 22. Vai se chamar “Cidade Cinza” e é o sucessor de “Felicidade Instantânea”, de 2005. Com a profusão de Fresnos e NXZeros por aí, eles vão ter que se esforçar bastante para soar novamente cheios de frescor aos ouvidos da molecada.

» O grupo Arctic Monkeys regravou “You Know I’m No Good”, da cute junkie Amy Winehouse, para a segunda edição do disco “Radio 1 Live Lounge” – reunindo uma série de jam sessions do programa britânico Jo Whiley. O disco só sai no dia 22 de Outubro, mas a soma de dois nomes hypados como estes já é suficiente para iniciar uma verdadeira caçada nos programas de compartilhamento de arquivos. Boa sorte.

» Lembram quando falei por aqui sobre o que seria o apocalipse da indústria fonográfica? Então vejam o que o simpático e falastrão Trent Reznor, do Nine Inch Nails, declarou recentemente para colocar ainda mais lenha na fogueira – defendendo e incentivando que os fãs baixem ilegalmente as músicas da banda ao invés de pagar os altos preços dos CDs. “Roubem. Roubem e roubem e roubem e roubem mais para dar a todos os seus amigos e continuem roubando. Porque de um jeito ou de outro vamos enfiar na cabeça destes desgraçados que eles estão sacaneando as pessoas e isso não é certo”.

» Em “Fome de Tudo”, seu primeiro disco pela nova gravadora (Deckdisc), a Nação Zumbi terá as participações especiais da cantora Céu e do tecladista e produtor musical Money Mark, camarada costumeiro dos Beastie Boys. O lançamento rola em outubro.

» Em 68, a coisa andava complicada para os roqueiros ingleses - em especial, para os Rolling Stones. Tentando fugir dos jornalistas e fotógrafos de plantão e também dos problemas com a polícia (sabe aquela história do “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”? Pegaram os caras justamente quando eles não estavam nem transando e nem tocando guitarra), a dupla Mick Jagger e Keith Richards acabou vindo parar na América do Sul. Seu destino era o Peru (UI!), mas eles deram uma esticadinha pelo Brasil. A viagem acaba de sair em livro: em Los Rolling Stones en Perú, publicado na Espanha, o escritor Sergio Galarza e seu parceiro, o locutor de rádio Cucho Peñaloza, revelam todas as curiosidades destas férias inusitadas. A publicação é da editora Periférica.

» Por falar em livro, o escritor Bruno Levinson, jornalista e organizador do festival Humaitá Pra Peixe, aproveitou a Bienal do Livro que acontece no Rio para promover o lançamento de Vamos fazer barulho – Uma radiografia de Marcelo D2. Publicada pela editora Ediouro, a biografia do ex-frontman do Planet Hemp traz entrevistas até mesmo com aquele desembargador de nome Siro Darlan, que perseguiu o sujeito com o argumento de “apologia à maconha” e chegou até a colocá-lo na cadeia - mas que, hoje em dia, se revela um grande fã. O mundo dá voltas…

» Sabias que Paulo Ricardo, vocalista e baixista do RPM, anda trabalhando em material para um álbum de inéditas? Pois é, foi isso que ele revelou surpreendentemente ao “Jornal da Tarde”. Segundo ele, os integrantes da banda andam se falando todos os dias e, ironia suprema, Mr.PR e seu desafeto de pouco tempo atrás, Luis Schiavon, estariam até compondo juntos. Uau! “Queremos lançar um CD para suprir esta lacuna. Vai ser um disco no estilão anos 80, bem o que os fãs querem. Estou terminando a letra de uma música. Vamos ver se fazemos para o ano que vem. Nossa última e grande ambição, quase obrigação moral, é fazer esse novo disco”. O mundo dá voltas MESMO!

» Mas ironia ainda maior é esta: lembram-se quando o vocalista Zack De La Rocha saiu do Rage Against The Machine por divergências ideológicas, prometendo lançar seu disco solo…e que nunca saiu? Então. Agora, com o Audioslave devidamente enterrado, o RATM voltou, De La Rocha retornou ao grupo… E só agora vai sair seu disco solo. Vixe! De acordo com a Billboard, o projeto ainda sem nome traz Zack nos vocais e também nos teclados, contando com a participação do baterista original do Mars Volta, Jon Theodore. Fontes que tiveram acesso ao material o descrevem como uma mistura de “Led Zeppelin e Dr.Dre” (HEIN?!), com o poder que se esperaria dele no RATM. Ficou com medo? Eu também.

» Fique ainda com mais medo: em “My Winter Storm”, seu disco solo que pinta nas lojas gringas em 9 de novembro, a ex-vocalista do Nightwish, Tarja Turunen, anuncia que terá um cover de… Preparado?… “Poison”, do mestre do horror Alice Cooper. Ouch. Misturar a voz lírica da moça com a farofada mágica da Titia Alice? Que bicho será que vai dar?

» A véspera da cerimônia de entrega do Grammy Latino, que acontece em Las Vegas, no dia 8 de novembro, reserva uma grata surpresa aos brasileiros: os Paralamas do Sucesso serão oficialmente reconhecidos como “lenda” da música latina. Que honra, hein? Parabéns ao nosso power trio!

» E a história do fim do Ira! ainda não acabou. Até porque, de acordo com comunicado oficial liberado esta semana, a saída do baixinho invocado Nasi (cada vez mais encarnando seu alter-ego de mutante canadense) não significa que a banda acabou de fato. “Em respeito aos nossos milhares de fãs, aos nossos familiares, ao nosso agente, nossa gravadora, nossa equipe técnica e seus familiares, o Ira! vai continuar. Cumpriremos todos os compromissos profissionais anteriormente assumidos, continuaremos a bem sucedida turnê do álbum ‘Invísivel DJ’, obra que muito nos orgulha e que se encontra no início de sua divulgação”, afirma a íntegra do texto. “Ficar ou sair é uma decisão de foro íntimo, mas é uma decisão absolutamente individual, a continuação do grupo é uma decisão coletiva”. Nos shows mais recentes sem a presença de Nasi, o próprio guitarrista Edgard Scandurra assumiu os vocais.


» Manja aquela chatéssima canção “Mr.Lonely”, hit absoluto das rádios nos últimos meses com uma voz das mais irritantes da música pop se esgoelando no refrão (Lonely / I’m still lonely / I have nobody for my own / I’m so lonely / I’m so lonely / I have nobody for my own / I’m so lonely)? Pois é. O responsável por ela, o rapper senegalês Akon, fará quatro apresentações aqui no Brasil: 12 (Rio de Janeiro/Vivo Rio), 13 (Florianópolis), 14 (Porto Alegre) e 16 de outubro (São Paulo/Via Funchal). A quem interessar possa…

» Os ianques do The Used também darão as caras pelo Brasil, espalhando seu emocore por aqui no Rio de Janeiro (dia 14 de dezembro na Fundição Progresso), em São Paulo (Espaço Anchieta, ainda sem data definida) e em Curitiba (dia 18 no Hellooch). Esta é a turnê de divulgação do recente álbum “Lies For The Liars”.

» De acordo com a Branco Produções, está confirmada pelo menos uma data no nosso país de um dos maiores ícones do death metal mundial, a banda favorita do ator Jim Carrey: Cannibal Corpse. Eles desembarcam no Brasil para uma performance na cidade gaúcha de Porto Alegre, no dia 16 de outubro, no já clássico ponto de encontro roqueiro que é o Bar Opinião.

» No dia 21 de outubro, na casa de shows paulistana Tom Brasil, rola a estréia da banda 30 Seconds to Mars em solo brasileiro. Se você não ligou o nome à pessoa, este é o grupo liderado pelo ator Jared Leto — para alguns, o Jordan Catalano de Minha Vida de Cão; para outros, aquele loirinho cuja cara vira geléia em Clube de Luta.

» Menos conhecidos, os caras do Alesana (banda de pós-hardcore ou screamo, você escolhe, da Califórnia) dão as caras em terras brasilis em 27 de outubro. O show é na cidade de São Paulo e o local é o Odyssey Hall, que fica na Rua Nestor Pestana, número 60, ao lado do Teatro Cultura Artística, entre os metrôs Anhangabaú e República.

» E a boataria come solta again: a lenda agora diz que os shows do Iron Maiden na América Latina serão abertos pelos veteranos argentinos do Rata Blanca — velhos conhecidos de quem curte rock mais pesado desde a década de 80. O que se sabe até então é que a primeira fase da “Somewhere Back In Time World Tour 2008”, que começa entre fevereiro e março do ano que vem, deve ter datas confirmadas por estas passagens. Rolou algo mais concreto, a gente avisa.

» Lúcio Ribeiro manda avisar: não vai mais rolar Nokia Trends, mas mesmo assim o Digitalism vai tocar em nossa terrinha - quer dizer, em São Paulo, dia 6 de outubro, no Clash Club.

» Aproveitando as informações do Lúcio, saiba que o Goiânia Noise Festival, que rola entre os dias 23 e 25 de novembro na cidade de Goiânia (AH, VÁ!), terá seis atrações importadas, a saber: Battles (EUA), The Legendary Tiger Man (Portugal), DT’s (EUA), Rubín (Argentina), Perrosky (Chile) e Motosierra (Uruguai). Sejamos justos ao dar o endereço do movimentado blog do Lúcio…com quem não compartilho o gosto musical, vá lá, mas a quem respeito profundamente pelo profissionalismo no meio e cito com freqüência por aqui: http://lucioribeiro.blig.ig.com.br/.

» Me chegou uma última, quentinha e para encerrar: tem The Cure no Brasil em abril do ano que vem. Dia 8 em Porto Alegre e dias 10 e 11 em São Paulo. Os lugares ainda devem ser anunciados, além de outras datas. Vamos aguardar o martelo ser definitivamente batido.


Angela Gossow, vocalista do Arch Enemy. Tão bela quanto selvagem - e com um vozeirão que lembra o do Max Cavalera! :)

88fm_angelarossow.jpg


» O site da bíblia dos indies e moderninhos de plantão, a revista New Musical Express (NME), liberou uma audição na íntegra de “The World Is Yours”, o novo disco solo de Ian Brown, ex-vocalista dos Stone Roses. Basta apenas fazer um pequeno cadastro gratuito e — bingo! É tudo nosso! Manda bala!

» O título é sintomático: “I Scream”. A voz vem do gogó poderoso de Phil Anselmo, ex-Pantera. E a banda é o Down, preparando-se para lançar sua terceira bolacha, “Down III: Over The Under”. Escute e me diga se ele não grita. Mesmo.


» Este é um daqueles vídeos históricos, que todo fã de rock ‘n’ roll tem obrigação de ver: com o retorno do carismático vocalista David Lee Roth, o Van Halen ensaia para a sua nova turnê. E a canção que pode ser ouvida abaixo é o clássico “Panama”.



» Curte uma paulada de qualidade, salpicada de bons elementos eletrônicos para irritar qualquer banger purista? Então você vai adorar o videoclipe de “Exile”, segunda faixa de trabalho de “Sworn To A Great Divide”, o novo álbum dos suecos do Soilwork. Você pode ver no MySpace oficial dos músicos clickando aqui.

» Por falar em metaaaaaaaal e em homenagem explícita à nossa musa musical da semana, tá rolando um e-card promocional de “Rise Of The Tyrant”, novo disco do Arch Enemy. Tem trailer, comercial de TV, uma prévia do videoclipe, papéis de parede…Ouça no volume máximo para acordar os seus vizinhos. Aqui!


88fm_triumphoragony.jpgNunca fui dos que costumam se deixar levar pelos comunicados que acompanham CDs e filmes, cheios de frases de efeito. No caso do material promocional de “Triumph or Agony”, novo dos nerds italianos do Rhapsody (agora rebatizados Rhapsody of Fire), no entanto, uma frase me chamou atenção: “Um novo nome e vigor renovado garantem que o Rhapsody of Fire mantenha a paixão e o poder que sempre foram associados com sua música”. E não é que eles têm razão? Não achei o disco anterior, “Symphony of Enchanted Lands II”, ruim. Na verdade, gosto bastante de algumas das canções, como “Unholy Warcry”. Mas é fato que, deslumbrados pela superprodução do produtor Joey “Manowar” DiMaio, eles tenham feito um disco pomposo demais, até mesmo para seus próprios padrões musicais, fazendo-os parecerem mais preocupados com o aspecto épico do que com a própria música.

”Triumph or Agony” pode ser considerado mais direto e reto, mais cru, pé no chão – daquele jeito que seria possível conceber em uma bolacha do Rhapsody, é claro. É mais pesado, energético, furioso. Mais “metal” do que “trilha sonora” – sendo que, em muitos momentos, o inverso podia ser sentido em seu antecessor. Ouvir ”Triumph or Agony” enfraquece uma próxima audição de “Symphony of Enchanted Lands II”, revelando a fraqueza por trás da pompa e circunstância a la “Senhor dos Anéis”. Acho que é a primeira vez na minha carreira de jornalista que, ao ouvir um disco de uma banda, mudo de opinião sobre o álbum anterior. Destaque para a dançante balada celta “Old Age of Wonders” e para “Il Canto Del Vento”, toda cantada em italiano. E para quem gostou, o ator Christopher Lee volta a emprestar seu vozeirão à saga.

    • “Pinga” (Pato Fu)
    • “Dias de Luta” (Ira!)
    • “Excalibur” (Grave Digger)
    • “Clube dos Canalhas” (Matanza)
    • “Meus Bons Amigos” (Barão Vermelho)
    • “Dance The Night Away” (Van Halen)
    • “Wake Me Up Before You Go-Go” (George Michael)
    • “Ciranda da Bailarina” (Adriana Calcanhoto)
    • “Até Quando?” (Gabriel O Pensador)
    • “Wherever I May Roam” (Metallica)

Comentários
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  Borbs

Eu gostei de Borat e gosto dos Beatles… Mas ainda acho Legião Urbana a primeira banda EMO do Brasil e, acima de tudo, AMEI HOMEM-ARANHA 3! EU NÃO SOU O ÚNICO! WOOHOO! =D

21 de Setembro de 2007 às 21h16
  Gerald

haeuhae max cavalera é uma menininha perto da angela

22 de Setembro de 2007 às 12h18
  Haaank

É como dizem, gosto é que nem cool…

Mas finalmente alguém aqui no Judão que não vai junto com todo mundo…
Só um exemplo é a festa que fizeram com o Snakes on a Plane. Qual é a graça daquela merda?! Uma frase criada num blog? Ah, vá…

22 de Setembro de 2007 às 12h37
  R0cc0

Sem dúvida uma das melhores matérias que já li no Judão. Concordo com a maioria das coisas ditas acima, agora posso ficar mais feliz por saber que outras pessoas tem este pensamento. Por falar em Pearl Jam teve mais importância do que Nirvana, nada mais justo, afinal para quem ouviu o àlbum do Temple of the Dog já sabia o que poderia vir…

22 de Setembro de 2007 às 12h43
  R0cc0

Opa esqueci de falar uma coisa, apesar de achar que o Legião até teve um papel importante, acho que o fato dos fãs que veneram dizendo que suas letras são isso e aquilo, bom cazuza também era tá certo que este também é mais pop na mídia, mas aconselho a todos vocês ouvirem Plebe Rude que na minha opinião é a melhor banda Nacional que existe. Claro gosto é gosto mas uma banda que consegue fazer uma letra sobre nada ser inteligente com certeza merece ser ouvida. Para quem é fã de Legião com certeza deve saber um pouco sobre a Plebe já que os mesmo começaram em Brasília na mesma época e eram amigos…

Plebe Rude
NADA

Muitas coisas poderia fazer
Muitas coisas poderia dizer
Não estou tentando ser irônico
Não estou tentando ser cínico
Há vermelhos que viram tão pretos
Há esquerdos que viram direitos
Há pessoas tentando dizer
O que eu devo fazer

Muitas coisas poderia fazer
Muitas coisas poderia dizer
Não estou tentando ser irônico
Não estou tentando ser cínico
Por trás dessas letras não há sentido algum
Entre essas linhas não há mensagem alguma

Entendeu o que eu quero dizer?
Entendeu o que eu quero fazer?
Se entendeu, não entendeu nada
Porque não estou dizendo nada

Muitas coisas poderia dizer
Muitas coisas poderia fazer
Não estou tentando ser irônico
Não esotu tentando ser cínico
POr trás dessas letras não há sentido algum
Entre essas linhas não há mensagem alguma

22 de Setembro de 2007 às 12h47
  Leonardo

Num curto muito Legião, mas pra mim eles tem musicas boas… Prefiro os Beatles ao RStones por causa do som, e não por causa daquela coisa que os fãs dos beatles adoram falar:
“A primeira musica dos Stones era composta pelos Beatles”
Pra mim, eh só por estilo musical mesmo^^
Num curti HA 3, achei o fim sem graça.
Mas digo uma coisa. De tempos em tempos, a industria musical elege uma banda para ser o Top do conceito social, ja foi o Sex Pistons, o Nirvana e várias outras(faltam nomes^^), mas a realidade é essa.
É um tipo de lavagem cerebral que acontece no meio musical, como a MTV Brasil faz com a Pity(desculpem aos que gostam), eles enchem a cabeça do povo com essa merda de música e o povo atura até gostar^^

“Uma mentira contada cem vezes se torna verdade!” - Hitler.

Esse é o Espírito.

22 de Setembro de 2007 às 12h55
  Alex Lords

Estou de alma lavada, me achava o único que odiava Sex Pistols, me amarrei no spidey 3, me amarro em legião, mas odeio Pink Floyd, Bob Marley, Led Zeppelin, Rush…e etc…..sempre achei que todos temos direito a ter opiniões diferentes e isso sem contar com o livre arbitrio…..ou seja toda unanimidade além de burra é totalitaria
EL Cid Rules
Angela Rules
E tenho dito……..

22 de Setembro de 2007 às 13h05
  juca

Concordo em parte.

SEX pistols e Ramones são uma merda mesmo.

Mas o maior lixo do planeta, mais supervalorizado, a coisa mais tosca, mais unanimamente burra, é a grande farsa chamada Rolling Stones. Compará-los aos besouros já foi demais.

Ou você não conhece Beatles, ou realmente nada do que você escreve faz o menor sentido.

E a Legião foi e sempre será a melhor e mais importante banda de rock do país.
Até porque o resto do Rock nacional (Pelo menos o das rádios) Nem sequer merece comentários.

E eu gostava muito do Nirvana quando tinha 14 pra 15 anos (uma idade boa pra se ouvir Plebe Rude também).

22 de Setembro de 2007 às 13h07
  Edu Rodrigues

GRANDE EL CID!!!

Estou totalmente com vc qto ao Legião e aos Beatles. Não suporto nenhuma das duas bandas, assim como tb não gosto dos Stones.
E concordo com vc q o Pearl Jam he muito melhor q o Nirvana, além do q, a produção musical do Eddie Vedder continua até hoje.
Quanto ao Sex Pistols, acho q eles se enquadram naquela categoria de bandas q fazem cover de si mesmas, pq os integrantes estão, mas não produzem mais nada, apenas vivendo de um passado distante.
A propósito: excelente playlist.

22 de Setembro de 2007 às 13h59
  Carlão

Eu sou mais prático: Se não é heavy metal, é uma merda =D Com algumas ressalvas como Metallica que se deteriorou patéticamente com o passar dos anos.

Ah Angela, eu sou tarado por essa mulher.Se bem que o Johan Liiva cantava muito mais que ela, mas ele não era uma alemã gostosa =D

A próxima musa pode ser a Doro, essa é outra alemã FROXO, como diria o Borbs.

22 de Setembro de 2007 às 14h05
  White_Crow

q coisa mais herege na primeira parte!
hahahahahahahha ( to zuando)
o problema do HA3, eh q se juntando o homem areia e o venom, levou um cacete, se juntar o sexteto sinistro, o cara morre?
(e aquela ideia do duende verde se converter pra mocidade e ajudar o amigao da vizinhança eh meio de cagar tb)
e eh impressao minha, ou os escritores do judao tao numa fase meio emo de ficar reclamando das coisas? hahahahahahha

22 de Setembro de 2007 às 14h07
  Brnunes

Paulo Ricardo e Schiavon voltaram a trocar uma resenhar (!) a algum tem já, inclusive a compor, na época que tocaram no Faustão ja havia essa conversa =D

Gosto de Beatles tambem não, prefiro muito mais Rolling Stones ^^

Eu não curtia Legião não, achava a voz do renato russo, estranha. mei forçada, mas com o tempo, “parceria” com PR no RPM 2002 fui me acostumando… Ai hoje ja gosto de uma meia duzia de musicas, ainda assim, se outra pessoa cantar eu acho melhor =D

Homem Aranha 3 foi foda, esse mes acho que sobra um dinherim pra comprar o DVD duplo com a camiseta =D

22 de Setembro de 2007 às 14h10
  felipe

já dizia a mestra em slogans:

viva as diferenças

22 de Setembro de 2007 às 14h31
  bolo de novalgina

22 de Setembro de 2007 às 14h40
  El Cappucceno

El Cid entende de músia ;D…mas gosto oposto do meu, eu gosto de Nirvana, muito…muito mesmo! Se El Cid falasse que Pearl Jam é rock eu ia jogar tijolo baiano nele >=]…a quantidade de gente da minha classe que fala que é na minha classe não é 10 em 34, é 24 em 34!

22 de Setembro de 2007 às 14h42
  El Cappucceno

Correção: a quantidade de gente da minha classe que fala que Nirvana é rock não é 10 em 34, é 24 em 34!

22 de Setembro de 2007 às 14h44
  bolo de novalgina

EL CID, essa é uma coluna sobre voê ou sobre música? Só pra eu entender…

22 de Setembro de 2007 às 14h45
  Lili

Cara, eu odeio muito o maldito Akon!!!! E eu também gostei de HA3!

Cid, queria agradecer pela última dica de cd. O novo álbum do Ludov é maravilhoso, sem dúvida o melhor de todos até agora! A Vanessa está afiadíssima nos vocais, um show a parte. E, como você falou na última coluna, certas músicas lembram mesmo o estilo do Los Hermanos… Sobrenatural me lembra muito “O Vento”, por exemplo.

22 de Setembro de 2007 às 14h52
  ahoy-hoy

Ae cara, so num entendo o porque dessa coluna fica dando noticia sobre bandas EMOS nacionais, porra, isso eh uma grande mancha na imagem do judão, a partir desse momento perderam um leitor….

22 de Setembro de 2007 às 15h00
  renato

stones melhor que beatles.. Huahuhaa.. Parei de ler aí.
Se era pra rir, achei engraçado. =]

22 de Setembro de 2007 às 15h04
  Mr. Noin

Cidão, se você é apedrejado quando fala que não gosta de Nirvana, imagina eu quando falo que prefiro beeeem mais Foo Fighters a Nirvana?
Já temi pela minha vida quando falei isso numa rodinha que conversava sobre rock e afins.
Cada uma viu… Até parece que esbravejar em rancor aos meus gostos vai fazer com que eu os mude. Já imaginou? “Hmmm, todo mundo quer que eu goste de Nirvana mais que minha banda favorita, então acho que vou fazer isso agora”. Faça-me o favor né…
E a quem interesse, minha banda favorita lançará seu mais novo CD, entitulado “Echoes, Silence, Patience & Grace”, nesta terça feira, dia 25, nas terras ianques. O single “The Pretender” já está tocando nas rádios mundo a fora faz um tempinho, não sei se já chegou aqui pelo Brasil, mas eu recomendo!

22 de Setembro de 2007 às 15h07
  Blaze

Eu tenho medo da voz da Angela Gossow.

Mas pqp, EU VÔ!!! xD

22 de Setembro de 2007 às 15h40
  Carlos Tourinho

Eu acho Pink Floyd uma merda. Subestimada pra caralho. E já xingaram família inteira por isso.

22 de Setembro de 2007 às 16h10
  Monsieur Green

Pessoalmente eu acho que certos fãs da Legião são um saco. Não admitem que o Renato era um cara como qualquer outro e que não era bom 100% do tempo. Que porre!!!

22 de Setembro de 2007 às 16h12
  {Yusuke}

a questão do punk ali pra mim é bem simples, o ramones iniciaram o punk, os sexy pistols “abriram as portas” na cena inglesa e o the clash (musicamente e pessoalmente falando) é de longe a melhor banda.
Pear jam foi mais importante que nirvana, porem nirvana feiz bem mais sucesso.
agora na cena inglesa nos ultimos 20 anos as bandas mais influentes são o The Smiths e o Joy Division, mais que Who, beatles e stones JUNTOS.

22 de Setembro de 2007 às 16h14
  Thiago "El Cid" Cardim

@ Borbs: viva o Aranha e seu cabelo emo! :-)

@ El Cappucceno: pois é, conforme disseram aqui, viva as diferenças! Podemos ter gostos opostos e, ainda assim, ter discussões de nível elevado e, principalmente, muito divertidas.

@ bolo de novalgina: bom ver que os velhos amigos nos seguem sempre para todos os lugares que vamos…Só uma coisa: assim como A ARCA (RIP) era, o Judão é um site de opinião e altamente pessoal, e nada melhor do que usar sua própria vida para traçar este tipo de paralelo. Esqueça, de uma vez por todas, este negócio de “imparcialidade”.

@ahoy-hoy: Ué, tem gosto pra tudo. Vai que tem gente que gosta? Eles precisam ser crucificados por isso? Cada um na sua, já dizia aquela marca de cigarro.

@ renato: Paciência, véio. É a minha opinião - e a coluna era justamente sobre reações como a sua! :-))))

@ Mr.Noi: Somos dois! Adoro Foo Fighters. Vou falar sobre o disco novo na próxima coluna.

@ Carlos Tourinho: Minha família também foi xingada por conta das críticas aos malas do Pink Floyd. Syd Barrett era o único que se salvava!

22 de Setembro de 2007 às 16h30
  Matheus Castilho

UHWUIOHAEUIHAEUIHAEUI
WANDER WILDNER CARA?
UHAEUIEAHUIOAEH

“Meu desejo é ser bonito, mas eu não consigo”
UIHAEUIOAEHUIAEHOUIEHAEUI

Wander é rei!

22 de Setembro de 2007 às 16h33
  andre

quer quiser realmente saber sobre a origem do punk, leia o livro chamado mate-me por favor. ou pra quem interessar possa, ler um essay chamado punk manifesto escrito por greg graffin (vocalista do bad religion e phd) pra realmente entender o significado da palavra punk.

22 de Setembro de 2007 às 16h48
  Eruntalon

tudo bem não gostar de Nirvana, eu também acho Pearl Jam muito mais banda e o Eddie Vedder muito melhor queo Kurt. Só que precisamos deixar claro um fato:

- Foi depois do Nevermind do Nirvana que deslanxaram as vendas do Ten do Pearl Jam, lançado um mês antes. Depois do Nevermind que o Grunge ficou famoso.

Se não existisse o Nevermind, talvez Pear Jam e Alice in Chains fizessem sucesso do mesmo jeito, mas isso é especulação. O fato mesmo é que o Grunge só ficou famoso depois do Nevermind e não depois do Ten.

22 de Setembro de 2007 às 17h00
  Rafael

Só pra consta os shows do Akon fazem parte da turnê do disco Konvicted, essa turnê será uma versão especial somente para nós brasileiros, ela vai contem quatro musicas bônus: “Rush”, “Lonely”, “Don’t Matter”, “Sorry, Blame It on me”. Caso alguém se enteresse os shows serão no
Rio (12/10)
Vivo Rio, 22h
R$ 170 a R$ 340

Florianópolis (13)
El Divino Club, 23h
R$ 40

Porto Alegre (15)
Pepsi On Stage, 23h
Preços ainda não-confirmados

São Paulo (16)
Via Funchal, 21h30
R$ 150 a R$ 300

22 de Setembro de 2007 às 17h02
  ighorAD

mas ô, The Used não é emo não! :P

22 de Setembro de 2007 às 17h06
  {Yusuke}

e mais uma coisa, a primeira real descordancia, qual problema da tarja turunen, fazer cover de alice cooper, desde que seja numa versão da musica e não no mesmo tom, que o faça, assim como a joss stone feiz a versão de fell in love in a girl como um blues/jazz e ficou bom

22 de Setembro de 2007 às 17h11
 

Meu Deus!
Achei que eu era a única! hehe
1) Tb acho que Pearl Jam teve muito mais importância para o grunge do que o Nirvana.
2) Acho Legião Urbana uma bosta!
3) E sobre os Beatles: eu até gosto, acho bacana e não nego sua importância, mas não se pode negar que eles foram a primeira boy band que o mundo teve que aturar!

Pronto! Me sinto mais leve! =D
Falei tudo isso e continuo viva! hehe
Muito boa a coluna essa semana (como sempre hehe)!

22 de Setembro de 2007 às 17h27
  Guilherme

“Quando eu digo que não gosto do Nirvana, que acho o Kurt Cobain um mala e que vejo mais importância para o grunge na existência do Pearl Jam, sempre sou recebido com 150 chibatadas nas costas. Basta que eu diga que acho o Legião Urbana insuportável para ter a venda colocada nos meus olhos enquanto o séqüito de seguidores de Renato Russo me arrasta para o paredão. E quando alguém me ouve confessando que prefiro os Rolling Stones ou mesmo o The Who aos Beatles”
Sem querer ofender, mas eu já cansei de ouvir pessoas falando a mesma coisa, tentando provar que não seguem as massas. Ninguem é obrigado a gostar de nada, mas negar a importancia e as contribuições dessas bandas é burrice. Achei ofensivo o titulo da reportagem…=\
PS: Eu tbm odeio sex pistols, mas respeito…

22 de Setembro de 2007 às 19h55
  FelipeMBC

Tô pouco ligando para o que pensam os fãs mas, para mim, nada o que o Renato Russo e a Legião Urbana fizeram presta.

22 de Setembro de 2007 às 20h18
  delpiero23

Soh pra consta… o “Echoes, Silence, Patience And Grance” já tá na net… mto foda mesmo.

Concordo com a opinião sobre os Pistols, tb acho q Ramones e Clash foram mto mais importantes, afinal foram bandas de verdade e não algo tipo “Fama”

Tá tudo tri, mas ainda acho uma exagerada babação de ovo quando se fala em metal nessa coluna.

22 de Setembro de 2007 às 20h22
  opivm

Tsc tsc ê fantasma d´A Arca, hein El Cid? Odiar Homem Aranha NÃO significa juntar-se à massa MESMO… ;)

Sex Pistols era tão marketeiro e tão odioso quanto Marilyn Manson! ECA! Apesar que eu ainda curto os álbuns pré - “Anticristo Superestrela” do cara… :O

Agora, aaaaaaas perguntas, com suas rápidas respostas:

1 - Sou menos nerd por que nunca fui fã de Arquivo X e nem da série clássica de Jornada nas Estrelas?

SIM! DEFINITIVAMENTE SIM!

2 - Sou menos jornalista só por que não consigo enxergar o que diabos meus colegas de trabalho viram de bom naquela porcaria chamada Borat?

Ah não, definitivamente não! =)

22 de Setembro de 2007 às 20h32
  buh!

Não gosto de Ramones.
De Sex Pistols sim.
Ambos tiveram uma história importante no rock, mas se for parar pra pensar por dez minutos você vê que a filosofia deles é muito vaga.
Legião Urbana é bom, muito bom, o pessoal devia valorizar já que é brasileiro, mas bom mesmo é Aborto Elétrico.
E tem mesmo muito tosco poser que não sabe criar uma opinião própria e fica seguindo quem tem uma opinião aparentemente cool.

22 de Setembro de 2007 às 21h13
  Rubbaum

Eutomopinga… :P

22 de Setembro de 2007 às 21h36
  Mr. Noin

@delpiero23

Sei que parece meio “estranho”, mas como esse assunto já foi abordado por aqui e por se tratar da minha banda favorita, nem me alongarei muito: Esperarei o CD lançar aqui no Brasil para ouvir as músicas.
Fiz assim com todos os outros e continuarei a fazer (tradição, vai saber…). Mas é bom saber que tá muito foda, hehe.

22 de Setembro de 2007 às 22h36
  Bruno Pavezi

@opivm e Cido

Eu sou chamado de nerd porque:
1. Tenho cara de nerd. (não sou eu que to falando)
2. Odeio a música que os caras que me chamam de nerd gostam (apêndice: emo NÃO é nerd, emo é EMO. Tem gente que fala que emo é nerd quando emo tem que morrer.)
3. Não sei dançar
4. I don’t do drugs =D
5. Se pudesse, ganhava a vida jogando WoW ou CS
6. Namoro uma menina bonita mesmo com os 5 itens acima.

Pra eles, NERD é NERD. E só. Não tem mais nerd nem menos nerd.

Só entre os nerds que se é “mais nerd”. Tipo… Colecionar action-figures vale muuuuuuitos pontos nerds. Agora seguir qualquer seriado porque tem mutantes e ETs (vide Arquivo X, novela escrota da Record e Heroes) eu acho muito “Nossa! Isso tem tudo a ver com nerd! Tenho que seguir!” e pra mim soa como um tipo de nerdice forçada.

Assim como quando ALGUNS falam - e não é o caso do Cido - que preferem Stones a Beatles parece que o cara só quer dar uma de do contra. Eu prefiro Doors a qualquer coisa que você me perguntar. Uma ou outra banda eu dou uma pensada antes de responder. Mas Doors pra mim é melhor que Stones, Sex Pistols, Ramones, Beatles, Pink Floyd… Eu paro pra pensar em Led Zeppelin e Deep Purple. E acho que só, mas são estilos bem diferentes em épocas quase diferentes.

E eu não execro ninguém por gosto musical, só EMO. Porque, velho, não dá. Por que eles querem ser iguais às bichinhas daquelas bandas? Eu vi acho que era o My Chemical Romance no SNL e NOJO! Fora as músicas que são muito toscas! É só você jogar Burnout 3 e prestar atenção na trilha sonora. Lá tem 2 tipos de começar uma música: só o vocal quase chorando depois entra uma guitarra distorcida ou só a guitarra mandando 3 acordes que até eu, que só sei tocar Come as You Are no violão, consigo aí entra a batera moendo e distorce a guitarra. E tem uma música do Ramones no meio. Muito emo a trilha desse jogo.

E quero notícias do show do Sabbath! Liga pro Dio lá, Cid! Confirma pra nóis! =D

23 de Setembro de 2007 às 3h45
  Luiz Gilberto

Pensamentos do tipo: “Eu sou mais prático: Se não é heavy metal, é uma merda =D ” são estúpidos. Por que??? Alguem vai pensar, porque é fácil transformar qualquer música de um estilo para outro. Qualquer bom músico faria isto. Por exemplo alguem poderia fazer “Lucy in the Sky with Diamonds” para o clima de metal pesado e ai???? Só por causa disto v c gostaria da música???

Você pode ter o gosto que você quiser mas não tem o direito de dizer que o resto é uma bosta só por causa disto.

23 de Setembro de 2007 às 11h15
  Lili

^
^
^

Concordo plenamente… Não é porque o cara não gosta que ele tem o direito de dizer que, como não é metal, Chico Buarque e Tom Jobim são ruins. Assim como eu, que abomino toda e qualquer forma de metal, não saio por aí dizendo que Metallica e Black Sabath são lixo…

23 de Setembro de 2007 às 12h59
  Luiza

Com exceção do legião e do homem aranha 3, concordo com tudo q o El Cid falou aí…

23 de Setembro de 2007 às 14h50
  easouza

Eu concordo com muitas coisas que foram ditas até agora.

Mas também acho que muita gente também abomina uma banda, mesmo sem ouvir nada que tal banda fez (ou não, sei lá), o que eu acho muito errado. Mas enfim, o que eu digo é: ODIEI EMO-ARANHA 3; Led Zepeelin, pra mim, é a mais completa banda de rock da história; The Clash é do cacete e; é Deus no Céu e BEATLES e STONES na Terra, sem preferências… É claro que isso é opinião pessoal, deixo claro.

E Van Halen é foda!!!!
PANAMA, PANAMA!!!!

23 de Setembro de 2007 às 19h53
  PreCog

Cada um gosta do que quer e tem que respeitar as opiniões alheias. Já pensou se eu tivesse que discutir com meus colegas de trampo toda vez que eles cantam pagode? Gosto do pacas do Nirvana, curto muito o Ten do Pearl Jam, sou do fã do Guns (O_o) mas escuto muito mais trash ultimamente. Gostar de uma coisa só é pra quem tem a cabeça pequena. O negócio é ser diversificado. Nunca digam eclético, soa… estranho…

23 de Setembro de 2007 às 20h05
  Goku

Eu compartilho a mesma visão de que o grunge se seguiria muito bem se não fosse o Nirvana, mas nega a importância de uma banda, aí é foda…
Tá mais pra falta de conhecimento.
E como disse acima, eu repito: é tudo para chamar a atenção… querer dizer a todos “sou do contra”.

23 de Setembro de 2007 às 20h21
  Goku

Isso aí tá mais pra falta de conhecimento do que opinião…

23 de Setembro de 2007 às 20h24
  Blaze

(Cadê meu comentário?)

23 de Setembro de 2007 às 22h20
  PV

Parabéns pela coluna. Tô gostando bastante!

23 de Setembro de 2007 às 23h10
  Buzzcock

Rolling Stones, Beattles e The Who estão no mesmo patamar. Johnny Cash é o mais foderoso do rock and roll.

24 de Setembro de 2007 às 3h17
  B_o_B_B_Y

Q feliz! achei q so eu gostava do The who!!! To ouvindo Substitute agora! The Who rulex!!!

24 de Setembro de 2007 às 9h48
  Tangirina

Juca…
Você não gosta de Ramones e Pistols… Tudo bem… E disse que Legião é a melhor banda do Brasil… Ok… Você não é obrigado a gostar de Ramones e Pistols por isso, mas sem eles, Legião NUNCA teria existido como ela existiu. Posso dizer que 90% da influencia musical do Renato Russo era deles… A música “Que País é Esse” é um plágio de “I don’t Care” dos Ramones, foi o próprio Renato que afirmou isso…

24 de Setembro de 2007 às 10h26
  Macfarlano

os Sex Pistols e o Nirvan tem tantos fãs xiitas e babacas quanto os metaleiros do Iron Maiden, Metallica e Sepultura…
é só uma questão de que camisa você está vestindo quando vai falar do time dos outros….

24 de Setembro de 2007 às 10h41
  XAngel

As bandas que você curte hoje não existiriam sem essas bandas pioneiras.

Enfim, é como eu sempre digo: “gosto é que nem cú cada um tem o seu, mas foder com o dos outros é no mínimo divertido.”

A importância histórica de tais bandas que você citou como “obrigação de gostar” são indiscutiveis. Eu não costumo ser uma pessoa que aceita qualquer porcaria que jogam em meus ouvidos, e EU ODEIO BEATLES, mas admito a sua importância no cenário musical. Apesar de tudo os caras só tiveram sorte, quando ele fizeram sucesso aposto que já existiam muitas outras bandas no mesmo estilo deles e muito melhores musicalmente. A sonoridade do Beattles é detestável, mas sua importância é indiscutivel.
Ai a gente entra em outras áreas voltando ao cenário nacional, nenhuma ‘banda’ teve e vai ter tanta repercussão como a Legião Urbana ou Cazuza. Simplesmente pq eu acredito que estes marcaram época e meus, e os seus, netos e bisnetos vão ainda ouvir.

São bandas que marcaram época, que foram importantes para a criação de bandas que hj fazem sucesso, mas que amanhã NINGUÉM VAI LEMBRAR. Como CPM22, Cbjr, Skank, JQuest, etc…

Agora o fato de querer ir ver uma banda clássica, a origem de tudo que você gosta é no mínimo um disperdicio de dinheiro se você realmente não gosta da banda, e vai só pq é ‘A banda’. Agora se o cara gosta e quer ir, o dinheiro é dele.
Eu dificilmente vou em shows, acho mais divertido fazer música do que ouvi-las em um show.

Quanto a comparar bandas e dizer “esta é melhor que aquela” isso é relativo. Veja a comparação que você fez… entre Nirvana e Pearl Jam, ambos exploram lados diferentes do Grunge, até pq o PJ pega um cenário mais Post-Grunge que o Nirvana.
A sonoridade é diferente, os objetivos musicais são diferentes. As unicas bandas que podem ser comparadas são bandas Covers, as demais cada uma por mais que sigam o mesmo estilo, possuem uma particularidade, uma identidade, um sentimento diferente da outra.

Ah, cansei…
Discutir música, religião e política não leva a lugar algum…
Agora tudo que é cego é perigoso. Amor cego, ódio cego…

“A ignorância é vizinha da maldade” (LU).
^^

24 de Setembro de 2007 às 12h28
  bueno

é difícil de achar pessoas que respeitem opniões, aliás, nem é questão de respeito, mas de entendê-las. o rapaz aí de cima precisa disso!

e el cid, eu odeio stones, beatles e nirvana. a segunda é a que mais sou crucificado por odiar-tem coisa tão chata e sem graça que nem?-, mas é só dar de ombros mesmo!

24 de Setembro de 2007 às 13h17
  Goku

Ter gosto é uma e falta de conhecimento é outra.
E que atitude mais babaca é essa… se um cara ama uam banda, vc vai falar mal da banda, dizê-la que é ruim apenas para arranjar confusão? Sinto muito, mas isso não é liberdade de expressão, é falta de respeito. Lembre-se que o direito do outro começa quando acaba o seu, e não estou falando de dizer “não gosto da banda”, mas sim de “essa banda é insuportável” . E uma pessoa, mesmo sabendo que atitude com essa dá problema e insiste nisso, para mim é uma típica demonstração de que quer chamar atenção para apenas dizer “sou do contra”. Quanto a dizer sobre a importância do PJ em relação a Nirvana… bem, o Nirvana foi a banda mais comercial do movimento, se bem que Nirvana era mais punk do que grunge, então não dá pra dizer que a banda teve essa importâância… outra coisa seria se tivesse falando em Mudhoney.

24 de Setembro de 2007 às 13h57
  Macfarlano

so mais outra, pra quem acha que o pj teve mais importancia:

“se não fosse o nirvana, nem um de nós (bandas de seattle) estariamos aqui” - Eddie Vedder, um dos caras que estava lá…

24 de Setembro de 2007 às 16h30
  Mr. N

Pearl Jam é o Legião Urbana dos Estados Unidos. Confesso que não consigo ver essa importancia toda no Peral Jam, acho o Mother Love Bone muito mais importante para o grunge do que Nirvana e Pearl Jam juntos!!

24 de Setembro de 2007 às 16h34
  Macfarlano

haha

vc quis dizer “o pearl jam sem o Vedder”?
pq era isso q o MLB era…

24 de Setembro de 2007 às 17h40
  Mr. N

O que já é uma grande diferença. Andrew Wood era infinitamente melhor!!

24 de Setembro de 2007 às 18h41
  Vinícius

Ai ai… Discussões sobre música são as que mais geram polêmica esses dias pelo jeito. Hehe :)

Texto legal, só que é aquela velha história:

“Lembre-se de que você é único. Assim como todo mundo.”

24 de Setembro de 2007 às 19h47
  miRo

desde quando ”Lonely” é hit dos últimos meses? estourou há uns dois anos… o que bombou e tá bombando do Akon esse ano mesmo é “Smack That” (com o Eminem), “I Wanna Love You” (com o Snoop Dogg), “Don’t Matter”, “Sorry, Blame It On Me”, etc.

e não considero ele um rapper, tá mais pra esse estilinho da moda que apelidaram de r&b (que na verdade não tem muito de rhytm n’ blues…)!

fui! ;D

24 de Setembro de 2007 às 21h26
  Rodrigo

LINDOOOO isso que tava escrito

mto bom ver q num sou soh eu q odeiooo legiao urbana huahuauha e como o borbs disse… a primeira banda emo do brasil

e sex pistols alem d num ser revolucao nenhuma…faz um som tosco e ruim =/

mto loka a materia…parabens :D
e ah
HOMEM ARANHA MTOOOOO loko =]

26 de Setembro de 2007 às 10h44
  Uelbasman

Muito boua e bem redigida a matéria. E, El Cid, queria dizer que concordo em gênero número e grau contigo. Essas unanimidades, das quais vc “tem que gostar”, são um saco. E as pessoas que vem te pentelhar quando vc manifesta um pouco de individualidade e declara, que não curte bande tal e gosta de outra coisa, são piores ainda. Que esses putos morram com força! Gosto cada um tem o seu, e todos tem direito a gostar ou não gostar de qq porra que quiser. Eu acho Sex Pistols legal, mas muito overrated, Ramones é infinitamente superior e foi muito mais importante pro tal “movimento punk”. Acho algumas músicas da Legião bem legais, tipo Geração Coca-Cola, mas tem outras, como Pais e Filhos, que são um saco, típicas músicas de auto-ajuda. Curti muito Nirvana, mas Pearl Jam é muito melhor e foi muito mais importante pro “movimento grunge”. Curto Beattles, mas tb acho Rolling Stones melhor. Achei HA3 bom, mas foi o pior dos 3. Se nego discorda, beleza, mas não venham me encher o saco por isso.

26 de Setembro de 2007 às 11h28
  Cazz

El Cid, confesso que não tinha muita paciencia para sua coluna. Tentei ler umas 2 ou 3 passadas e nao cheguei ao segundo topico pois achava que mais me parecia uma coluna de fofoca do mundo musical que qualquer outra coisa. Pois bem, nao estou escrevendo para detonar e sim para elogiar. Essa foi a primeira que li do começo ao fim, cliquei em todos os links, assisti todos os videos, enfim, gostei ASSAZ. MEUS PARABENS pelo excelente trabalho =D

26 de Setembro de 2007 às 12h39
  FELIPE

el cid é o cara do judão!
finalmente um nerd revoltado e que vai contra a maré!!!!

Apropósito, Wander Wildner falou certa vez que ele É o ÚNICO representante punk do Brasil!
concordo, ele , o Falcãoe o Augustinho , só pelas roupas “style”.

26 de Setembro de 2007 às 22h33
  bolo de novalgina

Eu tenho imparcialidade tatuado na testa! =o)

27 de Setembro de 2007 às 9h11
  Refrigerante Miranda Larinja

Se não fosse pelo Nirvana, você nunca teria conhecido Pearl Jam…

28 de Setembro de 2007 às 19h20
  Lili

Bom, já que “estamos” discutindo a questão do grunge, então vamos lá… Apesar de eu não conhecer muito, respeito demais o Pearl Jam. De fato é uma puta banda.

Mas dizer que o grunge seria a mesma coisa (ou seja, tão bem sucedido) se não houvesse o Nirvana é, no mínimo, ingenuidade.

Falar que o Nirvana era comercial não é outra coisa senão desconhecimento de causa. Nirvana era tão “underground” quanto Pearl Jam, Alice in Chains e etc. Acontece que, por algum motivo (pessoalmente acho que é por qualidade), a banda fez muuuuuuuuito mais sucesso do que suas conterrâneas. Por isso que muita gente odeia Nirvana, mas gosta de bandas muito parecidas… Porque Nirvana é mais “pop”.

Acho que não é nem questão de melhor ou pior. O Nirvana, principalmente por causa do Kurt, era uma banda muito mais estravagante. E as lendas do pop são justamente isso: estravagâncias.

28 de Setembro de 2007 às 21h48
  gustavo

naum concordo naum em mtas coisas porem entendi o q vc quis passar na coluna apesar de vc ter sua opiniao “el cid” respeito, mas o q vc deve ter sofrido por falar essas coisas naum eh mole, grande é a sua coragem… mtas vezes naum pq eh uma banda q td mundo gosta q so pq outra pessoa gosta eh levada pela massa, eu gosto do nirvana e do legiao pelo simples fato de admirar o som dos caras, gostar de suas musicas naum pq td mundo gosta(no fundo msm gosto demais)…
discordancias musicais a parte… essa coluna eh mto legal
vlw judao

29 de Setembro de 2007 às 0h14
  Deivid

Ate hoje eu não sei o q Legião e Cazuza tem de tão bom, p/ mim só são drogados e homosexuais querendo chamar a atenção.

29 de Setembro de 2007 às 13h15
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