Saturday, 15 de September de 2007 | Atualizado em 15.09.07 às 12h15

88 FM: A Terrível Maldição do Mainstream


Já tentei entender por conta própria, já tentaram me explicar exaustivamente durante horas de papo numa mesa de bar, e ainda assim não consigo compreender esta história. Funciona assim: o fulano é fã de uma determinada banda. Os caras começaram agora, tão ralando pra caramba, pagando os shows do próprio bolso, lançando discos de maneira [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


Já tentei entender por conta própria, já tentaram me explicar exaustivamente durante horas de papo numa mesa de bar, e ainda assim não consigo compreender esta história. Funciona assim: o fulano é fã de uma determinada banda. Os caras começaram agora, tão ralando pra caramba, pagando os shows do próprio bolso, lançando discos de maneira completamente independente, experimentando formas alternativas de distribuição. Tudo no maior esquema de “sangue, suor e lágrimas”. O som que eles fazem é bom. A legião de admiradores começa a aumentar. Um sujeito de uma gravadora abre os olhos. E pinta com um contrato para eles. Vão fazer apresentações para grandes platéias, tocar na TV, ganhar os primeiros lugares das rádios. E não demora muito para aparecerem os primeiros pentelhos que dizem: “estes caras são uns vendidos”. O João Gordo deve conhecer bem a frase: “traidores do movimento”. Afinal, ele apresenta um programa na MTV, tornou-se imediatamente um escroto e não pode mais ser considerado um cara de atitude à frente do Ratos de Porão.

Catzo. Juro que isso não entra na minha cabeça.

88fm_mainstream.jpg”Eu seria vendido se trabalhasse oito horas por dia e estivesse numa folha de pagamento”, disse em entrevista a este que vos escreve o vocalista do Dead Fish, Rodrigo, para o finado portal AOL. Já a baianinha arretada Pitty, também batendo um papo comigo, foi mais fundo ainda na crítica: “Este tipo de sentimento é pura inveja. Quando vejo uma banda dando certo, se dando bem, fico mais é feliz. É uma oportunidade de mostrar seu trabalho. O que uma banda quer, meu Deus do céu? Não é lançar discos? Não é tocar para um monte de gente que se amarra no seu som? Qual é o problema de se associar a um selo ou gravadora de maneira honesta?”.

E eu sou obrigado a concordar em gênero, número e grau.

Pensemos: o sonho do cara é ser músico. É viver de música, é ter isso como sua profissão. E não ter que trabalhar como bancário durante o dia inteiro para ter que quebrar a cabeça aos finais de semana enquanto tenta arranjar qualquer boteco para poder tocar com os colegas de banda, gastando o que tem e o que não tem para levar os instrumentos. Quando finalmente surge esta chance, a oportunidade de ouro para poder se dedicar 100% a isso, quando a música enfim vira trabalho e as estruturas começam a trabalhar a favor do negócio todo, surgem também as críticas. Aconteceu assim, por exemplo, com o Sepultura quando veio a consagração internacional (“eles não são mais a mesma banda de antes”, diziam os puristas) e com o CPM 22, assim que eles emergiram do cenário HC independente.

Mas, vem cá…não é legal que a sua banda favorita possa trabalhar do jeito que sempre quis, dedicando-se de corpo e alma aos seus projetos, atingindo uma galera muito maior? Não seria legal ver aquela sua banda tão querida rolando em tudo quanto é rádio, atingindo públicos muito maiores? Eu fico cá comigo, matutando, como seria demais se todas as pessoas tivessem mais oportunidades de conhecer coisas das quais eu gosto tanto quanto o Blind Guardian e o Edguy, por exemplo. Os discos chegariam de maneira mais fácil por aqui, os shows aconteceriam com ainda mais freqüência, eu poderia comprar camisetas deles em qualquer lugar…Isso não seria lindo? Ou é só a minha cabeça bizarra trabalhando a todo vapor?

O problema é que boa parte dos fãs ainda têm em mente um tipo de conceito pré-estabelecido da música pop dos anos 80, aquele arquétipo meio babaca da indústria fonográfica como uma batalha do bem contra o mal – é mainstream, todo mundo ouve, todo mundo gosta, então automaticamente é uma porcaria. E eu estou proibido de gostar também. Tsc, tsc. Quem foi que disse que, quando um artista acaba dentro de uma gravadora, é sinal de que ele vai ser vítima de contratos abusivos e nunca mais vai poder manter o controle criativo sobre seu trabalho? Vejamos o caso de nomes como o R.E.M. e o Pearl Jam. Quem, em sã consciência, poderia dizer que caras como Michael Stipe ou Eddie Vedder são meros “paus-mandados”, que não fazem o que bem entendem com sua música mesmo tendo suas assinaturas em contratos bilionários?

É possível, sim, estar “na mídia” e ainda assim manter sua postura e sua dignidade. Se fosse assim, já teriam mandado os caras do Rage Against The Machine ou mesmo do System of a Down calarem a boca há muito tempo.

Putz. Será que estes fãs pentelhos querem ver todo mundo se lascando a vida inteira?

Desculpem pelo desabafo. Mas eu precisava disso. Argh.

Nota do Editor: Troca “Banda” por “Site” e “Música” por “Internet” que esse desabafo vale pra nós, do Judão. =]


» O mestre Borbs diria com propriedade “AGORA VAI”: depois de anos de frescura, os tiozões do Led Zeppelin vão se reunir novamente para uma única apresentação — que acontecerá no próximo dia 26 de novembro, no O2 Arena de Londres. Conforme anunciado antes, será uma performance em homenagem ao fundador da gravadora Atlantic Records, Ahmet Ertegun, morto no ano passado. Robert Plant (vocal), Jimmy Page (guitarra) e John Paul Jones (baixo) contarão, na bateria, com a presença de Jason Bonham, filhote do falecido e inesquecível John Bonham. Bill Wyman (Rolling Stones) e Pete Towshend (The Who) devem participar da celebração musical também. No dia seguinte ao anúncio, mais de 20 milhões de pessoas (O.o) tentaram se inscrever na fila para serem os poucos felizardos que poderão comprar ingressos para a apresentação. Há quem diga que esta reunião vira uma turnê em breve, muito breve. Quem aposta?

» Mas não pense que você que o trampo de Max ao lado do irmão Iggggggggor no The Cavalera Conspiracy significaria o fim do Soulfly. Nadica de nada: o cara entra em estúdio nas próximas semanas para gravar seu próximo disco, sucessor do interessante “Dark Ages”. E detalhe: o lançamento estaria marcado para o começo de 2008, talvez até junto com o debut dos Cavalera (re)United.

» Se o assunto é “disco novo”, os ingleses do Coldplay revelaram que seu novo CD “será bem curto”. O que isso significa? Nove faixas e “pouco mais de 40 minutos de duração”. E também terá muitas influências hispânicas, sendo inclusive gravado em Barcelona, na Espanha. Será que o Coldplay está preparando uma espécie de salsa punk? Pobre Chris Martin. Eu sabia que esse negócio de ser vegetariano mexia com a cabeça da gente…

» Outros que preparam o retorno são os caras do Pennywise. Depois de “The Fuse”, de 2005, eles agora preparam nova bolacha para 2008. De acordo com o guitarrista Fletcher, os músicos têm mais de 60 novas músicas compostas e que eles bem que poderiam lançar uns quatro discos. Mas que um só, com suas parcas 13 faixas, já tá de bom tamanho.

» Em maio de 2008, David Coverdale enfim vai reabrir sua fábrica de fazer hits ao lançar o novo disco de inéditas do Whitesnake, “Good To Be Bad”. Desde já, espero com profunda ansiedade.

» Para você que sempre teve curiosidade, finalmente chega ao Brasil o primeiríssimo DVD da série “Hell On Earth”, registrando a turnê mundial que os estadunidenses do Manowar fizeram na década de 90. A “curiosidade” da qual falei se deve às cenas quentíssimas de sexo entre groupies acontecidas — vejam só — durante a passagem dos caras por Curitiba, aqui mesmo no nosso simpático país tropical. Na época, o vídeo (ainda em VHS) causou uma polêmica enorme por estas bandas…

» A Britney ressurgiu das trevas (GORDA? Você tá tirando uma, né?); o Tommy Lee e o Kid Rock, ambos ex-maridos da Pamela Anderson, se estranharam e saíram no braço; e o Kanye West deixou Las Vegas fazendo birra porque não ganhou porcaria nenhuma e dizendo que nunca mais entra na emissora. Mas como o assunto aqui é música e não fofoca (pelo menos não muita…), quem afinal foram os vencedores da edição 2007 do Video Music Awards, a grande premiação da MTVê gringa, e que rolou no último domingão (9)? Se liga neles logo abaixo, cabeção:

    Melhor Single
    Rihanna, com “Umbrella”

    Artista Mais Versátil
    Justin Timberlake

    Melhor Colaboração
    Beyoncé e Shakira, por “Beautiful Liar”

    Artista Masculino
    Justin Timberlake

    Artista Feminino
    Fergie

    Melhor Grupo
    Fall Out Boy

    Artista Revelação
    Gym Class Heroes

    Clipe do Ano
    Rihanna, por “Umbrella”

    Melhor Coreografia
    Marty Kudelka, por “My Love” (Justin Timberlake)

    Melhor Direção
    Samuel Bayer, por “What Comes Around… Goes Around” (Justin Timberlake)

    Melhor Edição
    Ken Mowe, por “Smiley Faces” (Gnarls Barkley)

» Vamos aproveitar a sessão “barraco” promovida por Tommy Lee e Kid Rock e falar um pouco da saída de Nasi dos vocais do Ira! Pois é. Lembra que eles disseram que o abandono do vocalista era uma “informação exagerada”, e que a banda entraria em férias no ano de 2008, para depois repensar se voltaria ou não, blá-blá-blá? O que acontece é que o clone do Wolverine andou faltando a alguns shows de encerramento desta turnê, e começaram a rolar umas declarações polêmicas de todos os lados pela imprensa, abertamente, sem disfarces. Nasi não poupou seus companheiros (especialmente o guitarrista Edgard Scandurra) e nem seu próprio irmão, que é empresário do grupo. “Não sou nenhuma prostituta e tampouco eles, cafetões. Tenho duas coisas que são sagradas para mim: O Ira! e a música, que eles profanaram. Esse canalha (Edgard) vive agindo como uma Greta Garbo, exercitando seu poder para intimidar os outros”, disse Nasi em entrevista à Revista Flash News. “Lamento muito que o cantor da minha banda diga isso sobre mim”, limitou a responder sisudamente Scandurra. Caraca!

» A dupla de atores/roteiristas Thomas Lennon e Robert Ben Garant (”Uma Noite no Museu”, “Balls of Fury”) está trabalhando na criação de um musical inspirado nas canções do sempre polêmico Morrisey. O projeto, inspirado no que “Mamma Mia!” fez com a produção do ABBA, já tem até nome: “I’ve Changed My Plea to Guilty”. A idéia é que a peça reúna referências aos trabalhos solo do artista e também ao seu momento à frente dos Smiths.

» O site oficial do Iron Maiden confirma o início das gravações do filme ” Chemical Wedding”, escrito pelo vocalista Bruce Dickinson e dirigido por Julian Doyle, parceiro de longa data do grupo Monty Python. O lançamento é estimado para 2008 e, como era de se esperar, o próprio Bruce irá supervisionar a trilha sonora, além de fazer uma ponta ao lado dos ex-membros do Python. A história gira em torno de um professor universitário de Cambridge cujo corpo torna-se receptáculo para a alma reanimada do ocultista Aleister Crowley.


» Esta eu li na semana passada, mas esqueci de colocar por aqui: em novembro, o grupo eletrônico LCD Soundsystem retorna ao Brasil para apresentar-se no Elektronica Fest, a ser realizado na cidade de Belo Horizonte, dia 17 de novembro. No dia 14, o show acontece na cidade de São Paulo, em lugar a ser confirmado.

» O sempre antenado Lúcio Ribeiro confirma mais uma atração internacional no Festival Planeta Terra, que acontece em São Paulo no dia 10 de novembro: os ingleses do Kasabian. Eles se juntam a nomes como Datarock, Rapture, Lily Allen e os lendários nerdrockers do Devo.

» Eis que pinta por aqui uma DESconfirmação: esqueçam a história de que Paul Stanley, vocalita do Kiss, estaria agendado para vir ao Brasil divulgar seu disco solo, “Live to Win”. Papo furado, conforme afirmam os nossos confiáveis parceiros do Whiplash.Net.

» Os cariocas terão o privilégio de presenciar o primeiro show da lendária banda finlandesa de punk rock/hardcore Rattus em território brasileiro. Eles participam da 3ª edição do Noise Fest, que rola no dia 30 de setembro, na Casa de Cultura Hombu (Av.: Mem de Sá, 33 – Lapa/RJ). Além deles, tocam também nomes consagrados da cena como o Periferia S/A – que, na verdade, é a primeira formação do Ratos de Porão.


A platinada em questão é Faith Hill – cantora originalmente country que, atualmente, enveredou pelo lado das baladas românticas, deixando um monte de marmanjos suspirando ainda mais. O maridão Tim McGraw, também cantor country e também bonitão (há de se admitir…) é que anda rindo à toa.

Faith Hill


» Parece que não foi só Britney Spears que resolveu lembrar que é, antes de estrela obrigatória dos tablóides de fofocas, uma cantora. O ensandecido Pete Doherty, ex-Libertines, lança com sua banda, o Babyshambles, disco novo em outubro. Duas faixas de “Shotter’s Nation”, “Delivery” e “The Lost Art Of Murder”, podem ser ouvidas em primeira mão no MySpace oficial dos caras – faz favor: http://www.myspace.com/babyshamblesofficial.

» No último mês de julho, os veteranos punks do Inocentes gravaram o primeiro DVD de sua carreira. O legal é que semanalmente eles prometem alimentar a sua página do MySpace com versões sem mixagem e remasterização das canções tocadas ao vivo neste vídeo. As primeiras já estão lá: “Nada De Novo No Front” e “Desequilíbrio”, um cover dos igualmente veteranos paulistanos do Restos de Nada. E o mais legal ainda é que as canções estão disponíveis para download: http://www.myspace.com/inocentes.


» Se você acordou num clima deprê, meio dark, talvez o clipe de “Kiss of Dawn”, dos caras do HIM, não seja muito indicado pra você. A não ser, é claro, que você queira afundar na fossa de vez. O single estará no disco “Venus Doom”, que os finlandeses lançam no dia 18 de setembro (ou seja: próxima terça). Assista agora:



» O maluco do vocalista do System of a Down, Serj Tankian, convidou uma porrada de diretores diferentes para que cada uma das músicas de seu disco-solo, “Elect the Dead”, ganhe um videoclipe. O primeiro deles está prontinho: trata-se de “Empty Walls”, dirigido por Tony Petrossian (Slipknot, Avenged Sevenfold). A bolacha chega às lojas no dia 23 de outubro, pela gravadora Serjical Strike/Reprise Records.



» Essa é boa: e não é que pintou na internet um clipe inédito de “Tame”, música dos Pixies lançada em 89 dentro do disco “Doolittle”? Detalhe: a canção jamais foi lançada como single – ou seja: a gravação do vídeo aconteceu totalmente na contra-mão do que as gravadoras costumam fazer para divulgar seus artistas. Veja agora a parada:



» Cheia de nove horas, quando a dignissíma Tarja Turunen abandonou o Nightwish (ou melhor: “foi abandonada”), prometeu que ia se dedicar a projetos mais líricos, operísticos e quá-quá-quá. Pois bem. Dá só uma olhada no videoclipe de seu primeiro single, “I Walk Alone”, música de trabalho do vindouro “My Winter Storm”. E veja só a banda de apoio que ela convocou para trabalhar ao seu lado: o baixista Doug Wimbish (Living Colour), o guitarrista Alex Scholpp (Farmer Boys) e o baterista Earl Harvin (Seal). E detalhe: nas turnês, este último será substituído pelo polivalente Mike Terrana, cujas baquetas vêem servindo a uma dezena de bandas de metal nos últimos anos – Rage, Axel Rudi Pell, Masterplan, Savage Circus…E ela ainda diz que não quer fazer rock? Pára tudo, hein?



» Você é fã do Offspring? Então que tal acompanhar, em tempo real, as gravações do novo disco dos manos? Tá lá, em http://www.offspring.com/studiocam/. Este próximo lançamento ainda não tem data prevista para sair do forno.


Ludov - Disco ParaleloEsqueçamos o fato de que a vocalista de voz doce e sedosa, Vanessa Krongold, é minha amiga pessoal. Mas o segundo disco dos paulistanos do Ludov é mesmo de um bom gosto tão sublime que merece, com todos os predicados, ocupar este espaço. Eles mudaram de cidade (gravaram no Rio, ao invés de em SP) e mudaram de gravadora (da DeckDisc para a independente Mondo 77). Mas a qualidade costumeira, que vem desde a época dos Maybess cantando em inglês, permanece. Em “Disco Paralelo”, a dupla afinadíssima formada pelos guitarristas e compositores Mauro Motoki e Habacuque Lima nos brinda novamente com ótimas e sofisticadas composições em português. É pop rock, não dá para negar, com aquele altíssimo potencial de aderência sonora e seus refrões para passar dias repetindo (escute “Rubi” e tente esquecer da canção). Mas que isso não signifique aquela simplicidade infantil do que se acostumou a chamar de “pop”. “Disco Paralelo” é cheio de pequenos arranjos criativos e experimentações, salpicando MPB ao seu rock como fazem os camaradas do Los Hermanos (em “Noite Clara”, por exemplo). Um sopro de delicadeza, sutileza e elegância na música pop brasileira. Aliás, sopro coisa nenhuma. Uma lufada de vento.

    • “Money For Nothing” (Dire Straits)
    • ”King Of The Mountain” (Midnight Oil)
    • ”Old Age of Wonders” (Rhapsody of Fire)
    • ”Chuva, Chuvisco, Chuvarada” (Turma do Cororicó)
    • ”I’m Gonna Win” (Masterplan)
    • ”Pain Lies On The Riverside” (Live)
    • ”Breaking Away” (Avantasia)
    • ”Deuce” (Kiss)
    • ”Se Te Agarro Com Outro Te Mato” (Sidney Magal)
    • ”Right Here, Right Now” (Place Vendome)

Comentários
Já são 32 sobre esse post -- até agora

  André

Blind Guardian apavora!
Deveria ser mais conhecido mesmo, fora do “mundo do metal”.

15 de September de 2007 às 12h40
  Carlão

Uma vez eu conversei com o baixista duma banda de Black Metal(Gorgoroth pra ser mais exato) e fiz essa pergunta do “trair o movimento” e ele me disse que apareceria até na Oprah se fosse pra promover o diabo hahahaha o cara é uma figura.

15 de September de 2007 às 13h26
  felipe

ahm…
rage against nao existe mais viu
o vocal tinha sido preso justamente por ser bem “expressivo”.
ja o system deu um tempo mesmo

mas concordo com cada palavra do q foi dito acima.
parabens pra essa coluna, está cada vez melhor!

15 de September de 2007 às 15h25
  {Yusuke}

primeiramente o nightwish se fudeu com gosto nessa troca de cantora e a Tarja Turunen se deu bem (musicalmente falando)
segundamente no dia que o peter doherty tomar vergonha na cara vira lenda
e finalizando parabens a lady morrisey (é uma dama tem que se dizer) o musical inspirado nele é merecidissimo até porque nada influenciou mais a cena inglesa que Smiths NADA

15 de September de 2007 às 16h06
  Bruno Pavezi

Lembrando que trocaram uma música do Blind na trilha do Senhor dos Anéis por uma da Sade se eu bem me lembro…

15 de September de 2007 às 17h00
  Felix

Eu fui um desses 20 milhoes a me inscrever no primeiro dia!

15 de September de 2007 às 17h09
  André

@ Pavezi

Não foi Sade, era Enya.
Se tocasse qualquer música do Blind em Senhor dos Anéis, eu ia endoida.

15 de September de 2007 às 17h28
  {Yusuke}

e mais uma coisa maldição mainstream é o cacete o JUBÃO TRAIU O MOVIMENTO CERTO CADE A PEITOLOGIA

15 de September de 2007 às 17h40
  Filipe_Tremere

Não comentarei a “troca” do Nightwish (a cantora nova fazendo o lance com a cabeça à la Fat Family foi fogo), mas a novata até que daria para segurar a onda se fosse em outra banda, mas enfim…

Essa “Síndrome de Undeground” é fogo, velho. Cara que gosta de uma banda, e depois que todo mundo gosta, acha ruim… Sei lá, é muito estranho…

RATTUS? Cara, o RxDxP fez um cover no Feijoada Acidente Internacional, mas não lembro o nome… \o/

Rhapsody of Fire na lista… \o/\o/

@Felipe
Cara, ou você está atualizado DEMAIS, ou está desatualizado pacas… Até onde eu me lembre, o RATM voltou esse ano.

@Bruno Pavezi
Cara… Eles colocaram Emiliana Torrini pra cantar Gollum’s Song (do ADT), e quem ia cantar era a Björk. Mas eles foram uns malditos de não terem colocado o Blind. Se botassem uma orquestrinha em uma das músicas deles ficaria ótimo pro filme, apesar do vocalista ter escrito letras e etc especiais para o filme.
P.S: Talvez em 2008 o álbum saia.

15 de September de 2007 às 18h07
  Fabricio Rodrigues

Blind Guardian e Edguy pra ser ruim tem que melhorar muito. Da pra fazer uma letra dessas bandas no repente até. Sempre a mesma coisa.

15 de September de 2007 às 18h15
  stefano

nem sabia q o Serj (SOAD) tava lançando cd solo o.O
mas axei bem loka a musica q foi postada o clipe ;D

e Felipe, o Rage nao acabou nao kara.. bom, na vdd acabou a 7 anos atras e volto esse começo/meio de ano..
os karas se separaram se nao me engano em 2000, por divergencias musicais (segundo eles), aih o vocalista Zack de La Rocha foi fazer uns projetos pessoais e o resto da banda se junto ao Chris Cornell pra fundar o AudioSlave..

aih agora no começo de 2007 o AudioSlave acabou (tbm por divergencias musicais) e os karas (fora o C.Cornell) resolveram remontar o Rage.. xamaram o Zack e voltaram a tocar juntos..
jah tocaram nuns festivais no meio do ano e pah.. mas cd, gravações e coisa do tipo nao tem nada d noticia por enquanto..

15 de September de 2007 às 18h35
  Monsieur Green

Para mim um cara é vendido quando começa a fazer músicas mais comerciais, diferentes do estilo original dele, pra vender disco e tocar no rádio, que nem o panaca do Chorão do Charlie Brown Jr.

15 de September de 2007 às 19h24
  Luiz Nery

Nao sei vcs.. mas o problema pra mim nao eh fikar famoso.. eh a banda mudar o som dela pra poder vender….

15 de September de 2007 às 20h30
 

Essa questão do ‘mainstream’ é foda mesmo! Vc citou o Vedder, mas ele tb teve um período de ser ‘anti-mídia’, ‘anti-mtv’ e etc.
Eu, particularmente, quero mais é q se foda! Se a banda é boa tem mais é que fazer sucesso e aparecer mesmo!
Concordo com o Luiz Nery e o Monsieur Green aí em cima: o problema surge quando a banda muda seu estilo e jeito de ser p poder vender mais! Aí complica!

A coluna está cada vez melhor! Parabéns! :)
Rê!

15 de September de 2007 às 23h31
  Rafael

Eu tive oportunidade de perguntar pessoalmente isto pro Rodrigo também!
hehheheh
=D

O problema é que a moda dos dias de hoje é ouvir o que ninguém conhece. Quando um artista fica famoso ele “perde o valor”. A graça é ter no last.fm o que ninguém escuta ainda.
¬¬

O melhor clipe do VMA tinha de ser What Comes Around, do Justin. Scarlett é muiiiiiiito FROUXO!
heheheheh

Sim, sim, Ludov Rocks! Agora escute Vanguart. Brasileríssimos de primeira!
=D

15 de September de 2007 às 23h33
  Adriano

Porra o artista ao se associar a um grande selo não toca o que quer e que vai vender.
CPM e Dead Fish mudaram muito com os anos, de Hardcore tão tocando Emo só pra vender.

Porra a Pitty tá cantando naquele projeto que é um lixo(estúdio coca-cola).

“fãs pentelhos querem ver todo mundo se lascando a vida inteira?”

esses fãs só querem o melhor ao se associar a uma grande gravadora o artista muda totalmente.
DEAD FISH está uma merda

16 de September de 2007 às 0h14
  Adriano

Charlie Brown vendido, eles já nasceram vendidos tocando na malhação

16 de September de 2007 às 0h15
  Lili

Nossa, dica legal essa do Ludov! Nessa pausa do Los Hermanos (Amarante LINDOOOOO!) é bom mesmo surgirem opções de um pop rock que fuja ao lugar comum… Lembro de quando o Ludov surgiu! Lançaram uns singles bem legais… Vou tentar ouvir esse cd novo!

Cid, você sabe de alguma coisa a respeito de uma eventual volta do Los Hermanos (Camelo FOFOOOOO!)? Ouvi dizer aí pelo mundo que eles talvez antecipem a volta…

16 de September de 2007 às 0h28
  Lili

Ah, concordo plenamente com tudo que você disse… Isso não se aplica só a música. Eu, que tenho uma vertente otaku, canso de ver gente idolatrando algum anime ou mangá só porque ninguém conhece…

Naruto era algo divino e agora é lixo para alguns, por exemplo.

Mas acho que realmente há casos onde o artista se deixa levar pelo sucesso. Pra mim o exemplo mais claro disso é o Charlie Brown Jr. Uma banda que faz uma letra assim:

“Mas se todo aquele luxo te deixou confuso e aquela vida fútil formou mais um inútil” virar o que virou é, no mínimo, controverso… Se o Chorão se preocupasse um pouco menos com roupas de marca e estrelismo canastrão a banda poderia voltar a ser o que era.

16 de September de 2007 às 0h32
  bolo de novalgina

Kasabian é a melhor coisa dos últimos 10 anos. E, El Cid, pelo amor, pare de usar gírias como “os manos do Offspring”, ou “os caras da banda tal”… meu Deus, isso aqui não é a MTV, meu velho…

16 de September de 2007 às 0h51
  opivm

Cara, muito legal o clipe do Serj! Toda uma analogia em cima dessa loucura de terrorismo e invasão do Iraque…

Engraçado, tenho uma tendência a gostar mais da carreira-solo dos vocais do que das bandas principais: seja com o Dickinson, seja com o Morrissey, com o Halford… e pelo visto agora com o Serj!

16 de September de 2007 às 2h46
  Vito

Legal a coluna.

Acho que essa coisa de demonizar quem ganha dinheiro fazendo musica tem muito a ver com um pensamento de esquerda meio xiita, que nao aceita que algo seja feito com qualidade e seja popular.

Em adicao, a etica predominantemente catolica do brasileiro, que acaba romantizando a humildade, o voto de pobreza… e acaba culminando num certo repudio ao sucesso.

16 de September de 2007 às 4h52
  stefano

oq vcs falaram aih emcima tah totalmente certo..

a coisa mais ridicula no mundo da música eh o kara começar a tocar outro tipo d música soh pra poder aparecer na mídia, ganhar dinheiro..
e isso como jah falado eh mto bem representado pelo Chorão, q abandono o resto da banda, robo o nome e foi fazer musica pra tv globo..

pra vcs terem ideia ele toco dia 1 d setembro aki em Bauru (cidade onde vivo), e avacalhou todo o show pcausa d um negocio q aconteceu no comecinho.. um kara invadiu o palco logo dps deles entrarem pra toca, aih os seguranças seguraram ele e levaram embora, aih o chorão começo a dá um sermão falando sobre respeito e tudo mais, ateh aih tudo bem, porem em TODO INTERVALO DE MÚSICA ele falava algo sobre o fato..
ficava dando sermãozinho sobre oq tinha acontecido e tal.. simplesmente fudeu o show =/

16 de September de 2007 às 11h54
  opivm

Chorão é um ridículo. Ninguém em Santos respeita esse cara…

16 de September de 2007 às 15h30
  Monsieur Green

Taí uma coisa que eu detesto: o cara tem uma atitude no início da carreira; aí ele a muda, amolece o discurso (geralmente com a desculpa que “amadureceu”) e esquece tudo o que já tinha dito, e ainda quer ser levado a sério.
Avril Lavigne é da mesma turma do Chorão: alguém precisa avisar para ela que ser punk é mais do que usar preto e pulseiras de tachinhas. Putz, no último clipe dela ela tá uma verdadeira Britney-pré-cachorradas-gravidez-e-escândalos.
E ainda quer ser levada a sério quando diz ser punk.
Meu, você quer ser punk, SEJA. Quer ser popzinha, ok. MAS NÃO SEJA POSER!!!!

16 de September de 2007 às 15h59
  felipedecoy

eu acho q essa discussão sobre mainstream é longa e tem muitas facetas diferentes. Primeiro, nem sempre a culpa de uma banda mudar de som é das grandes gravadoras, talvez a banda seja uma merda mesmo e os primeiros cds foram obras “acidentais”. Um exemplo disso (jah q tah todo mundo citando essa banda) é o Charlie Brown Jr., que apesar de nunca ter sido uma banda genial, foi no começo uma banda bastante divertida e despretensiosa e discordo totalmente da(o) Lili, eu acho q o Chorão deve parar de preocupar com as letras e deixar rolar, pq ele está a cada dia mais pretensioso com rimas cada vez mais rídiculas, como essa, por exemplo: “Você é bonito e eu sou feio/Sua mãe te ama, mas eu te odeio”. Segundo, o Mainstream é o objetivo de muitas bandas e o sucesso é sempre legal. Pow vai tomar no cú quem não concorda com isso. Mas, tem banda q não combina com mainstream e ponto final, pow o Kurt Cobain deu um tiro na sua própria cabeça por causa disso, peloamordedeus. Terceiro, tem coisas do Mainstream que não dá pra aturar, e só o Mainstream é capaz de nos dar, Avril Lavigne, Britney Spears, Kelly Key, Backstreet Boyz…meros produtos vendidos por marketeiros.

16 de September de 2007 às 17h18
  easouza

Parabéns pela coluna, está muito legal…

1) “Chuva, chuvisco, chuvarada” foi boa. Bons tempos do Cocoricó…

2) John Bonham RULEZ!!! E o Led Zeppelin é a maior banda de todos os tempos. PONTO. “Retorno” merecido, assim como o do Van Halen. Vamos ver no que dá…

3) E caras como o Chorão e a Avril têm que queimar no inferno. Esses sim são verdadeiros vendidos!!!

4) Whitesnake à vista… DO CARVALHO!!!

16 de September de 2007 às 18h36
  Amigao

Só lamento essa coluna nao ter levado em conta o fato do Nashville Pussy ter vindo ao Brasil.
Mais uma vez essa coluna mostra um forte preconceito contra as bandas do underground.

16 de September de 2007 às 21h56
  Boleta

COCORICÓ ROXXXXX!

17 de September de 2007 às 7h47
  opivm

Que nada, a coluna tá ótima! É só o El Cid tomar cuidado para não seguir a ondinha indie/poser do Lúcio Ribeiro (e afins) que tudo ocorrerá bem!

17 de September de 2007 às 8h54
  Sky

Legal o novo lançamento do HIM, mas a banda ta cada vez mais decadente. Os tempos bons de Razorblade Romance não voltam mais );

17 de September de 2007 às 10h29
  Bruno Pavezi

@André

Enya, Sade… Tudo a lesma lerda… =D

Mas valeu pela correçã!

17 de September de 2007 às 12h15
Deixe o seu comentário!
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