Saturday, 8 de September de 2007

88 FM: A Morte Declarada do CD?


A discussão, na verdade, não é das mais novas. Mas como fui bombardeado por reportagens sobre o futuro da indústria fonográfica na última semana, achei que talvez fosse um sinal divino para que eu desse o meu quinhão a respeito do tema na sagrada coluna judônica. Ou talvez fosse um sinal de que eu estava [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


A discussão, na verdade, não é das mais novas. Mas como fui bombardeado por reportagens sobre o futuro da indústria fonográfica na última semana, achei que talvez fosse um sinal divino para que eu desse o meu quinhão a respeito do tema na sagrada coluna judônica. Ou talvez fosse um sinal de que eu estava sem assunto, sei lá.

88fm_cda.jpg“Estamos em plena atividade para reinventar nosso negócio”. A frase, proferida por Marcelo Castelo Branco, presidente da gravadora EMI no Brasil, em entrevista ao portal “Último Segundoâ€, pode parecer um tanto fleumática quando você considera que ela está saindo da boca do principal executivo de uma major, uma multinacional que, assim como suas co-irmãs, teve que encarar uma retração de 15% do mercado de vendas de CDs nos EUA no primeiro semestre deste ano. Na Inglaterra, os números chegam a 20%, enquanto na França batem na marca de 25%. Para você ter uma idéia, caro leitor, 2006 foi considerado o pior ano para a indústria fonográfica em plena Terra do Tio Sam… Desde 1990!

Com o perdão da comparação exagerada, mas neste contexto o simpático Castelo Branco soa como alguém na janela de um prédio em chamas que, mesmo com a aproximação do fogo, insiste em dizer “está tudo bem, estamos todos tranqüilos, não há nada com o que se preocuparâ€. O incêndio deveria ter sido apagado quando ainda era apenas uma brasa. Ou melhor: o fogo deveria ter sido usado em proveito próprio, para queimar em seu favor. Agora, não basta às gravadoras de grande porte “reinventarem†seu negócio. Elas precisam recomeçá-lo. E do zero.

O fato é que as grandes gravadoras mantiveram o seu velho modelo por tempo demais, motivadas por um mantra teimoso e irritante de que, para se fazer dinheiro com música, é necessário vender CDs. E esta seria sua única fonte de renda: aumentar a discografia de seus principais nomes. Perguntem ao Gene Simmons, do Kiss, que ele ensina direitinho como a máquina funciona – artista ganha dinheiro de verdade fazendo shows e vendendo toneladas de merchandising, badulaques que vão das tradicionais camisetas aos buttons, bonequinhos, bonés e demais bobagens com B que você possa imaginar. E olha que o roqueiro da cara pintada já sabia disso na década de 70, antes mesmo de existir a internet! Querem outra aula? Falem com a Joelma e com o Chimbinha, do Calypso. Ué, tá rindo do quê? Eles vendem horrores e comandam inteiramente o seu próprio negócio, do início ao fim do processo, sem a participação de gravadoras ou quaisquer outros atravessadores. Isso porque eles conhecem exatamente o seu público e o mercado ao qual se destinam, atirando com as armas certas no alvo certo. Bang!

Onde está o erro, você pode perguntar? Eu tenho muitas apostas. Um deles foi acreditar, assim que o Napster começou a mostrar as garras, que a internet era uma ferramenta demoníaca, capaz de arrepiar os últimos fios de cabelo do baterista do Metallica – ao invés de usar seu potencial de disseminação a favor dos artistas e dos selos, agregando um valor de modernidade às suas marcas. Outro erro gritante foi continuar acreditando que a mídia, representada principalmente pelas rádios (e seus jabás, aquela coisa que todo mundo sabe que existe mas ninguém admite), continua sendo capaz de forjar um músico como outrora conseguia – quando todos nós sabemos bem que a relação do ouvinte com a música mudou, e cada um obtém suas faixas favoritas do modo que bem entende, ouvindo rádios customizadas como a LastFM. A Lily Allen ficou famosa graças ao MySpace, meu povo, muito antes de sequer lançar um CD oficial! Quanto você acha que ela gastou em divulgação? Qual foi o plano de marketing da menina?

Então foi a pirataria que matou o CD (se é que a gente pode dizer que ele morreu verdadeiramente)? Digamos que esta é uma visão simplista demais da coisa toda, não é mesmo? Também em entrevista ao “Último Segundoâ€, o inteligentíssimo João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, resume a coisa muito melhor do que eu poderia. “O CD foi destruído por uma série de políticas e procedimentos errados. Preço errado, trabalho de ponto de venda feito errado, design tratado como se fosse supérfluo, etc. A internet foi tratada como criminosa, os piratas deram aulas de logística e preço, o DRM (sistema anticópias adotado pela indústria de disco) é visto como uma solução. Foi inevitável que as pessoas perdessem o interesse na mídia”. Acho que deu para sacar, hein?

Um mês depois de seu aniversário de 25 anos, o CD ganha versão econômica, com quantidade menor de faixas, uma capa de papelão e um precinho mais acessível ao consumidor final. Outra estratégia são os downloads pagos (incluindo aqueles que remuneram o artista a cada canção baixada), os downloads promocionais (compre um biscoito, digite o código de barras e baixe uma faixa exclusiva) e até mesmo os downloads integrais de discos de catálogo. Tá valendo de tudo para recuperar o tempo perdido.

88fm_cd.jpgE ainda dá tempo de recuperar o fôlego? Dá, claro que sim. Desde que os executivos entendam o que os artistas independentes já entenderam muito antes: a música é um negócio muito mais amplo do que a própria música, assim como os filmes em si são apenas uma parte do enorme potencial de negócios que a indústria do cinema permite. Eu, por exemplo, tenho lá a minha porção de MP3, coisa e tal. Mas não compro produtos piratas. E jamais deixei de comprar CDs. Se eu gosto do músico/banda de fato, se aquele CD me agradou mesmo, se eu sou fã de verdade daquele material, vou lá e compro. Porque sou aquele tipo que pode ser chamado de colecionador. Que gosta de ter o CD, o DVD, o gibi, o livro em mãos, para quem as versões virtuais não têm a mesma graça do que as versões do mundo real. Se eu existo, muitos outros como eu devem existir. Nós só precisamos ser estimulados de verdade.

Assim como os artistas entenderam que eles têm que ser cada vez melhores num mercado com tantas possibilidades como as de hoje, em tempos de iPod e similares, é hora das gravadoras entenderem que elas precisam evoluir de fato, e não ficar aplicando às velhas formuletas aos novos veículos. Sinceramente: downloads pagos de MP3 não são apenas uma versão virtual das prateleiras cheias de discos de um grande magazine? A internet não permitiria uma estratégia muito mais ousada, agressiva e funcional? Como diria Pasquale Cipro Neto: é isso.


» Pelo menos uma vez por mês, os noticiários especializados se apressam em confirmar a reunião de Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones, os membros remanescentes do Led Zeppelin, acompanhados na bateria por Jason Bonham, filho de John, seu falecido baterista. Desta vez, a boataria garante que o quarteto tocaria em um lugar chamado 02 Arena, na cidade de Londres, no final do ano. A performance seria uma homenagem a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, morto em dezembro do ano passado. Um fã, inclusive, teria conversado pessoalmente com Plant e confirmado esta apresentação única (que papinho mais furado…). O mais engraçado é saber que um bando de espertinhos de plantão já estaria mobilizado para vender “pacotes†para este show. Tsc, tsc…

» Por falar em reuniões de bandas clássicas: “Ainda não há nada fechado. Está tudo muito no ar, então vamos ver o que aconteceâ€. Esta é a declaração de Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, sobre o re-agrupamento da formação original, com Ozzy Osbourne nos vocais e Bill Ward na bateria. Quem começou a papagaiada toda foi, adivinhe só, Sharon Osbourne, talvez tentando gerar mais publicidade para o coitado do marido. Ela espera que eles voltem a conversar quando Ozzy terminar sua turnê solo pós-Ozzfest e Iommi e o baixista Geezer Butler encerrarem os shows da série Heaven & Hell com Ronnie James Dio aos microfones (fique tranqüilo, vou falar do Dio novamente). Mas o guitarrista também gostaria, de qualquer forma, de continuar fazendo algo com a formação do Heaven & Hell, independentemente do retorno do Sabbath. “Eu acho que provavelmente gostaríamos de fazer alguma coisa, seja um álbum ou o que for, porque é uma grande formação. Nós meio que mencionamos isso, mas não fomos a fundo com a idéia. Acho que no fim do ano provavelmente vamos tomar alguma decisãoâ€.

» A edição 2007 do Mercury Prize, uma das mais prestigiadas premiações da música pop britânica, foi parar nas mãos dos britânicos do Klaxons, surpreendendo a todos… Incluindo o próprio grupo, que achou que a estatueta cairia nas mãos da favorita Amy Winehouse. “Isso é demais… É uma piada”, desabafou James Righton, do Klaxons, em entrevista ao jornal “The Guardianâ€. “Há um ano estávamos no estúdio vendo o Arctic Monkeys levar o prêmio e pensamos que tínhamos de lançar um disco”.

» Devagar com o andor, que o santo é de barro (ou não). A história de que Nasi estaria abandonando a banda paulistana Ira! não é bem essa. Quer dizer, é e não é. Na verdade, o grupo inteiro vai entrar em férias coletivas a partir de 2008 – e só o tempo dirá se as coisas vão continuar da mesma forma que antes. “Não é que eu saí da banda. Ao encerrar a turnê oficial no final do ano, vou me dedicar a projetos pessoais, desde viagens a trabalhos musicais. Isso já estava apalavrado há muito tempoâ€, conta Nasi, em entrevista ao “UOL Músicaâ€. “Tenho 46 anos e a maior parte deles me dediquei à manutenção e à fundação do grupo. Chegou a sua hora de eu pegar um transatlântico e dizer ‘arrivederci!’â€. Mas tudo vai ficar meio em aberto até o reencontro dos músicos. “Temos um ano para cada um fazer o que quiser. Não vivo de mãos dadas com todo mundo. Cada um vê isso de uma maneira diferente. Quem falou a primeira vez em tirar um ano de férias inclusive foi o próprio Scandurra. Antes disso a gente precisava fazer um disco pós-acústico para não acabar como Sandy e Junior. A era do álbum já terminou. Depois desse tempo a gente vai se juntar e conversar para ver o que cada um tem de novo”, explica o cantor, sem descartar que este pode sim significar o encerramento oficial das atividades do grupo.

» O fórum brasileiro Perfect Crime descolou uma entrevista exclusiva com Ron Bumblefoot, o novo guitarrista dos Guns ‘n’ Roses. No fim das contas, eles foram com os dois pés no peito, questionando aquilo que todo mundo queria saber: “Antes de se juntar ao Guns N’ Roses, você estava planejando tocar na América do Sul, certo? É possível que ainda aconteça?â€. E o cara foi escorregadio: “Eu estou na expectativa que eu possa tocar na América do Sul quando finalizar um novo álbum, e claro com o GnR - seja qual for o primeiro, seja quando for, será ótimo!â€. Leia o bate-papo na íntegra clickando aqui.

» O produtor Daniel Lanois avisa: o novo disco de Bono Vox e seu esquadrão musical de salvação mundial (também conhecido como U2) já está inteiramente composto e deve ser lançado em 2008. Cenas do grupo gravando o sucessor de “How To Dismantle An Atomic Bomb” (2004) estarão no documentário “Here Is What Is”, a ser dirigido pelo próprio Lanois.

» Em um estudo realizado pelo Centro de Saúde Pública da universidade John Moores (Liverpool) entre 1956 e 2005, chegou-se à conclusão de que as estrelas do rock têm uma chance muito maior de morrer antes de chegar à 3ª idade do que as pessoas comuns. Entre os 1.064 músicos analisados, mais de 25% sofreram mortes relacionadas a abuso de drogas e álcool. Ah, vá! Jura? E precisa ser pesquisador para chegar à esta conclusão brilhante?

» Os judônicos vão achar um absurdo — olha só o que disse Ahmad Razali, da Pineapple Concerts, que organiza o show de estréia da cantora Beyoncé Knowles em Kuala Lumpur, capital da Malásia, no mês de novembro: “A artista deverá deixar menos partes do corpo expostas”. Sem maiores comentários.

» No dia 17 de setembro, chega às lojas o DVD duplo “Remember That Night - Live At The Royal Albert Hallâ€, de David Gilmour (ex-Pink Floyd). O show principal, com cerca de 2h30 de duração, tem participações especiais de David Bowie, David Crosby e Graham Nash (os dois últimos, membros do lendário Crosby, Stills, Nash & Young). No DVD, ainda é possível conferir o mini-documentário “Breaking Bread, Drinking Wine”, que registrou os bastidores da turnê de 2006.

» Na edição mais recente da versão gringa da revista “Rolling Stoneâ€, pintou uma divertida lista com as 20 canções mais parecidas do mundinho pop – para deixar os fãs quebrando cabeça sobre quem copiou quem…e se realmente teria existido cópia ou apenas uma mera coincidência, aliás. Destaque para as duas aparições da música “Born to Runâ€, de Bruce Springsteen, comparada com canções do Blondie e do The Killers. Dá só uma olhada:

    • “Are You Gonna Be My Girl†(Jet) e “Lust for Life†(Iggy Pop)
    • “Fergalicious†(Fergie) e “Supersonic†(J.J. Fad)
    • “Ob-La-Di, Ob-La-Da†(The Beatles) e “Why Don’t You Get a Job†(Offspring)
    • “Born to Run†(Bruce Springsteen) e “X Offender†(Blondie)
    • “Smells Like Teen Spirit†(Nirvana) e “More Than a Feeling†(Boston)
    • “Hair of the Dog†(Nazareth) e “Day Tripper†(The Beatles)
    • “Roadhouse Blues†(The Doors) e “Put Yer Money Where Your Mouth Is†(Oasis)
    • “Monkey Wrench†(Foo Fighters) e “Whipping Boy†(Elton John)
    • “What I Got†(Sublime) e “Lady Madonna†(The Beatles)
    • “Walken†(Wilco) e “Don’t Make Me a Target†(Spoon)
    • “Don’t Matter†(Akon) e “Ignition (Remix)†(R. Kelly)
    • “Honesty†(Billy Joel) e “Sorry Seems to be the Hardest Word†(Elton John)
    • “Farmhouse†(Phish) e “No Woman No Cry†(Bob Marley)
    • “Connection†(Elastica) e “Three Girl Rhumba†(Wire)
    • “Summer of 69†(Bryan Adams) e “Jesus of Suburbia†(Green Day)
    • “Pour Some Sugar on Me†(Def Leppard) e “Beverly Hills†(Weezer)
    • “Torn†(Natalie Imbruglia) e “Where is the Love†(The Black-Eyed Peas)
    • “Picture Book†(The Kinks) e “Warning†(Green Day)
    • “When You Were Young†(The Killers) e “Born to Run†(Bruce Springsteen)
    • “Given to Fly†(Pearl Jam) e “Going to California†(Led Zeppelin)

» E encerrando o bloco de notícias com uma manchete triste: morreu nesta quinta (6), aos 71 anos, o tenor Luciano Pavarotti. O falecimento, ocasionado por um câncer diagnosticado no ano passado, aconteceu em sua própria casa, na cidade italiana de Modena. Pavarotti ficou famoso depois de protagonizar a popular série de shows “Três Tenoresâ€, ao lado dos amigos Placido Domingo e Jose Carreras.


» Se você mora em São Paulo, eis que surge uma oportunidade de ouro para se divertir às pampas. No dia 19 de outubro, o ótimo vocalista Jeff Scott Soto ainda vai estar em território brasilis, aproveitando suas férias. Então, ele não podia perder a chance de fazer um showzinho por estas bandas. E, no Wild Horse Bar, ele vai se juntar aos camaradas do Caipiroska Boogie (nada mais do que uma banda paralela formada pelos sujeitos do Tempestt, veja você) para uma performance de clássicos do disco dos anos 70 e 80. Isso mesmo! Nada de rock! Mas sim…disco! Prepare a sua calça boca de sino!

» Parecia boataria – mas não é que era verdade, rapaz? Os alemães do Edguy, menos de um ano depois de sua última passagem pelo Brasil, vão mesmo voltar ao nosso país para participar do tal festival “Greenpeace Manifestoâ€. Mas o mais insólito é ver que Tobias Sammet e seus camaradas se juntam a um line-up de artistas do mais farto e variado naipe: o rapper SnoopDog, Kenny G, Toto e até o Earth Wind and Fire! Os shows rolam na casa paulistana Via Funchal, entre os dias 30 de outubro e 16 de novembro. Confira mais informações no site oficial do evento.

» Agora é definitivo: por meio de seu site oficial, os britânicos do Iron Maiden confirmaram que teremos shows dos tiozinhos do metal na América do Sul em 2008. As datas deverão ser anunciadas oficialmente em breve.


Aproveitando a citação à beleza da senhorita vocalista do Within Temptation na coluna anterior, acatei a sugestão de alguns leitores e inauguro aqui um espaço semanal para homenagear as grandes musas do universo musical. Para começar, é claro, a mulher que deu origem à série: Sharon Del Adel.

88fm_musa.jpg


» No seu MySpace oficial, os manos estadunidenses do Exodus destilam toda a sua violência sonora em “Riot Actâ€, a primeira faixa de trabalho de seu novo disco, “The Atrocity Exhibition… Exhibit A”. Vai chacoalhar até o seu esôfago. Escuta aê: www.myspace.com/exodus.

» Você lembra do vocalista e guitarrista do Blink-182, o Tom DeLonge? Então: o cara está de banda nova, o Angels & Airwaves, e já tem uma música inédita no MySpace: “Everything’s Magic”. A canção estará presente no disco “I Empire”, com lançamento previsto para o mercado estadunidense no dia 23 de outubro. Experimente um gostinho clicando em http://www.myspace.com/angelsandairwaves.


» Prestando uma singela homenagem às suas raízes (e às de todos os metalheads, por falar nisso), os ianques do Killswitch Engage fizeram uma versão meio metalcore do classicão “Holy Diverâ€, do mestre baixinho Ronnie James Dio (que já foi citado nesta coluna uma vez e que, vejam só, será novamente lembrado alguns parágrafos abaixo). Assista ao clipe da canção aí embaixo:



» Vocês pediram, a gente atendeu: no último dia 31 de agosto, o grupo The Cavalera Conspiracy, formado pelos irmãos Max e Iggggor Cavalera, fez a sua primeira apresentação oficial ao vivo durante a 11ª edição anual do concerto D-Low Memorial no Marquee Theatre (Tempe, Arizona). Eles tocaram apenas cinco canções – incluindo “Infliktedâ€, nome anterior da banda, que foi registrada na íntegra por um fã e você pode ver logo abaixo. O show acontece em memória de Dana “D-Low” Wells, enteado de Max que foi morto num acidente de carro em 1996. Espera-se que o álbum do The Cavalera Conspiracy seja lançado em 2008.




88fm_disco.jpgO Disco dessa semana, não é um CD. É um DVD. Tenacious D – Uma Dupla Infernal é o filme mais heavy metal do ano. Aliás, para ser bem justo, “Tenacious D†é o besteirol mais heavy metal do ano. A história conta o que seria o fictício início do duo Tenacious D – formado pelo comediante Jack Black nos vocais e seu amigo, o semidesconhecido Kyle Gass, nas guitarras. A química entre os dois é imediata (ou quase…) e não demora até que eles formem uma banda com o objetivo de entrar para os anais — literalmente, conforme você vai entender ao assistir à trama — da história do rock.

O filme funciona apoiado no carisma de Black, que permite que ele pinte e borde mesmo em cima de piadas típicas do besteirol estadunidense; nas boas canções, pesadas e divertidas o suficiente para fazer a cabeça dos headbangers mais bem-humorados; e nas participações especiais. Dave Grohl, frontman do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana, pinta a pele de vermelho e enverga um enorme par de chifres para encarnar o Diabo em pessoa. Meat Loaf, este já um veterano das telonas e conhecido especialmente pela surreal aparição em Clube da Luta, é o pai de Black. E Ronnie James Dio (olha ele aí de novo!) interpreta a si mesmo como uma espécie de mentor espiritual do pequenino JB em sua batalha contra a tirania do pai. â€Tenacious D – Uma Dupla Infernal†não é uma obra-prima. Mas garante boas risadas. Vale o aluguel…desde que você não experimente fazer a flexão de pênis, faz favor.

    • “Esse Seu Buraquinho†(Velhas Virgens)
    • â€Heaven’s Hung in Black†(W.A.S.P.)
    • â€Lips Like Sugar†(Echo & The Bunnymen)
    • â€It’s All About Me†(Chelsea Staub, Bratz Soundtrack)
    • â€Trinidad†(Edguy)
    • “A Tout Le Monde (Set Me Free)” (Megadeth, w/Cristina Scabbia)
    • â€Break Your Chains†(Jeff Scott Soto)
    • â€Slave To The Grind†(Skid Row)
    • â€Rio†(André Matos)
    • â€Majesty†(Blind Guardian)

Comentários
Já são 30 sobre esse post -- até agora

  Mr. Noin

Os amigos de longa data Grohl e Black já foi responsável por outras coisas legais:
- A música principal do filme do JB “Orange County” (não, não tem nada a ver com a série teen “The O.C.”), nomeada “The One” foi composta por Dave e Jack, e tocada pelo Foo Fighters;
- No CD do projeto solo do Dave, “Probot”, tem uma música escondida chamada “I am the Warlock”, com Black nos vocais e Dave tocando todos os outros instrumentos, que é uma veneração pura ao Deus Metal;
- O hilário clipe do single “Low” do quarto CD do Foo tem uma participação mais que especial do Black;
- Essa é meio desconhecida: Num especial de final de ano da MTV gringa, o Foo Fighters com Black nos vocais fez um belo cover de AC/DC, com a lendária “Back in Black”;

8 de September de 2007 às 10h59
  Fernanda

Adorei a matéria, atualmente essa é a coluna que eu mais gosto do judão apesar dos assuntos abordados nem sempre serem do meu interesse :P

*na materia do cd só não concordo com o “inteligentissimo” do João Marcelo Toscoli.

8 de September de 2007 às 11h07
  Renato

Não tem jeito, se você não é fã da banda, não tem motivo pra comprar o cd. Tipo, você vai comprar, ripar, e por no mp3? E gastar 30 reais pra largar o cd jogado?

E a banda nova do Tom é uma merda. Eles formam vaiados durante um festival que teve, e a platéia começou a cantar “All the small things” muauauh

8 de September de 2007 às 11h44
  Renato

“Fergalicious†(Fergie) e “Supersonic†(J.J. Fad)

Fergie disse que foi uma homenagem ao JJ Fad porque ela era fã quando pirralha.
SEI!

8 de September de 2007 às 11h48
  Achilles

O DRM é outro tiro no pé que as gravadoras estão dando.

Se o seu programa tocador de música, ou o seu aparelho de MP3 não possui a chave para descriptografar o arquivo, ele simplesmente vai ocupar espaço em disco.

Ou pior, quando o arquivo for tocado no programa oficial, esse programa pode descobrir se você tentou utilizar em outro tocador e a gravadora pode usar isso como desculpa para processar você!

Querem restringir onde podemos escutar a música que compramos!

Eu sei que o comentário parece meio “teoria da conspiração”, mas nos EUA (sempre lá) algo do tipo já acontece.

É possível obter mais informações sobre os problemas do DRM nesta página: http://defectivebydesign.org/

8 de September de 2007 às 12h38
  Moo

Só uma correçãozinha: Pavarotti não ficou famoso quando se apresentou com os outros dois tenores. Ele já era bem famoso antes.

8 de September de 2007 às 13h15
  Guilherme

@Mr.Noin

tem certeza q essa musica I am the Warlock é com o jack black? Eu baixei agora e não parece a voz dele

8 de September de 2007 às 13h33
  Calton

é, “i am the warlock” é com o JB nos vocais sim..por sinal essa banda paralela do dave grohl [probot] é toda foda

eu só nao gostei mto é da legenda desse filme [uma dupla infernal] no dvd, eles cortaram muitos palavrões,e consequentemente muita graça do filme =/

8 de September de 2007 às 14h45
  Mr. Noin

@Guilherme

Como o Calton falou aí em cima, é ele mesmo. Diz ele que usou essa voz para entrar no clima do CD que, como o Calton também falou, é bem foda.

8 de September de 2007 às 15h10
  Thiago Chichorro

Segunda correçãozinha… hhee

Tom De Longe do Blink 182 já tem essa banda a algum tempo.. inclusive esse eh o segundo cd da banda.. o que deu a entender é que a banda é nova e o cd eh o primeiro…

8 de September de 2007 às 15h25
  William Daflita

No MySpace do Angels & Airwaves, citado na matéria do El Cid, fala que o CD sairá na loja no dia 6 de Novembro.

E nao no dia 23 de Outubro, como foi mencionado.

Acho que eles atrasaram a data ou algo assim.

De resto, Bela coluna El Cid. Finalmente uma coluna de música no Judao.

8 de September de 2007 às 16h49
  {Yusuke}

smell like a teen spirit e more than feeling são irmãs gemeas tipo danny devitto e arnold schwarzenegger igualzin XD born to run parece com tudo e o Ozzy ta longe de ser coitado mais respeito com ele

8 de September de 2007 às 17h09
  carlos

Pô kra, diminui um pouco sua coluna…ta grandeeeee…
Dá até preguissa de ler! XD

Não que eu não goste de ler, eu adoro…Mas da uma preguisse se de olhar esse textão…rsrsrs

8 de September de 2007 às 19h41
  yokota

parabens, melhor pagina de musica que eu vejo em longo tempo!

8 de September de 2007 às 20h05
  Jonas

carlos… adora ler e tem preguiSSa?

8 de September de 2007 às 21h25
  Carlão

O Enéias não morreu, virou baterista do Killswitch Engage.

8 de September de 2007 às 21h44
  Zio

Ignition e Don’t matter , nada a ver.

8 de September de 2007 às 22h01
  ssk

Boua Big “EL” ;)

9 de September de 2007 às 10h05
  Bruno Pavezi

E uma playlist sempre consistente no final de cada coluna…

Já virei fã!

9 de September de 2007 às 23h21
  §pider

“big girls dont cry” e “boys dont cry”?!?!?!?!?

10 de September de 2007 às 0h21
  Felix

antes eu comprava cd de tudo que gostava…hoje so compro cd de banda que realmente adoro

10 de September de 2007 às 2h19
  bolo de novalgina

“What I Got†(Sublime) e “Lady Madonna†(The Beatles)
Heresia pura! Comparar o Sublime com Beatles é a mesma coisa de comparar Mamonas Assassinas com o Verve. Beatles só foram bons em anos já extintos.

10 de September de 2007 às 8h19
  Gabriella

Na verdade, a música “Put your money where your mouth is” é do JET e não do Oasis.

Aproveitando, praticamente quase todo o primeiro CD do JET relembra outras bandas, “What you’ve done” é Beatles puro do primeiro ao último acorde!

10 de September de 2007 às 12h00
  carlos

@Jonas,

Eu gosto de ler sim, mas já casos e casos. Se um assunto me interessa muitooo ai sim eu leio, nem que for umas 500 páginas.

Mas mesmo assim cança…

10 de September de 2007 às 15h51
  Filipe_Tremere

Sei… CanÇa prá caramba ler. Imagina por outro S?

Enfim, quanto ao cover do Killswitch Engage…

Ficou legal em algumas partes. O instrumental do KE é massa, só não curti o riff mais pesado da guitarra na hora das estrofes (Ou seja, as partes que não são refrão ou vocalização). E, apesar do KE ser Death Melódico (ou algo assim), as partes do vocal mais gutural não ficaram muito legal ao meu ver. Pelo menos, nesse cover…

Um cover de Holy Diver MUITO legal (ao meu ver) é o do Otyg, banda folk do vocalista Vintersorg (que também é vocalista do Borknagar e de mais umas 50 outras bandas). Eles usam melodias folk nórdicas, e instrumentos idem. Eu recomendo.

http://www.youtube.com/watch?v=zQH4tWPNJkY

10 de September de 2007 às 18h19
  Lucas Couto

Eu gosto pra caramba do KSE. Única banda de Metalcore que me agrada por inteiro. E gostei bastante da versão deles pra Holy Diver

O título original do Tenacious D não é “Tenacious D and the pick of destiny”?! É… Da-lhe traduções de títulos

Trinidad é uma das melhores músicas do Rocket Ride (Que é cheio de ‘melhores músicas’ , diga-se de passagem). Até que enfim, alguém que concorda comigo! haeuoaehuoae

To gostando muito do que tenho lido por aqui, parabéns!

10 de September de 2007 às 18h33
  Bruno Pavezi

Assisti aos primeiros 10 minutos do Tenacious D e……

PUTAQUEPARIUQUEFILMEDOCARVALHO!

Muito bom…

Excelente indicação, cara!

Pros torrenters de plantão, a versão aXXo tá perfeita assim como suas legendas…

10 de September de 2007 às 19h25
  carlos

@Filipe_Tremere

Foi mal, errei no português.

11 de September de 2007 às 0h56
  Mario

Cara, parabéns pelo brilhante texto sobre o CD. Ainda mais pelos exemplos que citou, que mostram que se os artistas quiserem a coisa pode mudar. Além do fato de que se cada um cuidar do seu CD, o preço baixa já que não terá intermediarios, tem uma outra midia que vem sido trabalhada, mas que pelos mesmos interesses estupidos e capitalistas das gravadoras não é divulgada, que é o SMD (Semi Metalic Disc), desenvolvido dentre outros pelo Ralf (Irmão do Chrystian, da dupla sertaneja). Já existe o SMD (Audio) e o SMDVD (video). Ou seja, falta interesse dos proprios artistas em acabar com a pirataria… até mesmo porque um fulano aparecer num trator, destruindo CD´s piratas, tb acaba virando marketing.
Só pra constar: o Frank Aguiar também gerencia seu CD desde o planejamento à venda… e vende o original em midia de CD, por menos de 10 reais.

11 de September de 2007 às 22h03
  Dodi

Angels and Airwaves ja tem um cd lançado..
esse é o segundo o0

poucas prestam, aproveitaram mal o baterista… eu acho =)

14 de September de 2007 às 15h21
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