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Sábado, 24 de Novembro de 2007 | Atualizado em 24.11.07 às 12h06 88 FM: As novas salvações do RockNa canção com o sintomático título de “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, os Titãs cantarolam, em determinado momento da letra: “Quinze minutos de fama / Mais um pros comerciais / Quinze minutos de fama / Depois descanse em paz”. É claro que os roqueiros tupiniquins estão se referindo às bandas [...]
É impressionante como veículos do naipe da NME e das similares inglesas Mojo e Uncut adoram eleger (devidamente reverberados por aqui pelos moderninhos de plantão, leia-se bem) ”a nova salvação do rock”. Quantas vezes você já não leu isso por aí? Quantas já não foram as bandas alçadas a este trono, tratadas como as únicas soluções para um gênero combalido, acabado, que chegou ao limite de suas possibilidades? Radiohead, Coldplay, The White Stripes, The Strokes, The Libertines, The Killers, Arcade Fire, Arctic Monkeys… E isso apenas para ficar nos nomes mais conhecidos. Mas… sejamos sinceros.
Não vejo nada de “novo”, “surpreendente” e “revolucionário” em bandas como Radiohead, Coldplay e The White Stripes, The Strokes e The Libertines –- para ser bem sincero, só tenho respeito pela trupe de Thom Yorke, que acho bem criativa apesar de deprêzona, e pela dupla Jack & Meg, com quem simpatizo bastante. O restante dos listados na frase acima eu acho um tremendo pé no saco. Música óbvia, repetitiva, BEM longe deste conceito de renovação e reinvenção. E olha que nunca fui daquele tipo “nunca ouvi e já não gostei”. Já escutei muitas e muitas vezes todos eles, comparando trabalhos diversos e tudo mais, até mesmo por exigência da profissão. Onde eu queria chegar? Que acho um porre esta história de que o rock estaria falecido, ou moribundo que seja, necessitando urgentemente de um super-herói para reinjetar “atitude” e todas aquelas palavras-chave de efeito que, no fundo, não chegam a lugar nenhum e só ocupam espaço desnecessário. O rock nunca parou. Sempre esteve aí, em altíssima efervescência, crescendo e se reproduzindo nos mais diversos cenários underground. Muitas vezes suando e batalhando para tocar para meia-dúzia de pessoas, é verdade. Muitas vezes fora da grande mídia de massa. Muitas vezes ignorado pela maior parte do público, outrora mais interessado nas boys bands, nos “pagodeiros”, nos eletrônicos, nos funkeiros. Mas isso não quer dizer que o punk, que o metal, que o indie tenham simplesmente desaparecido. Os festivais independentes continuaram acontecendo, os fanzines transformaram-se em sites, e molecada nunca parou de usar as camisetas de seus grupos favoritos. Eu digo pra mim mesmo se o rock morreu ou não e quem são as bandas que “devo” ouvir. A decisão é toda minha. E sua também. No seu aparelho de som, CD player, computador ou iPod. Experimentem dizer a um sujeito como Lemmy Kilmister, frontman do Motörhead, que o rock morreu, que necessita da evangélica salvação de um novo grupinho surgido no interior da Inglaterra. Não pense que ele vai tentar justificar com o fato de que sua banda nunca parou de tocar e lançar discos nestes mais de 20 anos de atividades. Nada disso. Tudo que ele vai fazer é simplesmente dar um soco na sua cara. E ainda vai ser pouco.
» Mas o Prince não era o rei (ou o príncipe, com o perdão do trocadilho fácil) das revoluções musicais, das inovações tecnológicas, da postura anti-mainstream? Como entender então que seus advogados tenham entrado em contato com seus três maiores sites de fãs, pedindo que sejam retiradas “fotografias, imagens, letras, capas de álbuns e qualquer coisa ligada ao artista” e ainda solicitando que eles enviem “detalhes substantivos de como se propõem a compensar nosso cliente pelos danos”. MAS HEIN?! Vale lembrar que, pouco antes, o baixinho já tinha contratado uma empresa especializada para monitorar a remoção de 2.000 clipes do YouTube ligados direta ou indiretamente à sua obra. » Em entrevista ao site Rock Press, Marcelo Nova, vocalista do recém-ressuscitado Camisa de Vênus, afirma: já tem suficiente material inédito para um novo álbum solo. O último foi “Galope do Tempo”, de 2006, que deve ganhar ainda uma versão ao vivo em DVD. Disco novo do Camisa? Talvez depois de um novo DVD ao vivo da banda, devidamente registrado na turnê de retorno. » Os White Stripes passaram algum tempo em estúdio com o esquisitíssimo Beck e, desta reunião, saíram três novas músicas, todas a serem lançadas como lados B do single de “Conquest”, do disco “Icky Thump”. Em “Cash grab complications in the matter”, Beck canta com Jack White. Em “It’s my fault for being famous”, Beck toca piano. E em “Honey, we can’t afford to look this cheap”, Beck toca guitarra. Teria sido ele também o responsável pelos enormes títulos destas faixas? » Entrevistado pelo jornal cearense “O Povo”, Roberto Frejat, vocalista e comandante do Barão Vermelho, fez questão de frisar que o grupo não acabou –- apenas está “parado por algum tempo”. Mas quando questionado sobre a data exata da banda retomar os trabalhos, deu uma resposta evasiva e que pode ser interpretada de muitas maneiras: “O futuro a Deus pertence, não temos nenhum plano neste momento, mas a hipótese de trabalharmos juntos no futuro não está descartada”. » Richard Ashcroft quer muito que o The Verve, sua banda recém-integrada e de volta à atividade, seja a atração principal do festival Glastonbury em 2008. “Acho que o que está faltando a muitos dos headliners é o fato de que somos uma das poucas bandas que pode tocar e improvisar sem soar como Lynyrd Skynyrd em uma noite ruim, então podemos levar as pessoas em uma jornada apropriada, falando de rock ‘n’ roll”, opinou, de maneira nada modesta, em entrevista à rádio XFM. No entanto, o organizador do festival, Michael Eavis, já tinha revelado à revista NME que sete bandas estariam concorrendo às três vagas principais do Palco Pyramid, o mais importante da festança. Seriam Muse, Bruce Springsteen, Radiohead, REM, Kylie Minogue (HEIN?!) e… Led Zeppelin. O Festival de Glastonbury rola entre os dias 27 e 29 de junho de 2008. » Gilberto Gil deve abandonar o Ministério da Cultura em 2008 para voltar a se dedicar à sua carreira musical, priorizando a recuperação de sua corda vocal direita, na qual foi diagnosticado um calo dez anos atrás. “Preciso de tempo agora para continuar fazendo o que mais gosto na vida, que é cantar”, explicou em entrevista à Folha de S. Paulo. Mas, de acordo com a colunista Mônica Bergamo, um possível sucessor estaria em vista: Frank Aguiar. O cãozinho dos teclados e atual deputado federal teria o nome ventilado desde que se reencontrou com o presidente Lula durante uma audiência com produtores de teatro. “Somos amigos desde os tempos de São Bernardo, estivemos juntos discutindo o Plano Nacional de Cultura, do qual sou relator. Depois de aprovarmos o plano, essa possibilidade até seria viável”, afirmou Frank. Ai, Jisuis. » Pode perder as esperanças. A Mel C, das Spice Girls, jogou um banho de água fria sobre aqueles que apostavam que a atual turnê da banda pop feminina poderia significar um retorno em definitivo. Na verdade, de acordo com a Sporty Spice, trata-se da despedida dos palcos para este quinteto. » Jerry Cantrell, do Alice in Chains, deu a entender, em um papo aberto com a MTV.com, que os fãs podem esperar um novo disco do grupo em 2008. “Definitivamente é possível”, afirma o cantor. “Eu não acho que dê para colocar limite de tempo nisso, pois primeiro temos que ter um álbum que nos satisfaça, e acho que podemos fazer isso”. » Quem também promete bolacha nova para 2008 é o grupo Lemonheads –- sim, você ainda lembra deles? Aqueles mesmos que ficaram desaparecidos por mais de dez anos e resolveram dar as caras em 2006 com um disco de nome… ”Lemonheads”. O vocalista Evan Dando diz que ano que vem tem mais. “É, a gente tem músicas novas e vamos gravar em janeiro. Só que eu não quero ficar falando muito a respeito do disco”, resumiu o sujeito, com cautela. » Em um comunicado extra-oficial realizado na comunidade do Orkut, o guitarrista Edgard Scandurra deu um update sobre a situação do Ira! depois da conturbada separação do invocado frontman mutante Nasi. “Não seremos mais o Ira!, mas seremos o Trio”, começa ele, de forma provocativa. “Estou aqui pra dizer para os milhares de comunitários que o Ira! não mais existe. Eu, Andre e Gaspa faremos um novo trabalho, novas músicas e também tocaremos as nossas canções que dão no total 99% repertório do Ira!, é um patrimônio que não queremos e não vamos esquecer. Uma página na história do rock brasileiro está sendo virada e uma nova se apresenta. (…) Não faz sentido manter o nome por motivos de orgulho e eu estava indo pra essa direção, devido às ofensas e agressões que li na imprensa, principalmente nas 2 matérias da revista Flash. Estava cometendo um erro. Nessas horas o maior erro é usar a emoção e deixar de lado a razão”. » Depois do delicioso cover para “Ops, I Dit It Again”, da Britney Spears, os finlandeses do Children of Bodom registraram mais algumas surpresas para os fãs durante as gravações de seu novo álbum. São versões para as canções “War Inside My Head” (Suicidal Tendencies), “Lookin’ Out My Back Door” (Creedence Clearwater Revival), “Just Dropped In” (Kenny Rogers) e “Ghost Riders In The Sky” (Stan Jones). » Arnolpho Lima Filho, mais conhecido como Liminha, retornou à antiga casa e reassumiu o baixo dos Mutantes. Convidado inicialmente para ingressar na turnê de retorno, que contava com Zélia Duncan nos vocais, ele não topou. Mas agora a coisa toda foi diferente. A brasileira Karina Zeviani, radicada na Europa, assume os microfones femininos -– seu currículo conta inclusive com uma passagem pelo Thievery Corporation. De acordo com Sérgio Dias, novas músicas compostas em parceria com Tom Zé estariam prontinhas para sair do forno. » Sabe aquela história do Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe, ter anunciado oficialmente a sua saída da banda depois de um bem-sucedido retorno? Então… pode não ser bem assim. Pelo menos foi o que deixou no ar o vocalista Vince Neil. “Bem, o que está acontecendo é que existe um comunicado aberto à imprensa dizendo que o Tommy estava fora da banda e todo mundo acreditou nisso”, explica ele, em entrevista à MTV gringa. “Mas daí quando o próprio Tommy fez um outro comunicado negando a história toda, ninguém prestou atenção nele. Então, ele nunca saiu da banda e na verdade eu falei com ele ontem mesmo, e falei com o Nikki (Six, baixista) uns dois dias atrás e vamos entrar em estúdio em janeiro e quem sabe lançar um single em março e sair em tour em junho”. » Courtney Love curtiu a brincadeira do Radiohead e falou aos quatro ventos, em seu blog no MySpace, que deve disponibilizar suas futuras gravações gratuitamente na internet antes mesmo do lançamento. “O piloto kamikaze dentro de mim quer fazer a mesma coisa. Agradeço ao Radiohead por ter dado o primeiro passo”. » Em se falando do Radiohead, Paul McCartney queria que Thom Yorke gravasse um dueto com ele. Mas, contrariando a massa de artistas que dariam um braço para estar ao lado de um ex-beatle no estúdio, Yorke recusou. A justificativa? Atualmente, ele não se sente à vontade trabalhando com qualquer material que não seja o de sua própria banda ou o seu solo. » “Acorde para Acordar”. O ótimo (e inteligente) título é o batismo do novo álbum de inéditas da lendária banda punk paulistana Cólera. No entanto, ainda não existe data confirmada de lançamento para o CD.
» O mês do Papai Noel também marca a passagem da surpreendente porradaria dos argentinos do Jesusmartyr por estas bandas, destilando sua mistura de hardcore e death metal no… Hangar 110, onde mais? Será no dia 09 de dezembro. » Diretamente do saco do velho Noel vêm também os mexicanos do Brujeria, que tocam em São Paulo no dia 08/12, no Inferno Club (Rua Augusta, 501 - Consolação). O nome do lugar não poderia ser mais apropriado! » Cancelamento 1: o show da cantora Chaka Khan, marcado para o dia 6 de novembro mas adiado com promessas do anúncio de uma nova data, foi cancelado definitivamente. Para quem já tinha comprado os ingressos, a assessoria de imprensa da casa de espetáculos Via Funchal, em São Paulo, onde aconteceria a única performance no Brasil, o ressarcimento poderá ser feito nas próprias bilheterias do local. » Cancelamento 2: toda a turnê sul-americana dos italianos do Rhapsody of Fire foi cancelada sem qualquer explicação. Assim mesmo, sem satisfação alguma, sendo retirada do site oficial do grupo e também das páginas do site de vendas da Ticketmaster. Até o pessoal do Credicard Hall, em SP, foi apanhado totalmente de surpresa. Realmente uma pena – é o segundo show do ano que eu estava me programando para ver e que acaba sendo tesourado desta forma! Humpf! » No dia 24 de fevereiro de 2008, quem pinta por aqui fazendo uma baita barulheira são os sujeitos do Unearth. Será uma apresentação na tradicional casa de shows paulistana Hangar 110, como divulgação do recente CD “III: In The Eyes Of Fire”. » Março de 2008 será mesmo um mês interessante para quem curte rock. De um lado, os headbangers curtindo o Iron Maiden e sua máquina do tempo metálica rumo aos anos 80. Do outro, os indies delirando com a visita do Interpol. No dia 11, eles aportam em Sampa, no Via Funchal. Dois dias depois, 13, é a vez da Fundição Progresso, no Rio. E no dia 15, ainda em local a confirmar, os mineiros de BH poderão curtir a atração vinda diretamente do cenário alternativo ianque. » Os death metallers poloneses do Vader e os black metallers suecos do Marduk farão uma pernada juntos aqui pela América do Sul também em março do ano que se aproxima. Veja só as datas confirmadas até então para o nosso simpático país: 21/03 (São Paulo/Hangar 110), 22/03 (Belo Horizonte/Lapa Multishow), 23/03 (Curitiba/Local a ser definido) e 24/03 (Porto Alegre/Bar Opinião). » A turnê comemorativa de 40 anos dos escoceses do Nazareth teve mais datas confirmadas aqui no Brasil para a 2ª quinzena de maio e começo de junho de 2008. Olha só: Vitória (16 de maio), Salvador (17 de maio), Recife (18 de maio), Fortaleza (21 de maio), São Paulo (28 de maio), Curitiba (31 de maio) e Florianópolis (1º de junho). Ufa! » Durante um chat realizado com fãs na última quinta, dia 15/11, Dave Mustaine revelou sucintamente que o Megadeth deve pintar nos palcos brasileiros entre maio e junho de 2008 – exatamente a mesma época do verão nos EUA. » Informação quentinha da revista RockHard-Valhalla para deixar você babando: empresários estariam negociando um festival para 2008 com as participações de Van Halen, Ozzy Osbourne e Black Label Society (grupo liderado por Zakk Wylde, guitarrista da banda solo de Ozzy). Reza a lenda que eles se apresentariam por aqui na segunda quinzena de março. Outros nomes cogitados para tocar por aqui em 2008 são o Queen (com Paul Rodgers, o que me afastaria imediatamente desta verdadeira farsa) e o Kiss (será que finalmente eu vou poder ver Gene Simmons ao vivo?).
» Os malucos do Mars Volta até deixam você ouvir uma canção do novo “The Bedlam In Goliath”, que só sai em 29 de janeiro. Mas para conseguir, você precisa resolver um quebra-cabeça no site oficial deles. Nada mais adequado ao estilo dos caras, aliás. » Mantendo aquele jeitão só seu ao misturar influências latinas com um brutal nu metal curto e grosso, o Ill Niño continua na atividade e soltou uma nova música de trabalho, intitulada “Hot Summer’s Tragedy”. Para ouvir o petardo (que estará no disco “Enigma”, chegando às lojas gringas em 08 de janeiro), claro, basta adentrar o MySpace oficial dos camaradas. » No MySpace oficial dos Futureheads, por sinal, é possível ouvir um trecho de “Broke Up The Time” -– canção inédita que estará presente em seu novo álbum, a ser lançado em 2008. Clicka lá!
» Para o clipe de “Teddy Picker”, os Arctic Monkeys contaram com a direção de alguém com sobrenome famoso: Coppola. O cineasta em questão, no caso, é Roman, irmão de Sofia e filho do Francis Ford. Veja só como ficou o resultado do trabalho do meninão: » Sob o singelo título de “Doomsday”, o Six Feet Under lançou o seu mais novo videoclipe durante o programa “Headbangers Ball”, exibido pela MTV2 dos EUA. Mas é claro que a produção “Rob Zombie-style” não demoraria a cair nas graças do YouTube. Dá uma bizuiada:
O novo vocalista, Ricardo Bocci, é egresso da banda de hard rock Rei Lagarto, e suas referências do hard mais tradicional parecem permear e influenciar os colegas de grupo -– basta ver tudo que é possível identificar salpicado em “Miles Away”. Na balada “Violet”, temos um solo do guitarrista Yves Passarel, irmão de Pit, ex-integrante do Viper e atual membro da formação do Capital Inicial (não pergunte…). Em “Love Is All”, outro integrante das antigas, Andre Matos (Angra, Shaman), promove um duelo vocal com Bocci no qual mal dá para se perceber quem é quem -– afinal, Bocci tem lá o seu estilo e talento de sobra, mas é nitidamente um aluno da escola Matos de se cantar heavy metal. Em resumo: um retorno altamente promissor, que merece ser conferido, especialmente ao vivo. O Viper está vivo. Longa vida ao Viper!
• ”Suck My Kiss” (Red Hot Chilli Peppers) • ”Baba O’Riley” (The Who) • ”May It Be” (Enya) • “Calm Like a Bomb” (Rage Against The Machine) • “Brothers of Mambo” (S.H.A.P.T.)
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