Sábado, 24 de Novembro de 2007 | Atualizado em 24.11.07 às 12h06

88 FM: As novas salvações do Rock


Na canção com o sintomático título de “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, os Titãs cantarolam, em determinado momento da letra: “Quinze minutos de fama / Mais um pros comerciais / Quinze minutos de fama / Depois descanse em paz”. É claro que os roqueiros tupiniquins estão se referindo às bandas [...]

Thiago "El Cid" Cardim
JUDAO.com.br


Na canção com o sintomático título de “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, os Titãs cantarolam, em determinado momento da letra: “Quinze minutos de fama / Mais um pros comerciais / Quinze minutos de fama / Depois descanse em paz”. É claro que os roqueiros tupiniquins estão se referindo às bandas e artistas pré-fabricados que as gravadoras despejam aos montes a cada mês, impostos nos programas de TV e nas rádios com uma freqüência que chega a irritar. Mas também me peguei cantarolando esta letra ao me deparar com a revista britânica New Musical Express, cuja versão impressa eu não lia há muito tempo.

É impressionante como veículos do naipe da NME e das similares inglesas Mojo e Uncut adoram eleger (devidamente reverberados por aqui pelos moderninhos de plantão, leia-se bem) ”a nova salvação do rock”. Quantas vezes você já não leu isso por aí? Quantas já não foram as bandas alçadas a este trono, tratadas como as únicas soluções para um gênero combalido, acabado, que chegou ao limite de suas possibilidades? Radiohead, Coldplay, The White Stripes, The Strokes, The Libertines, The Killers, Arcade Fire, Arctic Monkeys… E isso apenas para ficar nos nomes mais conhecidos.

Mas… sejamos sinceros.

88fm_strokes.jpgDesde quando o rock é taxado como “um gênero combalido, acabado, que chegou ao limite de suas possibilidades?”. Eu, pelo menos, já ouço esta história há décadas, junto com o clichê máximo e absoluto de “o rock morreu”. Só queria saber porque diabos eu preciso de uma revista para me dizer isso. Para decretar o falecimento do rock ‘n’ roll e para dizer quem seriam os novos milagreiros dispostos a salvá-lo. Aliás…”dispostos” não. Os tais veículos e formadores de opinião é que parecem interessados em colocar estes músicos nesta posição desconfortável -– enquanto a maior parte dos roqueiros querem só é continuar fazendo sua música e ponto final.

Não vejo nada de “novo”, “surpreendente” e “revolucionário” em bandas como Radiohead, Coldplay e The White Stripes, The Strokes e The Libertines –- para ser bem sincero, só tenho respeito pela trupe de Thom Yorke, que acho bem criativa apesar de deprêzona, e pela dupla Jack & Meg, com quem simpatizo bastante. O restante dos listados na frase acima eu acho um tremendo pé no saco. Música óbvia, repetitiva, BEM longe deste conceito de renovação e reinvenção. E olha que nunca fui daquele tipo “nunca ouvi e já não gostei”. Já escutei muitas e muitas vezes todos eles, comparando trabalhos diversos e tudo mais, até mesmo por exigência da profissão.

Onde eu queria chegar? Que acho um porre esta história de que o rock estaria falecido, ou moribundo que seja, necessitando urgentemente de um super-herói para reinjetar “atitude” e todas aquelas palavras-chave de efeito que, no fundo, não chegam a lugar nenhum e só ocupam espaço desnecessário. O rock nunca parou. Sempre esteve aí, em altíssima efervescência, crescendo e se reproduzindo nos mais diversos cenários underground. Muitas vezes suando e batalhando para tocar para meia-dúzia de pessoas, é verdade. Muitas vezes fora da grande mídia de massa. Muitas vezes ignorado pela maior parte do público, outrora mais interessado nas boys bands, nos “pagodeiros”, nos eletrônicos, nos funkeiros. Mas isso não quer dizer que o punk, que o metal, que o indie tenham simplesmente desaparecido. Os festivais independentes continuaram acontecendo, os fanzines transformaram-se em sites, e molecada nunca parou de usar as camisetas de seus grupos favoritos.

Eu digo pra mim mesmo se o rock morreu ou não e quem são as bandas que “devo” ouvir. A decisão é toda minha. E sua também. No seu aparelho de som, CD player, computador ou iPod.

Experimentem dizer a um sujeito como Lemmy Kilmister, frontman do Motörhead, que o rock morreu, que necessita da evangélica salvação de um novo grupinho surgido no interior da Inglaterra. Não pense que ele vai tentar justificar com o fato de que sua banda nunca parou de tocar e lançar discos nestes mais de 20 anos de atividades. Nada disso. Tudo que ele vai fazer é simplesmente dar um soco na sua cara. E ainda vai ser pouco.


» Quanto você pagaria para ir à apresentação única que o Led Zeppelin faz em Londres no dia 10 de dezembro? Não responda ainda, pois saiba que um fanático tirou do bolso a impressionante quantia de 83 mil libras –- o que dá aí uns quase R$ 300.000 -– por um par de ingressos. Não, isso não é uma piada. Ou melhor… Se você pensar no seu salário no final do mês, acho que dá para morrer de rir. Ou chorar até dizer chega.

» Mas o Prince não era o rei (ou o príncipe, com o perdão do trocadilho fácil) das revoluções musicais, das inovações tecnológicas, da postura anti-mainstream? Como entender então que seus advogados tenham entrado em contato com seus três maiores sites de fãs, pedindo que sejam retiradas “fotografias, imagens, letras, capas de álbuns e qualquer coisa ligada ao artista” e ainda solicitando que eles enviem “detalhes substantivos de como se propõem a compensar nosso cliente pelos danos”. MAS HEIN?! Vale lembrar que, pouco antes, o baixinho já tinha contratado uma empresa especializada para monitorar a remoção de 2.000 clipes do YouTube ligados direta ou indiretamente à sua obra.

» Em entrevista ao site Rock Press, Marcelo Nova, vocalista do recém-ressuscitado Camisa de Vênus, afirma: já tem suficiente material inédito para um novo álbum solo. O último foi “Galope do Tempo”, de 2006, que deve ganhar ainda uma versão ao vivo em DVD. Disco novo do Camisa? Talvez depois de um novo DVD ao vivo da banda, devidamente registrado na turnê de retorno.

» Os White Stripes passaram algum tempo em estúdio com o esquisitíssimo Beck e, desta reunião, saíram três novas músicas, todas a serem lançadas como lados B do single de “Conquest”, do disco “Icky Thump”. Em “Cash grab complications in the matter”, Beck canta com Jack White. Em “It’s my fault for being famous”, Beck toca piano. E em “Honey, we can’t afford to look this cheap”, Beck toca guitarra. Teria sido ele também o responsável pelos enormes títulos destas faixas?

» Entrevistado pelo jornal cearense “O Povo”, Roberto Frejat, vocalista e comandante do Barão Vermelho, fez questão de frisar que o grupo não acabou –- apenas está “parado por algum tempo”. Mas quando questionado sobre a data exata da banda retomar os trabalhos, deu uma resposta evasiva e que pode ser interpretada de muitas maneiras: “O futuro a Deus pertence, não temos nenhum plano neste momento, mas a hipótese de trabalharmos juntos no futuro não está descartada”.

» Richard Ashcroft quer muito que o The Verve, sua banda recém-integrada e de volta à atividade, seja a atração principal do festival Glastonbury em 2008. “Acho que o que está faltando a muitos dos headliners é o fato de que somos uma das poucas bandas que pode tocar e improvisar sem soar como Lynyrd Skynyrd em uma noite ruim, então podemos levar as pessoas em uma jornada apropriada, falando de rock ‘n’ roll”, opinou, de maneira nada modesta, em entrevista à rádio XFM. No entanto, o organizador do festival, Michael Eavis, já tinha revelado à revista NME que sete bandas estariam concorrendo às três vagas principais do Palco Pyramid, o mais importante da festança. Seriam Muse, Bruce Springsteen, Radiohead, REM, Kylie Minogue (HEIN?!) e… Led Zeppelin. O Festival de Glastonbury rola entre os dias 27 e 29 de junho de 2008.

» Gilberto Gil deve abandonar o Ministério da Cultura em 2008 para voltar a se dedicar à sua carreira musical, priorizando a recuperação de sua corda vocal direita, na qual foi diagnosticado um calo dez anos atrás. “Preciso de tempo agora para continuar fazendo o que mais gosto na vida, que é cantar”, explicou em entrevista à Folha de S. Paulo. Mas, de acordo com a colunista Mônica Bergamo, um possível sucessor estaria em vista: Frank Aguiar. O cãozinho dos teclados e atual deputado federal teria o nome ventilado desde que se reencontrou com o presidente Lula durante uma audiência com produtores de teatro. “Somos amigos desde os tempos de São Bernardo, estivemos juntos discutindo o Plano Nacional de Cultura, do qual sou relator. Depois de aprovarmos o plano, essa possibilidade até seria viável”, afirmou Frank. Ai, Jisuis.

» Pode perder as esperanças. A Mel C, das Spice Girls, jogou um banho de água fria sobre aqueles que apostavam que a atual turnê da banda pop feminina poderia significar um retorno em definitivo. Na verdade, de acordo com a Sporty Spice, trata-se da despedida dos palcos para este quinteto.

» Jerry Cantrell, do Alice in Chains, deu a entender, em um papo aberto com a MTV.com, que os fãs podem esperar um novo disco do grupo em 2008. “Definitivamente é possível”, afirma o cantor. “Eu não acho que dê para colocar limite de tempo nisso, pois primeiro temos que ter um álbum que nos satisfaça, e acho que podemos fazer isso”.

» Quem também promete bolacha nova para 2008 é o grupo Lemonheads –- sim, você ainda lembra deles? Aqueles mesmos que ficaram desaparecidos por mais de dez anos e resolveram dar as caras em 2006 com um disco de nome… ”Lemonheads”. O vocalista Evan Dando diz que ano que vem tem mais. “É, a gente tem músicas novas e vamos gravar em janeiro. Só que eu não quero ficar falando muito a respeito do disco”, resumiu o sujeito, com cautela.

» Em um comunicado extra-oficial realizado na comunidade do Orkut, o guitarrista Edgard Scandurra deu um update sobre a situação do Ira! depois da conturbada separação do invocado frontman mutante Nasi. “Não seremos mais o Ira!, mas seremos o Trio”, começa ele, de forma provocativa. “Estou aqui pra dizer para os milhares de comunitários que o Ira! não mais existe. Eu, Andre e Gaspa faremos um novo trabalho, novas músicas e também tocaremos as nossas canções que dão no total 99% repertório do Ira!, é um patrimônio que não queremos e não vamos esquecer. Uma página na história do rock brasileiro está sendo virada e uma nova se apresenta. (…) Não faz sentido manter o nome por motivos de orgulho e eu estava indo pra essa direção, devido às ofensas e agressões que li na imprensa, principalmente nas 2 matérias da revista Flash. Estava cometendo um erro. Nessas horas o maior erro é usar a emoção e deixar de lado a razão”.

» Depois do delicioso cover para “Ops, I Dit It Again”, da Britney Spears, os finlandeses do Children of Bodom registraram mais algumas surpresas para os fãs durante as gravações de seu novo álbum. São versões para as canções “War Inside My Head” (Suicidal Tendencies), “Lookin’ Out My Back Door” (Creedence Clearwater Revival), “Just Dropped In” (Kenny Rogers) e “Ghost Riders In The Sky” (Stan Jones).

» Arnolpho Lima Filho, mais conhecido como Liminha, retornou à antiga casa e reassumiu o baixo dos Mutantes. Convidado inicialmente para ingressar na turnê de retorno, que contava com Zélia Duncan nos vocais, ele não topou. Mas agora a coisa toda foi diferente. A brasileira Karina Zeviani, radicada na Europa, assume os microfones femininos -– seu currículo conta inclusive com uma passagem pelo Thievery Corporation. De acordo com Sérgio Dias, novas músicas compostas em parceria com Tom Zé estariam prontinhas para sair do forno.

» Sabe aquela história do Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe, ter anunciado oficialmente a sua saída da banda depois de um bem-sucedido retorno? Então… pode não ser bem assim. Pelo menos foi o que deixou no ar o vocalista Vince Neil. “Bem, o que está acontecendo é que existe um comunicado aberto à imprensa dizendo que o Tommy estava fora da banda e todo mundo acreditou nisso”, explica ele, em entrevista à MTV gringa. “Mas daí quando o próprio Tommy fez um outro comunicado negando a história toda, ninguém prestou atenção nele. Então, ele nunca saiu da banda e na verdade eu falei com ele ontem mesmo, e falei com o Nikki (Six, baixista) uns dois dias atrás e vamos entrar em estúdio em janeiro e quem sabe lançar um single em março e sair em tour em junho”.

» Courtney Love curtiu a brincadeira do Radiohead e falou aos quatro ventos, em seu blog no MySpace, que deve disponibilizar suas futuras gravações gratuitamente na internet antes mesmo do lançamento. “O piloto kamikaze dentro de mim quer fazer a mesma coisa. Agradeço ao Radiohead por ter dado o primeiro passo”.

» Em se falando do Radiohead, Paul McCartney queria que Thom Yorke gravasse um dueto com ele. Mas, contrariando a massa de artistas que dariam um braço para estar ao lado de um ex-beatle no estúdio, Yorke recusou. A justificativa? Atualmente, ele não se sente à vontade trabalhando com qualquer material que não seja o de sua própria banda ou o seu solo.

» “Acorde para Acordar”. O ótimo (e inteligente) título é o batismo do novo álbum de inéditas da lendária banda punk paulistana Cólera. No entanto, ainda não existe data confirmada de lançamento para o CD.


» Em dezembro, Colin Hay, ex-vocalista do Men At Work, também fará a festa dos brasileiros em pelo menos 7 datas confirmadas: 1/12 (Rio de Janeiro/Apoteose), 2/12 (Porto Alegre/Bar Opinião), 4/12 (Florianópolis/Floripa Music Hall), 6/12 (Curitiba/Helloch), 7/12 (Manaus/Arena Amadeu Teixeira), 8/12 (Fortaleza/Siarrá Hall) e 9/12 (São Paulo/Tom Brasil).

» O mês do Papai Noel também marca a passagem da surpreendente porradaria dos argentinos do Jesusmartyr por estas bandas, destilando sua mistura de hardcore e death metal no… Hangar 110, onde mais? Será no dia 09 de dezembro.

» Diretamente do saco do velho Noel vêm também os mexicanos do Brujeria, que tocam em São Paulo no dia 08/12, no Inferno Club (Rua Augusta, 501 - Consolação). O nome do lugar não poderia ser mais apropriado!

» Cancelamento 1: o show da cantora Chaka Khan, marcado para o dia 6 de novembro mas adiado com promessas do anúncio de uma nova data, foi cancelado definitivamente. Para quem já tinha comprado os ingressos, a assessoria de imprensa da casa de espetáculos Via Funchal, em São Paulo, onde aconteceria a única performance no Brasil, o ressarcimento poderá ser feito nas próprias bilheterias do local.

» Cancelamento 2: toda a turnê sul-americana dos italianos do Rhapsody of Fire foi cancelada sem qualquer explicação. Assim mesmo, sem satisfação alguma, sendo retirada do site oficial do grupo e também das páginas do site de vendas da Ticketmaster. Até o pessoal do Credicard Hall, em SP, foi apanhado totalmente de surpresa. Realmente uma pena – é o segundo show do ano que eu estava me programando para ver e que acaba sendo tesourado desta forma! Humpf!

» No dia 24 de fevereiro de 2008, quem pinta por aqui fazendo uma baita barulheira são os sujeitos do Unearth. Será uma apresentação na tradicional casa de shows paulistana Hangar 110, como divulgação do recente CD “III: In The Eyes Of Fire”.

» Março de 2008 será mesmo um mês interessante para quem curte rock. De um lado, os headbangers curtindo o Iron Maiden e sua máquina do tempo metálica rumo aos anos 80. Do outro, os indies delirando com a visita do Interpol. No dia 11, eles aportam em Sampa, no Via Funchal. Dois dias depois, 13, é a vez da Fundição Progresso, no Rio. E no dia 15, ainda em local a confirmar, os mineiros de BH poderão curtir a atração vinda diretamente do cenário alternativo ianque.

» Os death metallers poloneses do Vader e os black metallers suecos do Marduk farão uma pernada juntos aqui pela América do Sul também em março do ano que se aproxima. Veja só as datas confirmadas até então para o nosso simpático país: 21/03 (São Paulo/Hangar 110), 22/03 (Belo Horizonte/Lapa Multishow), 23/03 (Curitiba/Local a ser definido) e 24/03 (Porto Alegre/Bar Opinião).

» A turnê comemorativa de 40 anos dos escoceses do Nazareth teve mais datas confirmadas aqui no Brasil para a 2ª quinzena de maio e começo de junho de 2008. Olha só: Vitória (16 de maio), Salvador (17 de maio), Recife (18 de maio), Fortaleza (21 de maio), São Paulo (28 de maio), Curitiba (31 de maio) e Florianópolis (1º de junho). Ufa!

» Durante um chat realizado com fãs na última quinta, dia 15/11, Dave Mustaine revelou sucintamente que o Megadeth deve pintar nos palcos brasileiros entre maio e junho de 2008 – exatamente a mesma época do verão nos EUA.

» Informação quentinha da revista RockHard-Valhalla para deixar você babando: empresários estariam negociando um festival para 2008 com as participações de Van Halen, Ozzy Osbourne e Black Label Society (grupo liderado por Zakk Wylde, guitarrista da banda solo de Ozzy). Reza a lenda que eles se apresentariam por aqui na segunda quinzena de março. Outros nomes cogitados para tocar por aqui em 2008 são o Queen (com Paul Rodgers, o que me afastaria imediatamente desta verdadeira farsa) e o Kiss (será que finalmente eu vou poder ver Gene Simmons ao vivo?).


Ela pode não fazer aquele estilo básico “loira-gostosona-turbinada-com-lábios-provocantes-e-um-baita-decotão”. Mas é tão cheia de charme, elegância e estilo que merece estar aqui neste espaço: Madeleine Peyroux.

88fm_gostosa2.jpg


» Já que falamos no Barão durante as “Rapidinhas”, saiba que o guitarrista Fernando Magalhães aproveitou esta pausa para lançar um disco solo, auto-intitulado e inteiramente solo, com vendas somente pela internet por meio do site da Warner Music. Caso você esteja curioso, no entanto, basta entrar no MySpace do músico e conferir uma palhinha.

» Os malucos do Mars Volta até deixam você ouvir uma canção do novo “The Bedlam In Goliath”, que só sai em 29 de janeiro. Mas para conseguir, você precisa resolver um quebra-cabeça no site oficial deles. Nada mais adequado ao estilo dos caras, aliás.

» Mantendo aquele jeitão só seu ao misturar influências latinas com um brutal nu metal curto e grosso, o Ill Niño continua na atividade e soltou uma nova música de trabalho, intitulada “Hot Summer’s Tragedy”. Para ouvir o petardo (que estará no disco “Enigma”, chegando às lojas gringas em 08 de janeiro), claro, basta adentrar o MySpace oficial dos camaradas.

» No MySpace oficial dos Futureheads, por sinal, é possível ouvir um trecho de “Broke Up The Time” -– canção inédita que estará presente em seu novo álbum, a ser lançado em 2008. Clicka lá!


» No dia 12 de novembro, centenas de fãs do Led Zeppelin foram convocados para um imenso flash mob em comemoração ao retorno dos tiozinhos… e também para promover “Mothership”, compilação de 24 faixas com o melhor do grupo. Na Denmark Street, em Londres, eles emularam Jimmy Page em uma gigantesca performance de “Stairway To Heaven”. Dê só uma olhada nos melhores momentos do “evento”.



» Para o clipe de “Teddy Picker”, os Arctic Monkeys contaram com a direção de alguém com sobrenome famoso: Coppola. O cineasta em questão, no caso, é Roman, irmão de Sofia e filho do Francis Ford. Veja só como ficou o resultado do trabalho do meninão:



» Sob o singelo título de “Doomsday”, o Six Feet Under lançou o seu mais novo videoclipe durante o programa “Headbangers Ball”, exibido pela MTV2 dos EUA. Mas é claro que a produção “Rob Zombie-style” não demoraria a cair nas graças do YouTube. Dá uma bizuiada:




88fm_disco2.jpgOnze anos depois, finalmente os veteranos do Viper lançam material inédito por aqui. Em “All My Life”, esqueça a sonoridade punk rock de “Coma Rage” ou mesmo as confluências pop em português de “Tem Pra Todo Mundo”. Este Viper, capitaneado pelos membros originais Pit Passarell (baixo) e Felipe Machado (guitarra), comanda uma volta ao passado, estabelecendo seu som como uma espécie de sucessão natural do clássico “Theatre of Fate”, de 1989 -– mas com uma bem-vinda crueza herdada do primeiríssimo “Soldiers of Sunrise”, metal básico e tradicional da melhor qualidade, diretamente da escola Iron Maiden de música. Basta ouvir “Dreamer” para enterrar de vez qualquer preconceito que você ainda nutra com relação a estes brasileiros.

O novo vocalista, Ricardo Bocci, é egresso da banda de hard rock Rei Lagarto, e suas referências do hard mais tradicional parecem permear e influenciar os colegas de grupo -– basta ver tudo que é possível identificar salpicado em “Miles Away”. Na balada “Violet”, temos um solo do guitarrista Yves Passarel, irmão de Pit, ex-integrante do Viper e atual membro da formação do Capital Inicial (não pergunte…). Em “Love Is All”, outro integrante das antigas, Andre Matos (Angra, Shaman), promove um duelo vocal com Bocci no qual mal dá para se perceber quem é quem -– afinal, Bocci tem lá o seu estilo e talento de sobra, mas é nitidamente um aluno da escola Matos de se cantar heavy metal. Em resumo: um retorno altamente promissor, que merece ser conferido, especialmente ao vivo. O Viper está vivo. Longa vida ao Viper!

    • ”Back in Black” (AC/DC)
    • ”Suck My Kiss” (Red Hot Chilli Peppers)
    • ”Baba O’Riley” (The Who)
    • ”May It Be” (Enya)

    • “Calm Like a Bomb” (Rage Against The Machine)
    • ”Daytripper” (The Beatles)
    • ”Todo Carnaval Tem Seu Fim” (Los Hermanos)

    • “Brothers of Mambo” (S.H.A.P.T.)
    • ”Sufragette City” (David Bowie)
    • ”Never Before” (Deep Purple)

Comentários
Já são 20 sobre esse post -- até agora

  opivm

Gostei, o texto dessa semana está muito bom!

24 de Novembro de 2007 às 12h43
  buh!

Não gostei, acho Libertines, Strokes, Arctic Monkeys e afins bandas MUITO boas…

O que deve ser jogado no lixo de hoje em dia é o emocore.

24 de Novembro de 2007 às 13h28
  Birimbeto

Das bandas citadas como “salvação do rock”, a única com a qual simpatizo um pouco (e só um pouco) e a White Stripes. The Strokes e Coldplay como salvação do rock?!? Não à toa, que os críticos são tão criticados! Que bando de antas!
No mais, tenho um desprezo mortal por qualquer dessas bandinhas vendidas por esses caras. Um exemplo é o Hoobastank: quando ouvi a primeira vez Crawling in the Dark, do primeiro disco, gostei bastante. Bem básico, mas legal, a maioria das músicas desse disco. Mas quando saiu o The Reason, que tocava até em Smallville essa baladinha nojenta dos infernos, pulei fora sem dó.
Ignorância é uma desgraça! =/

24 de Novembro de 2007 às 13h35
  Vitor

Pode até ser o caso de nao chamar as bandas de salvadoras do Rock… Mas nao é por isso que elas sao ruins. Mas aí vai o gosto de cada um =P

Ótima coluna, btw.

24 de Novembro de 2007 às 13h47
  Leandro "Cereal_Killer" Cruz

S.H.A.P.T. é foda!!!

24 de Novembro de 2007 às 13h56
  {Yusuke}

gosto e umbigo cada um tem o seu, acho que o Libertines teve aqueles 5 minutos de genialidade ai peter perdeu as estribeiras, acho tbm que o strokes ta longe de ser repetitivo mas hj em dia ta muito fraquinho e tambem discordo do tema, existe sim bandas que são ou que foram a salvação do rock.

Salvaram o rock mudando o conceito, a forma ou simplesmente tirando ele de um marasmo, foi o que o Ramones e o sex pistol fizeram numa época em que só tinha musicas de 30 minutos e shows que custavam mais caro que podiam arrecadar, foi o que o smiths e o joy fez quando tudo mundo queria ser punk, oque os beatles fizeram antes duas vezes uma mostrando que o rock podia ser feito para qualquer pessoa e outra quando criaram as musicas complexas e cheia de arranjos experimentalistas ou ainda o que o radiohead feiz (e faz) tornado o rock não só um meio de protesto como uma obra intimista e por ai vai.

salvar o rock é reinventa-lo e transformar ele em algo novo e de veiz em quando e isso pode nos agradar ou não.

Frank aguiar como ministro da cultura vai ser dose, imagina no meio de uma reunião ele da aquele gritinho, vai ter velho morrendo de susto.

Edgar Scandurra, assim como o nasi, ta querendo é confete.

24 de Novembro de 2007 às 14h14
  Diego Leite

Esse carnaval todo de “salvação do rock” é tão velho quanto andar para frente.
Desde meados da década de 80 e início da década de 90, muitos grupos surgiram e foram rotulados dessa maneira pelos tão inteligentes críticos da música. Bandas como Guns N’ Roses e Nirvana ilustram bem esse tipo de fenômeno.
O que acontece, hoje em dia e com essas bandas, é apenas uma RELEITURA de tudo o que já foi produzido anteriormente. Não vi, até agora, nenhuma banda que fez alguma canção digna de ser definida como genial, como obra de arte pura e simplesmente, da mesma forma que fizeram os Beatles com pelo menos 70% de suas músicas (incluindo, por exemplo, In My Life, Real Love e Free As A Bird), ou então como fizeram o Pink Floyd, o Yes, ou o Led Zeppelin.
Das novas tendências (entenda-se a partir dos anos 2000), apenas o White Stripes criou algo diferente dos demais, um tipo de som que não parece com nada, que não lembra ninguém. Seria esta uma razão para se taxar a banda de genial? Acredito que não. É diferente? É. É legal? Para uns sim, outros não. É genial? Definitivamente, não.
Querem mais exemplos? Três na ponta da língua: Red Hot Chili Peppers, Jane’s Addiction e Faith No More. Indubitavelmente, todos esses grupos possuem uma sonoridade que destoa da velha fórmula já conhecida por nós. Mas ora, quem vai ser o maluco de endeusar Anthony Kiedis, Perry Farrell ou Mike Patton? É legal, diferente. E só, ponto final.
Acho que boa parte das pessoas também pensa que talvez seja impossível não associar o The Killers - de quem eu gosto muito, aliás - ou o Keane a qualquer banda new wave dos anos 80. Assim sendo, os Strokes nos remetem ao Velvet Undergrouns e mais algumas outras parafernalhas made in 70’s. De qualquer forma, trata-se de uma releitura, e isso é indiscutível. Mudam-se apenas os tempos e alguns conceitos, mas a essência é a mesma.
Sem mais, deixem o rock em paz. Se ele morreu, que fique descansando com seus bolachões do Jimi Hendrix, do The Doors, do Beach Boys. Se ainda estiver vivo, não coloquem mais picuinha na cabeça dele. Respeitem os idosos!

24 de Novembro de 2007 às 15h52
  bozo

a grande graça de ver o queen hoje em dia é JUSTAMENTE o Paul Rodgers, vocalista fantástico e que nos brindará com clássicos do Free e Bad Company …

é picaretagem sim, mas quem dera todas as picaretegens fossem nesse nível …

24 de Novembro de 2007 às 16h44
  Ricardo T.

Esse papo de que o Rock morreu é balela. Pra mim a musica evoluiu e muitas pessoas infelizmente ficaram paradas no tempo.

24 de Novembro de 2007 às 17h41
  Gin Guilt

No seu quarto álbum,os Ramones já cantavam:

“We need change and we need it fast/before rock’s just part of the past / ’cause lately it all sounds tha same to me”

Então,Sr.El Cid,Eu concordo com o que foi dito o seu texto =D

24 de Novembro de 2007 às 23h54
  Carrot Glaces

se depender desses criticos, o rock ja morreu e reviveu mais q o goku

S.H.A.P.T. é foda!!! [2]

25 de Novembro de 2007 às 1h50
  Lula

O bom e velho Motorhead. Isso sim é rock’n'roll.

Dica de camarada, ouçam Redneck Girlfriend.

25 de Novembro de 2007 às 18h15
  Lili

@Diego Leite:

“Mas ora, quem vai ser o maluco de endeusar Anthony Kiedis, Perry Farrell ou Mike Patton? É legal, diferente. E só, ponto final.”

Um pouco presunçoso da sua parte dar a discussão como encerrada, né? Ao contrário de você, acho que isso dá muito pano pra manga. Das bandas citadas nesse trecho só ouço os Chili Peppers e, sim, os considero geniais.

Não por serem “inventores” de tendências, coisa que nunca fizeram. Mas sim por compilarem de forma absurdamente criativa sonoridades que aparentemente não tem muito a ver, como funk e hard rock. São genias também porque, ao contrário de outras bandas de renome, souberam se reinventar a cada trabalho sem perder a qualidade.

Cada álbum é diferente, mas fica complicado falar de melhor ou pior. NA MINHA OPINIÃO, isso é genial. O mesmo vale para o White Stripes, por exemplo. Talvez seja preciso para de esperar as salvações para notar o gênio de bandas assim. Não teremos um novo Beatles, Yes, Pink Floyd ou Led Zepelin. São bandas únicas, como todos sabemos.

Mas não são os únicos gênios do mundo do rock. Pensar assim é fechar as cortinas, coisa que detesto fazer…

25 de Novembro de 2007 às 20h35
  Felix

éé…hoje em dia é muito dificil achar até um solo de guitarra numa música..

25 de Novembro de 2007 às 23h41
  Ghoul

Galera, vim postar aqui pra fazer uma pergunta, quero saber o que vocês acham do álbum novo do Foo Fighters, não sou um expert em rock nem nada, e também não sou um tipo de cara que só escuta um tipo de música, mais eu achei esse cd MUITO bom, melhor coisa que eu escutei no ano, o que também não significa muita coisa porque eu não escuto tanta coisa assim.
Mais anyway, alguém aí já escutou ele?

26 de Novembro de 2007 às 13h35
  {Yusuke}

@Ghoul
Pra mim o novo do Foo Fighters é até fraco se comparada a “in your honor”, “one by one” e o “there is nothing left to lose” mas mesmo assim ta acima da maioria das coisas que são jogadas na midia, é um bom CD e tals mas acho o novo do Queens of stone age o “Eras Vulgaris” o melhor do ano até agora

26 de Novembro de 2007 às 14h38
  Pedro

Na falta de bandas excelentes,como muitas dos 60,70’s, basta aparecer algo um pouco diferente do convencional para já apontar como uma salvação.

(Wolfmother é uma banda atual muito boa).

26 de Novembro de 2007 às 14h47
  Neto

o local do show do Interpol em BH foi confirmado sim… será no Chevrolet Hall e os ingressos já estão a venda… =D

27 de Novembro de 2007 às 0h03
  climber

COLDPLAY legal ?? (comentário acima)

é…gosto é igual braço, tem gente que não tem…

De resto: Parabéns pelos textos, e é MUUUITO bom saber q BRUJERIA tá vindo pro Brazil.

27 de Novembro de 2007 às 18h37
  Geraldo

O Novo do Foo Fighters é bom, porém não é um the colour and the shape ou there is nothing left to lose da vida, assim como o Era vulgaris do QOTSA…é bom,porém inferior aos 3 primeiros da banda.

3 de Dezembro de 2007 às 21h10
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