Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007 | Atualizado em 09.01.08 às 9h27

Fronteiras do Universo: A Bússola de Ouro


O livro consegue ser ainda melhor que o filme.

Tayra Vasconcelos
JUDAO.com.br

A Bússola de Ouro é o primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman. Um livro voltado para o público juvenil, que conta a história de pessoas que vivem em um mundo muito parecido com o nosso, porém com diferenças significantes: cada ser humano possui um daemon, que é um animal inseparável, que nada mais é que a representação pública da alma da pessoa, e que na infância muda sempre de forma, até que na puberdade toma uma forma única. Nesse universo criado por Pullman, ciência e religião estão intimamente ligados, o que acaba sendo um ingrediente essencial para todo o mistério que vai permear todo o livro. E, funcionando com o título dessa primeira obra, há um raríssimo objeto que é capaz de apontar a verdade, embora pouquíssimas pessoas saibam utilizá-lo. Muito parecido com uma bússola de ouro, é chamado de aletiômetro (”medidor de verdade”, do Grego).

O livro centra-se na história de Lyra, uma menina muito inventiva e arteira que vive na tranqüila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Mas em um dado momento, crianças começam a desaparecer. E quando Roger, seu melhor amigo, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores.

Ela está decidida a sair em busca do amigo, mas sua vida sofre uma reviravolta com a chegada de uma bela mulher, conhecida como Sra. Coulter. Ainda assim ela não desiste de ir atrás de Roger e parte rumo ao Norte, onde encontrará paisagens totalmete desconhecidas, ursos guerreiros, com armaduras, além das feiticeiras e dos gípcios. No seu caminho ela descobre que as crianças sumidas são usadas como cobaias para terríveis experiências que têm um fundo religioso e doutrinador.

Fazendo uma severa crítica à postura de lavagem-cerebral que a religião assumiu na vida de muitas pessoas, o livro foi publicado há mais de 10 anos e alcançou grande sucesso de crítica e público. Porém, quando foi anunciada a adaptação para o cinema, as “ligas das senhoras católicas” do mundo inteiro resolveram se unir, para tentar impedir a veiculação do mesmo, devido a seu caráter herético, e isso só fez com que a procura pelo livro aumentasse mais e mais.

Esse livro é uma ficção que nos oferece uma excelente reflexão sobre a maneira como as coisas nos são apresentadas como verdade absolutas, e que muitos, na preguiça de contestar, acabam aceitando aquela realidade e tornando-se joguetes nas mãos de interesses muito maiores. Apesar de o autor ser um ateu confesso, ele não quer pregar que a religião em si é algo ruim, mas sim que aceitar as coisas sem questioná-las, como acontece com muitos de nós, é horrível e nos mina por dentro.

Um livro que deve fazer parte da sua biblioteca, sem dúvida alguma. Judão RECOMENDA! de olhos fechados.

Comentários
Já são 13 sobre esse post -- até agora

  Obede Jr.

Judão recomenda de olhos fechados? mas e como vou ler? haha

que bosta!!

mas entaum, tbm recomendo.. excelente leitura mesmo! Logicamente, pra quem gosta do gênero!!

Como te disse no comentário sobre o filme, eles cagaram no roteiro, senão poderia ser tão espetacular qto LOTR..

E coloquem mais resenhas de livros!!
Se quiser, eu posso ajudar.. leio até morrer mesmo! ahah

bjooooos!

28 de Dezembro de 2007 às 10h57
  Kleber

Desculpem, mas de infantil a trilogia Fronteiras do Universo não tem nada. O filme, sabemos, foi amenizado para ficar infantil. Mas os livros, principalmente o terceiro, A Luneta âmbar, são uma leitura que não agradaria crianças. Digamos que, aqueles cujos daemons ainda podem mudar de forma não se sentirão muito confortáveis. Em compensação, os demais adorarão!

28 de Dezembro de 2007 às 13h10
  MGS Dogma

Os livros detonam…o Northern Lights eh mto bala…ele é direto e sem enrolação…mas mesmo assim consegue ser bastante detalhista e empolgante e faz com que você sinta os personagens…pra quem gosta de livros de magia-infanto-pseudo-fantasiosos….vale mto a pena…
Já a respeito da adptação…comento no outro tópico… \o/

28 de Dezembro de 2007 às 13h14
  Stylus

Fronteiras do Universo pode ser qualquer coisa, menos infantil. Uma criança não entenderia a complexidade da história, jamais. Porém, para aqueles que já possuem um certo discernimento, estra trilogia é fantástica! O primeiro livro é ótimo, mas nem se compara com A Faca Sutil e A Luneta Âmbar, sequêncicas do primeiro. Crônicas de Nárnia é MUITO bom, Harry Potter é legalzinho, mas perto de Fronteiras do Universo, estas duas não passam de apenas uma leitura agradável. A grandeza desta trilogia supera as fronteiras da imaginação. Quanto ao filme, comento no post sobre ele.

P.S: RÍDICULO terem mudado o nome de A Bússola Dourada para A Bússola de Ouro. ¬¬

28 de Dezembro de 2007 às 17h46
  Rob

Eu achei uma bosta

28 de Dezembro de 2007 às 19h04
  Felix

A trilogia eh incrivel, marcou minha infância!

Ainda to pra ver o filme…

28 de Dezembro de 2007 às 20h18
  Danilo Nascimento

A Trilogia é maravilhosa, e realmente, o último livro em especial não deve de forma alguma ser indicado como “pra crianças”. Mas ainda acho que fizeram uma péssima adaptação tentando vender um filme infantil.

29 de Dezembro de 2007 às 0h19
  Sonâmbulo [999a Noite... ]

Acho que o livro deve ser sim lido por crianças. Ele tem uma configuração semelhante ao clássico do gênero: Peter Pan. As crianças vão ler e entender o que elas forem capaz, o resto elas atravessam e fica estória épica sobre coragem e perseverança. Não sei porque a galera gosta de achar que criança é imbecil. Criança é apenas gente pequena. E sem muito “freudianismo”, é a única fase a da vida que vai se carregar para sempre. Acho que o principal defeito das Fronteiras do Universo é querer atacar a Igreja. Mas até mesmo na estória do Pulman, o próprio autor se rende a alguma explicação superior, e deixa até margem para se nos perguntarmos: E de onde veio o princípio da história? Não haveria uma entidade que principiou as coisas e deu o livre arbítrio? Só um detalhe: gostam muito de comparar as Fronteiras com os Potter, mas os dois tem visões distintas, estilísticas diversas e querem atingir de maneiras particulares. Rowling fica na dela… Não agride ninguém, até mesmo defende… Ou qual seria o motivo dos bruxos comemorarem Páscoa e Natal… Que a Força esteja com vocês… Até mesmo com o editor herege desse blog.

29 de Dezembro de 2007 às 9h46
  Wagner Brito

“Lyra, uma menina muito inventiva e arteira” - me fez lembrar as chamadas da Sessão da Tarde.

Faz tempo que eu queria ler esse livro, agora ganhei um incentivo a mais!

=D

29 de Dezembro de 2007 às 16h48
  FELIPE

é um digimon com um pouco mais de pirotecnia e doutrinas religiosas , nada muito diferente daquela tristeza “cronicas de narnia” , uma literatura do tipo : um crente fanático querendo doutrinar as crianças escrevendo sobre divindades travestidas de bichos e outras fantasias bobas. Quem tem 10 anos fica encantado.

2 de Janeiro de 2008 às 0h49
  JLM

Escrevi uma resenha sobre o livro comparando as minhas impressões sobre o filme. Faz uma visita lá em casa e deixa um pitaco.

1 abraço.

1 de Fevereiro de 2008 às 12h02
  Kuster

De fato não conheço ninguem que leu o livro e gostou do filme ,concordo com mtos dizendo q de infantil Fds não tem muita coisa , tirando os papões do começo do Vol1( rssrs) e o daemons no primeiro livro (tem até gente comparando com digimon ), após a metada do Vol 1 deixa de ser um historia infantil e aborda temas complicados de serem refletidos, muitos dizem que o livro é uma tentaiva de influenciar crianças ao ateismo , eu digo que é um livro que mostra nossas reações perante quebras de paradigmas tanto religioso , comportamentais e outros abordados na obra .
Sinceramente quando comecei ler esse livro esperava uma obra infantil e vazia , porem alem da trama e personagens muito bem elaborados e a fuga do cliche (Bem vs Mal) , existe varias coisas a serem interpretadas depende da maneira com que se lê.Conheço varias pessoas que terminaram de ler e citam coisas que eu nem percebi durante a leitura .
Realmente curti d+ o livro me supreendeu horrores .
Recomendo desde que você leia o livro com a “mente aberta”

23 de Setembro de 2008 às 7h57
  Lucas Randig

eu achei a Bússola de Ouro incrível que estou irritando a minha mãe para deixar eu assistir A Faca Sutil

27 de Setembro de 2008 às 23h14
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