Laurel Jane Juspeczyk, mas você deve conhecê-la como a segunda mulher a carregar o nome de Espectral no universo de Watchmen. Uma personagem importante dentro da graphic novel original, mas que, ainda assim, não teve o passado tão explorado na minissérie – fora o fato dela ser filha da Espectral original e a revelação sobre o pai da personagem na nona edição.
Porém, como foi para Laurie ser a filha de uma heroína vulgar? Como ela viveu até a adolescência? E como ela foi treinada para se tornar a Espectral II? Tudo isso serve de motivação para Before Watchmen – Silk Spectre #1 (DC Comics, 30 páginas, US$ 3,99), a primeira de uma minissérie em quatro edições e à venda nos EUA desde a semana passada – disponível para os brasileiros via venda digital.
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Mexer em algo que já existe, em uma personagem tão bem criada por Alan Moore e Dave Gibbons, não é nada fácil. E o peso aumenta ainda mais após o ótimo resultado da primeira edição da primeira minissérie dos prelúdios de Watchmen, publicada semana passada e que trouxe o surgimento dos Minutemen. Bom, o que posso dizer é que Dawyn Cooke (script) e Amanda Conner (script e arte) fazem um trabalho BRILHANTE mesmo com toda a pressão.
Após um breve trecho da infância de Laurie, a HQ começa nos anos 60, mais exatamente em 1966. Era o começo da explosão hippie e da luta contra a guerra do Vietnam, que acontecia desde 1955 mas que só naquele momento começava a ganhar a rejeição da população estadunidense. Uma época mágica da cultura dos EUA, também.
Pena que a jovem Laurie não vê nada dessa magia. Obrigada a treinar e estudar ao extremo por sua mãe, não sobra tempo para curtir essa explosão cultural. Tempo para garotos? Piorou.
Não é só isso que preocupa a própria Laurie. Por conta do passado da mãe, a garota sofre muito na escola. Mesmo quando tenta manter contato com alguém, fazem questão de lembrar que Sally Jupiter, a mãe de Laurie, andava por aí combatendo o crime de espartilho e que fez inúmeras fotos sensuais. É, não era uma vida fácil.
Para nos contar essa história, Amanda Conner emprega um estilo muito interessante na arte, com esse ar dos anos 60 que é reforçado pelas cores de Paul Mounts. Sem contar que a HQ tem um ar teen que não é ruim, MUITO pelo contrário. O clima de escola, de descobertas, da liberdade, do primeiro cigarro… Tudo isso deixa a história ainda mais interessante.
De certa forma, isso também é mérito do Darwyn Cooke, afinal o quadrinista já demonstrou mais de uma vez que é mestre em fazer essas HQs que acontecem no passado.
O gibi ainda traz mais duas páginas da HQ de backup The Curse of Crimson Corsair, com roteiro de Len Wein e arte de John Higgins. Ainda continua cedo para falar algo sobre a história, mas ela está começando a ficar interessante. Vou aguardar para ter uma opinião realmente formada.
Semana que vem teremos Before Watchmen – Comedian #1, de Brian Azzarello e J.G. Jones. Vamos ver se o bom momento continua.
Para conferir o preview sa primeira edição de Before Watchmen – Silk Spectre #1, click aqui.
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