Nessa onda de franquias ganhando novos jogos ano após ano, mesmo quando não é necessário, esses dois anos de hiato entre o segundo e o terceiro UFC Undisputed podem parecer uma eternidade para os fãs do game. Mas pra quem começou a acompanhar o UFC de vez mais recentemente, foi a melhor decisão que a THQ poderia tomar. UFC Undisputed 3 vale cada segundo de espera.
Isso não significa, porém, que só porque se passaram dois anos que podemos esperar mais — e eis um dos grandes problemas do jogo: a eternidade de tempo que os carregamentos duram, começando pela instalação de mais de 4GB. No Xbox você tem a chance de fazer isso se quiser, mas essa coisa de FILHO DA PUTA que é instalação compulsória no PS3 dá nos nervos. E quando jogo começa e você pensa que agora vai… “Loading”.
É insuportável e, muitas vezes, não vale a pena. Mas depois de algumas lutas, depois daquele nocaute quando você já tava quase morrendo, PELO MENOS a sensação de “chupa videogame filho da mãe” vem, e com bastante força. Só é um pouco difícil chegar lá.
Carreira
Se quiser jogar offline, esse é o equivalente ao modo “história” de alguns outros jogos de luta. Você pode criar o seu personagem, à imagem e semelhança de quem quiser (sempre algo EXTREMAMENTE divertido) e começar lutando numa liga bostolenta, onde grandes outros lutadores começaram. E aí é aquela coisa: passa ano, sai ano, você faz suas lutas, começa a ganhar reconhecimento, patrocínio, sobe no ranking e, se tudo der certo, vira o campeão da sua categoria no UFC.
E não basta lutar, apenas: você treina, treina, melhora e aprende seus golpes, entra pra uma academia (que funciona mais ou menos como clãs) e por aí vai. É a maneira mais fácil de você se sentir um lutador real.
Só é, talvez, um pouco frustrante DEMAIS pra um videogame.
Pra um leigo, n00b nessa franquia, há MUITA técnica envolvida, especialmente na luta de chão. As vezes você perde uma luta ganha por não conseguir fazer uma coisa ou outra. E o tempo passa e, quando você percebe, seu lutador tá velho demais praquilo. E o que fazer, além de aposentar e começar TUDO de novo? :////
Os outros modos de jogos são novas versões de tudo o que já conhecemos, como o Title Mode, que é tipo aquele sistema de “torre” do Mortal Kombat, até chegar no Shao Khan detentor do título — com a diferença de que, se perdeu três vezes, tem de começar tudo de novo; Tournament Mode, com “várias lutas no mesmo dia”, o que significa que quanto mais você apanha, pior fica pra luta seguinte; há ainda o que te coloca em lutas clássicas (pra tentar imitá-la o melhor possível e ganhar mais pontos) e o que te enfia dentro de um evento do UFC, com você definindo quais são as principais lutas e, se for o caso, participando de todas. :)
Online
É legal poder chutar a face do seu amigo em outro local do Mundo, sem sair de casa, no videogame? É, e muito. Dá até pra formar “camps” e participar de lutas tal qual clãs, com um personagem criado ou já consagrado.
MAS POR FAVOR, alguém manda arrumar o servidor?
Em todos os dias, diversos horários, que testei, o lag era imenso. Como se já não fosse suficientemente irritante ser levado ao chão e não saber fazer mais nada além de girar o direcional pra tentar sair daquela situação, muitas vezes não havia resposta imediata…
Sim, eu até acho que parte da culpa é essa maldita cidade de São Paulo, suas chuvas e tudo o que acontece depois (mesmo que sejam dias depois). Mas outros jogos, como o FIFA 12, funcionam perfeitamente.
Um jogo como esse precisa fluir. Não é simplesmente apertar botões numa ordem específica pra executar golpes. ANTES FOSSE, mas não é disso que se trata. Pra facilitar, prefira sempre o Anderson Silva, o equivalente ao ALEJO desse jogo. Não só é um dos melhores lutadores, ao lado de Jon Jones, como é o mais divertido, com golpes malucos e simples de se executar.
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Aliás, realismo talvez seja o ponto forte do jogo. Eu preferiria se fosse algo um pouco mais caricato, mais livre, mais “porrada de graça”, mas, porra, não dá pra negar que o que eles conseguiram com esse jogo impressiona, desde os lutadores às técnicas, golpes e etcetera. Faltou tratar melhor as Ring Girls? MUITO. Mas é divertido perceber que empregaram aquela “engine” que conhecemos em Dead or Alive, em que os peitinhos se mexem quando elas andam, coisa linda. :D
Outra coisa que faz o jogo ser legal: Pride. Tirando o modo carreira, é possível disputar suas lutas no campeonato japonês que foi, por muitos anos, o principal evento de MMA do mundo. Enquanto o UFC é cheio de regras “chatas”, no Pride é possível dar joelhadas na cabeça, chutes na cara enquanto o adversário tá no chão caído… É empolgante PRA CARAMBA e ainda tem o “announcer” japonês e a mina que grita em “inglês”, MUITO melhores que Bruce Buffer. :D
UFC Undisputed 3, assim como tudo relacionado a essa marca, não aconteceu à toa, não demorou tanto à toa, não chegou nesse momento à toa, muito menos tem menus e é todo legendado em português à toa. O hype gerado pelas lutas, que fizeram até a Globo transmitirem o evento e mesmo o fato de, apesar de tudo, estar mais amigável aos jogadores novos, mesmo sendo simulador demais pro meu gosto, garante o sucesso do jogo que, por sorte, ainda é realmente legal.
Uma pena que tenha saído por aqui com o preço de $179, mesmo tendo sido fabricado na Zona Franca de Manaus. Quem sabe os resultados não seriam melhores? Quem sabe no próximo? Com preço e jogo mais amigável, ninguém segura não. :)
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