Não TÃO Gamer existiu, como parte do JudãoBLOGS!, por alguns meses em 2009 e retorna ao site, depois de alguns anos morto, nesse formato de coluna. Continuamos falando sobre games para aqueles gamers que, bem, não são TÃO gamers assim e com um ator pornô estranho ao lado do logo. A novidade é que além do Thiago Borbolla, o Borbs, Patrick Cortázio é co-editor.
Então pronto, a E3 terminou, né? Como um consumidor, não tão gamer aqui do Brasil, pelo menos, terminou. Muitas outras informações ainda vão surgir, o nosso Kadu Araújo tá lá e vai mandar um monte de primeiras impressões e etcetera, mas com as grandes conferências de imprensa — todas elas antes da abertura oficial do show floor — realizadas, o que todo mundo espera todos os anos já foi.
Começou com a Microsoft, focando BASTANTE na questão do entretenimento, além do videogame. Gostei da apresentação, fluiu bem, mas… Estamos no Brasil. Nem 1/3 de tudo aquilo vai funcionar por aqui, não adianta achar nada muito foda.
Os games por sua vez chegam e teremos mais um Gears of War, maaaais um Black Ops, mas o que chamou a atenção MESMO foi Splinter Cell Blacklist e o uso do Kinect pra reconhecer comandos de voz — tipo chamar um capanga pra facilitar sua ação, ou mesmo “pedir” um míssil. ISSO SIM é o que podemos chamar de utilidade pra esse sistema da Microsoft que, há alguns anos, deixou o pessoal boquiaberto com suas possibilidades.
Foi divertido ver o Joe Montana ali mostrando os comandos de voz do Madden novo, que também estarão presentes no FIFA — mas nada que nos faça ficar fazendo exercício, UFA.
Halo 4 também foi uma coisa bonita de se ver, assim como South Park: The Stick of Truth. Eu REALMENTE me empolguei com esse e seus gráficos idênticos ao do desenho animado, sem a papagaiada de 3D que fizeram anteriormente. :D
Só o Usher que eu provavelmente passava. :D
Um pouco mais tarde foi a vez da EA mostrar o que tem e, como não podia deixar de ser, grande destaque pras franquias esportivas. “Melhorias na física” de FIFA e Madden e o talvez grande anúncio: UFC. Dana White, que já achincalhou a EA anteriormente pelo seu “MMA”, tava todo todo, dando a entender que queria muito estar ali há muito tempo.
Se existe alguém que trabalha com o manual do “Money Talks” embaixo do braço é ele — e não é de hoje. Não se pode culpá-lo. :)
Aí veio a Ubisoft, uma desenvolvedora que resolveu pensar no público GIGANTESCO que assistia àquilo tudo de casa e colocou atores como mestres de cerimônia — que até geraram momentos de vergonha alheia, sim, mas acabou funcionando melhor entre todas, ESPECIALMENTE a Nintendo… Mas sobre ela eu falo depois.
Novamente Splinter Cell Blacklist chamou à atenção, junto com Zombie U e seu trailer sensacional, exclusivo do console da Nintendo, Rayman Legends e, como não podia ser, Assassin’s Creed 3. E com esse conteúdo, ganhou ainda mais o respeito de quem quer um pouco de entretenimento enquanto assiste à essas transmissões ao vivo — AINDA MAIS com o trailer gigantesco de Watch Dogs, o tal do “GTA da Ubisoft” com os problemas de um mundo em que tudo e todos são hackeaveis, sem nenhuma privacidade.
FarCry 3 também foi uma boa, interessante, com tigres e peitinhos, novidade. Só faltou mesmo a Jade Raymond. :(
Já a Sony, por muitos considerada a zeradora da brincadeira com tanto jogo foda e não sei o que, não me chamou à atenção em nada além de Last of Us e Beyond, com seus gráficos IMPRESSIONANTES. Conferência chaaaata, focou bastante no entretenimento como um todo, mobilidade e jogos mais hardcore.
Não que se esperasse algo diferente de conteúdo, mas podia ter feito uma apresentação mais interessante, né? Sei lá, deveriam abolir os CEOs, gerentes, diretores dessas coisas.
Veja a Nintendo por exemplo. Com tanto roteiro chegou a causar vergonha, MUITA vergonha alheia em algumas conversas de Reggie Fills-Aime e outros fodões da industria, além de deixar todo mundo confuso e um tanto desinteressado com Shigeru Myiamoto falando em japonês com “tradução simultânea” (ou leitura, né) em inglês. Melhor que o inglês dele, mas né?
De resto, sua apresentação foi aquela coisa que todo mundo esperava: Wii U. Resolveram deixar detalhes pra depois, nas internets, e focaram nos jogos e com várias franquias third party já “antigas” de outros consoles, fiquei com duas coisas na cabeça: está CLARO que esse videogame deveria ter sido lançado no lugar do Wii, ou pouco depois; está CONFUSO DEMAIS a brincadeira. O gamepad vai poder ser usado junto de WiiMote, as vezes ao mesmo tempo, nem todos poderão usá-lo…
ALIÁS, Nintendo e Nintendistas, faça-me o favor. Anunciar que, “como o NES original, DOIS GAMEPADS poderão ser usados”, e ainda receber aplausos? Era pra poder usar UM MILHÃO AO MESMO TEMPO! Putaquepariu. PUTA. QUE. PARIU.
E quando a gente já tava querendo o fim da conferência, ~one more thing: NintendoLand, ou a apresentação / jogo que fez todo mundo, menos a própria Nintendo, bater a cabeça na parede de ódio, raiva e sono.
Não se faz mais Nintendo como antigamente.
Resto agora é esperar as primeiras impressões do Kadu, direto lá de Los Angeles, e o ano que vem. Será que, enfim, teremos Xbox 720, Playstation 4 e apresentações mais divertidas das first parties? :)
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