Com essa tal de internet, com essa coisa de extras de Blu-ray, convenções, feiras, se tornou comum e bastante fácil termos acesso a obras não finalizadas. Algumas vezes de forma não oficial, é verdade, mas quantas vezes você já não viu imagens e vídeos de filmes, videogames e o que mais for possível, com efeitos ainda em estágios iniciais, uma coisa experimental, apenas um teste?
A gente também aprende a não a julgar as coisas dessa maneira, já que tudo pode mudar, além de ficar iiiinfinitamente melhor. :)
…mas e quando um experimento se torna o produto final? A gente espera o melhor, mas só encontra ideias, tentativas e expectativa pro que vem depois… Como lidar com isso? Olá, FIFA Street!
Quando o jogo foi apresentado com a idéia de levar o universo que já conhecíamos da série FIFA para esse negócio de rua, sem regras, só o show, parecia uma ótima idéia. Quer dizer, era e É uma ótimo idéia. Ter os melhores jogadores do mundo fazendo o que eles sabem fazer de melhor, nos permitindo até ~humilhar adversários, não com goleadas, mas com lances até absurdos… I’m all in!
O jogo é que não.
Pra início de conversa, você com o Barça e seu amigo com o Real não poderão tirar um com a cara do outro via internet em modos de jogo como “Panna”, em que os dribles valem pontos bônus na hora dos gols, “Last Man Standing”, com cada gol marcado eliminando um jogador, “2v2″, etcetera. Primeiro porque a EA não possui licenças pra isso — afirmando que a idéia do jogo é que você e os jogadores / times que cria dominem o mundo; segundo porque são poucos os modos de jogo online, todos mais “parecidos” com futebol real. E se ainda assim você se empolga pra uma partida, não há a opção de rematch, troca de times ou de modos… É necessário convidar o amigo, aceitar, começar tuuuudo de novo… Um verdadeiro PÉ NO SACO.
Com força.
No modo off-line, o tal do “World Tour” é realmente interessante. Começa regionalmente, vai pro país inteiro e, então, compete no mundo inteiro. Você passa por todos os modos de jogo e vai melhorando seus jogadores, “roubando” alguns derrotados, ganhando peças de uniforme, quadras pra jogar… Enfim. Eu tou perdendo algumas boas horas aqui, com o meu JUDAO-com-br, que você até pode enfrentar, já que os times do World Tour — pelo menos regional e nacionalmente — são os criados pelo jogador. Só na hora de dominar mesmo o mundo é que se enfrenta os grandes clubes do Mundo… Ou você faz jogos de exibição sozinho e/ou com um segundo jogador ao seu lado. Se não…
BUGS
Como se os modos de jogo já não tivessem claramente essa coisa de “poderia ser diferente, maior, MELHOR”, FIFA Street é recheado de bugs.
Por exemplo, uma coisa besta mas que mostra a falta de cuidados: na hora de editar um jogador, várias vezes ele toma a forma de um outro, mudando apenas o nome e altura. Um patch, uns dois dias a mais de programação, teriam resolvido.
Mas o problema maior é quando o jogo congela. Comigo aconteceu, com um amigo e com várias pessoas na internet: na tela inicial, no meio do jogo. Algumas vezes congela e volta, ULFA, mas em algumas outras trava tudo. TUDO. Precisa desligar e ligar o videogame inteiro e, porra…
Que saco! É um problema constante, não é uma vez ou outra… :(
E O FUTURO?
Sinceramente, o futuro do FIFA Street pode ser MUITO bom. Eu poderia analisar o lançamento desse ano como uma demo e, provavelmente, não teria reclamado tanto. Sendo um produto final, caro, porém, não poderia ter sido lançado desse jeito. Não poderia ter, como explicações, desculpas. Ou se pode tudo, ou se pode nada. Dar o gostinho e tirar o doce da boca foi muita mandada.
E pior: foi um erro da Electronic Arts.
Se vai continuar sendo um jogo anual, se vai virar conteúdo online ou, porque não?, um DLC do FIFA 13, por exemplo, eu não faço idéia. Mas o fato é que a EA tem algo muito bom nas mãos… Só precisa tratar melhor.
Tanto o jogo quanto os fãs. ;)
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