Com o ano acabando, o pessoal já começa a se preparar pro que vem por aí. Essa semana são milhares os eventos que apresentarão algumas novidades do início do ano que vem e, um desses, foi o “webcast” que a EA Sports realizou com jornalistas da América Latina, direto do Canadá. Tinha um monte de gente de México, Argentina, Chile, Brasil, acompanhando os produtores anunciando alguns dos títulos que a EA lança no início do ano que vem.

O primeiro desses jogos apresentados foi FIFA Street, que retorna depois de um tempo no Limbo com Lionel Messi como estrela, deixando o pessoal da Konami no vácuo. Sid Misra e Gary Paterson, produtores do jogo, foram os responsáveis por apresentar um pouco mais dele, inicialmente com um vídeo já antigo, mostrado na Gamescom desse ano, que não tinha nem um framezinho de jogo — eram cenas reais de pessoas reais jogando o FIFA Street.

E essa coisa de “real” é o grande foco do jogo, a partir dessa versão. Como Paterson fez questão de frisar, é o primeiro jogo dessa franquia feito por pessoas que já haviam trabalhado nos outros FIFA, o que ajudou bastante nisso. Por exemplo, o engine usado no jogo é o mesmo; não há mais aquela coisa de “caricatura”, brincalhona, dos outros jogos, que tinham até uns power-ups.

A parte divertida vai mesmo ficar nos dribles e “humilhação” do adversário. Os jogadores escolhidos são os que tem habilidades mais “parecidas” com o futebol de rua, mas é possível criar o seu e, em ambos os casos, ir evoluindo cada um deles. E aí você faz cada vez mais coisas malucas, com a bola rolando ou parada. É possível, aliás, controlar SÓ a bola, usar a parede pra fazer tabela… :D

Isso tudo é resultado do maior foco no “1 contra 1″ do jogo, que aliás, fez com que, no jogo, você não consiga dar as costas pro adversário. Indo pra frente, pros lados ou pra trás, você está SEMPRE olhando pro jogador adversário.

La Boca!

O jogo também está mais aberto. Não só por serem 35 locações em todo o Mundo (no último jogo da franquia eram apenas 7), mas porque variam os modos de jogo e, o mais interessante, as regras. Será possível disputar partidas de 1 contra 1 até 6 contra 6, em diversos tipos de “quadras” — ou seja, vai poder rolar aquele “gol a gol” no meio da rua e uma partida de futsal entre Brasil e Espanha. Futsal, FUTSAL, não só um truquezinho… :D

Dos modos de jogo mostrados, o mais interessante é o “World Tour”. Você começa do zero, com a sua equipe de jogadores desconhecidos (tipo você e seus amiguinhos) em algum lugar remoto do mundo (sério, pode ser tipo Nordeste do interior da Inglaterra) e vai jogando torneios e desafios contra outras equipes criadas por outras pessoas. Ganhando, evoluindo os personagens, você vai indo pra outras partes do mundo, encontrando outros jogadores — aí sim conhecidos — e melhorando sua equipe, até chegar na final, no Rio, “a Meca do Futebol de Rua”, de acordo com Gary Paterson.

Ou seja: o Brasil é o principal local em que se joga futebol de rua NO MUNDO. Isso, porém, não fez com que clubes daqui aparecessem no jogo. São 120 clubes das “principais ligas”, incluindo aí os EUA, e várias seleções — Brasil e Argentina confirmadas entre elas. Mas pra quem queria disputar uma pelada com Neymar, Liedson, Jorge Henrique MITO e outros, cuén. Vai ter de jogar futebol de botão, mesmo. :P

FIFA Street sai em Março do ano que vem e, pelo jeito, é um jogo que os fãs de futebol, eletrônico ou real, precisarão ter. É o sentimento que eu tive, vendo as imagens, gameplays e outros vídeos: eu preciso jogar isso. MESMO sem o grande campeão do Brasil em 2012. Vamos ver o que acontece… ;)

Grand Slam

Nem só de futebol vive a EA, e você sabe disso. Também foram apresentados outros dois jogos, como o Grand Slam Tennis 2, que, adivinha do que se trata? :D

Ow hai, Sharapova!

A franquia, que começou exclusivamente no Wii, agora chega aos que o produtor Thomas Singleton chamou de “next-generation consoles”, também conhecidos como Playstation 3 e Xbox 360, ignorando completamente o console da Nintendo. Mas faz sentido: é tudo em HD, é tudo maior, tudo gigante e, o principal, é tudo mais “simulador”. Um pouco chato, até, com tanta coisa que se precisa pensar na hora de dar uma raquetada (OE!), mas a integração com o PS Move me pareceu mais divertida.

E sim, não vai rolar Kinect, só o PS Move, até por conta da história de “total racket control” que o produtor disse. Só é possível esse tipo de movimento com o Move.

O objetivo do jogo é chegar ao número 1 do ranking do Mundo, sendo “você mesmo”, e enfrentando os grandes jogadores da atualidade, na busca por ganhar a maior quantidade de grand slams possíveis. Mas, há também partidas e jogadores clássicos, que você pode jogar e mudar a história, ou só se aproveitar do talento de jogadores como Bjorn Borg, Pete Sampras, Joe McEnroe e outros — nenhum deles é Gustavo Kuerten. “Mas quem sabe no futuro da franquia?”, disse Singleton.

Federer

A preocupação com a realidade nesse jogo também parece impressionante. Não só pelos gráficos, mas porque muita coisa foi levada em conta — como, por exemplo, a torcida, o stress que um jogador sente ao jogar uma partida mais importante que outra, ou mesmo gritos de jogadores, tipo a Sharapova, que BERRA, ou a raiva de jogadores como McEnroe, que gritam com o juiz e tudo mais.

Eu gosto BASTANTE de jogos de tênis, desde a época do Atari e faz tempo que não jogo nenhum tão legal. Tem o do Wii, que é legal no começo, quando você ainda acredita que seus movimentos exagerados servem pra algo, mas… Vamos ver se eu me empolgo com o Move, pra esse. :)

SSX

Pra nós aqui do Brasil esse jogo não chega a ter tanta graça. Não, pelo menos, “popularmente”, por assim dizer. SSX é basicamente um jogo de esporte radical na Neve, também conhecido aí como snowboarding. É divertido fazer todas as coisas possíveis como “truques”, mas tem de ser um pouco mais fã de toda essa “cultura” pra se empolgar, pra “entrar” de fato no jogo.

Dos modos apresentados pelos produtores Todd Batty e Connor Dougan, o que mais me chamou a atenção foi o “Survival”, que te coloca nas principais montanhas / regiões do mundo pra esse tipo de esporte e te desafia a chegar lá embaixo vivo. Entre esses desafios há os tais “wing suits” e AVALANCHES, que segundo Batty, jamais vai acontecer num mesmo lugar, just in case você pense em decorar o momento exato pra se dar bem. Nesse caso, a avalanche é liberada de acordo com algo que você faça e influencie na física toda. Ou seja: pode ser no começo, pode ser no fim, no meio… Não há controle sobre nada. É LEGAL. :D

De resto, nada de muito novo (pra quem vê de fora). Você desce as montanhas na neve, faz maluquices, usa até helicóptero pra conseguir uns truques, e é isso aí. Claro que pra quem curte esses esportes, ou mais esse tipo de jogo deve endoidar mas, pelo menos aqui no Judão, a gente já tá esperando pra chutar sua bunda no FIFA Street.

Partiu? :D

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