Não tem Darth Vader nem Yoda dessa vez. Mas o resultado do quarto jogo da franquia valeu um grande buzz a SoulCalibur V que, como participação especial, tem apenas Ezio Auditore, de Assassin’s Creed que, convenhamos, não é algo assim tãããão chamativo. O que os japoneses fizeram, então?
Uma bela maneira de se vender um jogo, eu diria. :D
Maaaas…
Como sempre faço em jogos que tem essa possibilidade, a primeira decisão que tomei ao colocar SC5 no meu Playstation 3 foi ir até o esquema de criação de personagens. Mas, tendo poucos itens liberados ainda, resolvi jogar o modo história. Tudo ia bem, o cara protegendo a irmã chata pra caralho, a mãe que tinha morrido ou algo assim… Nada muito interessante, porém, já que boa parte da história era contada através de desenhos estáticos, não animações completas, como por exemplo Mortal Kombat — que tem o melhor modo história de todos os jogos de luta da história das histórias.
Aí acabou. Do mais profundo nada, pronto pra ficar mais algumas horas ali, com outros personagens, cenários e tudo mais… Acabou. Fim. Já era. Sabe quando você se sente enganado?!
Daishi Odashima, diretor do jogo, disse ao site Train2Game que esse modo história é pelo menos quatro vezes menor do que eles planejavam. “Nosso primeiro plano no storyboard era ter a história de todos os personagens, e nós até a temos no estúdio, mas por conta do tempo, de mão de obra, nós não conseguimos colocar tudo o que planejamos no jogo”.
Vamos supor que adiar a data de lançamento fosse uma opção. Não podiam ter feito isso? Ou, já que não tava TUDO pronto, não podiam ter esperado ficar pra anunciar uma data de lançamento? Ou ainda ter deixado de fora inicialmente e liberado depois, através de um DLC?!
Como jogo de luta, SoulCalibur V não traz lá muitas novidades, com exceção dos gráficos infinitamente melhores que o do último jogo; resolveu cobrir a Ivy, por qualquer motivo que não faz sentido (ainda mais depois da publicidade que eles fizeram em torno do decote dela); aí o modo história é incompleto?! Porque não é simplesmente um modo de história curto pra caramba… É INCOMPLETO. Você sente falta de mais coisas quando se vê com o controle quase caindo da mão, boquiaberto, não acreditando que aquele é REALMENTE o fim.
Eu não cheguei a jogar o jogo como eu acho que devo pra fazer uma resenha — por exemplo, não entrei em nenhuma batalha online, mas essa história do diretor assumindo a hagada com o modo história já dá grandes razões pra eu falar sobre ele.
É bom que a Namco Bandai pense direitinho na hora de fazer um sexto jogo. Ou melhor: pense direitinho na hora de PENSAR EM FAZER um sexto jogo porque, por ora, eu prefiro ficar com o SoulCalibur IV, mesmo.
Você já tá seguindo o Judão no Twitter, Facebook, Google+ e Tumblr?! Pois deveria. ;D

