Eu, na minha essência pueril, fui criado por uma mãe fascinada por filmes de terror. Naquela época não existiam tantos VHS infantis, por isso minha matriarca deixava que eu a acompanhasse em suas sessões de “A Hora do Pesadelo”, “Sexta-Feira 13″, “Dia dos Namorados Macabros” (antes de ser 3D) e “O Exorcista”. Porém, todavida, contudo, entretanto, a tara da minha mãe, antes mesmo de brilharem e ter abdômens definidos, eram vampiros e lobisomens. Cresci e vivenciei os meus maiores traumas e guilty pleasures com isso.

Em primeira instância, nunca imaginei na possiblidade desses dois seres sobrenaturais se cruzarem. Existem diversas histórias de ninar de antes de cristo e da idade média que falam sobre essas criaturas, mas a personificação que conhecemos é um pouco mais europeia, como aquela adaptação meio andrógena de Entrevista com Vampiro, que trazia consigo a pergunta incalável: vampiros são ou não são homossexuais? Eles fazem sexo? Quem era aquela menina assustadoramente feia? Não falo por ciúme da beleza dos protagonistas, que eram sex-symbols na época, mas justamente por aqueles toques no rosto e tudo o mais… Convenhamos. Só faltava brilhar.

No caso dos lobisomens, devemos saber que existem dois tipos: Wolfman e Werewolf. O primeiro é o caso de que o infectado pela licantropia (a doença que faz os homens virarem lobisomens), que andam sobre duas patas, mas tem toda aparência de um lobo — existe até uma doença mental que carrega esse nome. Werewolf é o humano que vira um lobo enorme como O Lobisomem Americano em Londres, que me matou de rir e de susto — aquela transformação era uma das coisas mais fantásticas que o SBT poderia exibir numa tarde em que o Cinema em Casa era muito mais legal, com muito sangue e violência, alucinações eram incríveis e o par romântico, a enfermeira Alex Price, tinha peitos bonitinhos, assim como Julie Delpy na continuação, que é bem aquém do original.

Existem ainda casos de vampiros que também viram lobos, Drácula fazia isso. Ele não podia ver cruzes, não tinha reflexo e tinha diversas ninfas (Monica Bellucci, com peitos para fora, no filme do Coppola) como serviçais — e andava de DIA! Não culpem os vampiros católicos de Crepúsculo por brilharem na luz do Sol… Essa ideia é mais antiga.

Porém, as duas raças sofrem da mesma maldição: a lua cheia. A lenda inicial era de que seriam apenas as sextas-feiras de lua cheia que causavam as transformações, e depois foram adaptados para poderem se deliciar sempre que esse satélite aparece em sua total nudez (MANDEI BEM NA POESIA). Aí na Saga Crepúsculo, os lobisomens são werewolves, mas não precisam de lua e nem camisetas — e, sendo justo, em O Lobisomem Americano em Paris, os lobisomens descobrem um “remédio” que acelera sua transformação sem precisar da lua: a necessidade é a mãe da invenção. Só não inventaram nada mais eficiente do que prata para matar esses amaldiçoados.

Um Lobisomem Americano em Paris

Matar vampiros é uma das coisas mais variadas e bizarras das lendas vampirescas. Além da exposição ao sol, existe o mito das estacas (que funciona no peito ou por meio de empalação), água benta para fazê-los se retorcer (e isso funciona em exorcismo classe I e II) e na pior das hipóteses arrancar as cabeças e até esquartejar. Seria Tiradentes um vampiro maçônico? Se fizeram de um presidente americano vampiro, porque não um revolucionário mineiro um sanguessuga?

Eu poderia mentir dizendo que a primeira vez que vampiros e lobisomens se cruzaram e eu vi foi em True Blood, que mostrou que não só fazem sexo como são piores do que o Hugh Grant, mas não. Foi naquele filme Deu a louca nos monstros, onde Drácula tem seu grupinho formado por Frankstein, Lobisomem e Múmia — todos clássicos seres que a Universal cansou de usar em filmes e realizar aqueles encontros fantásticos, como Frankstein e Lobisomem –, e depois em Buffy, A Caça-Vampiros, que nem tinha graça porque o Seth Green (ruivo, depois azulado, vice-versa) fica preso numa gaiola. Aliás, se você é fã do Drácula deveria passar longe da série da Sarah Michelle Gellar, porque tem um episódio que o vampirão participa e morre mais fácil que o Kenny. Ainda teve aquela bomba do Van Helsing com o Hugh Jackman, que iremos ignorar. :P

Pior do que reality show abrasileirado, há os vampiros mais variados do mundo. Eddie Murphy já foi Drácula, ou melhor, Blácula. Tinha um desenho que passava na Record que o personagem principal era o Quácula – o pato vampiro. Entre os homem-lobos, além da música do Ney Matogrosso, há o caso de A Marca da Pantera, com a gostosona da época, Nastassja Kinski, peladex.

E aquele clássico esquecido, A Hora do Lobisomem (Silver Bullet), baseado num livro de Stephen King, onde um paraplégico descobre que existe um lobisomem na sua cidade e, melhor ainda — SPOILER! –, ele é o padre da paróquia? AWESOME! Só que sem peitinhos. Acontece… Em Lobo, com Jack Nicholson, também (sim, ele já foi de tudo no cinema).

Até a Alyssa Milano, perdida na vida depois de “Who’s the Boss”, se infiltrou em um filme de vampiros com sexo lésbico, threesome e tudo mais em Embrance of the Vampire. Quem liga se os efeitos de maquiagem vampiresca são bons?

Alyssa Milafapfapfap

Nunca vou esquecer também o primeiro filme de vampiros que eu vi, o clássico oitentista Garotos Perdidos, com o que seria o protótipo de Buffy e suas testas gigantes que viravam pó instantaneamente ao serem estaqueados…

E você? Qual é a sua história com vampiros, lobisomens… Os dois? Teen Wolf? O Lobisomem? :)

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