Pode ser que você não faça ideia de quem seja Matt Tolmach. Eu, confesso, até descobrir que iria entrevistá-lo, também não sabia. Afinal, quantos de nós sabem quem era o presidente da Columbia Pictures nos anos em que os três primeiros filmes do Homem-Aranha — e tantos outros — foram produzidos? Ele era. E o produtor de O Espetacular Homem-Aranha, não é só o Avi Arad? Sim, mas ele é também — estreando na nova função com o novo filme do Cabeça-de-Teia.

Matt Tolmach

“Muitas pessoas acharam que eu tinha enlouquecido”, me disse o cara, em entrevista EXCLUSIVA ao JUDÃO, sobre deixar de ser o presidente do estúdio pra se tornar um “simples” produtor, com seu terno, camiseta do Homem-Aranha, cabelos e barbas grisalhos e um ar de quem estava muito a vontade e empolgado por estar no Rio de Janeiro, no início de Fevereiro, apresentando seu filme. “Eu tinha um trabalho fantástico, sabe. Eu trabalhava com isso desde sempre… Foi um presente, uma ótima experiência, mas eu comecei a sentir que precisava mudar”.

E foi com essa empolgação sobre o novo filme, que pra ele as vezes parecia ser somente uma história de amor, e uma sinceridade que eu realmente não esperava sobre os outros filmes, que falamos sobre os possíveis erros do passado, o presente e até mesmo o futuro do Homem-Aranha nos cinemas — que vai ser uma trilogia.

Mas, imagina só se a Gwen Stacy por um acaso não morresse…? :D

Colaboração: Guto Guimarães

    Você tem algum arrependimento, em relação aos três primeiros filmes?

    Matt Tolmach ~ Nenhum. Não me arrependo dos filmes, em si. Você quer saber em que sentido?

    Qualquer um… qualquer forma de arrependimento em relação aos três primeiros filmes.

    Matt Tolmach ~ Não… eu olho pros filmes e penso que foi um dos maiores presentes do mundo poder fazer parte deles, estar por perto, aprender com o Sam… os filmes me transformaram, sabe. Eu os mostrei pro meu filho. Eles foram uma coisa muito especial e tem um espaço muito grande pra eles no meu coração. Sabe, você aprende mais a cada filme feito, a cada coisa que você faz na vida. A tecnologia evoluiu absurdamente desde o primeiro filme. Então, você olha pra ele e pensa “caramba, já rolou bastante coisa desde que fizemos aquele filme”… mas eu não tenho nenhum arrependimento. Só um sentimento de orgulho.

    Você acha que Homem-Aranha 3 foi… não exatamente um erro, mas um filme com vários erros nele?

    Matt Tolmach ~ Olha, eu realmente gosto daquele filme. Vou ser honesto com você: eu acho que nós estávamos fazendo malabarismo com um monte de vilões. Eu realmente gosto do filme, mas foi um desafio, nesse sentido. O que acontece é: você começa… você tem um tamanho de filme. Só tem determinado tempo pra contar a sua história. Uma coisa boa sobre os vilões da Marvel – e o Sam Raimi fez isso incrivelmente bem (sempre, mas naquele filme) – eles são figuras trágicas. Como num conto de fadas. Não são só os caras maus. Pra poder contar uma boa história de vilão, você precisa de tempo. Então, se o terreno está meio lotado, e eu acreditava em cada um daqueles personagens, no filme, você corre o risco de se atropelar durante a produção… E não ter espaço suficiente pra realmente aproveitar, usar os personagens – como Sam fez com o Doutor Octopus. Então… eu ouvi muitas críticas, sabe. As pessoas foram até o cinema, o dinheiro entrou… então, nesse aspecto, o filme foi bom. E eu acho, em relação ao tema, que ele foi incrivelmente corajoso e provocativo. Mas eu entendo onde as pessoas não curtiram. Eu realmente… eu tenho orgulho do papel que eu tive ali. Foi o final de uma trilogia para o Sam, uma coisa meio operística. Nós tínhamos que fazê-lo grandioso daquele jeito.

    E por que não tivemos um Homem-Aranha 4? Ok, sem o Sam Raimi, mas como se fosse um James Bond, assim? Você seleciona outro ator e…

    Matt Tolmach ~ Continua?

    Isso.

    Matt Tolmach ~ Porque o Homem-Aranha é um garoto. E quanto mais você se afasta disso, mais você se afasta do Homem-Aranha. O que eu acho que aconteceu, sendo bem honesto e falando sobre tudo que já conversamos aqui – é que o Sam já tinha sentido que tinha contado sua história – eu acho que parte disso é que nós já tínhamos passado por uma parte vital da história, que era sobre esse garoto e essa parte específica da vida dele. E eu acho que essa é a essência da metáfora que é o Homem-Aranha. Sabe, vai ficando cada vez mais difícil. Você vai contando histórias por causa do enredo, ao invés de ser por conta dos personagens… e você vai se afastando daquela época da vida dele, sabe?. E a ideia… era tão específica para o Sam, e para o Tobey… EU, como fã, como pessoa que vai ao cinema… se você apenas pegasse outro ator e colocasse ali, eu pensaria “Mas hein?!”. Seria muito estranho. Então, essa nunca foi a ideia. Nós pensamos em fazer um quarto filme, sim. Mas depois que definimos que não faríamos uma sequência, nunca pensamos nisso.

    Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans e Matt Tolmach

    Com O Espetacular Homem-Aranha, vocês estão pensando em começar uma nova trilogia, ou estão pensando em algo como “um por vez”?

    Matt Tolmach ~ Olha, vou ser muito honesto com você. Sim, estamos pensando em muitas versões. Em filmes, em livros… uma trilogia é sempre algo que faz sentido. As coisas meio que se ajeitam pra essa forma de se contar uma história. É o jeito que eu penso nisso. Marc Webb também pensa assim. Teremos história suficiente, nessa jornada, pra ir em frente? Claro que sim. Além, até. Foi isso que aconteceu com o último filme. Nós continuamos dizendo isso pras pessoas, independente do que eles queiram acreditar… Aquela história foi contada, você sabe disso. Nós precisávamos voltar para o que era a essência do Peter Parker. Então… é difícil saber onde estamos agora. Mas eu olho pra eles como sendo três, sim. Vamos ver o que vai acontecer.

    Avi nos falou sobre o papel de J. Jonah Jameson, que provavelmente deverá aparecer no próximo filme. Vocês pensam em recontar a história “Aranha Nunca Mais”, que estava no segundo filme?

    Matt Tolmach ~ Não. Nós nunca falamos sobre isso. Assim… aquele filme foi tão fantástico… temos tantas, tantas histórias do Homem-Aranha pra contar… Então não é pra lá que estamos indo. Queremos ir pra um lado bem provocativo, e legal, influenciado pelos quadrinhos, claro. Mas nós veremos como será este filme e aí encontraremos e aí veremos como fazer pra contar essa história. Nós não vamos recontar aquela história em específico.

    Por que você escolheu o nome “O Espetacular Homem-Aranha”? Tipo, eu sei que veio dos quadrinhos, mas…

    Matt Tolmach ~ Ah, tem um pouco de saudosismo. Soa legal. Sabe, não teve nenhuma coisa do tipo “vamos pensar em uma forma esperta de manipulação do nome e…”. Nós queríamos nos separar, de uma forma, dos outros filmes; pra que as pessoas entendessem que isso aqui é diferente. Claro, veio dos quadrinhos. Não é uma coisa específica, mas simplesmente soava legal. Soava verdadeiro, realístico, meio que old-school. A pegada do filme é mais ou menos essa. É uma coisa nova, mas old-school.

    Avi me disse que vocês usaram os quadrinhos meio que como uma bíblia. Nós teremos algumas sequências que, tipo… já vimos nos quadrinhos? Por exemplo aquela em que a Gwen está dirigindo uma motinho com o Peter Parker e… “uau, aquilo está nos quadrinhos!”. Teremos algo daquilo para os fãs?

    Matt Tolmach ~ Sim, sim. Não será EXATAMENTE assim, mas… sabe, é engraçado. Tiveram alguns quadrinhos BEM específicos que deixaram o Marc apaixonado. Ele mandava essas imagens pra gente e dizia “cara, adorei isso aqui”. E alguns deles estão no filme. Não falarei quais, eu entendo a curiosidade… mas é só ficar de olho que vocês conseguirão notar. Nós também vimos muita coisa do Universo Ultimate, então… isso é bem provocativo. Então… SIM, essa é a resposta. Algumas dessas imagens são, assim… tão lindas, sabe?

    E pelo que a gente pode ver do filme até agora… Tá tudo mais “homem-aranhístico”. Tipo, o VERDADEIRO Homem-Aranha. Mais Peter Parker… aí, eu comecei a pensar: o Andrew Garfield não é muito velho? EU não acho que seja, mas… em algum tempo, ele vai estar com 30 anos. Vocês se preocupam com isso, ou…?

    Matt Tolmach ~ Olha… eu não. Eu entendo o que você quis dizer, mas… olha praquele rosto. Aquele moleque tá no Ensino Médio!

    É, pior que eu acho o mesmo!

    Matt Tolmach ~ Essa é a magia de Hollywood, sabe? Assim: será que ele vai ficar no Ensino Médio por todos os filmes…? Claro que não. Vai ter espaço pra envelhecê-lo – não exatamente como ele envelhece na vida real, claro – e vamos fazer funcionar.

    E sendo um filme sobre adolescentes se apaixonando. Ok, os adolescentes vão adorar ver isso nos cinemas. Mas e os adultos?

    Matt Tolmach ~ São ambos. Sabe, é o “amor verdadeiro”. Se sou eu, ou se é um cara mais velho… você sabe como é sentir isso. Como é a sensação. Aquilo que estávamos falando, sobre ser um amor cru, maluco, direto… o primeiro amor. Você se lembra disso… e, se tudo deu certo, ainda tem isso na sua vida. Minha esposa é assim, e eu sinto isso todo dia (risos). Mas pros mais jovens… bem, veja o “fenômeno Crepúsculo” aí. Eles pensam “cara, quem entende como nós nos sentimos?”. Aquela coisa direta, sedenta por romance… então, nós entendemos isso e acho que podemos trabalhar das duas formas, contanto que seja verdadeiro. Mas não é só uma desculpa para atrair adolescentes, nem de longe… é o que o que vai agradar os fãs.

    Marc Webb fez 500 Dias Com Ela, e foi escolhido para dirigir especificamente por conta disso, né?

    Matt Tolmach ~ Pela história de amor. Porque foi a história de amor mais honesta que eu já tinha visto em muito tempo. Naquela hora em que ela termina com ele… aliás, na hora em que ela fala pra ele o que aconteceu, e eles não voltam a ficar juntos – que é o que cada fibra do seu corpo queria que acontecesse, como fã de cinema – foi TÃO real, que nós sabíamos que poderíamos fazer aquilo. Nós queríamos contar uma excelente história de amor, aqui. E uma história autêntica, o mais emocional possível.

    Matt Tolmach e Emma Stone olhando o apagador no teto

    Você acha que usar a história com Gwen Stacy é algo arriscado? Porque a maioria dos fãs, hoje em dia, são fãs do herói por conta dos filmes e não dos quadrinhos. Você acha que é arriscado tirar a Mary Jane…?

    Matt Tolmach ~ Não, porque eu acho… que as pessoas gostam do Homem-Aranha. As pessoas vão ver o filme porque é o Homem-Aranha, e tal… é uma grande história de amor, são grandes personagens. Eu ficaria desapontado se as pessoas só quisessem um repeteco do que eles já conheciam. A relação entre Gwen e Peter é inacreditável. Tipo, é o seu primeiro amor, é incrivelmente dramático, eles vem de dois mundos completamente diferentes, seu pai é capitão da polícia… tudo que é contado é tão dramático que eu não acho que eles estejam esperando uma nova história com a Mary Jane. Mas assim… é uma história de amor, eles vão gostar. Acho que vão até os cinemas querendo ser levados pelo sentimento do filme, sabe? Se nós tivermos sucesso, eles vão curtir. Se não, vão nos fazer saber. Eu acho que vão gostar.

    E quão pronto você está pra matar a Gwen Stacy? Não estou falando sobre o segundo filme ou algo assim, mas… vocês estão prontos pra fazer isso?

    Matt Tolmach ~ Eu nunca estarei pronto pra isso. Isso não significa que… sabe? Todo mundo tem que morrer, um dia. Meu médico me falou isso. Eu disse “acho que eu estou morrendo”. E ele: “Sim, você está!”. Mas se nós vamos fazer isso logo agora… eu não posso te falar isso. Assim: isso tudo faz parte da história clássica do Aranha…?

    É, porque… Stan Lee não queria matá-la. Aí, eu fiquei pensando… TALVEZ vocês mudassem o universo…

    Matt Tolmach ~ Olha, eu… er… Eu não vou falar o que nós vamos fazer. Você quer, mas eu não vou falar! Bom, siga com as perguntas, se não eu vou me meter em confusão… :D

    E você está pronto pro ceticismo em relação ao filme? Porque, assim… muita gente olha pra Gwen e me fala: “Espera, Mary Jane não é loira”. As pessoas não sabem exatamente o que está acontecendo. Como você está se preparando pra isso?

    Matt Tolmach ~ Olha, é assim que eu me sinto, de verdade: tem muito ceticismo e tem muito entusiasmo e muita expectativa, mais até que os outros dois. Quando você está fazendo um filme, a pior coisa que pode acontecer é não ter nenhum dos três. Então eu vejo dessa forma: Um enorme monte de pessoas se importa. É dessa forma que eu vejo, e isso é maravilhoso. Eles se importam. As pessoas tinham receio sobre os atiradores de teia orgânicos nos filmes do Sam. Eles deixaram de se preocupar porque ele fez um bom filme. Pra combater o ceticismo, você entrega algo que eles gostem. Então, tudo o que eu posso fazer é ouvir, tomar conhecimento… sabe, nós ouvimos sim. Eu já falei sobre isso com pessoas, tipo… Avi Arad falou comigo sobre a importância de muitas coisas, mas principalmente sobre OUVIR os fãs. Não significa seguir tudo que você ouve, mas ouví-los. Você sabe com o quê estão preocupados, presta uma tonelada de atenção à isso – e aí você faz o filme que tem que fazer. Que você acredita. Você tem que fazer isso, senão você não tem utilidade nenhuma. Mas… você presta atenção. E esse ceticismo pode ser muito informativo, se você for esperto em relação a isso. Aí você faz um filme e tem que mandar bem. A audiência olha e fala “Ok, daquilo eu gostei. Mas o que diabos é isso?”. Eu entendo. Uma das razões pelas quais estamos aqui, como eu estava falando ali atrás, é para que vocês possam vê-lo! É isso que estamos fazendo para os fãs, tipo… taí, sabe? Tomara que todas as pessoas que vejam este filme se apaixonem por ele. Mas se tiver apenas um ou dois que só “gostarem bastante”, eu entendo. Mas pelo menos eles vão ver que nós tentamos tudo que pudemos, e nós fizemos um filme no qual nos acreditamos. Eu não sei outra forma de fazer isso, sabe?

    O resultado é claro, mas como e quando vocês resolveram que usariam atuação física pro Homem-Aranha, ao invés do CGI? Porque, em alguns momentos, é o próprio Andrew que estava balançando pelos ares com as teias. Por que vocês preferiram fazer assim?

    Matt Tolmach ~ Uma das ideias mais importantes do filme é que os efeitos só ecoem uma ideia mais ampla. A noção que tínhamos é que queríamos fazer aquilo real. Que desse a sensação de ser genuíno, autêntico. Que poderia acontecer no mundo em que vivemos. Com isso, veio a noção de que não poderíamos apenas confiar no CGI, porque isso meio que nos desconectaria. O quanto podemos forçar pra fazer o que realmente queremos? Eu acho que nossos olhos conseguem nos dizer quando uma coisa é real e quando não é. Os defeitos do corpo humano, a física dele… então, nós fomos o mais longe que podíamos. Eles não nos deixaram fazer mais do que aquilo. Claro, nós temos toneladas de efeitos especiais no filme. Mas isso tudo veio do desejo de contar uma história que parecia ser bem fundamentada, bem real… como se pudesse ser você, ali do lado de fora do prédio. Não é um mundo estilizado, não é um mundo de quadrinhos… sabe? É o nosso mundo. Então, você quer sentir o povo atuando fisicamente, ali. Como seria na vida real.

    Matt Tolmach, Avi Arad e Marc Webb no set de O Espetacular Homem-Aranha

    Falando sobre os outros filmes da Marvel… Quando eles fizeram Homem de Ferro, meio que mudaram a forma como os filmes de super-heróis estavam sendo feitos.

    Matt Tolmach ~ Verdade.

    O que você acha que isso fez para a franquia do Homem-Aranha? Criou um padrão a ser seguido? O que O Espetacular Homem-Aranha pegou daqueles filmes? Você vê algo do estilo daquelas produções neste aqui?

    Matt Tolmach ~ Olha, eu AMO o Homem de Ferro. É um filme brilhante e eu realmente me sinto dessa forma sobre os filmes do Sam, também. Não era só um filme de super-herói. Não era só um filme pros fãs. Era um filme que transcendeu o gênero.

    Ah, sim. Eu não era fã do personagem, mas hoje em dia o Homem de Ferro é o meu favorito.

    Matt Tolmach ~ Ah, sim. E isso é por causa do Robert Downey Jr., e tudo mais… eles fizeram um filme que era original para os fãs, mas expandiram isso e fizeram algo que era um filme fantástico… e eu acho que foi o Sam que pavimentou aquele caminho. Assim, o nível estava BEM alto. Então, se você fizer um filme ótimo, mesmo que as pessoas nunca tenham ouvido falar desse personagem, e consegue aquilo tudo… esse é o caminho a seguir. É uma coisa difícil a se fazer. Temos que satisfazer todo mundo. Mas tem que ser algo mais do que um filme de super-herói, tem que funcionar pra várias pessoas como um filme por si só, mesmo pra quem não conhece… sabe, a minha mãe não acorda de manhã e pensa “Uau, eu adoro o Homem de Ferro. Quando que vão fazer um filme com ele?”. Mas ela adorou! Porque é um grande filme! Eu acho que é isso que aconteceu com o Raimi e é isso que estamos almejando. Eu acho que esse é o legado que temos que seguir.

    Você acha que é possível um crossover com outros personagens da Marvel? Assim, não no sentido do Aranha aparecer no filme dos Vingadores, ou o Homem de Ferro voando por aqui… mas algo no conceito, como o Clarim Diário mostrando uma notícia dos Vingadores… Eu acho que seria sensacional ver alguma coisa assim. Eu sei de todos os problemas com a Marvel, a Sony… mas você acha que é possível?

    Matt Tolmach ~ Eu acho que tudo é possível. Sabe, eu entendo. Seria muito legal. Mas olha… por enquanto, pra ser honesto com você, o Homem-Aranha vive apenas no seu próprio mundo. É o que estamos fazendo. Algum dia, talvez… Não tô tentando esconder nada. Mas é algo que nem faz parte do diálogo entre a gente. O que temos é: continuemos procurando por histórias do Homem-Aranha… mas eu também acho que isso seria MUITO legal, para os fãs. Só temos que ver quando isso aconteceria, e que todos estivessem pensando da mesma forma… mas é algo muito longe do que estamos fazendo, nesse momento.

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