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Friday, 14 de March de 2008 | Atualizado em 14.03.08 às 19h34
Viva a nova geração do cinema nacional! =D

Creio que todo mundo já deve ter percebido que, especialmente desde o ano passado, o Judão está dando mais e mais espaço para o cinema nacional — especialmente aquele cinema que foge completamente do esquema favela-violência-nordeste, filmes feitos pura e simplesmente pra Gringo ver. É absurda a falta de filmes, digamos assim, “normais” por aqui. Uma comédia normal, um drama normal, um suspense normal, terror… Uma história, pura e simples, que não se meta a “expor as mazelas da sociedade”. Há sim filme muito legais nesse esquema, tipo Cidade de Deus e diversos outros, mas porra… DEU NO SACO. Até criamos o Cena Brasilis pra falar SÓ sobre o Brasil, da nossa maneira, tentando tirar o cinema nacional do “circuito cult”.
É horrendo a gente tentar encontrar, por exemplo, imagens dos pôster ou de divulgação em alta-resolução por exemplo. Trailers? Pequeninos, dentro dos sites oficiais e olhe lá… Tentamos, na medida do possível, “Hollywoodianizar” a cobertura do cinema.br. Até agora não deu muito certo, o círculo é fechadíssimo — mesmo em produções como Podecrer!.
Por isso tudo que eu fico MUITO feliz em apresentar pra vocês o filme Apenas o Fim. Quem acompanha os cafundós da Globo.com já deve ter lido alguma coisa… Mas se não leu, não adianta nem procurar. A matéria aparentemente foi deletada — o que nos faz, agora, o único site do universo a falar sobre o filme (sem contar o do jornal O Globo! Mas aí não vale. =D), que é dirigido e escrito por Matheus Souza, aluno da Puc-RJ, que está apoiando o projeto — com locação, equipamentos e ALUNOS. =D
A história é “mais uma história de amor” que fará, nós, os nerds, se identificarem com praticamente tudo, especialmente aqueles que estão começando a sair de casa, a encarar a vida de verdade. Desde a namorada gostosa que resolve ir embora (sem saber pra onde) “viver a vida”, interpretada por Érika Mader, ao namorado fã de cultura pop, vivido por Gregório Duvivier que, pasme você, ACESSA O JUDÃO. Mas hein? =D
Pois é. O roteiro é lotado de referências à cultura pop que só a gente, provavelmente, vai entender. Uma delas é em relação aos sites que o cara acessa… THERE YOU GO, JUDÃO! Foi até assim que eu acabei conhecendo o Matheus. Pouco antes de ele iniciar as gravações, me mandou e-mail querendo saber se haveria problema de citar o site como um dos favoritos do protagonista… Como se não soubesse que somos os mais roberts do universo. HÁ! =D
Creio que esse seja o primeiro filme desse estilo já produzido no Brasil. Trata de gente da nossa idade sem estereótipo, sem aquele humorzinho leve que estamos acostumados… Ou vai falar que você realmente conhece algum longa metragem nacional com “referências à Cultura Pop”? O mais próximo disso é Ópera do Mallandro… E olhe lá. Viva a nova geração do cinema nacional. Não só na produção como entre os atores.
Além da Érika e do Gregório, ainda estão no filme Marcelo Adnet, Julia Gorman, Natália Dill e Álamo Facó, todos fazendo o filme pelo prazer. Um é amigo de um que é amigo do outro, que convidou, que aceitou e deu no que deu. Mais uma vez, isso é ÓTIMO pra nós… Pelo jeito não somos os únicos que esperam esse tipo de novidade no cinema.
A previsão inicial de estréia é até o final do ano — se não comercialmente, em Festivais. Internacionais, do Rio, Mostra de SP. Mas cinema nacional não é a coisa mais simples do Mundo. Até lá, prometo trazer pra vocês sempre notícias fresquinhas do filme, trailers (Eu já até vi dois, mas o Matheus não me deixou mostrar ainda… Tem um biquini no chão! NICE! E tá bem legal, divertidão), imagens, entrevistas, tralalá. Sabe, embora o Judão seja citado, fico muito feliz em ver, bem ou mal, mais um pouco de reconhecimento… Assim como cinema no Brasil, sites por aqui são complicadíssimos. Faço questão de divulgar um projeto tão assaz como esse… MESMO se não fôssemos citados.
Enfim, só pra você reclamar que não viu nada do filme, tem essa galeria aí embaixo, exclusivíssima para o Judão, até com dois pôsteres — que não são os finais, oficiais e nada, mas ele liberou pra gente. Já que o vídeo não ele não deixa… =D
Comentários
Já são 46 sobre esse post -- até agora
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Vinny
Eu aprecio bem mais cinema nacional nesses últimos tempos..
A Erika faz cenas nua nesse filme?
14 de March de 2008 às 18h32
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Alex
Projeto muito legal, justamente por levantar a bola de outras vertentas de produção cinematográfica. Sou a favor da maioria dos filmes do trio “favela-violência-nordeste”, mas também sou a favor de um monte de outras coisas que fogem a esse estereótipo e que, de fato, são bem pocuo produzidos. Na verdade acho que é uma coisa a se pensar como o público brasileiro receberia as histórias normais nacionais, mas é fazendo e apoiando esse tipo de produção que a coisa pode começar a acontecer, e daqui a alguns anos termos uma puta industria de cinema nacional, com os filmes de “mazelas”, com entretenimento, histórias “normais”, animação e tudo o mais possível, até porque o Brasil tem cenários, sotaques e ritmos de vida variados e que, pra pessoas com talento, são uma puta mão na roda pra fazer histórias interessantíssimas…basta o apoio. Seria legal ver dramas, comédias, suspenses, e seja lá o que for ambientando, sei lá, em Universidades no interior, retratanto o lazer, os trampos e a vidas de outros tipos de gente…Nada contra o Rio, mas acho exagerada essa espécie de relação metrópole-colônia que a produçaõ cultural no Rio tem com o resto do Brasil, e até SP.
Acho que o Judão.com.br tem que continuar pegando pesado na divulgação desses projetos, porque aumentar essas produções é um puta serviço pra todos.
14 de March de 2008 às 19h10
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Macaco Rato de Sumatra
“filme nacional não precisa ser sempre chato”
putz. essa foi no mínimo infeliz…
14 de March de 2008 às 19h29
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Nicole
Eu li a reportagem que saiu no globo.com e acho que vai ficar bem legal. Esse gregório é engraçadão, ele faz uma peça mto boa aqui no Rio.
14 de March de 2008 às 19h36
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Guto
Nóis é ROOOOOOOOOOBERT!
E MAIS famoso, agora. =DDD
14 de March de 2008 às 20h58
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Tayra
Olha o 1º comentário e vê se não é pra socar? O cara não quer saber se o filme é bom ou ruim, quer saber se tem pelada. Meu filho, então vai na locadora na seção de pornô… o_O
E, boa Matheus, que esse seja apenas o seu primeiro filhote… =D
14 de March de 2008 às 21h03
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Tiago J.
Muito interessante a iniciativa do filme! Acho muito ASSAZ ( visitar o Judão está me influenciando… ). Começa assim, daqui uns tempos começam surgir nomes de atores e atrizes fortes para filmes ( QUE NÃO SEJAM DE NOVELA ) e ai começa surgir variados tipos de filmes. Viajei legal? XD
Não querendo fazer propaganda, mas sóp para CONSTAR, pela internet eu achei um filme brasileiro de zumbi. Ele é distribuido gratuitamente pela internet:
http://www.eradosmortos.com.br/
Não é legal essas iniciativas?
14 de March de 2008 às 23h24
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Ferreira
Filme brasileiro de Zumbi?
Juro que pesei que era sobre Zumbi dos Palmares.
14 de March de 2008 às 23h42
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Tiago J.
AHuehauehuae, esqueci de citar que é sobre Mortos-Vivos e não o Zumbi de Palmares =P
15 de March de 2008 às 0h04
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!_thiago
É o Bruno Medina, do Los Hemanos, que tá com a claquete?!
15 de March de 2008 às 0h32
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Rodrigo Dias
Nada como filmes feitos por prazer. Lembra-me filmes independentes.
Espero que saia comercialmente, pois não tenho como vê-lo em festivais.
Sucesso pra galera.
15 de March de 2008 às 1h34
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Poderoso Porco
Porra! Quero ver esse filme!
Até achei que já estava em cartaz em algum lugar do Brasil de verdade (aka Sampa e Rio), mas nem neles ainda.
De repente, fica como “O Cheiro do Ralo” que se ouvia aqui e ali um burburinho e nada do filme, até o Festival de Diamantina…
Quero ver!
15 de March de 2008 às 11h36
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Rodrigo
Gregório e Marcelo Adnet já fazem valer esse filme.
Essa peça a Nicole mencionou é com os dois e é muito boa!
Quem for do Rio, vai lá assistir…se chama Zenas Emprovisadas (tem site, vejam no google).
15 de March de 2008 às 17h41
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Alex
Poderoso Porco:
“Brasil de verdade” é brincadeira hem? É só iniciar a discussão que a galera também chuta o balde. O limite do cinema criticado pelo Borbs acima é o mesmo de consdierações como essa.
15 de March de 2008 às 22h03
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Gin Guilt
Eu estava fazendo um roteiro nesse estilão “Kevin Smith” de se fazer filme…muito foda ja terem feito.Pode ter certeza que vou conferir este filme…e quem sabe gritar “Oi,Mó!” quando falarem do Judão?
16 de March de 2008 às 0h38
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Wagner
Caracas, Borbs, você escreveu de um modo tão contagiante que eu estou com muita, mas muuuuita vontade de ver esse filme.
E também porque não aguento mais ver filmes nacionais “favela-violência-nordeste”
Ahn, posso divulgar também no meu blog sobre esse filme?
17 de March de 2008 às 0h56
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Carol
“É o Bruno Medina, do Los Hemanos, que tá com a claquete?!” [2]
se naum for é extremanmente parecido
17 de March de 2008 às 8h37
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Leandro B Machado
Podem me chamar de tarado, mas só a Érika Mader já é um bom incentivo p/ver o filme… E se não forçarem os sotaques fazendo os personagens chiarem feito chaleira no fogo ou falando Um chops e dois pastel! (os sotaques caracteriscos do tal Brasil de verdade do preconceituoso porco) Sem forçar um sotaque fica mais fácil platéias do RESTO do Brasil se identificarem com a história, que pareçe ser simples e possivel de acontecer com qualquer um… Realmente é bom ver o cinema nacional fugindo um pouco da ” santissima trindade: favela-violência-nordeste”
17 de March de 2008 às 9h08
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Thales
Cara, os filmes do Jorge Furtado costuma fazer referências à cultura pop, também. Em o Homem que copiava, além do protagonista [Lázaro Ramos] ser desenhista amador [tem uma animação dentro do filme, lembra?], ele usa uma camisa do Capitão América. Não lembro se no mesmo filme ou se no seguinte do diretor tem um pôster do Homem-Aranha no quarto de um dos personagens. Por fim, não podemos esquecer do Zé do Caixão, né?!
No mais, muito legal o espaço pro cinema nacional.
[]s
17 de March de 2008 às 10h39
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pedrotxp
Bem maneiro, espero que o filme faça algum barulho ai na cena br, o mal do cinema BR é que, como você disse, sempre tem que falar da parte politica a pobreza etc… Nunca rola um filminho de terror básico, ou de ação sem motivos com explosões sangue e perseguições de carro… enfim já sabe neh… espero que isso venha mudando, esse lance de querer revindicar direitos é coisa pra documentário..
17 de March de 2008 às 13h20
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Borbs
@Wagner
E lá precisa pedir autorização, rapaz? =D
17 de March de 2008 às 13h36
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Apenas o Fim
[...] eu que eu me sinto altamente feliz quando me deparo com essa noticia aqui, no Judão: Conheça “Apenas o Fim”, o novo filme de Érika Mader e Gregório Duvivier!. Talvez assim, de cara, não chame a atenção, mas tem trechos que me fizeram ficar animado: [...]
17 de March de 2008 às 21h51
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Wagner
@Borbs
Valeu, Borbs. Tenho que pedir autorização sim, ainda mais pq usei trechos e imagens que você colocou aqui. =D
17 de March de 2008 às 21h55
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Vanessa
Não gente, o cara com a claquete é o diretor, Matheus Souza, =D. Antes de tudo, gostaria de dizer que sinto-me muito honrada com tantos comentários positivos! Sou da equipe do fillme, (na verdade, quem deveria estar com a claquete era eu, hehehehe) e vocês não sabem a satisfação que é para cada um de nós ver que o projeto está sendo aceito e não automaticamente rotulado. Espero mesmo, de coração, que o filme agrade a todos!
Um graaaaande beijo! valeu galera! e não deixem de assistir!
17 de March de 2008 às 22h27
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Tormentor
=D tomara q geral da staff do filme dê uma passada por aki. Afinal, eh um privilégio poder trocar comentários com esse tipo de pessoal o/
18 de March de 2008 às 0h15
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Leandro B Machado
@Thales.
quando me refiro a sotaques, pode-se citar o caso de O homem que copiava, o filme foi gravado em Porto Alegre, mas ninguém fala em ” portoalegrês” (que é um dialeto dentro do guauchês. Ou seja é uma história que pode se passar em qualquer grande cidade brasileira.
18 de March de 2008 às 9h58
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Matheus
Opa!
Aqui é o Matheus, diretor do filme. Quem tiver alguma pergunta é só mandar aí nos comentários.
Respondendo ao que já foi perguntado, a Erika não aparece nua, o cara da claquete não é o Bruno Medina e as personagens não possuem sotaques forçados!
Algo mais?
18 de March de 2008 às 14h11
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Thales
@ Leandro
Mas, cara. Não falei nada de sotaques, não. Disse apenas que tem outros filmes com citações pop.
No mais, o post tá foda.
[]s
18 de March de 2008 às 16h12
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Leandro B Machado
@Thales,
sim tu não falou de sotaques, eu que usei tua citação de O homem que copiava co mo ” escada” p/falar na questão de sotaques regionais nos filmes! Acho legal, quando tentam evitar regionalizar um filme de temática urbana! Assim tu pode se identificar com a história, mesmo estando em Porto Alegre, Rio, São Paulo ou Manaus!
20 de March de 2008 às 11h52
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Leandro B Machado
@ Matheus!
Boa sorte com o filme! Tem tudo p/ser um filmão! E assim que passar nos cinemas, pode ter certeza que eu vou assistir e convencer os amigos a assistirem tambem!
20 de March de 2008 às 11h56
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Danton
Nossa o cara com a claquete parece muito com o Bruno Medina!
Agora é sério. Parabéns pelo filme! Assim que sair eu vou ver!
21 de March de 2008 às 1h13
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henrique
Érika Mader parece uma mistura de duas amigas minhas =p
22 de March de 2008 às 23h05
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Pedro
Preciso dizer que há um engano muito grande aqui. A produção de filmes brasileiros precisa crescer, é verdade, mas não entendo qual é a necessidade de filmes nacionais “básicos” de diferentes “gêneros”. E, pior, por que o hollywoodiano é tido como “básico”?
Além disso, é um mito que o cinema nacional opera sobre a tríade favela-violência-nordeste. “Central do Brasil”, “Carandiru”,”Cidade de Deus” e “Tropa de Elite” fizeram muito sucesso, mas não representam nem de longe a produção nacional atualmente em cartaz nos cinemas.
Supreendam-se visitando algum site como o Adoro Cinema Brasileiro e descubram que de 17 filmes ali listados, somente 1 dialoga diretamente com a questão da violência (e é um documentário).
Nenhum cinema precisa copiar Hollywood –da onde tiram essa necessidade? A técnica hollywoodiana de fazer cinema, toda sua forma de produzir e ser, não é a única possibilidade expressiva de uma obra audiovisual.
Dizer que o cinema nacional ignora completamente a cultura pop, verdade. Mas, por favor, chequem a lista de filmes em cartaz pra constatar que filmes como “Apenas o fim” constituem o grosso, em suas linhas principais, do que consegue espaço nas salas de cinema.
Estou ansioso pra ver, mas com pouquíssimo entusiasmo. Principalmente os estudantes (eu incluso) deveriam ser mais pretensiosos no cinema nacional. Um filme como “Conceição”, da UFF, por exemplo, merece mais análise que “Apenas o fim”.
Acho que é vontade de ver filmes “básicos” é mais fetiche pela técnica do que gosto pela expressão audiovisual. Acho que não queremos ser um terreno tão árido quanto Hollywood, em que a expressão sucumbe à manuais de tudo: fotografia, som, arte, roteiro e, enfim, direção.
A produção nacional, de qualquer espécie, merece apoio. Mas sua crítica não pode ser assim tão cega.
31 de March de 2008 às 16h26
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Guilherme
Eu gosto muito do cinema nacional, um filme que talvez vocês incluam como BOM é “Depois daquele baile” de 2005.
http://www.adorocinema.com/filmes/depois-daquele-baile/depois-daquele-baile.asp
4 de April de 2008 às 13h12
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Divulgado os competidores da Premiére Brasil do Festival do Rio | Cena Brasilis
[...] Brasil do Festival do Rio. São OITÔ filmes e dentro eles o grande e eterno queridinho do Judão, Apenas o Fim, de Matheus Souza. Ao contrário do ano passado, que a imensa maioria dos filmes da Premiére era [...]
1 de September de 2008 às 13h48
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Eduardo Santos
Recentemente vi uma entrevista do Guillermo del Toro, em que ele falava a respeito deste cinema social latino-americano, na qual ele afirmava que era um estereótipo que só interessava a elite européia e americana e por fazer algo diferente ele sempre fora duramente criticado até mesmo em seu país. Estes filmes ajudam a projetar um cineasta no mercado internacional e encher o bolso deles, como o Walter Salles e Fernando Meireles, mas não a formar platéias aqui no Brasil.
7 de September de 2008 às 13h04
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Marco
Estava pesquisando sobre os filmes da Premieré do Festival do Rio e esse parece ser interessante. Já está adicionado na minha lista de filmes q assistirei esse ano.
22 de September de 2008 às 20h26
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joca
“Um filme como “Conceição”, da UFF, por exemplo, merece mais análise que “Apenas o fim”.”
Conceição é uma junção de vários curtas, é ridículo..
23 de September de 2008 às 1h55
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Assista ao trailer de Apenas o Fim (e confira os horários do filme) | Cena Brasilis
[...] sabem que aqui no Judão, por todos e mais alguns motivos, nós somos grandes entusiastas do longa Apenas o fim. Por isso, a gente vem aqui, em primeiríssima mão divulgar o trailer desse que promete ser [...]
24 de September de 2008 às 17h19
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Tulio
Pô não vai passar em Sampa esse filme? Queria ver…
24 de September de 2008 às 23h28
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Victor
Por essas e outras que não deixo de acessar o ‘Cena Brasilis’. Longa vida à diversificação do cinema nacional! heheheh…
25 de September de 2008 às 11h21
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Ian
Adorei a iniciativa e vou ver o filme com certeza. Mas quero fazer uma crítica aqui. Lá em cima o Thiago fala bastante e bem, sobre a pouca divulgação dos filmes nacionais… e principalmente de filmes diferentes á nossa produção como esse.
Eu fiquei sabendo do filme por outros sites e acabei conhecendo o judão. Mas se o filme já está pelo menos começando a ser divulgado… já vai passar no festival do rio e na mostra de SP… como é que não tem um site!?!?!?! Me desculpem, mas eu não entendo. E se tem site… cadê? porquê que não divulgam? Eu procurei a beça e não achei. Tomara que eu esteja errado, pois eu não consigo acreditar que não tem um site oficial, um Blog… sei lá. Justamente pela internet que é o melhor veículo de divulgação pra um filme com uma temática mais jovem. E não custa praticamente nada. 150 reais no máximo pra ter um domínio e um provedor?
O filme está no festival do Rio (provavelmente um dos mais importantes do mundo) e não vai aproveitar esse gancho já tendo um site? Vai confiar mesmo só no boca a boca?
Estou reclamando disso, porquê eu quis mesmo conhecer mais do filme e espero que ele seja um sucesso. Por isso a minha revolta.
Grande abraço!
2 de October de 2008 às 17h52
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realista
Ian, eu te respondo: o filme não tem site porque simplesmente não há necessidade para uma infra-estrutura desse tipo.
Todo esse patamar que o filme está alcançando é devido puramente a contatos no meio artístico. Uma posição acomodada como essa torna desnecessária uma campanha de marketing agressiva ou uma vitrine virtual para o trabalho. Bastam alguns telefonemas e uns e-mails e as coisas são feitas. Fazer site, nesse caso, é gastar dinheiro.
Espero que o filme, quando entrar em circuito aberto, conquiste espaço pelo que é, não (mais uma vez) pelas pessoas que estão por trás, direta ou indiretamente, de sua realização.
6 de October de 2008 às 2h26
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Lucas
Ian, tudo bom kra?
Então, sou da equipe do filme e venho te responder que nós pretendemos, sim, ter um site o quanto antes. A correria da preparação para o Festival do Rio deu uma atrasada nesse projeto, mas espero que EM BREVE tenhamos um site para todos que quiserem saber um pouco mais do Apenas o Fim.
Grande Abraço.
6 de October de 2008 às 21h30
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Ian
Maravilha Lucas,
Me avisem quando tiver pois eu quero muito ver. Levei um susto com o post do REALISTA dizendo que o filme não precisava ter um site… Que com um telefonema se resolve tudo. Resolve pra quem é do meio. Você vai ligar pra todo mundo da cidade pra ir assistir o filme? Mas que bom que foi só um susto, pois não sabia se ele era da equipe. Parabéns pelo prêmio no festival!!! E aguardo ansioso por novidades e a data de estréia que quero procurar em breve no site. Grande abraço
Ian
12 de October de 2008 às 19h25
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Bruno
Uau!! gostei bastante da proposta de um filme nacional que não seja romance-caça-niquel. Pena que eu levarei muito mais tempo que a maioria de vocês pra assistir - moro em BH - mas tudo bem, quem sabe ele venha pro Usiminas ou belas Artes até 2010. Talvez se a galera daqui parasse de assitir “Na natureza Selvagem” sobre salas pra coisas novas.
Yeehah!
19 de November de 2008 às 13h14
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