Tuesday, 12 de February de 2008 | Atualizado em 18.02.08 às 10h14

Downloads ilegais podem acabar na Inglaterra!


Na terceira você está fora. o_O

Alexandre Castilho

pirates.jpg
Existe na Inglaterra uma entidade chamada Departament for Culture Media and Sport que procura “melhorar a qualidade de vida para todos através de atividades culturais e esportivas, apoiar a busca da excelência e promover as indústrias do turismo, da criação e do lazer”. Dane-se, pelo jeito isso não muda em nada a minha vida nem a sua, né? Não somos ingleses mesmo. =D Mas a tal entidade tomou uma medida que vai dar um friozinho na barriga daquele que baixa músicas e filmes indiscriminadamente pela internet afora. Será anunciado um plano de “três strikes” com o objetivo de punir e coibir os downloads ilegais naquele país. Funcionará mais ou menos como no baseball, três lances errados e você está fora: O primeiro strike seria uma advertência enviada por e-mail ao infrator, o segundo aviso seria na forma de uma suspensão do serviço de internet por um certo período de tempo e o terceiro extingüiria a conta de internet do cara que insistisse em continuar baixando arquivos ilegais. A informação consta de um suposto documento obtido pelo jornal The Times que ainda diz que os provedores de internet ingleses poderão “tomar atitudes quanto ao compartilhamento ilegal de arquivos“. o_O

Essa medida saiu graças a um acordo entre os estúdios cinematográficos e quatro dos maiores provedores ingleses — BT, Tiscali, Orange e Virgin Media — que estão em negociações para criar um esquema voluntário de compartilhamento de informações no tocante a pirataria na internet.

A vice-presidente de antipirataria da NBC Universal disse que a indústria acha pertintente essas medidas governamentais, que os provedores têm que tomar uma atitude pois é errado que usem do seu acesso à internet como um meio para cometer atividades ilícitas e tudo mais que seja óbvio sair da boca de uma pessoa que faz parte da galera que se beneficiará com a medida. =]

A DCMS disse que não se manifestaria sobre o documento em questão, mas disse que projetos já estavam rolando para proteger os interesses das indústrias de criação de lá. Se a moda pega… =P

Quer saber? Tem mais é que proibir mesmo! Não vou ser hipócrita e chegar ao ponto em dizer que nunca baixei nada ilegal. Mas a pirataria virou uma coisa tão banal que a gente não considera mais crime, tomou uma dimensão tão grande que se descriminalizou nas nossas cabeças. Você faz hoje sem a menor culpa: “Ah, vou baixar uma discografia aqui, todo mundo baixa mesmo…“. Por mais que a minha próxima frase possa parecer antiquada demais, é fato: PIRATARIA É CRIME.

Você cria alguma coisa, quer ganhar dinheiro com o seu trabalho e me vem fulano dizer que acha certo não pagar por uma criação sua?! Não é necessário muito bom senso pra saber que alguma coisa tem de errado aí. Esse é um conceito básico que ainda permanece e que temos que enfiar nas nossas desvirtuadas mentes por bem ou por mal.

É claro que pirataria aqui e pirataria em país de primeiro mundo é BEM diferente. A gente paga os olhos da cara por um produto original afim de ser honesto, digno e o diabo aquático. Em terras estrangeiras o produto original sai bem mais em conta e a pirataria perde força por lá. Mas esses são ooooutros 500… =P

Comentários
Já são 28 sobre esse post -- até agora

  General Lee

Em relação a pirataria eu acho que o certo é ficar no cinza. Nem preto e nem branco.

Eu baixo coisa o dia inteiro. Mas por outro lado tenho uns trocentos filmes e jogos originais além de alguns CDs de música.

O Downloads ilegais são um mal que precisa ser controlado mas não extinguido senão vai acabar se voltando para as própias produtoras que vão perder cabulosamente na divulgação.

Eu acho que o certo é baixar tudo o que tem quiser e destes comprar original o que mais interessar.

Por exemplo o Photoshop, eu DUVIDO que algum leigo que não tenha uns milhõezinhos no banco gastaria 2000 reais em um programa que nem sabe mexer. Basicamente só compra original quem masterizou o piratão…

12 de February de 2008 às 18h19
  Pedr0sh3

não sei exatamente qual o custo de vida deles, nem o preço dos filmes, jogos, musica, mas nos EUA sai mto mais barato eles comprarem um filme la do que um brasileiro comprar um filme aqui.
Os preços exorbitantes forçam os brasileiros a buscarem outros meios de se ter acesso ao produto resultando na pirataria

12 de February de 2008 às 18h55
  Bob.Lee

As coisas banalizaram-se de tal maneira que estamos despenalizando crimes.
Bebidas e direção e o uso de drogas são alguns dos crimes que a maioria dos adolescentes “cabeças” fazem.
Pirataria é crime, não roube navios.

12 de February de 2008 às 19h13
  Aragorn

Pirataria é crime sim…
mas no Brasil, crime maior é esse povo q se julga “honesto”, chegando a cobrar quase R$50,00 por um cd de música…
É obvio que pra pirataria no Brasil acabar, eh preciso um fim dessa exploração antes.

12 de February de 2008 às 19h15
  Luiz Nery

Só pra começar a pensar em pirataria no Brasil…. toda propaganda de Speedy, Virtua, MP3-Player, etc etc etc induz à pirataria.

12 de February de 2008 às 20h17
  Earl

Só dá santo aqui… baixo e vou continuar baixando musica, filme, etc… se n puder baixar, n vou comprar mesmo, por isso eles ganham o mesmo que ganham atualmente de mim… mas por outro lado, quando gosto mesmo, compro. Tenho a coleção do Seinfeld toda original, e alguns cds…

12 de February de 2008 às 20h20
  DK

No Brasil não é e nunca foi crime baixar conteúdo protegido por direito autoral. É ilegal distribuir, mas baixar, não.
A lei assegura o direito a UMA CÓPIA de qualquer coisa protegida por direitos autorais desde que seja para uso próprio e sem o intuito de ganhar lucro com aquilo. Essa lei existe como forma de facilitar o acesso à cultura.
Qualquer coisa, procurem pelo vídeo do doutor em direito Túlio Vianna dando uma aula sobre direitos autorais que está no Youtube.

12 de February de 2008 às 21h05
  Lian

Concordo plenamente com o amigo acima…

A pirataria está nas feirinhas e camelôs por aí.

Eu não incentivo a pirataria, tem uns 2 anos q eu não compro um produto pirata. Eu baixo TUDO q eu posso, mas isso é apenas “pegar akele filme emprestado com um amigo” ou vários amigos.

A internet é a coisa mais linda q tem… é a demonstração de q o homem pode ser altruísta, c alguém tem alguma coisa original ele vai compartilhar…

É akela velha história do K7…

Vc podia comprar um cd e gravar um K7 pra uma amigo…

Continua assim!

12 de February de 2008 às 21h29
  TioJoao

Encheu a boca pra falar besteira. O que tá acontecendo em relação ao download de músicas na internet é que as gravadoras perceberam que daqui a pouco não vão mais conseguir mamar nas tetas das bandas, que não ganham praticamente porra nenhuma com a venda de cds. Tanto que tem muita banda por aí vivendo praticamente de shows e disponibilizando as músicas em sites e afins.

12 de February de 2008 às 21h39
  Vivard

A indústria fonográfica no Brasil é uma piada. 30 reais num cd é caro? É. A gente vê promoção de cds a 10 reais? Até vê, mas é sempre a mesma coisa, não é como os DVDs, que são 50 reais no lançamento, mas que depois de alguns meses vc acha por 30, 20 e até 10 reais, isso filmes, pq a gente nunca vê dvds de shows nessas promoções.

Se a indústria de home video consegue lucrar vendendo seus produtos a 10 reais, pq a fonográfica não o faz? Pq não lhes convém. Pra eles é mais fácil faturar alto vendendo um cd a 30 reais do que vender três a 10.

Falando nisso e aquela história do SMD (Semi-Metalic Disc) do Ralf??? Não ouvi falar mais nada…

12 de February de 2008 às 21h44
  Vivard

Ah, detalhe: No Brasil não é e nunca foi crime baixar conteúdo protegido por direito autoral pq no nosso grande país não existe leis sobre a internet, logo não vai mesmo haver lei contra download ilegal.

12 de February de 2008 às 21h46
  Casilhas

@DK
Correto, DK. Mas o conceito de pirataria no Brasil é delicadíssimo. O crime não se consuma só com o download de arquivos aqui no Brasil pela Lei 10.695 de 01/07/2003. Mas facilita. E MUITO. A mídia não passa a informação que essa brecha jurídica dá por temer essa facilitação à distribuição ilícita. Um país pobre tem que ter acesso à cultura mas essa idéia conflita com a vontade de lucrar dos grandes. A distância entre o baixar e o distribuir de hoje é ínfima, levando em consideração as formas como as obras estão sendo passadas adiante. O legislador quis ao mesmo tempo proteger o acesso à cultura e o interesse dos grandes e acabou fazendo uma lambança jurídica. =P

E sobre o vídeo, do carvalho!Esclarece uma porrada de coisas mesmo. =D

12 de February de 2008 às 22h00
  Orion!

bah……..

Deos abençoe o limewire!

12 de February de 2008 às 23h00
  Jik

Alexandre, cultura deveria ser de graça, não tem NENHUM artista morrendo de fome por causa da pirataria, NENHUM! Pelo contrário, muitas pessoas que nunca apareceriam por causa do maldito jabá conseguem mostrar seu trabalho. O artista não é prejudicado, ele é ajudado, no máximo os empresários se ferram, mas é bem feito, nós sabemos como eles fabricam e empurram porcarias nossa goela abaixo, e com a net eles são cada vez mais inúteis, o artista pode divulgar o seu trabalho, mesmo no início da carreira sem problema nenhum.

E digo mais, se eu fosse um empresário inglês criava um provedor que ia contra essa medida e me tornava em pouquíssimo tempo o maior provedor da Inglaterra.

12 de February de 2008 às 23h02
  cabecitaz

olha, baixar as coisas não é pirataria nem infringe a nenhuma lei, pirataria é ganhar dinheiro com isso…
e quanto a musica… não tem mais essa de “vendeu mais cds”… é tudo armado… tudo combinado lol…
vc pode baixar tudo, filmes, programas, musicas, etc, etc, etc
se vc não pagou por isso não infringe copyright nenhum…
o crime é ganhar com isso

12 de February de 2008 às 23h11
  Hustla

Cara eu acho q tipo assim, existe um ponto mto positivo nisso tudo, as pessoas tao ficando mais “diversificadas” antigamente vc tinha q pagar por tdo q escutava, fosse bom ou ruim, agora vc pode escutar antes, vc pode ouvir estilos musicas q nao ouviria normalmente, afinal, convenhamos, nós nao comprariamos todos esses cds, soh o de nossas bandas favoritas, entretanto vc poderia mto bem ir no show de uma banda q vc nem tem o cd, mas q vc conheceu pela internet.

12 de February de 2008 às 23h13
  Pott

Não há volta. O mercado vai mudar e se adaptar a nova realidade. A seleção natural vai atuar e novos modelos de negócio vão preencher os nichos que se formaram.

12 de February de 2008 às 23h50
  Casilhas

@Jik
Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Inglaterra é Inglaterra, Brasil é Brasil. Eu não sou o dono da verdade e gosto até dos comentários pra que todo mundo consiga chegar a um ponto comum então, como diria o esquartejador, vamos por partes. =D

Cultura vendida num país onde o povo não tem nem dinheiro pra comprar comida é uma coisa. Cultura vendida onde a maioria da população vive bem e pode pagar por aquilo outra completamente diferente. E hoje é assim: Pirataria é crime.

Existem vertentes como a do prof. Túlio Vianna que declara a inconstitucionalidade da pirataria pois quando você não paga direitos autorais, você é preso. E, de acordo com a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto San José de Costa Rica), art, 7º ninguém pode ser detido por dívidas, inclusive as que envolvem propriedade intelectual (onde não se pagem direitos autorais). Como os tratados internacionais tem posição hierárquica equivalente aos dispositivos constitucionais, a afirmação do professor tem nexo já que se pune com detenção o crime de pirataria como explicita o art. 184 do Código Penal. Mas é inegável que a pirataria, como está disposta no já dito artigo juntamente com a lei 10.695 de 01/07/2003 ainda é crime sim. =P

Acho, que falar DEVER ser, pura e simplesmente é radical demais. Sobre uma possível descriminalização da pirataria aqui no Brasil, aí sim. =D

13 de February de 2008 às 0h19
  fezones

pirataria aqui e em país de primeiro mundo é tudo a mesma pipa, isso não serve de desculpa

13 de February de 2008 às 0h21
  Renan

MAS PERAI, como que os provedores ingleses vão ter controle sobre o que estão baixando? CD agora é passado. Tudo se pega pelo Beatport.com. Iae como faz? Vão começar a ficar fuçando em tudo que fazemos infringindo nossa liberdade virtual? Depois disso, quem ficar vendo porno será preso! Quem falar mal do primeiro ministro ingles será preso! Quem não ler o judão diariamente será preso! =| Essa moda NAO pega!

13 de February de 2008 às 0h40
  Casilhas

@fezones
Olha só! Um gênio em Direito Internacional freqüentando o Judão e ninguém se deu conta! =D

Baseado EM QUE você diz isso, fezones? =P

13 de February de 2008 às 0h41
  Jik

@Casilhas

Até que ponto cantar uma música não seria uma “pirataria”? Afinal estou usando a composição de alguém sem pagar por isso.

Eu acho que cultura tem que ser de graça em qualquer lugar, país rico, país pobre, não tem diferença. E digo isso pq os dois lados que interessam se beneficiam, os artistas não deixaram de lucrar, ou tem algum passando necessidade? E o público pode ter acesso uma variedade imensa de obras de arte, e não vamos esquecer que os países ricos tb têm os seus pobres. ;)
Só quem se ferra com a pirataria é o mercado, e este é o que mais prejudica a qualidade musical, é ótimo que eles se ferrem. :)

Eu não falo de Direito, mas sim de direito, no sentido de correto, de justo. O correto é que essa tal “pirataria” da internet seja estimulada, eu só sou contra a pirataria que envolve material físico, pq por trás dela existem grandes esquemas de corrupção, contrabando e etc.

13 de February de 2008 às 1h04
  Casilhas

@Jik
Esse caso não tem muito a ver com que a gente tá falando, hein… =P

Você tá usando complexos conceitos em afirmações meio absurdas. Isso envolve conceito de proprieade na legislação brasileira (art. 1.228 do Código Civil) proprieade intelectual e sua reprodução (parágrafo 1º do art. 184 do Código Penal) a lei que precisa ser lida a respeito da pirataria (se você não leu, por favor), e o conceito de direito virtual que recentemente tá sendo desvendado pelo ordenamento jurídico do nosso país. Ah, o prof. Túlio Vianna é fera também! Não sou eu quem estou impondo o que sei (e não quero te dar uma resposta pronta, isso seria impossível) mas sim anos e anos de desenvolvimento de uma CIÊNCIA que procura a pacificação, o próprio Direito. E, assim como a opinião de todos, até ele está em constante mudança.

Juntar no mesmo balaio a configuração de pirataria em países TÃO diferentes é radicalismo demais. Concordo piamente que a cultura tem que ser acessível a todos mas não é tão simples assim fazer com que essa frase surta efeitos imediatos. E acho que não vai ser agora que vamos chegar à definição de como o mundo deve ser portar diante da pirataria mas toda a discussão é válida. Chegar à resposta já faz parte de outro departamento. =D

13 de February de 2008 às 2h20
  Casilhas

@Renan
E eu não discuto com o Renan porque não faço a mínima idéia do que ele está falando e vou acabar falando bosta. =D

13 de February de 2008 às 2h30
  Tennessee Williams

Acredito que em conceitos básicos: Pirataria é crime.

O detalhe é que hoje a sociedade e suas relações econômica-políticas passam longe de conceitos básicos.

Disso segue-se que uma pequena frase conclusiva, desprovida de premissas minimamente lógicas, podem servir a vários interesses dependendo do ponto de vista abordado nessa imensa aglomeração de pessoas chamada sociedade.

13 de February de 2008 às 10h58
  Diego

Se vier para cá, eu to f*****

Prefiro mudar de Pais, onde os produtos sejam mais baratps

13 de February de 2008 às 10h58
  Kid-Bengala

@Alexandre Castilho

Acredito que a pirataria em paises de 3º mundo devem ser encarados de uma forma diferente, pois de certa forma ela acaba cumprindo uma função social importante (se tornou o ganha pão de muita gente). E mais, sou um humilde estudante de arquitetura, não tenho 40$ pra dar num cd toda vez que tiver vontade, e muito menos 5000$ pra dar em um programa no Autocad. EU TAMBEM PRECISO TER ACESSO A CULTURA

13 de February de 2008 às 15h38
  Peter

2 medidas para acabar com a pirataria:

1-Baixar os preços dos originais

2-Lost na tv aberta e num horario decente

13 de February de 2008 às 21h23
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