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Friday, 26 de September de 2008 | Atualizado em 26.09.08 às 6h32 Controle AbsolutoShia LaBeuof sai correndo, escapa do FBI e corre mais ainda em thriller paranóico e alucinante dirigo por DJ Caruso. Mas nada disso importa, afinal, tem Rosario Dawson como investigadora da Força Aérea!
Desligue o celular, não use e-mails e nem pense em usar sinais de fumaça! Tudo, absolutamente tudo que é meio de comunicação acaba indo parar numa sala dentro do Pentágono e, de lá, o exército pode fazer qualquer coisa com você. E, acredite, nenhuma delas é boa, especialmente se o computador maluco que funciona lá dentro resolver transformar sua vida num inferninho. Azar do Shia LaBeouf – também conhecido como aVaca ou oBife, pela tradução do francês – que corre o tempo todo e nem teve a honra de contracenar com a Rosario Dawson (chupa Shia!). Controle Absoluto traz conceitos bem recorrentes quando se fala em ficção cientÃfica e espionagem, mas tem suas surpresas e evoluções dentro do gênero.
» PoOOoOooODCAST! #02 [ Controle Absoluto da Vaca ] » Entrevista com Billy Bob Thornton » Entrevista com Rosario Dawson e Michael Chicklis » Entrevista com Michelle Monaghan A essa altura do campeonato, todo mundo já viu o trailer. Shia LaBeouf recebe uma ligação e uma voz de mulher manda ele fugir. Ele não foge e é preso, depois ela dá um jeitinho e manda ele fugir de novo. Daà para a frente a casa literalmente cai em Controle Absoluto, que tem uma seqüência de perseguição com gente correndo, carros e explosões até dizer chega e dura quase 12 minutos. DJ Caruso não reclamou para dirigir essa perseguição, afinal, ele é fã confesso de Operação França e resolveu dar sua contribuição para os grandes pegas do cinema. E é de tirar o fôlego. Diferente dos demais filmes de Hollywood, a ação de Controle Absoluto não se resume a apenas uma grande abertura. As perseguições seguem ao longo de todo filme. O ritmo pode diminuir, afinal os personagens precisam de tempo para se conhecer e um pouco de diálogo sempre ajuda, mas eles sempre fogem. De quem? A resposta vem logo. Um computador sabichão do Pentágono resolveu realizar mudar algumas coisas nos Estados Unidos. Mas não pense que se trata de uma mera reedição da Skynet, uma versão mais nova da Vicky, de Eu, Robô ou uma prima distante de Hal 9000, o psicopata cibernético mais famoso do cinema. Essa inteligência artificial não prega a destruição global ou quer mandar no mundo. Na verdade, ela pretende fazer o que ninguém tem peito. Mudar, radicalmente, o cenário mundial em prol da paz e de acordo com seu programa. Claro, para isso um monte de gente morre e é ameaçada, mas, como todo bom thriller pede, os fins justificam os meios em Controle Absoluto, cujo original é Eagle Eye. Embora o termo seja Olhos de Ãguia, durante o PoOOoOooODCAST! do Judão, ficou definido que o nome aqui vai ser Ãguia Olho. O legal de Controle Absoluto, ou Ãguia Olho – na Alemanha ficou “Sem Controle”, super a ver! – é que a perseguição não para e ninguém sabe ao certo o que vai acontecer. E esse é o grande trunfo da história, manter a tensão e fugir daquela necessidade de se ter o twist obrigatório no final do filme. Eles dizem que estão aterrorizando os personagens logo de cara, então ninguém perde tempo tentando descobrir se é o Ruivo Hering ou um computador maluco no porão do Pentágono. É claro que foi o Ruivo Hering… Ou não. =D Claramente fruto da nova onda de filmes a là Jason Bourne e com todo o dinheiro de Steven Spielberg, Controle Absoluto pode tocar em polÃtica, tecnologia e mandar um belo recado subliminar ao povo yankee no ano de eleição: “Ô Casa Branca, tome cuidado com quem vocês decidem mandar pelos ares no Oriente Médio, o povo pode não gostar!” O filme prega que o interesse e a liberdade do povo devem superar qualquer outra agenda polÃtica ou econômica, coisa que o presidente fictÃcio da obra não concorda. Um dos pontos interessantes do filme é o uso da tecnologia. Caso tivesse sido feito há 20 anos, poderia ser facilmente considerado ficção cientÃfica com a exploração de diversos elementos capazes de monitorar as pessoas 24 horas por dia, em qualquer ponto do mundo e a grande questão: para onde vai toda essa informação? A PF brasileira mostra que falar no telefone celular não representa nenhum sigilo e, arbitrariamente, eles escutam quem bem entendem. Agora imaginem os efeitos de uma superescuta em escala global? Muito além da pregação de George Orwell, a liberdade não existe e nada é secreto, afinal, nossa sociedade se tornou tão dependente de celulares, computadores, iPhones e outros cacarecos que o governo nem precisa fazer nada para “forçar” o monitoramento. É só bisbilhotar a vida de todo mundo. Por conta de tudo isso, Eagle Eye é muito mais uma ficção tecnológica que cientÃfica. Tudo que aparece no roteiro e é usado pelo Pentágono e pelos personagens é factual e está em uso em algum canto do mundo; as armas usadas pelo computador também e ver um Reaper voando e mandando bala no meio da cidade é demais! No meio de tudo isso está Rosario Dawson, que abriu mão do papel de Miri em Zack and Miri Make a Porno, de Kevin Smith, para se dedicar a um papel mais sério em Controle Absoluto. Ela vive uma investigadora da Força Aérea que precisa descobrir qual a conexão do personagem de Shia LaBeouf com seu irmão gêmeo, que trabalhava para os militares até ser morto num acidente de trânsito. Ou melhor, “acidentaram” ele. Rosario está séria e efetiva, mas num papel discreto perto do que Shia e Michelle Monaghan fazem durante o longa. Ela faz boa dupla com Michael Chiklis, da série The Shield e também o Coisa, de Quarteto Fantástico. Ele vive o Secretário de Defesa dos Estados Unidos e representa as pessoas com bom senso no alto comando da Casa Branca. A escolha desse papel por Rosario – que eu entrevistei com a maior felicidade do mundo – tem a ver com sua postura polÃtica nesse ano. Embora Chiklis tenha brincado com o “Rosario para Presidente”, ela segue firme numa linha de ação que deve lhe levar à cena polÃtica em pouco tempo. E ela é esperta, pois militou nas duas convenções partidárias de 2008. E, não, ela não está jogando dos dois lados. Na verdade, ela faz campanha para que a população latina se registre para votar e tome consciência polÃtica. Claro que na hora que esse pessoal começar a votar em peso, ela vai ser a liderança natural! Meio uma versão feminina de Matthew Santos, de The West Wing. Aliás, acho que é mais fácil ela ser Presidente do que toda a parafernália que o filme juntou para criar o maior sistema de espionagem e concentração de informação do mundo. Tudo é possÃvel, mas improvável. Ou não? Afinal, alguém pode estar lendo isso e é melhor eu me comportar! Deixa pro Billy Bob Thornton falar que tudo isso dá medo e que as teorias da conspiração são verdadeiras! Como mero judônico, me limito a recomendar o filme e dar uma nota 6,9 (de OOOOITÔ!) em homenagem à Rosario!
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