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Friday, 26 de October de 2007 | Atualizado em 01.01.08 às 19h25 Judão na entrevista coletiva de O Passado, de Hector BabencoDesorganização, babovismo e Gael GarcÃa Bernal
Algumas vezes eu mencionei por aqui a vergonha que sinto dos meus colegas e, por conta disso, até de mencionar que eu sou uma jornalista. Pois é, nesse sentido, posso afirmar que a coletiva de imprensa do filme O Passado foi a experiência mais traumática pela qual eu já passei na minha vida profissional. Totalmente deletável. Totalmente lamentável.
Sem falar no “babaovismo” em cima do pobre do Gael. Pra começar que ele nem é o personagem principal, mas era o mais famoso do elenco, e conseqüentemente o principal alvo dos chacais que se denominam jornalistas — até tomarem uma bronca do Hector Babenco, que estava se irritando com o fato de ninguém perguntar nada para as atrizes, principalmente a AnalÃa Couceyro, que era o centro da trama, e a grande agente daquele enredo. Depois disso alguém ensaiou uma pergunta para as três, mas uma pegunta tão estúpida que era melhor ficar calado. Enquanto isso, eu na fila pra pegar o microfone desde o inÃcio da coletiva — e eu só queria mesmo era perguntar pra AnalÃa e para a Moro Anghileri. Um tonto que nem sei de que veÃculo era, pergunta o porquê de um ator com uma carreira hollywoodiana como o Gael se interessar em fazer um filme com o Hector Babenco. E aà tomou um quebrão que levou todos à s gargalhadas — o ator questionou essa história, já que o mais próximo que chegou de Hollywood foi Tijuana, quando estava gravando Babel, e que além disso Babenco era um grande diretor, e que o admirava desde a adolescência, quando assitiu Pixote - A Lei do Mais Fraco. E, e não posso de deixar passar a escrotidão da repórter da TV Gazeta, uma pessoa mal-educada, que não respeita seus colegas de profissão. Fez questão de se sentar na primeira fileira, mas não pra ter visão privilegiada etc. e sim para puxar o tapete dos outros. Não se importando com a imensa fila de repórteres à espera do microfone, ela, mais de uma vez se fez valer do fato de estar na primeira fileira, e mal esperava os entrevistados terminarem de responder a pergunta, para perguntar bem alto, sem microfone, não se importanto com o colega que estava para fazer a pergunta seguinte.
Só sei que esse tipo de coisa só me faz ficar muito aflita com os rumos que o jornalismo vai tomar, feito por um monte de gente mal-educada, sem escrúpulos ou princÃpios, adulando e puxando o saco de assessores de imprensa, de famosos e de pessoas que eles pensam ser importantes. E esse pessoal escreve artigos, resenhas metendo pau em quem não os favorece e fala bem de quem eles acreditam que pode beneficiá-los em alguma coisa. Espero que alguma avalanche faça as coisas mudarem, porque senão…
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