Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Batismo de Sangue


O mais perto da realidade desse período que um filme já chegou.

Tayra Vasconcelos

Pra mim é extremamente difícil escrever sobre esse filme, talvez muito mais do que qualquer resenha que eu já tenha feito até hoje. Acho que nunca eu estive tão profundamente envolvida com um filme, seu enredo, e esteja tão inserida no tema como no caso de Batismo de Sangue. E é muito difícil falar de algo que é tão “seu”, de estar tão ligada aos personagens ainda vivos de toda essa história, de ouvir pessoalmente o sofrimento da família daqueles que já morreram. De saber que você própria não teria nem nascido se muito daqueles fatos não tivessem acontecido.

De certa maneira, posso dizer que acompanhei a produção quase que desde o início, porque estava em contato com alguns dos envolvidos reais da trama. Por isso, muito antes de todos, sabia da escalação dos atores, da adaptação do roteiro etc. e não via a hora de vê-lo prontinho na tela do cinema. Há cerca de três anos que estou atenta ao passo-a-passo deste filme, uma vez que este está intimamente ligado a dois documentários que produzi sobre Carlos Marighella.

E posso dizer que estou muito feliz e satisfeita com o resultado, com a sensibilidade com que o tema foi tratado, além da crueza da realidade dos fatos nos momentos em que isso era necessário, ainda que mostrasse apenas uma pequena parte das agruras que os prisioneiros políticos passaram na mão dos seus algozes.




Baseado no livro homônimo de Frei Betto, o livro conta a história do envolvimentos dos freis dominicanos com a ALN (Ação Libertadora Nacional), organização política de Marighella, e acaba mostrando como foi a luta desses freis, a maneira como caíram, a relação que isso teve com a morte de Marighella e a decorrência de tudo isso na vida de cada um deles. Porém, tanto o livro quanto o filme, acabam dando um enorme destaque a Frei Tito, uma vez que este acabou se suicidando por conta dos danos psicológicos que a tortura lhe causou.

Ambientado no final dos anos 60, Batismo de Sangue mostra que os ideais cristãos jamais poderiam estar de acordo com todo o horror que acontecia naquela época, o que faz com que os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passem a apoiar a militância de esquerda e conduzirem missas com um teor político. Tudo isso os leva a fazer parte do Grupo de Apoio da ALN de Carlos Marighella (Marku Ribas), e a partir de então passam a serem vistos como inimigos do regime, o que os leva à  prisão, onde passam por bárbaras torturas físicas e psicológicas.

Acredito que a semelhança física tenha contado muito no momento de selecionar os atores, porque todos são muito parecidos com as pessoas que interpretam, sem falar que todos eles estão muito bem nos seus papéis, plenamente inseridos naquele universo. A cena em que eles pedem pra celebrar uma missa na cadeia é uma das mais tocantes que eu já vi. É impossível não sair mexido.




No dia da exibição, ao longo das cenas de tortura, dava pra ouvir a platéia toda gemendo de aflição com o que via — e isso apenas de ver uma imagem que, embora forte, mostra apenas uma parcela do que de fato aconteceu nos quartéis do Brasil afora. O sofrimento estava no rosto de cada um dos atores, a dor deles era real. E, embora o personagem principal seja o do Caio Blat, que está impecável, não posso deixar de ressaltar o espanto que o Daniel de Oliveira me causa toda vez que interpreta algum papel real (aqui, na verdade, eu me refiro aos personagens que existiram de fato). Isso vai muito além da interpretação, que, sem dúvida alguma é excelente, mas o cara é simplesmente um camaleão. Quando ele interpretou o Cazuza, a semelhança era tanta que dava até medo. Ano passado ao encarar o papel de Stuart Angel ele estava idêntico ao militante e, agora, na pele de Frei Betto, ele estava exatamente a versão rejuvenescida do frei.



Eu não tenho nem o que dizer, não há nenhuma crítica a levantar em torno dessa produção, que está perfeita, impecável. Em vários momentos, eu que li e reli o livro várias vezes e conheço profundamente esse tema, dizia as frases dos personagens junto com eles, tamanha era a fidelidade do filme com os fatos reais. Tocante, forte, terno, necessário.

Sem nem titubear, Judão RECOMENDA, e muito. Um filme que precisa ser visto por todo brasileiro. Para os que conhecem essa história, que vão passar a admirar esses personagens ainda mais; para os que não conhecem saberem de muita coisa que escapa aos currículos escolares; e mesmo para aqueles assumidamente de direita e pró-tortura e repressão, para refletirem a desumanidade que tudo isso representa.

Comentários
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  Allan

Tomara que esse filme seja lançado aqui o.O Se for, estarei lá =D

19 de Abril de 2007 às 21h56
  Little Potato

Vou querer ver !!! O Cinema brasileiro tá melhorando…

20 de Abril de 2007 às 10h34
  Johnny

Realmente acredito que o cinema brasileiro esteja melhorando a olhos vistos, cada vez mais produções dignas de nota são feitas e filmes memoráveis pipocam todos os anos na telona, é uma fase realmente muito boa!

Só acho que poderiam aproveitar a fase boa e mudar um pouco o tema dos filmes… É sempre FAVELA/BANDIDAGEM/MILITÂNCIA POLÍTICA/DITADURA/PRAIA/PUTARIA

Pô, todos temos conciência da merda que foi o período da ditadura militar no Brasil, e todos estamos também cansados de ver nos noticiários os belos exemplos remanescentes desses militantes, que hoje infestam nosso Congresso (vide José Dirceu, Genuíno, Lulla e outros).

Tá na cara tb que além do fato notório de que a ditadura militar foi uma enorme excressencia na história desse país, que uma boa parcela dos militantes da oposição esquerdista também não era nenhuma flor que se cheire, e agora que ascenderam ao poder fazem as mesmas merdas só que sem torturar ninguém.

Me incomoda bastante a glamurização que existe nesses filmes sobre a resistência à ditadura, assim como me incomoda a glamurização do crime mostrada em filmes como “Cidade de Deus”, como se todos os envolvidos nela tivessem sido santos e mártires, quando sabemos que a realidade não é bem essa…

Bom, no fim resta a esperança de que esse seja realmente um ótimo filme, e deve ser diante da crítica extremamente favorável, e que passemos a reverenciar (e principalmente selecionar de forma criteriosa) nossos heróis também nos livros de história e não só no cinema, pq esse assunto já deu!

20 de Abril de 2007 às 14h10
  Cawasame

Hum, interessante! Carlos Marighella não foi o cara que escreveu o “Manual do Guerrilheiro Urbano”, onde ele afirma:

“O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar”.

“Ser assaltante e terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado”.

É impressionante o que o Gramscismo é capaz de fazer: há mais de vinte anos que só se houve a “verdade” dos derrotados. Explico: TENTARAM IMPLANTAR O COMUNISMO PELA FORÇA DAS ARMAS (explodiram bombas em aoeroportos, matando inocentes [Guararapes]; Explodiram uma pick-up ne entrada de um quartel, matando inocentes; sequestraram embaixadores, matando a sangue frio as pessoas que faziam segurança; Assaltaram a mansão Ademar de Barros; o “herói” Carlos Prestes assassinou a sangue frio seus colegas de farda, enquanto dormiam, para roubar armas; e por aí vai…)
E ATÉ HOJE VÊM COM ESTA HIPOCRISIA DE QUE LUTAVAM PELA DEMOCRACIA!
Gastam nosso suado dinheiro (os impostos que pagamos) nessas produções tendenciosas da esquerda revanchista - via ANCINE…

ANTES QUE ME ACUSEM DE EX-SIMPATIZANTE DA DIDATURA, NASCI EM 1966. Logo, completei 18 anos justamente quando findava o regime militar que, GRAÇAS A DEUS, impediu que isto aqui viresse uma Cuba.

Vocês qurem saber a verdade? Visitem o Arquivo Nacional,no Rio de Janeiro, e leiam as revistas e jornais de época (de 1963 até 1970), apenas as matérias de capa. Aí vocês vão ver o que estes “santinhos” andavam fazendo…

20 de Abril de 2007 às 23h45
  LUSHCLASH

Concordo plenamente com o Johnny e Cawasame. Assim que comecei a ler a matéria meu primeiro pensamento já foi “lá vem esses merdas contar suas bostas”.
Esse bando de hipócritas que auto intitulam-se hérois pela prática de atos covardes impulsionados pela vaidade e ânsia pelo poder. Tenho verdadeiro e sincero desprezo por essa gente.
Quantas vezes tive que aguentar professores imbecis com sua laidainha enfadonha sobre a “uma brava juventude” que lutava contra “a maRvada ditadura” (óbvio, que bem sei da brutalidade do período militar, mas essa é uma história onde se vê um mal maior, o qual, no caso, seria a implatação de um regime comunista/socialista no Brasil).
Agora esses canalhas recebem indenizações pelo sofrido por qual passaram! Se a mãe quer chorar pq o filho morreu, chore, ninguém impediria nem mesmo a do Hitler desse ato, mas pagar indenizações p esse povo é um absurdo! Eles por acaso pagam indenizações àqueles a que fizeram mal???
É por essas e outras que o Brasil nunca irá progredir, nem hérois sabem escolher, qt mais seus representantes políticos!

21 de Abril de 2007 às 0h27
  Borbs

Gente do céu…
Ninguém aqui é obrigado a concordar com o que fizeram, até pq teve muita coisa errada, não nego isso. Tanto que achei justíssimo uma vítima de um dos atentados também receber indenizações. De qualquer maneira, o certo mesmo é ninguém receber um centavo. Conheço gente que se recusa a receber a indenização porque, como mesmo o mesmo diz, ele sabia o que tava fazendo na época. E tá mais que certo… E não pegou em arma. =D

Por falar em armas, não acho que tenham tentado impor o comunismo com armas, pq se não me engano (posso estar erradíssimo!), a ditadura veio depois do PC, sendo que um dos propósitos era acabar com o comunismo… Eu não acho isso certo. Se o Brasil virar comunista um dia eu vou pros EUA e é tudo nosso. Não vou apoiar ninguém que impeça esse tipo de coisa. =D

No entanto, NINGUÉM pode negar que os militares e etc eram tão ou menos “santinhos”. Pro pessoal médio, eles até deviam ser legais. Mas imagina só se eu poderia falar metade das merdas que falo aqui no site, se fosse naquela época, por exemplo?! Fora certas outras coisas que faziam com gente que nem sequer pegavam em armas e, NO MÁXIMO, usava a palavra pra protestar contra alguma coisa. É como se os Anti-Lula e/ou Anti-FHC fossem presos só porque não concordam. Isso lá é bom?! =D

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra gente… Vamo pará prá pensá. =]

21 de Abril de 2007 às 1h33
  LOBO SOLITÁRIO

LUCLASH E CAWASAME…Certas vez um general teve uma filha envolvida com a luta armada…Ela foi estrupada por um cacetete e teve os seios estirpados…O pai queria saber o que houve com ela…Mandaram-no o cacetete embrulhado pra presente…TIVERAM EXCESSOS EM AMBOS OS LADOS…MAS O REGIME FOI MUITO, MAIS MUITO PIOR EM COMPARAÇÃO COM ALGUNS GUERRILHEIROS QUE SE TORNARAM ASSASSINOS. Portanto não vamos generalizar…Cada um tem a sua opinião e respeito isso…Mas era o regime que era ditatorial, não aqueles que queriam fazer a revolução…E até o argumento de salvar o Brasil de se tornar uma Cuba é IGNORANTE…Joao Gulart não era comunista, era fazendeiro, donos de estancias…quem diz “GRAÇAS A DEUS” defende a ditadura sim, e ainda comete heresia…Foi a partir da ditadura que começou a concentração de renda e colocou os corruptos no poder…Tudo o que disseram he de uma ignorancia sem tamanho…Mas desrespeitar as vítimas e a dor dos familiares…ISSO ME DÁ NOJO….O PAÍS NÃO VAI PRA FRENTE POR CAUSA DE GENTE MESQUINHA E MEDÍOCRE COMO ESSES DOIS…Numa coisas somos iguais…SOMOS COVARDES…nunca deixaria meu conforto para lutar por uma causa e depois ser taxado de comunista, traidor da pátria e criminoso…Disseram “o Brasil não sabe escolher seus heróis”, bem se vê porque…Das palavras de um militar sobre a oposição armada “Matamos uma mosca com um pilão”…Só posso sentir pena daqueles jovens que se entregaram numa luta inglória…e SINTO MAIS PENA DESSES DOIS QUE NUNCA TERÃO GLÓRIA NENHUMA…

” O MUNDO PERTENCE AOS COVARDES, MAS NÃO A GLÓRIA”

LOBO SOLITÁRIO

21 de Abril de 2007 às 6h50
  LOBO SOLITÁRIO

Perdoem os erros de concordancia, nao estou acostumado a escrever no teclado…

21 de Abril de 2007 às 6h53
  LOBO SOLITÁRIO

Quanto aos outros dois…LUSHCLASH E CAWASAME…SEJA FELIZES EM SEUS CASULOS MENTAIS…

21 de Abril de 2007 às 6h55
  Tayra

Depois de ler esses comentários me dá muita vontade de chorar. Não por ver que tem um monte de gente que não concorda comigo - afinal a beleza da democracia está nisso, em cada um poder pensar e falar o que quiser - mas sim no fato de ver que ainda existe gente como Cawasame, que disse que nasceu em 1966, que não é simpatizante da ditadura, mas que acha que a chave para entender o “verdadeiro” lado desse período é visitar o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (e como se eu não tivesse feito isso na época em que estava produzindo o meu documentário) e ler as manchetes de jornal de 1963 até 1970. Parece que temos mais um aqui que acha que tudo que a imprensa diz é verdade. A nossa imprensa é extremamente manipulada até hoje, só escreve o que convém aos donos do veículo que representam, que certamente estão ligados a outros grandes interesses. Mas se nossa imprensa dos anos 2000 é isso, tem gente que não raciocina, ou não quer raciocinar, e pensar que se hoje a nossa imprensa é manipulada, imagine num período em que, além de tudo isso, ainda existia a censura e a perseguição política!

Cada um tem o direito de pensar da maneira que mais achar correta, ser de esquerda, direito, centro, comunista, liberal, progressista, o que quiser. Acho extremamente válido você ter uma postura política diante da vida e agir de acordo com ela. Isso é gratificante, porém, não sejamos estúpidos, e engulamos qualquer coisinha que nos falam. Eu sou de esquerda, tive uma formação para esse lado dentro de casa e até por sempre ter convivido muito de perto com tudo isso, acabei optando por fazer História, e na época da faculdade, estudei com muito afinco, participei de inúmeras palestras e congressos sobre tudo que estivesse ligado à Ditadura Militar Brasileira, porque queria entender melhor aquele período que meus pais me contam dos horrores e agruras que passavam. E embora não tenha vivido nada daquilo na pele, talvez, teoricamente, eu domine mais o tema do que meu pai, que estava dentro de todo o turbilhão - embora eu saiba que por mais que eu leia e estude, a vivência na pele muitas vezes conta mais. E, diferente da maioria das pessoas, li muitos livros escrito por pessoas de direita, sempre procurei saber os dois lados da história, e o meu documentário do Marighella é o ÚNICO do gênero que traz a visão da direita também - porém, na voz de uma pessoa só, o Coronel da Reserva Erasmo Dias, e ele fala tudo o que pensava a respeito dos militantes de esquerda e do Marighella. Várias outras pessoas envolvidas como o Tuma, Brilhante Ulstra etc. se negaram a me dar depoimento, dizem que não falam desse período de suas vidas. Por que será? Isso é sinal de consciência limpa? Porque quando você tem convicção, certeza de que fez uma coisa correta, você tá cagando e andando pros outros, você quer defender seu ponto de vista e dane-se, e foi isso que o Erasmo Dias fez, de uma maneira que eu acredito que engrandeceu muito o meu documentário. E por conta de t?e-lo colocado lá fui muito criticada pelos militantes da época, de que tava dando ibope pra torturador etc, mas eu acho que é por aí. Cada um fala o que pensa e defende o seu.

Só é preciso pensar, refletir e saber, com convicção e fé o partido que você está tomando.

21 de Abril de 2007 às 10h26
  Johnny

Poxa, quando escrevi o meu comentário sinceramente não achei que ele ia descambar pra uma discussão sobre que lado da história DITADURA x REVOLUCIONÁRIOS estava correta, até pq pra mim a resposta é claríssima, TODO sistema ditatorial de governo deve ser derrubado!

Ocorre que oq não me cabe na cabeça é a questão de todos que foram contra o regime na época da ditadura militar no Brasil são Santos e Heróis!

Teve muita gente que tentou derrubar o sistema por meio da concientização, teve gente que pegou em armas, teve gente que queria trocar um sistema ditatorial por outro tb ditatorial e teve gente que fez terrorismo puro e simples… Fato!!!

O incomodo que me levou a escrever o comentário é a recorrência extrema do tema no cinema nacional, sempre glamurizando a coisa… É isso que gostaria de ver acabar.

Num sei se o Lobo Solitário estava se referindo a mim quando disse “…Disseram “o Brasil não sabe escolher seus heróis”…”, mas se era a mim que ele se referia está muito enganado, eu disse que o Brasil deveria começar a escolher mais criteriozamente seus heróis e completei, dizendo que deveríamos passar a reverenciar eles TAMBÉM nos livros de história e não só no cinema… Isso se aplica aos que pegaram em armas na época da ditadura (certamente há heróis entre eles) mas também deve ser observado em outros campos (Afinal de contas existem monumentos em homenagem até ao Borba Gato - um filho da puta que só veio aqui pra extrair riquesas e matar índios-, e até estrada batizada “Bandeirantes”).

Oque quis dizer é que acho que deve-se parar de generelizar e glamurizar no cinema - que como sabiamente dito é “uma mentira 24 vezes por segundo” - e passar a reconhecer em nossos livros de história os reais mártires da resistência ao regime militar brasileiro.

Sou frontalmente contra qualquer regime político que se oponha à livre investigação da Verdade, o progresso do Conhecimento Humano, das Ciências e das Artes, e eterno defensor da tríade Liberdade Igualdade e Fraternidade.

Mas também tenho senso crítico e inteligência suficiente pra discordar do axioma que geralmente se propõe de que todos que lutaram e morreram na luta contra o regime militar são/eram santos e heróis e de que todos os que trabalhavam pro regime são enviados de Lúcifer…

Não sou a favor da ditadura, e nem contra a luta armada pra derrubá-la, sou contra a generalização que é feita a anos! Essa é uma parcela das mais importantes para a história do Brasil, e num deve ser esquecida e muito menos encoberta, acho realmente que ela deve ser esmiuçada ao máximo, e cada vez mais fica na cara que a Ditadura cometeu infinitamente mais excessos, até em razão de seu campo de ação muito maior (afinal de contas o controle do país estava nas mãos deles), só acho que tava na hora de parar de ser revanchista e contar a história como ela realmente aconteceu.

No filme “Oque é isso companheiro” vemos relatada a história do sequestro do embaixador americano em troca da libertação de presos políticos (nem discuto a importância do ato, já que foi uma grande vitória para a resistência ao militarismo) e vejo que foi bastante glamurizado, imagino um filme retratando o sequestro de um jovem discidente do regime, para obter infomações sobre a localização de outros jovens (fato que certamente aconteceu, e em tese é o mesmo enrredo, desta vez estrelado pelo outro lado da história), como será que receberíamos esse filme?

Certamente como uma obra totalmente reacionária!

Vi pela TV o Sr. José Genuíno depondo numa CPI que investigava atos do Partido dos Trabalhadores (ícone da esquerda na América Latina) e este senho como sempre extremamente orgulhoso de sua participação na guerrilha do Araguaia, e vi entrar na tribuna o Militar que o prendeu… Foi um salceiro… Pq ele pode estar lá e não o Militar?

A grande verdade é que o Brasil não tem conciência, e muito menos memória, e isso é o que mais me entristece.

Tayra, não quis ofende-la, nem faze-la “ter vontade de chorar” só quis expressar a insatisfação pela recorrência do tema nas produções nacionais. Respeito muito toda a resistência imposta ao regime militar, mas me dou o direito de tentar tirar minhas próprias conclusões, e acho que nem todos foram santos, só isso!

Abrax a todos

21 de Abril de 2007 às 22h54
  Cawasame

Johnny, meu caro Johnny! Obrigado…

Sabe, eu ultimamente tenho tido pouca paciência com estes “debates” sobre “racismo”, “homosexualismo”, exclusão social, blá-blá-blá…

O que eu vejo é muita gente se elegendo deputado(a) federal, senador(a) fingindo que dão importância a estes grupos. Aí, como se elegeram, precisam “mostrar serviço” e começam a “legislar” os piores absurdos: “cotas”, quando a Constituição diz que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI! A partir das cotas isso muda, não é?
A marcha evangélica está proibida na Av Paulista. Mas a “parada Gay” está liberada…
Porque a tal parada tem “visibilidade internacional”!!!!

Essa questão da “luta contra a ditadura” também é de uma hipocrisia sem tamanho. Se lutavam por um ideal, se lutavam por convicções, por que é que agora, após a “amarga derrota”, vivem pedindo indenizações milionárias? QUE É ISSO?!!! Perderam todo o respeito e a moral, para mim!

Todos os que no passado cometeram os mesmos absurdos que os militares hoje vivem de gordas pensões e receberam indenizações milionárias. E SOMOS NÓS, O POVO DECENTE, TRABALHADOR, ORDEIRO, QUE ESTAMOS PAGANDO A CONTA!

ESTOU CAGANDO PARA IDEOLOGIAS. EU QUERO O QUE ESTÁ ESCRITO NA BANDEIRA: ORDEM E PROGRESSO!

E que papo é este de democracia? QUERIAM IMPLANTAR O COMUNISMO SIM, VIU TAYRA?! E o comunismo é outra DITADURA!

É f… Tem gente que porque estudou história, acha que sabe tudo! Estudou onde? Na Bélgica ou numa faculdade brasileira? E o que são as faculdades (públicas) brasileiras, senão um laboratório de testes para a filosofia de Antonio Gramsci?
Eu bem sei o que eu ví na UFBA: dos cinquenta minutos de uma aula, os professores ficavam 30 doutrinando… doutrinando… e um monte de acéfalos gritando AMÉM! AMÉM!

EU APRENDÍ QUE NUMA GUERRA A PRIMEIRA COISA QUE MORRE É A VERDADE!

E o que aconteceu no Brasil naquela época foi uma “guerra não convencional”, tecnicamente chamada de TERRORISMO!

A ÚNICA MERDA QUE OS MILITARES FIZERAM FOI DEMORAR MUITO PARA DEVOLVER O PODER AO POVO - EU DISSE AO POVO!!!!!

Tá certo que os militares (aloprados) mataram algumas dezenas de pessoas não envolvidas com o terrorismo, mas Lenin e Stalin mataram milhões; Fidel Castro, milhares. E era isso que Dirceu, Genoino, Gabeira, Franklin Martins, Dilma Russeof e etc queriam fazer aqui. Este povo ODEIA QUEM GANHA DINHEIRO!

Eu não queria entrar neste “debate”. Mesmo porque aqui não é o forum adequado a este assunto. Mas não dá para ficar jogando “ping-pong”…

Quando sugerí visitar o Arquivo Nacional, foi para LER AS MATÉRIAS DE ANTES DOS MILITARES ASSUMIREM O PODER E NÃO DEPOIS!
Havia uma mobilização nacional (naquele tempo isso significava mais o Sul/Sudeste) e uma “cobrança” da sociedade para que “alguém” tomasse uma providência pois o João Goulart (Jango) estava totalmente “dominado” pelos comunistas…
E a imprensa da época (que não estava “dominada” pela censura militar - mesmo porque eles nem tinham assumido ainda) manifestava a comoção popular…

Então Johnny, você fez seu LÚCIDO comentário e me motivou e “esclarecer” um pouco mais meu ponto de vista.

EU NÃO DEFENDO OS MILITARES, MAS NÃO SOU ESTÚPIDO PARA ENGOLIR ESTA HISTÓRIA DESSES PSEUDO-BRAVOS REVOLUCIONÁRIOS. Não passavem de marionetes nas mão de intelectóides que pretendiam por em prática teorias socialistas de Europa. Gritaram Amém e se deram mal! Só isso. Agora vivem chorando, dando uma de vítimas, fingindo que lutavam pela democracia…

Lutavam por outra ditadura muito pior que a que tivemos.

22 de Abril de 2007 às 20h41
  Cawasame

Quanto à você, LOBO SOLITÁRIO, aconselho a deixar de ser tão solitário. Expandir laços, abrir a mente para ouvir outras opiniões. ajuda a crescer, enlarguece a “visão de mundo”.

O que eu, na verdade, gostaria de que acontecesse era que VIRÁSSEMOS ESTA PÁGINA. Vamos debater e discutir o futuro. O pasado é imutável. O futuro está ainda por fazer.

EU NÃO DISCORDO TOTALMENTE NEM DE VOCÊ, NEM DA TAYRA. Alías eu nem discordo nem concordo totalmente com coisa alguma. Deixo sempre minha mente aberta… Eu não estava lá… Eu não ví… Então eu não acredito totalmente nem num lado nem no outro!

Mas uma coisa me intriga: em toda a história do Brasil os militares sempre foram muito obedientes ao poder “legitimamente” estabelecido. Mesmo na proclamação da república (feita por um militar, lembram?) o poder foi passado logo aos civis. E em muitas outras situações da história os militares interviram para estabelecer a ordem, para logo em seguida devolverem ao civis.
Então porque neste período “revolucionário” eles, de repente, se tornaram psicopatas sanguinários, que tinham o prazer de enfiar cacetetes nas vaginas alheias, decepar seios, torturar, extrupar… Todos eles? Todos! Pais de família, cidadãos que usavam fardas, mas que eram gente como a gente de repente ficam tomados por um “exu” e pedem a cabeça?!

E os revolucionários, SANTOS! Atiravam pétalas de rosas… jogavam “granadas de amor”…

Curioso é que nos “manuais” dos comunistas estavam as instruções para, uma vez diante dos juízes, dizerem que “confessaram” crimes por que foram torturados…

…mas argumentos que não passam de ECOS de doutrinadores acadêmicos não me convencem de nada…

O que me aborrece nestas “produções” é que O DINHEIRO DO POVO É GASTO NISSO AÍ, SOB AS MAIS DIVERSAS ALEGAÇÕES! Vinte/Trinta milhões DO POVO são gastos numa porcaria tendenciosa, que só conta a história de uma lado. Eu não concordo com isto não!

22 de Abril de 2007 às 21h06
  LUSHCLASH

BORBS

Em nenhum momento falei que os militares eram bonzinhos, santinhos ou qualquer coisa sacro-santa. Pelo contrário, deixei claro que bem sei o mal que eles fizeram, por exemplo, quando pegaram alguns guerrilheiros do Araguaia e por puro sadismo jogavam eles do helicóptero de grandes alturas para que com a queda não sobrasse muita coisa. Esse é um grande mal! Mas, quando vc pensa que um desses guerrilheiros era o digníssimo JOSÉ DIRCEU, querido vc no mínimo terá que refletir qual o mal maior!
Com certeza as crueldades do governo (ou desgoverno) militar foram tanto em grau quanto em número, maiores que as dos opositores, porém assim o foi por simples falta de oportunidade, pois se houvesse sido dada aos esquerdistas (claro que não me refiro a todos) o mesmo poderio que possuía a época os militares o resultado seria imensamente maior, teríamos uma pela fonte para estudo da teoria do caos.
Não se esqueça que os guerrilheiros (por favor, tenha em mente me refiro aos da luta armada) do Brasil seguiam a vertente stalinista.
Dizer que o governo militar é um mal menor que um governo comunista não significa que goste, apóie ou concorde com as barbaridades cometidas, mas que minha lucidez me permite identificar um mal maior.

LOBO SOLITÁRIO

O que falei para o Borbs serve para vc.
O Brasil não se tornaria uma Cuba, mas algo muito pior. Não tenho esse sonho romântico de que nossa perspectiva seria tão boa (sarcasmo).
Quanto aos impactos econômicos da ditadura militar, conheço bem todos eles, nosso endividamento em obras nababescas que nunca foram concluídas, et cetera.
Digo sim que antes o mal da ditadura militar que o governo comunista implantado por um bando de débeis, sádicos, cretinos, hipócritas, ladrões, assassinos, e muito mais, porque tenha a certeza que com a vitória da revolução o poder não se concentraria nas mãos daqueles de bom senso e sim nas mãos dos acima citados por mim (olha o exemplo do PT, os bons não participam do governo, no máximo ganham um cargozinho de quinta).
“Ignorância sem tamanho e casulo mental” é essa historinha romântica que criou em sua cabeça que é tão fantasiosa quanto as historinhas de Lewis Carol. Ou vc acredita que o Lula não sabia de nada, que o Dirceu é inocente, que Fidel é um amore, que Stalin não praticou genocídio nenhum, que os campos nazistas não existiram, que Collor era o salvador da pátria, etc. No mundo não há quem seja 100% certo por todo tempo, nem 100% errado, por saber disso sou capaz de discernir entre dois males qual o pior.
A mesquinha, medíocre e covarde que vos fala, estará embarcando dentro de alguns meses para Botsuana para prestar serviços humanitários lá e no Zimbábue, mas não deves entender muito de humanos e só de companheiros.
Não desrespeito a dor dos familiares, tanto que defendo o direito deles de chorar e falar o que quiserem, mas impor isso como A verdade, não aceito. Agora querer lucrar com essa dor já é demais. O Borbs citou que algumas dessas pessoas recusam o recebimento dessas indenizações, com certeza são pessoas de bom senso, que nunca chegariam ao poder, pois seriam engolidas pelos abutres da história, os quais já citei.
Quanto “o Brasil não sabe escolher seus heróis”, confirmo o que eu disse, os grandes homens e mulheres permanecem anônimos ou simplesmente esquecidos, quase sempre, somente a escória é lembrada e reverenciada. Conheço muitos homens que deveriam que lutaram contra a ditadura militar e deveriam estar em nossos livros de história e em nossa memória, porém perdem esse lugar, para seres da estirpe de José Dirceu, etc.

TAYRA

Minhas opiniões não são baseadas apenas em informações da imprensa. Já ouvi muitos relatos dos que viveram esse período negro, em sua maioria de pessoas que foram perseguidas pelos militares, inclusive um tio-avô que é um desses homens de ouro foi preso e torturado, mas por saber que ele não participaria do poder é que tenho essa opinião, sinto a sua dor, porém sei pelo que nos ensina a História que pessoas como ele são as primeiras a serem expulsas do “comando do governo”, ainda mais quando não há uma organização unida e bem coordenada (no Brasil os vários grupos lutavam para ver quem chegaria primeiro ao poder, é triste a constatação, porém é a realidade sem adornos).
Tayra vc é uma dessas pessoas que pode falar o que quiser, já que defende a história que seus pais contam, mas não sou obrigada a concordar, e reafirmo: DISCORDO, em parte, mas discordo!

23 de Abril de 2007 às 18h35
  Kulspruta

82. Esse é o número de atentados terroristas documentados no período Castelo Branco. 82 atentados antes que o regime utilizasse qualquer espécie de repressão física.

Hoje quem anuncia esse tipo de informação é sumariamente taxado como fascista em vários dos círculos a que pertence (certamente no acadêmico, caso dele faça parte). Não tem que ser fascista e nem saudosista pra carregar consigo um mínimo compromisso com a verdade. Se elogio a gestão administrativa de Médici, dizem que sou autoritário e intolerante, se mostro que a maior manifestação popular da história do Brasil — a Marcha da Família com Deus pela Liberdade — balizava o golpe de Estado, dizem que sou cínico e que manipulo as informações. Particularmente, acredito que nenhum progresso pode suplantar a supressão das liberdades individuais, mas antes mesmo do compromisso com a democracia, meu compromisso maior é com a verdade. Não dá pra não negar as realizações mais óbvas do regime e não ser taxado de fascista, só pode estar certo quem condena integralmente todas as ações dos estadistas do período.

Uma pena que os filmes no Brasil estão virando panfletagem: produtor não tem mais que arriscar, é só dizer o que a burocracia estatal quer que ele diga. Se o filme é ruim, a produção não quebra, porque o contribuinte paga. Eles erram, a gente paga. Eles fodem, a gente paga. Eles contam a historinha que querem, ainda que sem o mínimo respaldo factual, e a gente paga. Não querem admitir a possibilidade de fracasso, então não façam filmes!

24 de Abril de 2007 às 0h32
  Fernando

Muito interessante a relação “e mesmo para aqueles assumidamente de direita e pró-tortura e repressão”. Quer dizer que o fato de ser direitista já pressupõe ser pró-tortura e repressão. Ó!
Lênin, Stálin, Castro, Tse-Tung devem ser de direita então…

24 de Abril de 2007 às 23h04
  Bilu

quem defende comunista ou é inculto ou tem tendências Totalitárias
E quem no Brasil tem coragem de discordar do Bando Marxista que domina a mídia e o governo , é taxado disso : direitista, reacionário, burro, odioso.
Acho que cinema mostrando historias de Marighelas e LaMarcas da vida sinceramente não acrescenta nada.
Palmas para esses corajosos que criticaram essas histórias .
Só um detalhe: A politica e o mundo que esses ditos “perseguidos pela ditaduda” mataram mais gente que o nazismo, foram bem mais de 100 milhões de cadáveres à serviço da ‘democracia.
Vide : Stalin, e Mao.
o que espanta é que quase 20 anos após a Europa ter se livredo do medo do comunismo , aqui na América surgem tiranetes ( Chaves e Cia.) querendo bradar essa Palhaçada

25 de Abril de 2007 às 15h28
  Johnny

rsrsrsrrsrsrsrs

Realmente essa do”e mesmo para aqueles assumidamente de direita…” foi F***, nem tinha percebido…

Nada tendencioso né,!

Abrax

25 de Abril de 2007 às 15h55
  John

Bom… vou falar a verdade, não tive saco de ler todos os comentários portanto nao sei quem concorda ou discorda do que. Mas o Marighella na minha opinião eh da mesma laia do Bin Laden, a única diferença é que o segundo tem muito mais recursos para fazer o estrago que fez. As torturas durante esse periodo são de responsabilidade de uma parcela radical e mesmo assim foi um mal necessário, pelo menos melhor do que o Brasil se tornar comunista. O Marighella estava por trás de atentados não contra esses oficiais radicais, mas sim contra inocentes e mesmo as bombas nos quartéis atingiam jovens de 18-19 anos, que estavam apenas prestando serviço militar e não tinham nada a ver!

26 de Abril de 2007 às 1h05
  bueno

é um absurdo ler textos de pessoas tão ignorantes que deixam de lado a história toda de um país e vários fatos que comprovam os abusos que ocorreram na ditadura. não acho que a questão aqui seja simplesmente defender cada lado-apesar de por minha parte, repudiar qualquer argumento que defenda os militares nessa época-mas pessoas como as que são mostradas no filme, lutaram não somente contra a ditadura, mas para ajudar as pessoas que sofreram com ela! ou seja, não é simplesmente uma questão de opnião, mas de ajudar as outras pessoas. dizer que os militares mataram “algumas” pessoas é estupidez! várias famílias foram separadas durante o regime, se não me engano mais de 30.000 pessoas morreram ou desapareceram neste tempo, e isso tudo é registrado.

compensa “defender” a pátria de um mal maior levando embora mais de 30.000 vidas?! que tipo de pessoa poderia falar isso!? e não havia mal maior algum para que a ditadura fosse implantada, mas uma desculpa muito bem articulada para que ela ocorresse visando os interesses de uma potência na qual nem preciso citar! e isso não ocorreu só aqui, mas em vários países da américa latina. discordar de tantos fatos é ignorância pura e só pode ser dita por pessoas que viveram num cativeiro a vida toda! como deve ser o caso destes…

2 de Maio de 2007 às 0h06
  GODOY

nossa nunca li tanta babaquice na minha vida!!
o pior foi a ignorancia de escrever que Joao Goulart estava dominado por comunistas…..
nao é possível que nao saibam que isso tudo foi uma campanha norte americana para convencer os militares (que sempre se acharam os salvadores da patria) de que o brasil corria o risco de se tornar comunista….eles sim que financiaram e dominaram o país durante todo esse periodo (ou melhor, nao so neste periodo, mas isso ja é outra historia)!!!!!!!
talvez hoje o país seria muito mais justo com as reformas de Jango e o povo teria uma maior consciencia politica, ja que essa alienaçao da massa nada mais é que resquicios dessa ditadura e sua censura…….
depois de tanto se falar e mostrar os horrores desse periodo nunca pensei ler comentarios como esses!!!!!!!!!!
quero ver o filme…..e se ainda existem pessoas assim acredito que o tema, apesar de batido como disseram, ainda é necessário!!!!!

2 de Maio de 2007 às 0h16
  flavio roberto

hora não se deve questionar a liberdade. porem avaliando quem lutou pela liberdade e quem impediu outros de vivelas e expresa-la. a ditadura so conquista quem tem medo da liberdade, quem impede a liberdade dos outros. ex: pais que impede os filhos ser feliz, esposas de trabalhar ou seja tranferem sua raiva e conceitos para os outros. ora a liberdade é aliberdade viva frei beto e todos os que lutaram e lutam a favor da liberdade. isso é o que importa e todo e qualquer comentario que va contra quem luta pela liberdade é e quem nunca experimentou nem nunc vai experimentar o sabor de ser livre.

liberte-se ja!

2 de Maio de 2007 às 15h22
  Cawasame

Vamos fazer um acordo:

Vamos salvar estes comentários em nossos arquivos pessoais. E daqui mais uns dez anos, quando os “companheiros” que finalmente chegaram ao poder pela via Gramsciana (implantar o comunismo por via democrática) acabarem com a democracia e transformarem isto numa Cuba ou Venezuela espero que os senhores e senhoras se lembrem destes comentários.

Quando vocês estiverem privados do conceito de propriedade. Quando não puderem mais “ir e vir”. Quando o “Estado” determinar até que tipo de casa você vai poder ter, quantos filhos, etc… aí espero que lembrem destes comentários.

Digo isto porque todos os “heróis da resistência” que sonhavam em implantar o comunismo pelas armas conseguiram MESMO chegar ao poder:

Franklin Martins vai ser o todo poderoso da TV Estatal (a la Hugo Chavez). Para quem não lembra, foi ele quem redigiu a carta de “resgate” do embaixador americano sequestrado por eles, para conseguirem a liberdade de quem? de quem? Ele mesmo: José Dirceu, José Genuino, entre outros…

A Dilma, que planejou o assalto a mansão Ademar de Barros hoje é a toda poderosa Chefe da Casa Civil que, no Brasil, significa ser o Primeiro Ministro.

Sem contar vááários outras figurinhas “santas” que estão por lá.

É um prazer trocar idéias com pessoas como vocês. Muito edificante.

Um abraço a todos. E, COM PUREZA D’ALMA: AH, COMO EU REZO PARA ESTAR ERRADO!

13 de Maio de 2007 às 2h33
  Cawasame

Para encerrar: apesar de, obviamente, as opiniões serem muito variadas, respeito todas elas. NÃO LEMBRO DE TER DITO a nenhum dos que discordam de mim QUE ELES SÃO IGNORANTES SIMPLESMENTE PORQUE DISCORDAM DE MIM!

Apesar de ter sido acusado de ignorante, estudei bastante. Na minha adolescência, ao invés de Paulo Coelho, eu lia os filósofos (de uma coleção “Os Pensadores”). Ao final do regime, fiquei muito curioso, pois a história que minha família sabia não era exatamente igual a que se passava a se mostrar na “midia”.

Então, decidi estudar muito. Lí vários livros tanto dos que se diziam perseguidos como dos que estavam “ao lado” da “repressão”. Por isso formei a minha opinão.

Não foi lendo apenas os livros de “esquerdistas” nem os livros dos “direitistas” que formei minha opinião. Nem permiti que minha mente tivesse sido lavada na(s) faculdade(s). Pois é onde os “doutrinadores” mais atuam. Eu lembro como eram as aulas: 20min de aula + 30min de doutrinação…

Enfim, deixo uma frase de Voltaire a um certo interlocutor no ar:

“Discordo totalmente do que o senhor disse. Mas eu defenderei até a morte o teu direito de dizer o que pensa!”.

13 de Maio de 2007 às 2h53
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