Thursday, 8 de February de 2007 | Atualizado em 08.02.07 às 22h54

A Rainha


A sensibilidade por trás da família real

Tayra Vasconcelos

Passados dez anos da morte da princesa Diana, já estava na hora de se fazer um filme a respeito — haja visto que cinco anos depois de 11 de Setembro choveram filmes sobre o atentado. Porém, o caminho encontrado pelo diretor Stephen Frears em A Rainha foi muito distinto do trivial — que seria colocar Lady Di num pedestal e contar um conto de fadas partindo dela como personagem principal.

O enfoque do filme está nas repercussões que a morte dela trouxe para a Inglaterra e principalmente para a família real — leia-se aí a rainha Elizabeth (vivida aqui pela sensacional Helen Mirren). E, além disso, não deixa de ser um filme pró-Blair e, também, pró-monarquia.




A história do filme começa no início do ano de 1997. Vemos a primeira posse de Tony Blair como primeiro ministro (onde ele é até um pouco satirizado pela sua aversão à s tradições) e seu difícil relacionamento com a rainha. Daí damos um salto para Agosto do mesmo ano, mostrando o relacionamento de Diana com Dodi Al Fayed.

Com seis indicações para o Oscar (entre elas as de Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Diretor) o filme justifica muito cada uma delas. O enredo é interessante, mas não é nada de sensacional. O que, sem dúvida alguma, contribui demais para a grandiosidade do filme são as atuações e a direção. A maneira como as coisas são conduzidas é brilhante, o que fez com que esse se tornasse um dos principais filmes do ano. Além disso, o diretor mescla o tempo todo imagens reais, com as ficcionais produzidas por ele, dando ao longa um certo ar de documentário e de retrato exato da realidade.

Helen Mirren é o ponto alto, porque além de estar fisicamente muito parecida com a rainha Elizabeth, nota-se que houve uma preocupação com o laboratório dessa personagem. Dá pra perceber a sua dedicação para ser reconhecida como a rainha da Grã-Bretnha, uma vez que até os trejeitos estão idênticos. Ela está perfeita, magnífica e a coloca alguns passos a frente das outras candidatas ao Oscar. A propabilidade de que ela saia com a estatueta na mão é imensa e, se isso de fato acontecer, será uma decisão muito acertada.

A maneira como a morte de Diana é mostrada é totalmente subjetiva, plástica. A saída encontrada para não torná-la apelativa foi muito bem pensada, e a partir de então vamos sendo apresentados a outros membros da família real, que foram todos escolhidos a dedo, aliando semelhança física com excelente capacidade de atuação (o princípe Charles, pra ficar mais igual, só precisava das orelhas de abano).




O ponto principal do filme, apesar de tudo, é a educação britânica, a visão que eles têm de suas tradições e o quanto prezam por isso. Mas, muito além disso, notamos que tudo não passa de uma questão de ponto-de-vista, e que é impossível fazer o julgamento de alguém sem estar inserido no seu mundo. Há uma preocupação em mostrar que, apesar da máscara de resistência e de dama de ferro vestida pela rainha, existe ali uma mulher sensível, maternal, preocupada com a família, e isso fica ainda mais evidente no episódio do cervo e da menininha que lhe entrega flores.

Com toda certeza Judão RECOMENDA! pela maneira fantástica como o filme é narrado, conduzido e atuado.

Comentários
Já são 4 sobre esse post -- até agora

  R.P.R

huuumm….
vo da uma olhada pra v jah que o judao recomenda.

e quem vai ganha d melhor ator é o fodao WILL SMITH

melhor filme do ano.

9 de February de 2007 às 13h30
  Ray

Eu quero muito ver esse filme.

9 de February de 2007 às 14h43
  Gustavo

Tudo bem q a Hellen Mirren mereça ganhar e tals…mas pô, isso de todo ano quem ganha o Oscar de melhor ator/atriz é alguem que ‘imita” alguem já tá enchendo o saco….acho bem mais justo premiar o ator que cria um personagem do que o que imita alguém…

10 de February de 2007 às 18h53
  viNi_

O filme é ótimo! Impressionante mesmo a atuação de Mirren no longa..

12 de February de 2007 às 13h29
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