Roppongi Club

O lugar onde quem manda é o Estagiário

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Chuck Palahniuk é doentio! =D

Posted on Sep 6, 2008 07:16:57 PM

 

Nos últimos dias eu tenho ouvido falar bastante em Chuck Palahniuk, autor de Clube da Luta, Choke, Lullaby, então lembrei que eu praticamente não li nenhuma de suas obras, apesar de achá-lo foda pelas idéias que criou. Tem uma história que eu dei uma olhada, mas até o momento não havia lido na íntegra. O conto “Guts“, presente no livro Assombro, que já até foi lançado no Brasil.

Diz a lenda  que 35 pessoas desmaiaram durante sessões de leitura do conto nos EUA, devido ao seu conteúdo extremamente caótico. Eu só ouvi falar por um amigo, que contava que o negócio era tenso demais. Eu sabia por cima que era a história do cara da cenoura, o da cera e o da bomba da piscina, mas não tinha lido tudo na íntegra. O conto circula pela internet já faz um certo tempo, e inspirado pelas várias notícias envolvendo o cara nas últimas semanas, resolvi ir atrás.

Após ler eu logo pensei “PUTA QUE PARIU!” Então, num momento de pura fanfarronice, aqui está o conto pra meia dúzia que lêem essa porcaria também se impressionarem.

GUTS


Inspire.

Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa estória deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.

Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina.

Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.

Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.

Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.

Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa….

Enquanto você desce as escadas, então - mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

Esse é o espírito da escada.

O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.

Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais espesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.

No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nas quais você não se preocupa que te pegam.

A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cú chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.

Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.
Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.

Faço isso de novo, e de novo.

Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cu sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azuis, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cu. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.

Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.
Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

Com uma mão, seguro a saída do meu rabo, com a outra mão eu puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre uma camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

Você então vê contra o que eu lutava.

Se eu largo, sai tudo.

Se eu nado para a superfície, sai tudo.

Se eu não nadar, me afogo.

É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na água turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

Algo sobre o qual nem os franceses falam.

Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…,” os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cu…

Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cú. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim.

Precisava disso como precisaria de dentes no cu.

Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”

Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo…”

E então a menstruação da minha irmã atrasou.

Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.

Nunca.

Essa é a nossa cenoura invisível.

Você. Agora você pode respirar.

Eu, ainda não.

É, Chuck Palahniuk é doentio, e extremamente foda! Eu preciso desse livro AGORA! =D

Batman: O Cavaleiro das Trevas: Heath Ledger vai fazer falta

Posted on Jun 25, 2008 03:28:46 AM

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Esse texto meio que vai começar uma série que eu tenho planos de continuar por aqui até o lançamento do Batman: O Cavaleiro das Trevas. Eu vou falar sobre os atores, um pouco sobre o diretor e sobre o personagem. Tudo daquele jeito especial e todo meu, sem embasamento algum no assunto. =D

Eu fiquei pensando se eu deveria começar ou terminar essa série falando do Heath Ledger. Resolvi começar com ele, pois foi graças a ele que o filme conseguiu alcançar níveis épicos na mente de muita gente.

Claro que o filme ser bom ou não depende de todo o elenco, que é excelente, de seu roteiro e direção. São vários os fatores, mas muitas vezes um fator x, um pequeno elemento consegue fazer a diferença.

Quando o filme foi anunciado, lá em 2005, muito se especulava sobre quem poderia ser o Coringa, que foi mostrado como provável vilão no final de Batman Begins. Nomes de atores como Crispin Glover, de As Panteras, até Johnny Depp correram a internet como possíveis Coringa. Eis que do nada surge a confirmação de que Heath Ledger foi confirmado no papel. Não me recordo bem se li sobre a confirmação dele no Judão ou em algum site gringo, mas me recordo da minha reação inicial. “Isso vai dar merda”. Foi isso que eu pensei.

Eu conhecia o trabalho do cara, principalmente por causa de dois filmes: O Patriota e 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você. Sabia que o cara tinha acabado de ser indicado para um Oscar pelo seu papel de um cowboy homessexual em O Segredo de Brokeback Mountain, mas não estava colocando muita fé nele.

Então, começaram as notícias de como ele estava se preparando para o papel. Diziam que ele passou semanas trancafiado em um hotel, apenas preparando material para o personagem. Falaram de um diário que ele montou, escrito como se fosse pelo Palhaço, onde tinham coisas que podem chocar as pessoas normais, mas que seriam como uma revista em quadrinhos para o maníaco. Algo me fazia acreditar que o Ledger realmente queria fazer do Coringa um marco em sua carreira.

As filmagens começaram e fotos dele no set, fotos essas com qualidade duvidosa, surgiram em sites pela internet afora, inclusiva aqui no Judão. Falo aqui pois somos todos uma grande família. ÓUN! =D

Então, surgiu a primeira imagem, via um site viral(ponto esse que será abordado aqui). Eu me perguntei “ESSE É O LEDGER? CACETE!” Aquele não parecia aquela galãzinho do 10 Coisas que Eu Odeio Em Você. Parecia um ator disposto a se entregar por um papel, para interpretá-lo da melhor maneira possível.

Os meses foram passando e esse sentimento foi crescendo. Tudo culminou no primeiro trailer de cinema do filme. A voz, o jeito de se mover. Aquele que eu via na tela não era mais o Heath Ledger, mas sim o Coringa. Sempre fui um fã do Batman, mas nunca tive paciência pra comprar todos os meses seus quadrinhos. Li A Piada Mortal, mas não séries mensais, portanto não posso falar que essa seria a versão definitiva do personagem, mas para mim, toda vez que falassem do Jóquer, eu lembraria do Heath Ledger.

Sinto que não era o único a pensar assim, quando então veio o dia  22 de janeiro de 2008. Me lembro que cheguei do meu outro trabalho(não trabalho 24 hrs por dia no Judão),  peguei algo para comer e sentei na frente do computador. Entrei no Judão para dar uma olhada nos comentários da galera e vi um especial de um leitor o qual não me recordo. Ele dizia “Alguém sabe se essa história do Heath Ledger na CNN é verdade?”

Pensei “CNN? Isso é sério.” Foi então que eu descobri que Heath Ledger tinha morrido, aos 28 anos. Na hora especulou-se sobre overdose por uso de drogas, mas depois se confirmou que foi uma overdose acidental por uso de remédios com prescrição médica. Na hora isso não me importava muito. Eu nunca fui um cara que me importasse muito com astros e o escambau. Quando alguém morria eu achava triste, como qualquer pessoa ficaria, mas eu seguia minha vida. Naquele 22 de janeiro foi diferente. Eu fiquei chocado, quase não sabia o que pensar. Não somente por ele ser o Coringa, mas pelo fato dele deixar uma filha de 2 anos, que agora vai crescer sem o pai, pelo fato de um ator que eu tenho certeza que só iria nos dar atuações apaixonadas e que fariam a nossa ida até um cinema mais proveitosa. Pois era isso que o Heath Ledger passava.

Os meses foram passando desde a morte dele e o baque diminui. Pelo menos até agora, quando o filme do Batman está a menos de um mês para estrear. Ao ver as cenas dele como o Coringa, eu fico feliz por ver uma atuação realmente foda, que pode até trazer prêmios para o ator. Mas ao mesmo tempo fico triste, ao saber que esse reconhecimento não será gozado por ele, pelo fato dele não poder nos mostrar mais da sua capacidade.

Sei que o filme pode acabar não sendo o melhor filme de todos os tempos, mas uma coisa é certa. Ele sempre será um filme a ser respeitado, nem que seja somente pelo empenho que o Ledger mostrou em seu último papel completo. Digo completo pois ainda teremos The Imaginarium of Doctor Parnassus, mas sua atuação será completada pelos atores Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell.

E pra quem mesmo assim não acha que o Heath Ledger tinha um grande alcance como ator, por gentileza veja o vídeo abaixo.

Viram? Agora vejam isso.

Realmente, Heath Ledger vai fazer falta.

In The Name Of The King: A Dungeon Siege Tale. FINAL FUCKIN’ MENTE!!!

Posted on Jun 18, 2008 02:06:45 AM

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E lá vamos nós outra vez! Depois de algum tempo, çaporra acaba hoje e eu vou poder seguir em frente com a minha vida. =D

In The Name Of The King: A Dungeon Siege Tale é o penúltimo filme lançado pelo alemão nefasto Uwe Boll, e baseado no jogo do mesmo nome.

O filme conta a história de um cara que se chama Fazendeiro(sério!), interpretado pelo Jason Statham, que tem sua mulher sequestrada e seu filho assassinado num ataque de Krugs. Então ele vai tentar salvar sua mulher e buscar vingança pela morte do filho. Paralelo à isso, temos um vilão de merda, que criou os Krugs,  interpretado pelo Ray Liotta, tentando roubar o reino do grande rei. No meio tem o sobrinho do rei, interpretado pelo Matthew“Salsicha” Lillard, um amigo do fazendeiro, interpretado pelo Ron “Hellboy” Perlman, Leelee Sobieski como uma maga gostosinha que cai na lábia do vilão, e o pai dela, o mago supremo, interpretado pelo John Rhys-Davies, conhecido por todos como o Gimli, de O Senhor dos Anéis.

Inclusive, o filme todo é uma chupação desgraçada da trilogia do Peter Jackson. Tem horas que eu pensei “Será que o Uwe Boll quis prestar uma homenagem ao Jackson?”, mas aí eu lembrei que estamos falando do Uwe Boll, então provavelmente ele copiou tudo na cara dura mesmo. Tá tudo lá, desde o rei que surge do meio do povo, das “batalhas” campais, do vilão supremo que cria seres bestiais, os quais chamarei de orcs mesmo, já que Krugs é pra perdedores, o mago supremo e conselheiro. Tem até o discurso do cavaleiro na frente do exército, com direito a um “ARISE!”. Eu fiquei esperando um “ARISE, RIDERS OF THEODEN!” mas não rolou.

Algumas cenas me marcaram um pouco e delas falarei abaixo, com uma pequena dose de spoilers.

-O rei é envenenado, e então o mago “Gimli”, o pseudo-Gandalf, chega escuta o estômago do rei e chega a conclusão que ele foi envenenado. PUTA QUE PARIU! Aí eu já comecei a rir;

-O Fazendeiro, seu amigo Hellboy e seu cunhado vesgo estão passando por uma floresta e são atacados por mulheres, que acho eu, na teoria são elfas. Elas falam que odeiam homens e mandam eles embora. Então, o Fazendeiro mostrando que é muito foda,está pendurado de cabeça pra baixo, usa sua arma preferida para se soltar, um bumerangue. Sim, o herói do filme usa um bumerangue como arma…

-No meio da grande batalha campal -que acontece numa floresta(!)- surge o método de ataque mais absurdo que eu já vi até hoje. Um dos “orcs” senta na catapulta, se ajeita, vem um outro e taca fogo no maldito. Isso mesmo, ele vira uma bola em chamas. Atiram ele, que vai berrando feito louco, e ao invés dele cair no meio dos humanos, ele bate com força numa árvore, cai e se joga em um cavaleiro. Nessa hora eu gargalhei gostoso. =D

-O cavaleiro controlado pelo Ray Liotta cansa e resolve matar o rei. Enquanto ele vai, o Salsicha resolve matar ele mesmo o véio. Então ele começa a atirar flechas com uma precisão invejável, digna do Stevie Wonder. Enquanto isso, o cavaleiro vira uma almofada de alfinetes, de tanta flechada. Até surgem os Shinobis pra tentarem resolver a parada, mas nada dá certo. Eis que surge o Fazendeiro, mostra que é fodão, mas é tarde demais. O Salsicha atirou uma flecha, que deve ter ido pra casa do cacete, pois eu tenho quase certeza que o rei colocou a flecha no peito com a mão. Foi muito Trapalhões. Tive até que contar a cena inteira. =D

-Pouco depois, a filha gostosinha do pseudo-Gandalf aparece tentando prender o sobrinho do rei. Então ela quase se fode, mas recebe a ajuda das “elfas”. Inclusive a chefe delas, interpretada pela Kristanna “tive meu peito lambido em um filme do Uwe Boll” Loken, dá um sorrisinho muito maroto e diz que isso foi um presente. Nesse momento, tive pensamentos impuros. =D

-Na hora de todo mundo ir por pau na pseudo-Minas Morgul(sim, isso também foi copiado), a lesbian elf surge novamente, só pra falar que elas vão ajudar. E aí só vai a chefe. GRANDE AJUDA!

-Vemos um pequeno bate boca entre o “Sauron” e o “Gandalf”, tudo pra tirar atenção do malvadão e deixar com que o Fazendeiro consiga entrar na caverna que dá acesso ao reino do mal. Não chamar de Cirith Ungol porque aí já era sacanagem. Vemos o jeito mais horrendo de alguém atravessar um penhasco, mostrando que o Uwe Boll é besta em crer que alguém vai achar aquilo foda.

-Então uma batalha campal de verdade se aproxima. É noite e começa a chover. Orcs estão vindo em câmera lenta, e arqueiros não sabem quando atirar. Então o capitão fala para dispararem. Nesse momento eu fiquei esperando algum bobo gritar “PROTEJAM O FORTE DA TROMBETA!”. É hora da Batalha do Abismo de Helm ser copiada porcamente. =D

-A luta final é HORRENDA! Tipo, a chefe das lesbian elves não aparece mais. O capitão foda tá tomando um coro, e o Fazendeiro vai brigar com o “Sauron”. Pra vocês terem uma idéia, o Sauron prende o Fazendeiro com LIVROS. Tipo os usa como algemas(!). O desfecho é como todo o filme, totalmente chupado de O Senhor dos Anéis, e termina sem uma resolução decente pros personagens. Mas estamos falando de um filme do Uwe Boll, então eu estaria pedindo demais. =DJuro que fiquei parado olhando os créditos rolarem. Foi um final porco demais pro filme. O filme não é essas coisas, mas merecia um finalzinho melhor. Eu já estava pra largar os bets de vez quando começa a tocar uma música.Não era uma música estranha aos meus ouvidos, mas eu não conseguia identificar qual. Aí então começou a letra. Aquela voz era épica demais. BLIND GUARDIAN!

Sim, minha banda de metal favorita faz parte da trilha sonora de um filme do Uwe Boll. Isso partiu meu coração. Depois vi que tem também uma música do Hammerfall no final. PUTA QUE PARIU!

Minhas impressões finais são as seguintes: O Uwe Boll é um maldito. O cara pega idéias que eram interessantes em um meio(video-games) e realmente consegue transformá-las em uma merda sem tamanho.

O filme em si é total Sessão da Tarde, e se um dia passar na TV, é daquele que você assiste comendo biscoitos e total relaxado, rindo de tudo e depois vendo algo melhor.  Outra coisa é que o Jason Statham é legal pra dedéu e deveria participar de um filme medieval bom. O cara lutando com a espada foi bem divertido.

Resumindo toda essa looooonga saga, as notas para os filmes vistos são as seguintes:

House of the Dead: 2

Alone In The Dark: 3

Bloodrayne: 5

In The Name Of The King: A Dungeon Siege Tale :6

Sim, eu dei 5 pra Bloodrayne e 6 pra Dungeons Siege. A nota da Bloodrayne é graças ao fator fanfarrão do filme e pela lambida que a Kristanna Loken toma no peito esquerdo. E Dungeon Siege pelo fator Sessão da Tarde+biscoito. Isso e também pela Leelee Sobieski, que é bem gostosinha. =D

Hoje essa porcaria acaba!

Posted on Jun 16, 2008 01:54:57 AM

Não, eu não morri ou desisti de falar dos filmes do Uwe Boll. Hoje à noite deve sair a crítica de In Name Of The King: A Dungeon’s Sige Tale. Eu vi o filme(uma vez e meia) e é passável… Eu só não escrevi aqui ainda por dois motivos. O primeiro foi a falta de tempo. O segundo foi que quando me sobrava tempo, me dava preguiça. =D

Eu ultimamente tenho tido algumas idéias pra esse blog, idéias que se forem bem executadas, podem se tornar épicas. Mas antes, eu tenho que escrever sobre esse filme neafasto pra seguir em frente com os meus planos. =D

Por ora, deixo vocês com uma imagem da Keeley Hazell, simplesmente porque ela é gostosa e porque eu quero. =D

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Bloodrayne 2 fede!

Posted on May 15, 2008 11:21:22 PM

Sabe, eu tentei. MESMO!

Mas não deu. Bloodrayne 2 se mostrou o filme mais sacal de Uwe Boll. Falo isso pelo simples fato de assistir 5 minutos do filme e desligar. Filme ruim e chato também não.

Como eu não pulei nenhum filme dessa merda toda, me sinto no direito de deixar Bloodrayne 2 de lado.

E assim, me resta apenas um. Um que de relance me trouxe uma surpresa que me fez soltar um HOLY FUCKIN SHIT!

Respondendo algumas perguntas dos populares, esse blog não aparece na página inicial do Judão pelo simples fato de não agregar porra nenhuma ao site, sendo apenas um antro de psicoses de um bobo apelidado de Oda.

Outra questão é de onde surgiu o nome Roppongi Club. Roppongi é um distrito de Tóquio, e o nome do blog surgiu graças a sugestão de uma amiga minha em colocar o nome do meu blog com o mesmo nome de uma zona(esse tipo mesmo) que aparece no anime Speed Grapher, e que fica no tal distrito de Roppongi. Como eu não achei um nome certo pra zona, somente Roppongi Club, ficou isso mesmo.=D

Só respondi isso porque os poucos que lêem isso aqui perguntaram, então em respeito à vocês, aí estão as respostas.=D

Até o final de semana tem In The Name of The King: A Dungeon Siege’s Tale.=D

Até lá, uma singela imagem.=D

Midgets

 

Virou questão de honra!

Posted on May 14, 2008 10:35:35 AM

Não, eu não morri! Eu não continuei com a nefasta maratona de “filme” do Uwe Boll por vários motivos.

Desde  falta de tempo, passando por um pc que morreu e ressuscitou perante meus olhos, até o fato de eu ter começado a assistir Bloodarayne 2 e preferir assistir Full Metal Alchemist ou Hajime no Ippo.=DDD

O que eu sei é que hoje sai a “crítica” de Bloodrayne 2. Se tiver alguém lendo, por gentileza, aguarde.=D

E se bobear, eu ainda faço um post bobo com vídeos tão bobos quanto.=D

BloodRayne

Posted on Apr 23, 2008 01:37:32 AM

Bloodrayne

Agora as coisas começaram a ficar interessantes. Quando eu pensei que depois de Alone In The Dark o Uwe Boll só faria filmes medonhos que me fizessem ter pensamentos suicidas, eis que surge Bloodrayne.

Talvez essa seja o filme que me faça não assinar a petição pra fazer o cara parar de dirigir filmes. Tipo, o filme ainda é uma merda, como foram House of The Dead e Alone In The Dark, mas esse aqui é divertido. É tão ruim, que é legal.=D

A história é sobre a Rayne, uma vampira que é atração de circo em tempos medievais. Um dia um cara tenta fazer o dela dentro de uma carroça, ela morde ele e despiroca e sai matando. Aqui eu percebi que tudo que aprendi sobre vampiros em toda a minha vida, filmes, livros de RPG(Vampiro, a Máscara rulez), não se aplicam à Bloodrayne. Ela é uma vampira que tem como poder fazer crescer os dentes, chupar sangue e se regenerar depois de beber o líquido vital direto de jugulares.

No meio disso tudo tem três pessoas. Uma mina máscula, interpretada pela Michelle Rodriguez, um bobo alegre metido a herói, interpretado por um desconhecido que eu estou com preguiça de procurar o nome, e o fodão deles, um cabeludo interpretado pelo Michael “Mr Blonde” Madsen.

Eles caçam vampiros e fazem parte de um grupo que vive disso, o grupo Brimstone. Todos eles são contra o vilão supremo, Kagen, interpretado pelo Sir Ben Kingsley, que devia tá passando fome pra aceitar trabalhar nisso aqui. O cara foi Gandhi, e agora tá fazendo filme do Uwe Boll, porra!

O Kagen tá atrás de três pedaços de um vampiro lendário, e esses pedaços deixariam o vampiro que os possuir o “mestre dos magos”, pois seria imune a tudo e a todos.

Rola todo aquele atrito entre todos, pois a Rayne é filha bastarda do Kagen, os três caçadores não confiam nela, até que um vai e traça ela, com direito uma lambida em close no peito esquerdo da Rayne.

Falando nisso, a Kristanna Loken, que é a Rayne no filme, está severamente gostosa aqui, sempre de barriguinha de fora e decotão. E aí tem a cena do peitinho.=D

Toda a história do filme, o relacionamento dos personagens eu contei ali por dedução, porque se fosse pelas atuações eu não saberia. As atuações são patéticas, sendo que muitas vezes eu cai na risada sozinho.=D

É tanta coisa absurda engraçada que não dá pra contar tudo aqui sem estragar a graça, mas vai aí algumas partes que vão ficar marcadas:

-A chegada dos três caçadores no acampamento da Rayne, logo no começo do filme. Os três chegam, vêem corpos, e saem cortando a cabeça deles e tacando fogo sem nem perguntar o que acontece. É como você andando no mato e de repente você vê um corpo. Ao invés de você pensar “CACETE!”, você vai e corta a cabeça dele e depois taca fogo.

-O ataque ao mosteiro. Aqui eu começo a achar que o Uwe Boll tem uma cartilha sobre como fazer filmes.Ele tem que colocar uma cena de luta absurda. E como quem dirige é o pequeno alemão que ainda vive no coração dele, ele acha que é legal mostrar violência caótica. Aqui tem espadada na bochecha, quatro marmanjos batendo(sim, BATENDO) com espadas em um boneco largado no chão e que jorra sangue, membro cortados, uma loucura.

-O Michael Madsen só serve pra atuar em filmes do Quentin Tarantino. Isso é um fato, pois de uns tempos pra cá ele faz sempre a mesma cara, é sempre a mesma entonação de voz, é incrível. Mas ele ainda tem pontos sobrando, afinal de contas ele é o Mr Blonde e foi o Mothafuckin Bud, o puto que enterrou a Beatrix viva! Tem um outro filme dele que é legal, A Experiência, e que teve um outro cara do elenco trabalhando em Bloodrayne. Quem? O Gandhi.

-O que diabos o Sir Ben Kingsley está fazendo aqui? Ele tá passando dificuldade? Porque, PUTA QUE PARIU! Nem ele se salva nesse filme. As cenas dele são as mais sem noção, e a luta dele no final com a Rayne é ridícula.

-A quantidade de gente que eu reconheci no filme me deixou espantado. Ali você vê onde estão sendo investidos os impostos pagos pelos alemães. Tem além dos “principais” um Billy Zane, puto que separou o Jack e a Rose em Titanic e foi o Fantasma, e até o Meat Loaf. Cara, O MEAT LOAF, como um vampiro rodeado de gostosas nuas. Cara, o pai do Jables. O Robert Paulson! Me deu até vontade de ouvir I’d Anything For Love(But I Won’t Do That).=D

-A cena da lambida no peito esquerdo. Mais uma vez o Uwe Boll resolve que tem que colocar uma cena “de amor” nos filmes. Só que ele não prepara. Em nenhum momento você acredita que rola um clima entre o galã e a Rayne. Em uma cena eles meio que se esculacham, porque ela fica se fazendo que só ela se ferra na história. Aí ele mostra que é um fudido também. E na próxima cena ela monta nele. Assim. E o cara ganhou pra lamber o peito da Kristanna Loken. Bom pra ele.=D

-As cenas de morte. Tem duas cenas com personagens os quais eu não vou falar que são hilárias. Quando eu corto o dedo, ou me machuco, logo solto um “PUTA QUE PARIU!”, ou algo do gênero. Pelo menos um “merda” eu mando. Agora, ao meu ver, se você tem uma espada perfurando seu peito, por mais macho que você seja, uma cara de dor você tem que fazer. As pessoas que tem seus peitos perfurados me provaram o contrário.=D

-A cena final, um close da Kristanna Loken, seguido de VÁRIAS cenas de violência caótica, onde vemos cabocos sendo cortados ao meio, os quatro caras batendo no boneco que jorra sangue, cabeças decepadas, espadadas no olho. Tudo sem ligação. O responsável pela edição devia tá pensando “Ah, não tem nada pra pôr aqui. Vamos por violência.”

Enfim, meu povo, por incrível que pareça eu recomendo que vocês assistam esse filme. Mas dentro de algumas condições:

Não vejam sozinhos. Vejam com amigos, de preferência tomando uma bebida(refrigerante/cerveja) comendo algo gordurosa(dê preferência à pizza) e com muita vontade de zoar. Porque se você assistir querendo um entretenimento sério, passe longe.

Agora se você quer é ser um fanfarrão, vá em frente e assista Bloodrayne. Só me resta saber se a sequência do filme será tão “boa” quanto o primeiro filme.

Bloodrayne 2 será avaliado, mas não amanhã. O lance de um por dia se torna inviável, mas pelo menos um por semana dá.

Até lá, fiquem que o vídeo semi-tosco que a MTV gringa fez há uns anos, fazendo um clipe de Everybody’s Fool do Evanescence, com a Rayne cantando.=D

Hoje os filmes ruins continuam!

Posted on Apr 22, 2008 11:52:34 AM

Não, eu não desisti de ver os filmes do Uwe Boll. É que me deu uma puta preguiça, mas hoje tem Bloodrayne. Dois que lêem isso aqui, aguardem.=D

Alone In The Dark

Posted on Apr 13, 2008 09:37:02 PM

Alone In The Dark

Agora eu me surpreendi. Depois de House of The Dead eu pensei que aquilo era o máximo que o Uwe Boll conseguiria fazer, mas não. Com Alone In the Dark ele mostrou que pode fazer filmes ruins pra passar no Domingo Maior. Tipo, House of The Dead deveria ter suas cópias queimadas, mas Alone In The Dark chega a ser levemente interessante pra você ver depois do Fantástico, ou quem sabe no Corujão.=D

Joguei muito pouco Alone In The Dark, pra ser mais exato joguei só o de PS1(Alone in The Dark: The New Nightmare) e por um final de semana. Achei meio interessante, mas larguei mão.

O filme tem o personagem principal com o mesmo nome, e até tem um estilo que lembra vagamente o jogo.

O problema é que o Uwe Boll, como acontece em House of The Dead, acha que se um efeito especial é legal, ele tem que usar, não importa como. Nesse filme tem efeito bullet-time usado em momento qualquer, sem motivo algum, uma luta tosca já no começo, com direito ao Edward Carnby dando chute no caboco, que voa uns 6 metros pra trás. Tipo, ele não sabe como fazer o efeito funcionar dentro do filme, ele só vai e usa.

As atuações são típicas do elenco da Malhação, com excessão do Christian Slater, que em alguns momentos é até mais ou menos, mas aí na cena seguinte ele faz merda.=D

A história é tosca, e tem todo um lance de um agente louco de uma agência governamental que cuida de assuntos paranormais, fazendo umas experiências com crianças de um orfanato, introduzindo uns parasitas neles, e depois transformando-os em zumbis. Tosco, eu sei.

Uma das crianças é o Edward Carnby, herói do filme. O problema é que nunca fica claro porque o agente puto queria fazer aquelas experiências com as crianças.

Outro pecado do filme é ter a Tara Reid e não fazer ela pagar peitinho. Tipo, ela é uma atriz horrenda, mas na época do filme tava bem gostosinha. A única serventia dela era pagar peitinho, mas isso não acontece UMA vez, nem quando ela vai fazer séquisso com o Carnby. Ela fica de sutiã, e isso não é divertido.=D

Num geral, se o filme não se chamasse Alone in The Dark, e não tivesse o lance de baseado no game, seria um filme que passaria desapercebido. E quando passasse no Domingo Maior, você poderia assistir por falta do que fazer, sem falar no final “perdi 1 hora e meia da minha vida”.=D

O filme é bom? Nem fodendo, mas não é o horror que House of The Dead foi. Esse filme não teve tantos momentos “WTF?” como o outro, mas eu sinto que o próximo filme a ser visto, BloodRayne, vai compensar.=D

Então se alguém estiver lendo isso aqui, um até amanhã.=D

ps: Vou até colocar um pôster diferente do filme aqui embaixo, só pela cara da Tara Reid.=DDD

Alone IN The Dark v2

E começou! House of The Dead!

Posted on Apr 12, 2008 10:30:59 PM

House of The Dead

Primeiro eu quero agradecer todo mundo que tentou me dar uma força nessa atitude que eu até posso chamar de masoquista.

Uwe Boll é um louco e é bom que isso fique bem explicado. O cara faz o que bem entende com os filmes que dirige, tendo respeito zero pela fonte original, no caso os games.

Pra você ter uma idéia, essa é a história do jogo House of the Dead:

Dois agentes da AMS chegam até uma mansão, depois de terem sido avisados pela noiva de um deles que tá rolando uma merda foda lá. Quando eles chegam, o lugar tá infestado de monstros e zumbis, que são fruto de experimentos de um geneticista que enlouqueceu. Daí em diante você, o jogador, sai distribuindo pipocos como um louco.

Não é a história mais cativante, mas aí você pensa na sinopse do filme:

Um bando de bobos vão pra uma ilha isolada e “amaldiçoada” pra participar de uma rave e lá são atacados por zumbis e tal.

A única coisa que te faz lembrar de que esse filme é baseado no jogo House of The Dead é o fato de imagens do jogo, com o gráfico do Sega Saturn, aparecerem no meio de cenas, sem motivo algum. O cara tá pra ser atacado por um zumbi e aí aparece uma cena do jogo, com direito a um belo RELOAD na tela.=D

Outro fato que te faz lembrar do jogo é que agentes da AMS perguntam o sobrenome do protagonista do filme, que é o mesmo do vilão do jogo. E só.

O filme é de uma ruindade sem tamanho. Durante a semana eu assisti dois filmes fodas e diferentes um do outro(Cloverfield e There Will Be Blood) e não tava esperando que o House of the Dead, primeiro filme dessa mini-maratona profana, fosse um décimo daqueles filmes, mas é muito ruim!

Tem erros ridículos de continuidade, atuações que eu mesmo poderia superar, edição grotesca, defeitos especiais.

Eu vou falar de algumas coisas que merecem ser mencionadas, portanto falarei spoilers:

-Erica Durance , a Lois Lane de Smallville, está no filme e pagando peitinho. Talvez esse tenha sido o único momento que eu achei o filme legal. Ela perece 5 minutos depois.=/

-Clint Howard, irmão do diretor Ron Howard e tio da Bryce “eu fiquei muito gostosa como Gwen Stacy” Dallas Howard. O cara já é conhecido por participar de vários filmes trash B, e aqui não é diferente. Pra você terem uma idéia, ele começa o filme sem uma mão, e com um gancho no lugar. Lá pelas tantas, ele está carregando uma caixa sem problemas, e ainda dá uma limpadinha nas mãos. Poder de regeneração vezes OITÔ;

-Na cena da Rave, vi uns peitinhos e atrás do palco, uma put faixa com logo da SEGA, empresa que produziu o jogo. Quando eu vi a faixa eu percebi o porque da SEGA ter se afundado e quase ter falido há uns tempos atrás. Não foi culpa do Dreamcast, e sim o fato deles gastarem dinheiro patrocinando raves no meio do mato, em ilhas isoladas;

-Uwe Boll parece uma criança sem noção ao utilizar “defeitos” especiais. Quando o grupo se junta pra matar zumbis, começa uma música tosca, e todo mundo vai andando um do lado do outro em câmera lenta e DO NADA, quando um deles atira, a pessoa fica no meio da tela e temos um efeito “bullet-time” feito nas coxas. Tem uma cena em particular que me fez rir pra cacete. A mocinha gostosa do filme tá usando uma escopeta e um zumbi joga um machado nela. Ao invés dela abaixar e atirar no bicho, ela pula pra ficar na altura do machado, atira, a câmera acompanha as balas, que passam em volta do machado e acertam o zumbi. Ela cai e o machado passa do lado dela. Tudo isso em câmera lenta. Por que em câmera lenta? Porque provavelmente o Boll, como uma criança que tem um brinquedo novo, usa a exaustão o bullet-time tosco que ele produziu.

-A cena onde os casais se formam e se beijam é patética. Tem o galã que tá com a cara fudida com ácido, depois de ter tomado uma cusparada de um zumbi semi-morto(sério!). Aí vai uma mina que passou o filme inteiro sem mostrar nenhum interesse no cara, e beija ele. DO NADA.

O outro casal é o do protagonista com a mocinha gostosa, que era a sua ex-namorada. Ele mostra um corpo esquartejado e aí eles se beijam. Muito romantismo nesse filme =D;

-No final eles encontram o vilão do filme, um padre espanhol de centenas de anos, que foi excomungado por realizar experiências profanas. O cara conseguiu se manter vivo por todo esse tempo devido ao sangue, que “ESTÁ VIVO!”. A explicação do porque ele está vivo é esse. Por causa do sangue que ele teve uma mutação. Tudo isso no século 17 ou 18.

Os dois que sobram de todos, o casal de protagonistas, vão lutar com o padre, que é total bombado e mau. Ela arranja uma espada, o padre também, e o outro cara uma machadinha. Não se sabe como, a mina sabe lutar com uma espada(ui).

Lá pelas tantas o cara toma na cabeça e fica só a mina e o padre brigando. O padre enfia a espada no peito da mulher, exatamente entre os seios, talvez porque acertar em cima de um dos dois não seria muito bonito. O cara vendo a ex namorada caída vai e só corta a cabeça do padre. Sem cerimônia, só vai e corta. Se isso já não fosse tosco o bastante, o corpo sem cabeça ataca o sujeito. Aí a mulher, que ainda tá viva, olha pra cabeça do padre, se levanta e dá um pisão no crânio, arrebentando a ponto de aparecer um pouco de cérebro de mentira. Aí ela cai e aparentemente morre.

Depois o cara tá indo embora e levando a mulher apoiada no ombro, como se ela estivesse só com o pé quebrado, ao invés de ter tido o peito perfurado por uma espada.

Pra fechar bonito, temos uma deixa pra uma sequência, que foi produzida direto pra TV nos EUA.

Tipo, com 10 minutos de filme eu já estava com pensamentos suicidas. É tudo muito ruim, e não é um ruim divertido de ver, é só…ruim! Mas eu vi até o final. O negócio é ver se o Alone In The Dark vai ser mais divertido, e se vai conseguir ser pior que House Of The Dead. Porque se for, PUTA QUE PARIU!

Eu não recomendo a ninguém assistir esse filme, a não ser que você queira perder uma hora e meia da sua vida. Eu fiz porque alguém poderia vir aqui, ler e passar longe do filme. Faço isso para salvar as pessoas.=D

E amanhã tem Christian Slater, Tara Reid e trilha do Nightwish.=D

ps: Eu quase gravei uma faixa de áudio comentário do filme, mas aí ficaria muito grande. Mas que eu tinha material, ah isso eu tinha.=DDD