O pedaço mais sangrento do Judão!
Constado dia 20/11/08 às 15h01 em Resenhas, Suspense, Terror, por Guto Guimarães | 8 Comentários | 
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Começar um filme de terror com a frase “esta produção foi baseada em eventos reais” surte algum efeito no telespectador? Será que isso o deixa mais vulnerável para os sustos vindouros, ou apenas deixa os céticos ainda mais incrédulos via provocação não aceita?

É fato que, se você decidiu assistir à Os Estranhos no cinema, no meio de um feriado local (RJ e SP, até onde sei), você já vai preparado para ver sangue e dar alguns saltos na poltrona do cinema. Sei que também há aquela ínfima parcela da população que paga a entrada do cinema só pra ver Liv Tyler na telona, mas vou fazer de conta que são poucos e seguirei adiante.

Quando o casal Kristen (Tyler) e James (Speedman) chegam à remota casa de veraneio dos pais de James, querem apenas descansar um pouco, depois de uma noite difícil. Porém, a noite está prestes a se tornar a pior de suas vidas quando três estranhos mascarados surgem com um prazer doentio em aterrorizar o jovem casal.

Clichê? Seria, se o diretor estreante Bryan Bertino fizesse como todos os outros milhares de filmes similares que já existem e partisse pra fórmula violência + sangue x nudez parcial = terror. Esta produção tem algumas dessas características, mas foge do padrão ao dar preferência ao suspense psicológico e ao terrorismo mental a que os personagens principais são submetidos. Sabe aquele tipo de película que te faz roer as unhas e te deixa tenso exatamente por não mostrar o que nós queremos ver? Então.

O que muitos podem considerar o grande defeito do filme, é na verdade seu grande trunfo. Na maior parte do tempo, nos vemos tomados pelo pavor da incerteza, da insegurança e da necessidade de tentar entender o que está acontecendo, exatamente como a personagem principal. Em quase noventa minutos de filme, temos uma hora (mais ou menos) de NADA. Mas é o nada mais aterrorizante que você pode imaginar.

Se analisada com mais vontade, a história que acompanhamos nos mostra como pode ser complicado entender a natureza humana. Em uma produção claramente inspirada em Violência Gratuita (que ganhou uma refilmagem no ano passado), vemos que não é necessário nenhum pretexto para agir desta ou daquela maneira. O filme está sendo vendido como “casal faz coisas que nunca imaginou para sobreviver”, mas não é o comportamento do casal que deva ser notado ou usado como referência. Nem de longe.

Com um final que deve deixar muita gente indignado, Os Estranhos é uma boa opção para seu fim-de-semana, se você tiver plena noção de que vai sair bem incomodado do cinema. Gutural GOSTOU.



Os Estranhos (The Strangers) - EUA, 2008
Diretor: Bryan Bertino
Roteirista: Bryan Bertino
Elenco: Liv Tyler, Scott Speedman, Peter Clayton-Luce, Gemma Ward, Kip Weeks, Laura Margolis
Tempo de Duração: 85 minutos
Distribuição: Paris Filmes



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Constado dia 19/11/08 às 9h32 em Terror, por Guto Guimarães | 3 Comentários | 
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Toda vez que assisto à Dexter, um dos melhores seriados da história, fico me perguntando até quando aquilo tudo poderia deixar de ser apenas uma obra de ficção para ganhar as capas de jornais da nossa fétida realidade. Considerando a mentalidade impressionável da grande maioria dos seres humanos, bem… era uma questão de tempo.

Pois bem. Mark Andrew Twitchell, um produtor de cinema de Edmonton, Alberta, está sendo acusado de homicídio doloso no caso do assassinato de John Brian Altinger, de 38 anos. Inspirado no serial killer mais querido do mundo, Twitchell escolheu Altinger como alvo por acreditar que o mesmo estava traindo sua esposa. Não sei DAONDE ele tirou que Dexter mata por traição, mas…

Para realizar seu “trabalho”, Twitchell atraiu Altinger para sua garagem, onde havia feito alguns de seus curta-metragens, com o pretexto de que o “traidor” encontraria uma mulher com quem estava se correspondendo online. Para justificar a semelhança com o personagem da TV, a polícia local notou, durante investigações, que o perfil do Facebook do tal Twitchell tinha como status a frase: “Mark tem muito em comum com Dexter Morgan”. Procurei pelo tal perfil, mas acredito que o Facebook tenha excluído.

Outra coisa encontrada pelas autoridades locais foi o roteiro de um novo filme, intitulado House Of Cards, onde um serial killer atraía um marido infiel até uma garagem, onde encontraria uma mulher com quem estava se correspondendo online. ESSE sim é um cara esperto.

Agora, fica a dúvida: até onde isso pode ser considerado similar ao seriado? Será que o imbecil assassino cometeria o crime dessa maneira se não tivesse visto o show? Será que a segurança no Canadá é assim tão fútil (hein, Kid?) a ponto de considerar uma frase colocada numa rede social como algo relevante?

Eu só sei que, se Dexter fosse tão burro, não teríamos mais do que uma temporada de seriado.

Constado dia 13/11/08 às 10h24 em Resenhas, Suspense, Terror, por Guto Guimarães | 3 Comentários | 
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Pôster de [REC]

Pôster de REC

Dia 31 de outubro de 2008. Dia do portunhol para uns, halloween para outros. Pra mim, foi um dia BEM diferente dos comuns. Foi o primeiro dia em que eu fui para uma cabine de imprensa especialmente relacionada ao Gutural; foi onde solidifiquei a amizade com o grande truta Théo; e também foi a data onde esse cara aí de baixo falou “Parabéns, hein? Você realmente é o especialista daqui! Parabéns pelo seu gosto!”

Eu e o Rubão. =D

Eu e o Rubão. =D

Sim, senhores. Ninguém menos que Rubens Ewald Filho estava lá. Isso pode ser comum pra grande maioria dos redatores de resenhas cinematográficas mundo afora mas, pra mim, foi algo fenomenal poder dividir uma mesa com esse ícone do cinema nacional. Absurdamente simpático, assistiu o filme ao meu lado e pulou zuntzinho em todos os sustos. Óhhó. =D

Pular? É… foi EXATAMENTE isso que aconteceu. Olha, eu posso dizer que sou escolado em filmes de terror. Já assisti a MUITOS deles, ainda me faltam centenas… o que me valida, pelo menos para vocês que estão lendo isso aqui, a dizer que [REC] é, sem dúvida, o melhor filme de terror do ano. Um dos melhores de toda a história do cinema espanhol, de longe.

Na história, uma jornalista e seu operador de câmera estão fazendo uma reportagem em um quartel do Corpo de Bombeiros com a intenção de mostrar o dia-a-dia desses profissionais. Tudo muito lindo, normal… e absurdamente CHATO. Nada parece acontecer naquela noite, até que uma chamada retira os personagens principais do marasmo e os leva ao que serão uns dos 60 minutos mais TENSOS da sua vida.

Ao chegarem no local da ocorrência, Ângela (a FROXO Manuela Velasco) e seu câmera percebem que há algo de muito estranho acontecendo no edifício. Ao entrarem no apartamento de uma velha senhora para saber o que tava rolando, bem… encontram o inferno.

É impressionante como um filme que, supostamente, não está trazendo nada de novo (a referência à Dawn Of The Dead está lá, a “câmera tremida/documentário” de A Bruxa de Blair também) consegue fazer com que você queria arrancar os braços da poltrona enquanto a história passa. Você ri, você se assusta sem depender de barulhos esganiçados vindos do nada, você torce, você xinga. Eu acho até que dei uma cotovelada no Rubão, sem querer, no meio da putaria. =D

Incluir o elemento “vida real na película” através da utilização da shake cam, da idéia de “aconteça o que acontecer, NUNCA pare de filmar” e de sustos que também foram aplicados no elenco (a cena do bombeiro que cai) parece ser uma fórmula de sucesso, hoje em dia. Ouvi comparações de [REC] até com Cloverfield, por conta disso. Claro, o monstrengo do segundo filme é muito mais incompatível com a realidade do que pessoas transformadas em monstros por conta de um vírus… ou não?

É interessante citar que o prédio utilizado nas filmagens não é um cenário. Ele existe de verdade, e toda a produção foi feita por lá. Isso ajudou a criar um clima de “o que será que tem atrás dessa parede?” entre o elenco, que REALMENTE se apavorou durante as gravações. Excelentes idéias dos diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza, aliás.

O filme é todo falado em espanhol, à exceção de alguns personagens de outro país. Isso me incomodou um pouco, a princípio, mas deixou de ser algo diferente assim que o enredo engrenou. Deve acontecer o mesmo com vocês. Além do quê, sempre é bom aprender palavrões em outras línguas. Você nunca sabe quando vai precisar deles. =D

Se vocês ainda não se convenceu a ir para o cinema ver essa maravilha, lhes dou um ultimato: Assistam aos cinco minutos finais do filme sem se retorcer na poltrona, sem suar frio ou sem se assustar. Se você conseguir… você estará mentindo.

Gutural GOZOU. Filme extraordinário, um exemplo do que é uma produção de terror de verdade.



[REC] - Espanha, 2007
Diretores: Jaume Balagueró e Paco Plaza
Roteiristas: Jaume Balagueró, Luis Berdejo e Paco Plaza
Elenco: Vicente Gil, Manuela Velasco, Manuel Bronchud, Carlos Lasarte, David Vert, Javier Botet, Martha Carbonell e Maria Lanau
Tempo de Duração: 85 minutos
Distribuição: Califórnia Filmes



TRAILER:

Constado dia 07/11/08 às 15h02 em Terror, por Guto Guimarães | Nenhum comentário | 

Acredito eu que todos os leitores do Gutural já tenham ido aos cinemas para ver Jogos Mortais V. Se não, pereçam e vão até lá. JÁ. Ou pereçam depois de ver. Ou até mesmo no cinema, isso dará ibope pro filme pra mais de mês, considerando a nossa maldita imprensa…

Divagar é pros fracos. O que eu quero dizer é: lá no filme do Jigsaw, infelizmente não pudemos contar com a beleza AND gostosura de Shawnee Smith, a eterna Amanda. Isso não é problema pra quem já está aguardando por O Grito 3, produção que será lançada diretamente em DVD lá nos EUA.

O trailer foi lançado há um tempinho, e agora você pode vê-lo aí embaixo:

Ano que vem, tá? Tchau.

Constado dia 30/10/08 às 11h00 em Resenhas, Terror, por Guto Guimarães | 16 Comentários | 
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Pois bem, crianças… o momento chegou. Um ano após o melhor filme da franquia Jogos Mortais ter sido lançado, eis que somos apresentados à Jogos Mortais V. Muito tem se falado à respeito da cinessérie como um todo, que “não é mais a mesma depois do primeiro”; “gostei dos três primeiros, dali pra frente é putaria”; é tudo uma bosta, minha mãe tirou minha chupeta quando eu era pequeno e tenho carência oral”; etc.

Felizmente para uns, infelizmente para outros, a quinta edição da história não nos traz novidades impactantes, nem segredos mirabolantes. Não há choques homéricos como nas películas anteriores, onde cada peça em cena é chave principal para o desfecho da história. O que vemos na tela, na verdade, são duas histórias distintas, que pouco têm a ver uma com a outra.

Um dos fatores mais interessantes deste quinto filme é o fato de que, talvez pelo grande número de “Mas que porra é essa?!” proferidos por telespectadores do Saw IV, o diretor cabacinho David Hackl optou por começar o filme com algo que poderia fazer parte de um livro chamado Saw for Dummies, nos relembrando de tudo que aconteceu anteriormente e resolvendo algumas pequenas questões pendentes, como o que aconteceu com a pequenina mocinha capturada no Saw III.

Essa resolução, somada a um dos diálogos no meio do filme, só confirma aquela que é uma das maiores causas de pendenga relacionadas ao mestre Jigsaw e sua obra: ele é ou não um assassino? Suas “vítimas” são inocentes? Uma luz é jogada sobre esse aspecto. Cabe aos defensores da causa vê-la e analisar se o que lhes foi apresentado é ou não suficiente para sanar suas dúvidas. Como eu não tinha nenhuma, ponto pra mim.

Quanto aos jogadores deste filme: como disse acima, é uma pena que Julie Benz e companhia só sirvam, nesta produção, para serem os alvos da criatividade dos roteiristas Patrick Melton e Marcus Dunstan quanto à construção de traquitanas, já que os mesmos acertaram a mão no episódio passado mas derraparam neste. Este deslize separou duas partes da trama que são primordiais, se sempre conectadas: quem está nas armadilhas e o que acontece fora delas.

Assim que os jogadores são colocados apenas como “vítimas” de um suposto “sádico”, toda a identidade da história acaba se perdendo. Não há motivo aparente para que as pessoas escolhidas estejam lá. Claro, há um pretexto que os une como um grupo, assim como havia no segundo filme. Mas ele não é forte o suficiente para crermos que TODOS eles MEREÇAM estar ali. Esse tipo de coisa, numa produção com a história que tem a série Jogos Mortais, é imperdoável.

Felizmente, a atuação de Costas Mandylor e Tobin Bell nos fazem ignorar estes percalços e seguir em frente, rumo a mais uma revelação junto ao fim da exibição. Tobin já tem seu lugar assegurado como um dos ícones do cinema de terror há tempos; a cada vez que repete seu papel como o mestre-titereiro, ganha mais pontos rumo ao primeiro lugar. Costas, por sua vez, nos entrega um personagem que, por passar por algo similar ao que Jigsaw passou, acredita que pode agir da mesma maneira. Se ele consegue fazê-lo? Bem…

É aí que chegamos à conclusão da história. Mais uma vez, a fórmula “a musiquinha começou; preste atenção que agora vem a explicação” é utilizada com louvor, e serve tanto para aqueles que só precisam afirmar o que já tinham notado durante o filme, quanto para quem foi ao cinema só para contar quantos peitos ou litros de sangue encontraria na telona. A revelação final não é tão impressionante como a de seu antecessor (a melhor de todas, de longe), mas cumpre o seu papel e nos deixa pensando, mais uma vez, em como farão para manter o gás no próximo filme.

Gutural GOSTOU e indica o filme para todos os que precisam de sua dose anual de Jigsaw; seja para continuar reclamando (e enchendo os bolsos dos que criam a polêmica enquanto isso), seja para se atualizar na história daquele universo que, por Shiloh, um dia pode vir a se tornar o nosso.

Constado dia 23/10/08 às 9h40 em Terror, por Guto Guimarães | 2 Comentários | 
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Quando as pessoas cansam de falar que não há mais nada de novo na indústria cinematográfica do terror, bem… estão com razão, na maioria das vezes. O cinema independente (ou quase) parece ser a única salvação do gênero. Digo isso porque caiu em minhas carcomidas mãos a história de Midnight Movie, produção que traz, como diriam os britânicos, a breath of fresh air pro gênero.

No filme, conhecemos o mito urbano de um filme da década de setenta cujo assassino “saía” das telas e matava todos os que o assistiam. Nada tão “místico” quando um O Chamado, claro. Algo mais como um cara que te crava uma broca de metal no meio do peito enquanto você tenta buzinar a gostosa que você levou no cinema, saca? Assim. =D

Pra se situar um pouquinho melhor em relação à produção, seguem abaixo dois trailers:


Cópia do Jason? Nhé. No máximo, uma homenagem. Em todo o contexto da obra.


Se eu disser pra vocês que já ouvi exatamente a mesma frase que a gostosinha disse ao final do trailer… é, aí complica.

Para acessar o site oficial da película, clique no pôster lá de cima. Lá, vocês encontram um monte de coisas pra passar um bom tempo procrastinando essa véspera de sexta-feira.

Quando o veremos? Bom, ele sai em DVD, lá fora, no dia 6 de janeiro.

Constado dia 20/10/08 às 12h59 em Nacional, Terror, por Guto Guimarães | 2 Comentários | 
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Eu já tinha falado dessa produção aqui no Gutural, há um bom tempo. O filme estreou, pouca gente pode assistir… que tal poder curtir essa pérola do cinema nacional no conforto da sua fétida residência? =D

Exatamente! Depois de um bom tempo no aguardo, finalmente A Capital dos Mortos conseguiu ser lançado em DVD. Dois discos, cheios de extras, como você pode ver abaixo:

Disco 1:
- Filme (87min)
- Legendas em inglês e espanhol
- Seleção de capítulos

Disco 2 (160 min aprox):
- Entrevistas
- Efeitos especiais
- Making of
- Erros de gravação
- Cenas deletadas
- Elenco alternativo
- Curtas-metragens
- Música
- Garotos e Garotas do Rock and Roll (só assistindo pra entender)
- Estréia

Uma oportunidade perfeita para se prestigiar o cinema independente do Brasil, não? Pra comprar, é só clicar no pôster acima!

Ah, sim: EU ganhei a minha camiseta. =D

Constado dia 17/10/08 às 12h05 em Suspense, Terror, por Guto Guimarães | 6 Comentários | 
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Uma semana, exatamente. UMA MÍSERA SEMANA para que os estadunidenses assistam as novas estripulias do mestre Jigsaw e seu(s) seguidor(es). Pra gente, claro… mais uma semana. Enquanto aguardamos, o Fear.net conseguiu uma nova cena de Jogos Mortais V, onde podemos ver como se inicia o primeiro jogo coletivo. Lembrou do segundo filme? É, eu também. =]

Play abaixo. Mesmo parecendo peruca, Julie Benz morena RULES.

uv